sábado, 28 de agosto de 2010

BICHO MULHER



A mulher quer ser amada do jeito que é, mas não quer ser vista como é realmente. Tem uma incrível necessidade de se esconder, ocultar intenções, dissimular interesses, precisa maquiar-se, disfarçar imperfeições, vive da exterioridade. Deseja sinceridade, mas não há suportaria [1]. Quando cortejada, sobre o discurso de que para um algo mais precisa confiança e sentimento, se esquiva. Sendo na verdade nada disso, em casos rápidos e momentâneos, no jogo da sedução quanto mais estranho o pretendente melhor, menos ele vê, e mais ela preserva o seu orgulho, mantém a sua pompa e domina a situação [2]. Quando dissecada interiormente em suas fraquezas, se sente desconfotaver e desnudada. Quando bela livre e jovem, deseja ter o orgulho de mulher difícil, intocável. Mas se contradiz, pois o contingente que dispensa não passa dos reprovados da seleção que faz aceitando os mais interessantes [3], no fundo se equipara a condição do homem a qual censura, enquanto não encontra o parceiro “certo” vivem passageiros bons momentos com os “errados”.



Aos quinze quer viver uma historia, com vinte deseja ser amada, nos trinta quer simplesmente um homem, já com quarenta não precisa de homem, só de sexo [4]. A mulher é mais animal do que o homem tem um instinto a mais: a maternidade. E todas as suas relações com os homens em suas fases da vida são determinadas pela sua necessidade de ser mãe. Sendo adolescente enumera pequenos romances, por ser esta uma forma da natureza para ela conhecer os homens e escolher o pai de seus filhos. Quando moça é dominada pela necessidade sega de fidelidade, a qual não se permite um simples flerte ou o prazer de ser paquerada. Puro instinto de fêmea quer garantir a presença do macho para procriar e proteger a prole [5]. Mas sendo completamente adulta esta mais aberta ao rompimento, traição ou a viver só, já que descobre que seu marido não merece tanto por ser tão idiota como os demais. Isto por que o homem já fez a única coisa para qual ele é útil a mulher [6].



A mulher é profundamente determinada inconscientemente nas suas primeiras posturas diante da vida e dos homens pela imagem do primeiro homem que conhece: o pai. Nelas se prova a tragédia de Édipo Rei: quanto mais o ser humano quer fugir do seu destino mais rápido se encaminha a ele [7]. Três são as suas opções: a miséria de ter quem quiser e ser desejada por todos, mas não ser amada por ninguém; a vergonha de ter ao seu lado um parceiro inferior a ela; ou ser dominada pela força bruta da ignorância ou pela força psicológica de uma mente superior [8]. Quanto mais feminista menos feminina é. Quanto mais individualista menos chance tem de ser feliz no amor. Ao rejeitar a prata oferecida a elas por nobres pretendentes por causa da sua ambição de ouro, muitas acabam nadando na lama [9]. E por querer ser absolutamente emancipada e se igualar ao macho se torna tão besta quanto o bicho homem.

Gresder Sil
*21/10/10


Notas explicativas**

[1] O que toda mulher quer e deseja quando diz querer um homem sincero é apenas que ele a ame mais do que todas as outras que eventualmente tenhas passado por sua vida, ela só quer a exclusividade dos seus sentimentos, ela só que ser a única e ultima em seu coração. Isso não significa que ela queira saber toda a verdade sobre ele, que ela possa suportar toda verdade dele, antes uma boa dose de insinceridade, e uma pitada de “inocentes” mentiras são essenciais para um bom relacionamento, pois a realidade nua e crua da vida e de nossa natureza, sem inspiração e ilusão são insuportavelmente patéticas e miseráveis. Precisamos de poesias e poetas para viver, pois “todo poeta é mentiroso” e é uma boa “mentira” que nos faz prosseguir.

[2] Na natureza e na sociedade sempre e na maioria dos casos é a fêmea que escolhe primeiro o seu parceiro, é ela que decide em ultima estância. Se ela não se sentir atraída instintivamente e intelectualmente pelo pretendente, em vão será toda tentativa de conquista. Ela apenas faz a sua aparição, da o seu ar da graça, enquanto os machos fazem o seu canto, demonstram suas forças, revelam a beleza de suas plumas coloridas e papos e cristas avolumados. E assim, logo em seguida tendo escolhido o parceiro pelas suas razões pessoais de segurança emocional e desejos inconscientes, naturalmente ela dará certos sinais sutis ao macho que daí em tão, e só então esta apto a fazer sua corte e conquistar sua amada.

[3] Não existe isto de mulher difícil, e nem mulher que não possa ser conquistada, mas apenas o homem certo na hora certa e no lugar certo. Encaixando estas circunstâncias toda e qualquer mulher em toda circunstância social pode ser “seduzida” não existe castidade de moça e fidelidade de mulher no sentido moral de resistência e livre arbítrio, existem homens errados na hora errada e nos lugares errados que juntamente fazem uma barreira natural de proteção. Pois se entrelaçando uma gama complexa de circunstâncias, carências e momentos específicos em uma oportunidade que venha a complementar a lei da busca e da procura, qualquer mulher pode ser tomada, pois não existe um forte seguro, mas mil situações e ocasiões, e ocasião faz o ladrão.

[4] Antes dos vinte anos é impossível uma moça amar um homem, pois ela não consegue ver ainda o homem, ela não pode o perceber, portado no máximo ela vai fantasiar sobre o homem. Entre vinte e trinta anos com todo o seu ser, com todas as suas entranhas, poros e suspiros, ela deseja ser amada por um homem. Ela cegamente pela natureza de mulher pronta para ser mãe necessita disso. Passado esta fase ela não ama mais o Amor, não busca tanto o amor excelente, mas aprendeu a ver o homem sem a ânsia de ser amada, portanto ela gosta agora do homem, do jeito do homem, do ser do homem. Não quer um amor, quer um parceiro, um cara legal ao seu lado. Um homem que seja homem, para ela ser e se sentir mulher.

[5] Depois dos quarentas se a mulher não amou, provavelmente nunca mais vai amar de verdade em sua vida. Ela pode se apaixonar muitas vezes depois disso, pode se encantar pode perder a cabeça, mas tudo isso uma hora passa, e por mais que teimosamente sonhe com um amor o que ela precisa mesmo é de se sentir Viva, e de ser sexualmente uma mulher completa, independente e livre para o “amor”, seja isso com o marido amante ou namorado. Pois agora o sexo perdeu suas funções vitais de procriação é a libertou ou para dele se abster ou fazê-lo seu momento decidido de prazer. Quanto ao homem do amor de verdade se ele ainda não esta com ela, ela o deve ter perdido ou deixado em algum lugar de sua vida entre seus vinte e trinta anos.

[6] Pela natureza a partir dos vinte até os trinta anos esta é a melhor fase para a mulher ser mãe, tanto física como intelectual e emocionalmente. E seus instintos mais elementares e desejos mais inconscientes vão buscar e desejar um macho que tenha todas as características genéticas e individuais para dar a ela a melhor cria possível. É o filho do amor, feito no leito do amor, escolhido e selecionado pelas exigências inatas e inconscientes do desejo de cada um em se perpetuar sadia e perfeitamente em suas descendências. Nesta fase ela instintivamente quer sentir seu homem inteirinho dentro dela, deseja receber seu sêmen. Depois disso o homem não é para a mulher tão importante, pode viver sem ele, e o mantém por carinho companheirismo ou comodidade mesmo. Depois disso ela pode se sentir usada como um deposito de espermatozóides e uma lixeira humana e o homem pode se tornar para ela com o tempo um perfeito idiota, que ou a facilita para outro que a faz rolar e pular com ele na cama, ou ironicamente a perde para um outro que faz papai e mamãe maravilhosamente enquanto ele o marido de forma desconfortável para ela a faz de peteca desesperado em se prevenir de um amante genioso.

[7] Quando adolescente a menina pode até ter como ídolo os galãs de trinta, pode ser louca por eles, mas somente vai ficar e paquerar com meninos de sua idade, pois ela foge a todo custo de qualquer homem que represente a figura dominadora do pai. O pai é o protótipo de homem que ela não quer, que ela se esquiva a todo o momento, pois deseja a liberdade, a independência, e por isso escolhe aqueles que estão no seu nível e que pode digladiar com ele em pé de igualdade ou até dominar na relação. Mais isto somente enquanto seus instintos não foram aflorados, pois quando se tornar uma moça completamente pronta, seus desejos vão traí-la procurando um macho mais forte, e o mais poderoso do clã em que vive. Tratasse da sua intuição consciente e inconsciente de mãe que quer o melhor progenitor e provedor possível. E que acabara por dominá-la como ela tanto temia: “e seu desejo será para seu marido”.

[8] Entretanto se for fazer sua escolha baseada na sua razão, mesmo que se sinta atraída pelo macho alfa: o mais belo, sedutor e poderoso da sua “tribo” ela sabe que só será única de um homem que seja menor do que ela. Tratasse do macho beta, de um homem que não tenha o mesmo nível de encanto pessoal e beleza física do que ela, que não é necessariamente um homem inferior, mas um homem com menos atrativos aparentes do que ela e que pode ser muito perspicaz, dedicado e próspero, e que por possuir uma esposa de mais destaque fisionômico e gênio intelectual do que ele, ele ira ser um excelente marido que vai fazer de tudo para preservá-la ao seu lado. Mas assim se antevendo ao adultério do homem, por não escolher o macho mais atraente e fogoso, ela acaba que ficando vulnerável no futuro a ela mesmo ser a traidora, pois neste caso não se tem saída, ou se escolhe a probabilidade de ser traído ou a possibilidade de trair.


[9] Na busca da felicidade, na busca de serem amadas algumas mulheres se encaminham cada vez mais para longe do que tanto procuram. Não é a estrema beleza e perfeição física que fazem delas mulheres desejadas, antes pelo contrario algumas carregam em si a maldição de serem gostosas, pois para algumas tais atrativos se sobressaem sobre todos os outros seus talentos pessoais, o que acaba atraindo os machos somente para o desejo físico, a qual depois de saciado fará com que o homem procure outra que tenha muito mais do que carne a oferecer. Tanto quanto também as mulheres mais femininas, inteligentes e independentes apesar de deixarem os homens de quatro por elas, não são necessariamente as mais amadas do mundo. Antes as mais adoradas não são as mais belas, gostosas e poderosas, mas as que têm um jeitinho todo especial seu de ser, que é o que realmente faz com que um homem ame uma mulher. Ou seja, as que muito escolheram e lutaram para serem as mais cobiçadas se tornaram tão impessoais e divinas que deixaram no caminho os únicos caras legais que poderiam amá-las de verdade.


*O texto foi escrito em abril de dois mil e nove e as notas em agosto de dois mil e dez, expressando exatamente sem alteração a idéia central subentendido no texto de dezesseis meses atrás.

**Como eu nunca pesquiso nada para escrever não existem fontes citadas, pois todo conteúdo é tirado da absorção de minhas antigas leituras e de minhas experiências particulares, por isso devo este texto tanto a leitura que fiz a cinco anos atrás do artigo: “a metafísica do amor” de Arthur Schopenhauer como principalmente a observação inevitável de todas as mulheres que conheci, convivei e amei, com todos os tipos humanos de amores, desde a minha infância até exatamente hoje.

segunda-feira, 23 de agosto de 2010

Demônios em minha cama

Passei por uma experiência curiosa esses dias, que me demonstrou como a nossa mente nos prega peças (na relação cérebro-mente-consciência).

Estava na casa de minha namorada, e após me deitar, quase dormindo (provavelmente findando o estágio 1 do sono NREM -http://pt.wikipedia.org/wiki/Sono-), senti como que pequenos pés estivessem em minha cama. Logo minha mente associou ao chiuaua que tenho em casa. Entretanto, logo racioncionei que isto era impossível, pois não estava em casa. Percebi, mesmo naquele estágio de sonolência, que minha mente estava a me pregar uma peça.

Logo cuidei de tentar ativar meu sistema motor, já devidamente desligado desativado, colocado em modo automático, pelo meu cérebro (isto ocorre para que, ao sonharmos com movimentos, não o façamos realmente, pois isto poderia ser fatal), e houve um minuto de luta mental, em quê eu desejava me virar, mas não conseguia. Por fim, consegui despertar-me, e virar-me para convencer-me de quê nada havia ali.

Mais tarde, na mesma noite, acordei subitamente. Olhei para o meio do quarto e havia uma velha lavando roupas na mão. Antigamente isto me teria feito cagar de medo, mas novamente, imaginei ser mais uma peça de minha mente. Continuei a fitar para a velha, até que ela se transformou na cortina. Mais um mistério desvendado.

Voltando no tempo, lembro me de um dia, quando estudava pela manhã. Tenho uma grande dificuldade de despertar antes das 08:00, e neste caso, tinha que estar na faculdade às 07:30h, o quê consistia num terrível sacrifício. Com isto, eu sempre acordava, e acabava caindo no sofá da sala para tirar uma soneca. Só que, ao fazer isso, eu não conseguia adormercer profundamente, e geralmente tinha algum sonho confuso. Um dia, durante uma destas sonecas, vi um diabinho a mexer em minha cabeça. Minha mente religiosa logo interpretou a experiência como lhe convinha, ou seja, crendo aquilo ser realmente um diabo controlador de mentes.

Mas hoje vejo como isto era infantil. Nossa mente prega peças, nossos olhos vêem coisas que não existem, criamos falsas memórias. Aquele diabinho foi extirpado, não da forma religiosa, mas pela razão. Percebi como era fácil ceder às respostas simplistas, aos espíritos, às fantasias religiosas. A velha podia ser um espírito que habitava aquele apartamento, ou tão somente a cortina e um bocado de pareidolia (http://pt.wikipedia.org/wiki/Pareidolia). Os pezinhos podiam ser sacis brincando comigo, ou tão somente uma falsa interpretação da pulsasão pulsação das artérias da minha perna (acontece que, quando deito de lado, a pulsação de algumas artérias de forma ritimada gera semelhanças com alguém fazendo pequenas pressões na cama, já fiz o teste).

Tenho visto que a maioria das experiências religiosas é facilmente encaixada neste tipo de confusão mental. São peças que pregamos em nós mesmos, como um subproduto de nossa evolução. A pareidolia desempenha um papel importantíssimo neste processo. É por ela que tendemos a ver rostos e silhuetas humanas em formas naturais. É também pela nossa necessidade de encontrar relações de efeito, que logo buscamos respostas para eventos naturais, e muitas vezes criamos seres mágicos, mesmo que estes fujam à razão, à lógica, às evidências. É interessante notar que nas religiões animistas, não há uma distinção clara do natural e do sobrenatural. O Vento é o espírito, as fadas habitam a floresta. Não havia esta distinção, pois para estas, espíritos eram tão reais quanto eles mesmos, e podiam habitar esta mesma dimensão.

Mas à medida que nós exploramos mais a terra, menos espaço sobrou para os espíritos, as fadas, os duendes, os mágicos. Eles, afinal, não estavam em lugar algum. Ontem a fronteira eram os mares, hoje é o Universo. Outrora monstros se escondiam por trás das grandes ondas, das ilhas perdidas. Hoje se escondem atrás do Big Bang. Quero saber onde eles se esconderão, quando desvendarmos mais este mistério.

quarta-feira, 18 de agosto de 2010

Religião científica-cultural



Se existem assuntos na sociedade humana que não se anulam, porém, também não se completam, estes são a religião, cultura e a ciência.

À partir do último século, estes assuntos tem nos fascinado de tal forma que, algumas pessoas até dedicam uma vida inteira a eles.

São fontes de concordância, discordância, "re-agrupamento" de ideias, dispersão de ideias, amores, guerras, alegrias, tristezas.

A religião sempre nos fascinou, mas o que mais tem fascinado a alguns é o estudo de tal área do desenvolvimento humano, porém, dissociado de seu mundo.

Ou seja, muitos estudiosos, mesmo fascinados pelo seu estudo, o fazem do lado de fora.

Este é o ponto mais fascinante, porque assim, a visão pode ser bela, como pode ser inaceitável e horrível.

Na maioria das vezes, o problema está quando nos apaixonamos por alguma delas e resolvemos seguir sua linha de raciocínio, mas, na maioria das vezes, buscando conhecer seus conceitos do lado de dentro, a magia se perde, tornando assim, pessoas que não conseguem mais enxergar sua magia e encantamento.

Não conseguimos olhar para trás e descobrir povos que não possuíam uma religião, porque tudo que não era compreensível, era encaixado neste contexto.

Sinto uma "pá" de humanidade quando estudo sobre religiões primitivas, que, na maioria das vezes, aceitavam o incompreensível exatamente desta forma, incompreensível.

Com o desenvolvimento da ciência e tecnologia, muito do incompreensível foi desmistificado, passando a ser compreensível.

Portanto, os assuntos imagináveis, porém inexplicáveis que continuaram assim, assim estão enquanto não houverem explicações.

Ontem estava imaginando momentos que vivi em casa de parentes no interior, em uma casinha no meio do nada. À noite, a incerteza do que havia a dez metros de onde eu estava me causava fascínio e arrepios.

Com uma mente de criança, portanto um pouco primitiva (rsrs), ficava imaginando de qual "ser" estava vindo aquele som logo em frente, na floresta.

Imaginei que, nossa vida na floresta era cheia de coisas inexplicáveis, coisas que não temos na vida urbana.

De dentro de nossas casas não nos assustamos com barulhos estranhos, pois, não nos são estranhos, são explicáveis.

Nossos games e filmes estão cheios de monstros criados por nós, na maioria das vezes num lugarzinho chamado Hollywood.

É muito diferente, rsrs.

A cultura foi se desenvolvendo baseada nisto, jogando para o lado científico aquilo que podia ser explicado e para o lado místico o que não podia.

O ser humano sempre foi eclético, não existiam cientistas e místicos/religiosos, havia uma base denominada "humano".

Tal humano, podia se apaixonar pela área mística/científica sem problemas.

A escolástica de Platão é um exemplo disto, onde a ciência caminhou muito tempo em paralelo aos deuses e seus mistérios.

Podemos definir estados de natureza "bom" ou "mal" para alguma destas áreas?

Creio que não.

Pois bom e mal são definições que também partem de nós.

Na verdade tanto a ciência quanto a religião trouxeram benefícios para a sociedade, quanto fizeram e fazem mal.

A religião é boa para o desenvolvimento social enquanto não obriga as pessoas a serem sua propriedade.

Ou enquanto não querem destruir todas as outras, jogando no lixo seus séculos e séculos de pesquisa e formação cultural.

A ciência é boa para o desenvolvimento social enquanto não destrói nosso planeta.

Religião e cultura andam em paralelo. Por exemplo, a circuncisão judaica, é religiosa ou cultural? As duas coisas, era cultural até que alguém disse que "deus" queria assim, após isto, passou a ser religiosa.

Existe uma falha central na religião que a ciência não possui (pelo menos eu acho), que é a dominação psicológica, esta falha, no passado poderia ser útil. Por exemplo foi usada para intimidar os seres primitivos para não cometerem crimes e mantê-los em uma "rédea curta".

Porém, no século atual, existem seres humanos que estão aproveitando desta falha da religião para dominarem grupos sociais e retirarem de tais grupos recursos para enriquecimento e benefícios próprios.

O cristianismo por exemplo, usa o conceito de rebanho para definir uma forma carinhosa de tratar seus seguidores, porém, o que realmente tais líderes cristãos atuais estão fazendo é tosquiar os seguidores, retirando seus recursos mentais e capitais, realmente como se faz com ovelhas.

Isso lógico não é generalizado porque, de todas religiões, o cristianismo é o que mais tem ramificações, divisões, interpretações e até revelações diferenciadas, teoricamente vindas de uma mesma divindade.

Confesso que vivo entre o amor pela idéia central da religião (povos primitivos) e o ódio pelos aproveitadores do século XXI.

Confesso que vivo entre o desejo de que todos os templos desapareçam quando olho para suas tribunas, e o desejo que ele permaneça ali, quando olho para uma senhora de setenta anos, ali, sorrindo e cantando.

A religião trouxe sim proveito para a sociedade, mas fica em mim uma dúvida, será que para nós e para as gerações futuras, ela ainda tenha utilidade?

Tenho visto ultimamente pessoas dizerem que não faz sentido nascer, viver e morrer, se não existe nada depois da morte.

Para mim, aqueles que pensam que a vida só faz sentido se ela continuar depois da morte estão enganados. Eu não preciso de infindáveis anos para ser feliz, eu preciso de apenas um dia, e este dia é o hoje.

Antes de escrever este texto estava refletindo sobre a morte, assunto que desde sempre intrigou o homem. E se eu morrer agora, depois de postar este texto?

Para mim, está bom demais, porque ontem deitei, respirei fundo, e imaginei que poderia não mais acordar, não mais ver meus filhos, não mais jogar bola com eles, não mais jogar vídeo-game com eles, não mais escrever, não mais namorar com minha esposa, não mais beijar meus filhos/esposa/pais, contanto feliz, porque enquanto pude, foi isto que fiz.

E se eu tivesse nascido morto? Sei lá, isto não estaria escrito aqui, ou estaria?

Evaldo Wolkers.

quinta-feira, 12 de agosto de 2010

O sentido da vida





"Renda-se como eu me rendi.

Mergulhe no que você não conhece

como eu mergulhei.

Não se preocupe em entender,

viver ultrapassa qualquer entendimento."


Clarice Lispector




Todas as ciências estão presas e limitadas a um rigoroso ateísmo metodológico: deuses e demônios não servem para explicar coisa nenhuma. Tudo na ciência é conduzido como se Deus não existisse. Como então poderia um cientista acreditar naqueles que invocam os deuses e ainda por cima, cometem a besteira de orar? Mas a religião pede  a palavra e o mínimo que podemos fazer é ouvi-la, ainda que com aquele olhar de superioridade condescendente.

Temos que abandonar (também me incluo aqui) nossas certezas racionais para ver como o mundo é construído na visão do outro. Talvez  uma parte de nós mesmos venha à tona, ainda que sem invocar os nomes sagrados, pois lá no íntimo, no silêncio recôndito dos nossos vazios, emergem perguntas  que querem explicações para os nossos sofrimentos, decepções e dilemas.

O discurso cientifico petrificou o mundo. Tudo pode ser dito por fórmulas matemáticas que nos impede de sair desse círculo de causas e efeitos. Somente a imaginação, a linguagem e o pensamento, podem construir um mundo novo, com novos significados e novas dinâmicas que brotam da liberdade subjetiva e que dá sentido ao mundo feito de pedra.

A religião fala sobre o sentido da vida. Ela declara que vale a pena viver. Todas as religiões de uma forma ou de outra, propõem uma série de passos para a felicidade, razão pela qual as pessoas continuam a ser fascinados por ela, mesmo com toda a crítica que a ciência lhe faz. A ciência nos põe num mundo frio e mecânico e vazio de significações humanas  e indiferentes ao nosso amor. Era Max Weber quem dizia que a dura lição que a ciência nos ensina é que o sentido da vida não pode ser encontrado num tubo de ensaio.

Só mesmo alguém realmente alienado da vida nunca se perguntou pelo sentido da vida. Valerá a pena viver?  Quantos  ao obter uma resposta negativa a essa pergunta, mergulhado em desilusões, optaram pelo suicídio? Camus observou que certas pessoas se deixaram matar por ideias ou ilusões que lhes dão razões para viver: Boas razões para viver são também boas razões para morrer.

Mas e aí, o que é o sentido da vida? É algo que se experimenta emocionalmente, sem que se saiba explicar ou justificar. É uma visão de mundo no qual as coisas estão integradas como em uma melodia, um sentimento que nos faz sentir reconciliados com o universo ao nosso redor; é comunhão com algo que transcende o imediato, a rotina e o corriqueiro. O sentido da vida é um sentimento.

Nem mesmo o mais intolerante ateu teria  o que criticar desse sentimento. Não há nenhuma lei científica que nos proíba de sentir o que quisermos. O problema começa quando a religião ousa transformar tal sentimento, interior e subjetivo, numa hipótese acerca do universo. Aí as vozes do racionalismo gritam. A religião diz que o universo inteiro faz sentido e a ciência retruca que são as pessoas religiosas que sentem e pensam que o universo inteiro faz sentido. A ciência quer transformar então o sentimento em pura ilusão ou ideologia.

Eu entendo que para o cientista, afirmar que a vida tem sentido é propor algo fantástico demais para os seu manuais de pragmatismo e empirismo. Seria admitir que todo o universo vibra com nossos sentimentos, se alegra com nossa alegria e sofre com as nossas tristezas, pois tudo estaria  ligado e por trás das coisas visíveis, haveria um rosto invisível que sorri, que se faz presente, que destila puro amor. Mas é essa crença que explica os sacrifícios que se oferece nos altares e as preces ditas em profunda devoção.

É claro que para um não religioso, essas metáforas não fazem muito sentido. Pense nos campos de concentração nazistas ou em qualquer outro exemplo em que a barbárie humana feriu a própria humanidade em nós. Agente vê aquilo e sente que algo está profundamente errado, eternamente errado. Que razões trazemos conosco que nos compelem a dizer “não” a tais atos? Seria apenas por causa dos nossos sentimentos? Mas os torturadores, matadores, genocidas, também fazem o que fazem movidos por “sentimentos”. Eles também sentem; apesar de tudo, ainda são humanos.

Os nossos julgamentos éticos não descansam apenas em nossos sentimentos. Cremos que o universo possui um coração humano, uma vocação para o amor, uma preferência pela felicidade e pela liberdade assim como nós mesmos cremos. Logo, proclamar que a vida faz sentido é fazer do próprio universo nosso irmão e amigo. É esta realidade que é ancorada de sentimentos que recebe o nome de Deus. Não vou entrar aqui em detalhes de qual Deus estou me referindo. Vamos chamar esse sentimento de que o mundo e a vida fazem sentido, apenas de Deus.

O sentimento religioso ou o sentimento que busca o sentido, transformou-se em religião que edificou casas para os deuses e também casas para os mortos. Desde os tempos mais imemorias nós começamos a enterrar nossos mortos com súplicas aos céus e com símbolos significativos. E porque essa cuidado com a morte? É por que a morte é aquela presença que a toda hora vem nos questionar  se a vida realmente faz sentido se o fim dela é a não-vida. Como ver sentido na vida apesar da morte? Como consolar o pai que enterra o filho? Como agir diante da  notícia que você está com uma grave doença e vai morrer logo? E todos os milhões de seres humanos que morrem injustamente pela insanidade de todas as formas de violência? Essa é a grande questão. O sentido da vida se mescla no sentido da morte. Por isso, a religião entrega aos deuses os seus mortos, em esperança. Esperança da vida eterna, esperança do algo mais, esperança da eterna plenitude.

Quando a morte é transformada em amiga, não é mais necessário lutar contra ela.

O que você faria se lhe restasse apenas três meses de vida?  Depois do susto inicial, você começaria a rever suas rotinas. As coisas que hoje lhe parecem importante como emprego, a compra do carro novo, assistir TV, ler jornais, a declaração do imposto de renda, a sua pós-graduação...tudo isso não teria nenhuma importância. O restante de tempo que você ainda teria ganharia uma presença que nunca teve antes. Você veria e saborearia cada momento; o jardim florido, o barulho do mar, o sorriso da criança, sentar debaixo do pé de uma árvore e contemplar a beleza da vida, você  declararia o seu amor por alguém sem se preocupar com as convenções sociais.

A consciência da morte tem o poder de libertar  e isso subverte o que esta posto pela sociedade. Será que é por isso que a sociedade oculta e dissimula a morte, transformando-a até mesmo em assunto proibido? A religião colocou o sepulcro nas mãos dos deuses e obrigou assim a inimiga a se tornar irmã. Livres para morrer, os homens estariam livres para viver.

Mas o sentido da vida não é um fato. Num mundo dominado pela morte é ilusão proclamar a harmonia com o universo, como realidade presente. A experiência religiosa, assim, depende do futuro. Ela se nutre de horizontes utópicos que os olhos não viram e que só podem ser contemplados pela magia da imaginação e da fé. A visão é bela, mas não há certezas. A alma religiosa tem que se lançar sobre o abismo, na direção das evidências do sentimento e não das evidências científicas que nada podem dizer sobre o além, pois para a ciência, a morte é o fim. Que sentido há em nascer, crescer, viver e...morrer! Nenhum. A ciência diz o que pode observar.

A alma religiosa caminha guiada pela voz do amor, das sugestões da esperança, na trilha que trilhou Pascal e Kierkegaard. É uma aposta. E então, alguém pode me perguntar: “mas Deus realmente existe? A vida tem sentido? O universo tem (ou é) uma consciência?”. Talvez sim, talvez não. Mas eu desejo ardentemente que a resposta seja sim.

Porque é mais belo o risco ao lado da esperança que a certeza ao lado de um universo frio e sem sentido.


* * * * * * * * * * * * * * * *


“De um lado, a eterna estela,
E do outro a vaga incerta,
Meu pé dançando pela
Extremidade de espuma,
E meu cabelo por uma
Planície de luz deserta.
Calada vigiarei meus dias.
Quanto mais vigiados, mais curtos!
Com que mágoa o horizonte avisto...
Aproximado e sem recurso.
Que pena, a vida ser só isto!

Cecília Meireles




** * * * * * * * * * * * * * * * * 
Para escrever esse texto, sou devedor a um dos capítulos do livro de Rubens Alves, "O que é religião"? da Editora Loyola. Em muitas partes, mantive as frases originais do autor por simplesmente não ter capacidade para reescrevê-las de forma melhor; em outras partes, reescrevi, adaptei, acrescentei. 


sábado, 7 de agosto de 2010

Jonh, o cristão (precisamos da religião?) parte final



Finalmente! Jonh se libertara dos processos neuróticos do fanatismo ilusório cristão!
Agora já adulto, com sua mente muito mais aberta, depois de tanto olhar para a vida e refletir, tendo literalmente quebrado sua cabeça, morreram em seu coração, como que apagaram de sua mente os muitos conceitos evangélicos.

Agora não mais precisava dos narcóticos delirantes evangélicos que muito mais anestesiavam os seus problemas na vida, do que propriamente os solucionavam.
Tivera fibra e coragem para de peito aberto encarar as vicissitudes da vida com suas tragédias e contingências, ao mesmo tempo em que abraçava a beleza e feiúra da vida.

Não tinha mais seu pé de apoio na religião, nem jogava para as costas largas de deus seu infortúnio como também não mais nutria expectativas deixando nas mãos de Deus o que ele mesmo tinha que ter coragem para enfrentar e realizar.

Deixou de dar dízimos e ofertas nas igrejas para enriquecer pastores inescrupulosos, que ajudava muito mais a levantar e sustentar impérios do que propriamente proclamar o evangelho, para dar nos orfanatos e asilos que careciam de ajuda.
Nunca mais se sentiu culpado por manter relações sexuais com a sua namorada.

Se antes ele não participava de festas de aniversários e casamentos, agora ele procurava ansiosamente para festejar a vida que deve ser valorizada e vivida e não postergada por causa de uma crença sem provas de uma vida alem morte, pelo simples fato de não trocar algo que já tem por um que nem sabe sem vem mesmo, ou então, mesmo que exista, não se sente condenado a não poder participar, pois entendia que a raça humana estava toda em pé de igualdade diante de Deus, habitando no ser humano tanto luz como trevas, sendo assim, ou Deus se fosse salvar, salvava todo mundo ou não salvava ninguém.

Porém Jonh entrou num caminho perigoso sem moderação e controle, começou a usar e abusar radicalmente de tudo antes que ele não podia e, portanto se reprimia, até os seus desejos mais intensos e violentos.
Não sabendo que estava sendo mais uma vez influenciado negativamente pela religião, só que agora ao contrario, pois tudo que era proibido antes, agora era experimentado por ele sem equilíbrio.
A religião fez mal a ele duas vezes: na primeira o proibindo, na segunda por ter proibido demais agora ele extravasava os seus instintos sem limites.

Jonh não respeitava mais nenhuma religião, nem as leis civis do estado, não ouvindo os conselhos de sua própria mãe que já estava idosa, desprezando a ajuda de seus amigos, e por não acreditar mais que existia céu e inferno, nem muito menos Deus, Jonh anulava riscando por completo a moral e a ética de sua vida, como também, o único pensamento que tinha era o de apenas aproveitar, vivendo o máximo dos prazeres da vida.

Era todo dia, indo a boates, bebendo até passar mal, saindo com todo tipo de prostitutas, não se protegendo, tinha suas relações sexuais sem camisinhas, e até mesmo, mergulhava no mundo da droga, experimentando tudo que lhe era oferecido, cocaína, maconha e até craque, se tornando um dependente químico, começou a roubar, e finalmente, até mesmo a matar as pessoas por causa de algum dinheiro.

Tendo experimentado de tudo, aproveitando a vida da sua maneira, caiu no tédio de ter os seus desejos satisfeitos, e como não tinha a religião para buscar mais sentido existencial, ele não agüentou o vazio na alma, e resolveu acabar com sua vida.

Foi no dia 23 de março, de 2007, aos 30 anos, que Jonh viera a se suicidar.
Pegando sua arma 357 Magnum prateada que tantas vidas tirou, abrindo sua boca, a colocou dentro, engatilhou, e sem hesitar, puxou o gatilho da Magnum e.......

Este foi o fim trágico de Jonh, que teve sua vida inteira vivida na religião evangélica, sendo que era a mesma que dava sabor, cor, cheiro e vida a sua vida.
Quando os seus olhos se abriram para a realidade da vida, perdeu os encantos e ilusões da religião, não encontrando mais sentido em nada neste mundo, e não agüentando o peso esmagador de viver, tirou sua própria vida.


Fim


Por Marcio Alves


Postado originalmente http://outroevangelho.blogspot.com/2010/08/jonh-o-cristao-precisamos-da-religiao.html

Observação: Para ter um melhor entendimento deste texto, não deixe de conferir “Jonh, o Cristão (convertido ou alienado?) parte 1” e “Jonh, o Cristão (racional ou incrédulo?) parte 2” no blog Outro Evangelho.

Fonte da imagem cristianitestimonidigeova.net

segunda-feira, 2 de agosto de 2010

Deus: Masculino-Feminino... Sem Sexo!

Quanto mais estudo a religião em conexão com a psicologia, mais percebo o quanto os arquétipos fazem parte na construção da existência humana.

A tradição judaica no Gênesis tinha antes de Eva uma figura feminina por nome “Lilyth”. Essa foi a primeira “mulher” criada perfeita, mas se rebelou contra a autoridade masculina.

Na cabala, Lilith é tida com a primeira mulher, antecede Eva no antigo testamento, também responsabilizada pela des-ordem no universo masculino (Sempre elas não é?).

Ela abandonou o jardim do Èden por causa de uma disputa sobre igualdade dos sexos, chegando depois a ser descrita como um demônio:

“Os gatos selvagens conviverão aí com as hienas, os sátiros chamarão os seus companheiros. Ali descansará Lilith, (criaturas noturnas NVI), e achará um pouso para si. (Is 34.14). (A Versão que trás Lilyth é a Biblia de Jerusalém). Essa registrada no livro do profeta Isaias, segundo a interpretação Rabinica.

Algumas tradições dizem que Lilyth se rebela ao perceber que é da mesma matéria prima que Adão. Essa percepção culminou na recusa: “Ficar sempre por baixo durante o ato sexual”.

Lilyth é precursora que remonta o inconsciente antagônico ao dominio patriarcal, teve a audácia de questionar Deus sobre a razão dessa inferioridade e Ele responde: “Essa era a ordem natural, o domínio do homem sobre a mulher”. Essa resposta não a convenceu, rebelou-se e saiu do Éden.

Após os hebreus terem deixado a Babilônia, Lilith foi perdendo aos poucos sua representatividade, eliminada do velho testamento. Eva é criada no sexto dia, depois da solidão de Adão no gênesis.

O homem ao longo da história criou mecanismos de defesa, sentiu-se ameaçado, independente da forma que a mulher ganhou ao longa da história: “Astarte, Lilith, Rainha dos céus, Eva ou Maria”.

Uma coisa percebe-se no fundo do inconsciente masculino: “O homem sente-se ameaçado”.

A divindade do Espírito Santo no novo testamento como uma “Personalidade assexuada”, seria a síntese inconciente, para ficar num “meio termo”? Nem o pai vetero-testamentário, nem o filho neo-testamentário, nem maria mãe de “Deus”. Essa gerou um filho sem “Pai”. O filho gerado era homem, mas também “Deus”. Deus era o seu Pai e Maria não era sua mãe (Confissão evangélica).

Filho de Mulher sem contato de homem! O Espírito Santo é a SÍNTESE da divindade. Nem masculino nem feminino: “Neutro”; visto que a ausência da figura masculina ou feminina no arquétipo humano deixa-o deficiente. Da mesma forma um dos dois predominante causa des-equilibrio. Então entra em ação: “Um Deus Nem homem nem mulher, sem sexo, mas com personalidade!

Só o Pai do Antigo Testamento, simbolizando força, poder, guerra a manutenção da vida, deixa deficiência da ausência do colo materno, que representa: Cuidado, sensibilidade, ternura, expressão dos afetos...

A história da humanidade não conseguiu conciliar esse dois lados importantes da existência humana, um sempre exluiu o outro. No novo testamento surge uma terceira via que ninguém via, a saber: “Um Deus que os cristãos capaz de suprir a necessidade inconsciente de apaziguar esse conflito”.

A figura masculina é arquetípica da força pelo poder de impor. A figura feminina a docura da sensibilidade que se impõe sem se impôr. A ausência da primeira, pode nos levar a extinção por faltar a insensibilidade que se exige frente a perda. Sem a segunda a extinção vem pela barbárie, uma existência na insensibilidade não se pode chamar de existência!

Nem o pai, nem a mãe, nem o filho, ou todos ao mesmo tempo e nenhum exclusivamente. Que tal o “Espírito Santo”? Esse na teologia tem as mesmas glórias do pai e do filho, são eternos, mas diferentes individualmente!

A teologia do Espírito pode ser uma expressão inconsciente da associação do pecado ao sexo, por isso a mulher fica “Grávida do Espírito” não é um homem que a engravida, mas o proprio “Deus”!

A razão está em que a mulher não teria pureza suficiente para gerar um “Santo” com o homem. Nem o homem teria santidade para “purificar” a mulher, em razão de ser ele também impuro.

Não seria essa a forma do Novo testametno incoscientemente valorizar a mulher? Ao mesmo tempo que a salvação vem por um homem, não é o homem, mas Deus o autor da salvação?

È um “homem” que redime, mas esse não é filho de “mulher” nem “filho de homem”. È “Filho do homem”! Não é fecundado por homem, mas pelo “Espírito”. (Ruah: vento, sopro, ar em movimento). Com personalidade (Pessoa), mas “Assexuado”. (Por isso é santo?).

Seria incoscientemente uma repugna ao “Sexo”, ao mesmo tempo uma resignação contra o dominio “Masculino” uma tentativa de “Equilibrirar”, visto que a mulher tem maior participação do que o homem na história da redenção?

Não seria “Filho do homem” o redentor, mas seria “Semente da mulher”! Ei? Mas quem disse que mulher tem semên-te? È preciso fé... Ai então, cada um confessa o seu desejo...
Por: J. Lima

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