sábado, 25 de setembro de 2010

Zios Existe


Em uma de minhas viagens imaginárias e fantasiosas (tolas e idiotas conforme o Edu as classifica), inventei um ser denominado Zios, onde tal entidade espiritual seria o ser supremo e criador de todo universo.

Não sei de onde tirei esta nomenclatura.

Seria uma junção inconsciente de Zeus com Deus em espanhol (Dios), gerando assim Zios?

Não sei, sei que saiu de minha cachola.

Hoje, lendo "As formas elementares da vida religiosa" de Durkheim tive uma grande surpresa, Durkeim menciona um deus denominado Zio.

Segue trecho do livro: "Do mesmo modo, o parentesco entre o sânscrito Dyaus, o Zeus grego, o Jovis latino, o Zio do alto alemão, é hoje incontestado".

Na mitologia alemã, Zio ou Ziu seria o mesmo Týr da mitologia nórdica.

Mitologia alemã!!!

Coincidência?

Zio haveria surgido em minha consciência da relação feita entre Zeus e Dios, ou, era algo que existia em meu DNA? (já que sou descendente de alemães).

Talvez eu seja um escolhido, um profeta, um ser iluminado encarregado de devolver à sociedade a crença em Zio, o ser supremo e poderoso que outrora fora crido por meus antepassados.

Seria um despertamento espiritual? Estaria em meu sangue? Seria eu um descendente direto de Zio?

Seria a hora de iniciar as cruzadas em nome de Zio?

"Irmãos, tenho uma grande mensagem, Zio reinará para sempre."

Seria a hora de exterminar todos os que não acreditam em Zio?

Iniciaremos uma nova era Zioniana?

Enterrarei Javé com os judes e Alá com os muçulmanos?

Exterminarei os cristão e seu Jesus?

Iniciaremos um governo terreno onde Zio é o Senhor?

Não sei.

Após estas indagações concluo apenas uma coisa:

"Deus existe", e você é o responsável por sua existência, pense nisso.

Ele depende de você.

Evaldo Wolkers.

domingo, 19 de setembro de 2010

Em busca de sentido



“O que é genuíno
não pode ser desmoralizado,
o que não é mascarado
não pode ser desmascarado,
o que tem sentido
não pode ser questionado.”





Em busca de sentido é o título de um dos livros do psicólogo Viktor E. Frankl, criador da logoterapia, com milhões de exemplanres vendidos no mundo todo. Nele, o autor descreve como sentiu e observou a si mesmo e as demais pessoas e seu comportamento na situação-limite  num campo de extermínio nazista durante a Segunda Guerra Mundial. Frankl  buscou tocar na essência do que é ser humano: usar a capacidade de transcender uma situação extremamente desumanizadora, manter a liberdade interior e, desta maneira, não renunciar ao sentido da vida, apesar de viver uma experiência desumanizadora. 


A Logoterapia - Análise Existencial é conhecida como a terceira Escola Vienense de Psicoterapia, sendo a Psicanálise Freudiana a primeira e a Psicologia Individual de Adler, a segunda. É uma linha existencial- humanística e busca a partir de sua antropologia, superar o psicologismo reducionista de outras linhas. "Para a Logoterapia, a busca do sentido na vida da pessoa é a principal força motivadora no ser humano. A Logoterapia é considerada e desenhada como uma terapia centrada no sentido. Vê o homem como um ser orientado para o sentido. Não pretende suplantar a psicoterapia vigente, mas complementá-la e completar também o conceito de ser humano mais indispensável às ciências do homem do que o método e técnicas corretos". A Logoterapia busca "restituir a imagem do homem superando reducionismos. Faz uma proposta que não se limita à Psicologia, mas abrange todas as áreas da atividade humana, e busca resgatar aquilo que é especificamente humano na pessoa.


Assim escreve Frankl:


A busca do indivíduo por um sentido é a motivação primária em sua vida, e não uma “racionalização secundária” de impulsos instintivos. Esse sentido é exclusivo e específico, uma vez que precisa e pode ser cumprido somente por aquela determinada pessoa. Somente então esse sentido assume uma importância que satisfará a sua própria vontade de sentido.


Alguns autores sustentam que sentidos e valores são “nada mais que mecanismos de defesa, formações reativas e sublimações”. Mas, pelo que toca a mim, eu não estaria disposto a viver em função dos meus “mecanismos de defesa”. Nem tampouco estaria pronto a morrer simplesmente por amor às minhas “formações reativas”. O que acontece, porém, é que o ser humano é capaz de viver e até de morrer por seus ideais e valores!


Em síntese, o ser humano precisa de um sentido para viver.  No campo de concentração, Frankl se aproximou de um prisioneiro com um rolo de papel no bolso interno da sua capa e dize: “ Olha aqui! Tenho comigo um manuscrito científico a ser publicado...”.


“Encontrei o significado da minha vida, ajudando os outros a encontrarem o sentido de suas vidas.”
(Viktor Emil Frankl)



Algumas obras para aprofundamento do tema:

FRANKL, Viktor E. A presença ignorada de Deus - Ed. Sinodal.
 FRANKL, Viktor E. A psicoterapia na prática - Ed. Papirus.
 FRANKL, Viktor E. A questão do sentido em psicoterapia - Ed. Papirus.
 FRANKL, Viktor E. Em busca do sentido - Ed. Sinodal.
 FRANKL, Viktor E. Fundamentos antropológicos da psicoterapia Zahar Editores.
 FRANKL, Viktor E. Psicoterapia para todos -Ed. Sinodal
 GOMES, José Carlos V. A prática da psicoterapia existencial - Ed. Vozes.
 GOMES, José Carlos V Manual de psicoterapia familiar - Ed. Vozes.
 LANGLE, Alfried Viver com sentido - Ed. Sinodal.
 LUKAS, Elisabeth Assistência logoterapêutica. - Ed. Sinodal.
 LUKAS, Elisabeth Mentalização e saúde - Ed. Sinodal.
 LUKAS, Elisabeth Prevenção psicológica - Ed. Sinodal.

http://www.logoterapiaonline.com.br

quarta-feira, 15 de setembro de 2010

A existência do trágico, o trágico da existência!


O que é ou quem é o Ser humano? Qual seu valor para o mundo? Qual o seu significado para o universo?

Tirem a alma eterna do homem e ele será apenas um bicho como qualquer outro animal, sendo muito mais trágica sua existência devido a sua racionalização consciente de sua finitude e morte.
Olhem para o cachorro ou qualquer outro animal, e veja que eles são muito mais felizes do que qualquer um de nós, justamente por nada saberem e não saberem que nada sabem.

(A criança também é um grande exemplo disto, elas são os seres mais felizes do mundo, até o sete ou oito anos, que é a fase da descoberta, onde ela começa a se sentir sozinha, desamparada no universo e a se perguntar: Da onde eu vim? Quem sou eu? Por que estou aqui? E para onde vou?)

O homem descobriu com o passar do tempo que ele não é mais a medida de todas as coisas, sofrendo três duros golpes ao longo da historia humana.....o primeiro foi com Copérnico com sua descoberto de que a terra não é o centro do universo, sendo que ela é quem gira em torno do sol, depois Darwin com sua teoria da evolução desferiria o segundo e grande duro golpe na onipotência humana, e finalmente, Freud no século passado, com sua recém descoberto do inconsciente humano, tirando o homem de sua própria centralidade, mostrando que nós não conhecemos nem a nós mesmos, sendo cada Ser um Ser constituído de universos caóticos particulares e desconhecido.

A verdade também é que nossa falta como nossa não existência não faria como realmente não faz falta ao mundo, mesmo quando nós tentamos nos alto enganar dizendo que nossa vida faz sim, falta para nossos familiares e amigos, mas pense comigo: A vida também de seus familiares e amigos não fazem falta para o mundo, e, portanto, conseqüentemente, sua vida também continua não fazendo falta da mesma maneira ao mundo.

Outro drama de nossa existência é que nós inevitavelmente iremos todos morrer um dia, e junto de nossa morte, se perderá com ela as lembranças de que um dia existimos, pois mesmo que digamos que seremos lembrados pelas pessoas que nos amam, elas também irão morrer e com elas as lembranças de nós.

O que falar então dos nossos desejos, que se consumidos nos leva ao tédio, mas se não satisfeitos, nos levam a frustração?

Diante de todo esse cenário trágico da existência humana, a maior de todas as virtudes, sem duvida alguma é a coragem!
Coragem de Ser e continuar sendo, mesmo sabendo dos riscos, da insignificância e falta de sentido que tem em se viver, pois isso, a falta de sentido é que dará paradoxalmente, sentido mágico, belo e misterioso para nosso existir.

A coragem é que separa os heróis do resto da humanidade....aquele que consegue se levantar, erguendo se além do banal da existência, que olha no olho da tragédia do existir, e consegue mesmo assim, sorrir, dançar e cantar enquanto esta ao mesmo tempo caindo olhando para dentro do abismo, este é o herói que emerge mesmo na tragédia.

Portanto, se podemos dizer que existe uma chave para se viver a existência, ela é o equilíbrio entre a alegria não tão fantasiosa, e a tristeza não tão desesperadora, pois quanto menos ilusões tivermos na existência, mais digerível será as contingências da vida.

Gosto muito da idéia grega das Moiras que tecem o destino tanto dos homens quanto dos deuses, acho até que esse mito sintetiza perfeitamente a idéia do trágico da existência, pois justamente quem tece o destino de todos é cega.....e isto é a vida não é mesmo? Nua, crua e sem sentido algum.

Às vezes privilegia os fracos em detrimentos dos fortes, os maus em detrimento dos bons, e assim por diante, por isso que a idéia do trágico corrói aniquilando toda e qualquer utopia, pois no final das contas, não importa como você viva, o que você faça, pois tudo acabará no nada da existência....portanto, a vida pela própria vida e não uma idéia abstrata perfeita de como viver a vida que nós devemos viver, pois a vida.....ah, a vida é a vida tal como ela é!


Por: Marcio Alves


Fonte da foto: http://lane.bloguepessoal.com/89882/Lagrimas-de-Sangue/

sexta-feira, 10 de setembro de 2010

O Sábio, o Menino e a Caverna




Um ancião e um menino caminhavam por uma montanha, quando se depararam com a abertura de um túnel escuro, e de imediato resolveram explorá-lo. Tatearam pelos labirintos e corredores secretos escavados na rocha. Rastejaram por fendas quase intransponíveis. O menino pensava que estava perdido nas raízes da montanha.
De repente, um feixe de luz invade a caverna inundando-a de uma claridade intensa que lhes ofuscou os olhos. Então, apareceram diante deles toscas pinturas de variadas formas e cores, imprimidas nas paredes de argila. O menino extasiado foi logo gritando:
— Isso só pode ser obra de um grande artista! — disse, à medida que passava os dedos sobre os desenhos.
Mas o sábio que não enxergava através dos olhos do menino, procurava insistentemente ver o que lá não estava, levado por algum entusiasmo evolucionário ou científico.
O bom senso do menino, naquele momento, restringia-se, unicamente, à apreensão dos fatos.
O homem sábio, por sua vez, ligava tudo o que via ao que tinha lido sobre o homem primitivo, aquele bárbaro que batia em suas mulheres. Plantado, ali ficou por alguns minutos, olhando para coisas que eram demasiadas grandes para ver, e demasiadas simples para entender. Sua mente já deduzia tudo em detalhes. Já via significados primários nos rabiscos pintados na rocha, todos ligados, segundo ele, à superstição e aos sacrifícios humanos de um governo tribal.
O que o menino dissera — “isto é obra de um artista! ” — suscitou no mestre um questionamento: “Como àquilo poderia ser obra de um artista, se o que ele via ali na caverna, na realidade, eram apenas sombras do REAL?”
Quando saíam juntos da caverna, o sábio ancião resolveu contar para o menino a história da “Caverna de Platão”, a qual, ele ouviu com atenção redobrada. Após o desfecho da história contada pelo mestre, o menino fez essa inusitada constatação:
— Acho que deve ser muito prazeroso viver numa caverna!
O velho estufando o peito, resolve dar ao menino, uma pequena amostra de seus sólidos conhecimentos:
— Não, meu filho, você está equivocado! — Os primitivos da caverna eram homens bárbaros, sem entendimento algum. Aquelas pinturas que você viu são falsas, são “ilusões”, pois os selvagens pintores não conheciam o “real”, viam somente “sombras” do “real”. O homem da historia que lhe contei, conseguiu sair da caverna, para conhecer a “verdade” lá fora. Os que ficaram, pediram ao fugitivo que trouxesse a sua “verdade” para dentro da caverna, mas ele se vendo incapaz de descrever tudo o que vira na linguagem dos seus, compreendeu que a única solução era todos deixarem aquele buraco hostil para entender o mundo de lá de fora. Os encavernados não aceitaram a proposta de sair do seu habitat. E foi assim que o corajoso fugitivo ficou, solitário, a desfrutar a sua descoberta.
O sábio, enquanto falava, viu lágrimas saírem dos olhos do pobre menino, e, mediante essa súbita reação infantil, assim racionalizou:
— Já sei! Você está chorando com pena dos que ficaram presos na caverna!
— Não, não foi isso que me fez chorar. Estou com pena daquele que saiu da caverna. É que fiquei triste, pensando na imensa saudade que ele iria sentir, por não poder mais voltar ao seu ninho — respondeu o menino, enxugando os olhos com a manga da camisa.
O deslumbramento do menino diante das pinturas rupestres intuiu no velho a reflexão de que a “verdade” simples dos primitivos poderia até ficar remota, mas nunca iria deixar de ser verdadeira. Não é que o ancião, agora, tinha a impressão de estar mais perto da caverna do que outrora? Isto, porque sentia algo dentro e ao mesmo tempo separado dele, algo como uma emoção guardada em segredo, a dizer: “adeus”.
— É meu filho, meditando bem, em uma afirmação tão simples, você fez o que quase ninguém tem a coragem moral de ponderar — concluiu o mestre — passando carinhosamente a mão sobre a cabeça do menino.
No caminho de volta para casa, o sábio senhor dizia de si para si: “Aprendi mais uma! Num dos meus próximos sermões irei falar sobre essa servil fraqueza sentimental, essa melancolia exagerada, denominada SAUDADE ou NOSTALGIA, que faz a gente viver sem estar lá”.
Foi numa reunião da recém-formada Sociedade dos Pensadores Exilados da Caverna (SOPECA), que o velho e sábio homem teve um “insight”: Nostalgia da Caverna” — disse enfático — este, sim, será o tema de minha preleção de encerramento do ano letivo.

Por Levi B. Santos
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segunda-feira, 6 de setembro de 2010

S.P.F.G. - Seita dos Pensadores Fora da Gaiola


Honoráveis irmãos!

Estando esta egrégia seita reunida para a sua Assembléia Extraordinária de Fundação, votemos nossos Estatutos, que orientarão nossos passos e guiarão as futuras gerações rumo à luz outrora desconhecida por nossos antepassados!

Art. 1º - Deus, como ser pessoal não existe. Pode até ser uma inteligência superior, mas nada que lembre o velho arquétipo patriarcal de Javé.

Art. 2º - A centralidade da vida é o pensar, o filosofar, a dialética, e devemos ocupar 100% de nossas vidas nesta empreitada. Todos os demais assuntos podem ser relegados ao segundo plano, pois são superficiais demais para nós, ilustres pensadores.

Art. 3º - Religiosos, principalmente cristãos, e, sobretudo evangélicos são pessoas dignas de pena, que não conseguem caminhar com suas próprias pernas, que ainda não tiveram seus olhos abertos pela luz da razão e do conhecimento científico. Devemos, pois, servir-lhes de guias rumo aos pastos verdejantes da Ciência e as águas tumultuosas e inseguras, mas eloquentes e prolixas da filosofia-em-si-e-para-si-mesma.

Art. 4º - Mais vale nos perdermos em conjecturas sobre assuntos difíceis demais para nós e chegarmos a conclusões erradas e/ou precipitadas do que sermos "ovelhinhas" pastoreadas por pastores inescrupulosos e que aceitam tudo o que eles dizem. Tais pessoas são ignorantes, pois não questionam nada, enquanto nós somos sábios porque questionamos a tudo e a todos, embora muitas das vezes nos quedemos mais embrulhados e confusos do que aqueles a quem tanto criticamos.

Art. 5º - A felicidade humana consiste única e exclusivamente no exercício do pensar. Não devemos buscar prazeres, emoções ou sensações de ordem metafísica para nos satisfazermos, tampouco procurarmos um sentido para a vida que não seja orientada pela razão. E, muito embora saibamos que a Ciência não tem resposta nenhuma para essa última questão, devemos confiar nela e acreditar que um dia, mais cedo ou mais tarde, a Sua Científica Providência nos dará todas as respostas e viveremos num paraíso de segredos decifrados, sem mistérios, sem subjetividades e sem os antigos deuses patéticos que nada nos diziam diretamente.

Art. 6º - Evangélicos, especialmente os fundamentalistas serão de bom grado admitidos nesta egrégia seita para que possamos exercitar nossos conhecimentos científicos e filosóficos de modo a nos vangloriarmos de nossa superioridade intelectual sobre eles e, quiçá, ao fim convertermos alguns à nossa filosofia de vida que os levará do nada a lugar nenhum, haja visto termos tantas respostas infalíveis para as questões transcendentais da vida quanto julgamos que eles mesmos tenham.

Estando todos de acordo e não tendo mais a tratar, encerra-se esta Assembléia Extraordinária de Fundação da S.P.F.G. - Seita dos Pensadores Fora da Gaiola com seus Estatutos aprovados, sendo que eu, Isa Medeiros, como Secretária lavrei esta ata que será subscrita  pelos demais membros e posteriormente publicada em Diário Oficial.

Em caso de dúvidas, queiram, por favor, dirigir-se à seção de comentários logo abaixo desta.

Imagem: http://orfaosdobbblua.blogspot.com/2010/02/super-herois.html

quinta-feira, 2 de setembro de 2010

O Desejo da Eutanásia - Confissões da filha de Jairo


Quero morrer, está é a minha escolha. Não sei pra que eu vivo.
Pra ser uma mera observadora? Não vejo nenhum sentido.
Dou gritos angustiantes, pois fechar os olhos e meu desejo constante.
Compreenda a minha pedida, quebrando os ferrolhos.
Que aprisiona minha alma ferida. No meio aos imbróglios.

Jairinho, pai meu. Príncipe da sinagoga, rico atingiu o apogeu
Gastasse o que tinha, e tristeza sentiu quando o médico dizia.
“Não gaste o dinheiro, sabendo que ela vai embora,
mesmo tu sendo um guerreiro, não poderá fazer nada nesta hora”.
Porque procura uma solução, golpeando-se com a própria espora.
Saiba que o Mestre tem a resolução, e surgirá do outro lado do mar agora.

Nunca se humilhaste a ninguém, agora ajoelhaste perante Jeová.
Que de pirraça o deixou de castigo, tu angustiado começaste a chorar.
Mulher intrusa surgiu doente ao redil,
Recebeu a cura através do toque e naquele instante partiu.
Seu servo trouxe a noticia, que eu havia morrido.
Não moleste mais o mestre, porque agora estou no verdadeiro paraíso.

A esperança acabara no seu coração que cansara.
O mestre olhando os prantos acalmou o povo com os seus encantos.
Outros caçoavam, pois no milagre não acreditavam
O mestre entra no quarto, quatro discípulos acompanhara com a família que a amava
Minhas mãos foram apalpadas, pelo mestre que com gesto acariciavam
Ouvi uma voz que me chamara. Talita cume eu ouvia, me envolvia e hipnotizava.
Eu tinha doze anos, foi quando os olhos abriram,
Lá fora todos sentiram um grande espanto e logo partiram.

Olhei ao pai, pois de ódio fiquei.
Eu não entendo, porque voltei do paraíso e ressuscitei.
Mesmo sabendo o meu desejo, meu pai não compreende.
Por que voltar a este mundo? Pois morrerei certamente.
Outra doença chegará, e sofrerei novamente.

Não quero viver pelo mal fadado, por esta distanásia.
Peço a Deus, que livre do pecado, a quem me der à eutanásia.

Atenciosamente, A Filha de Jairo.
Texto base: Marcos 5.21-43 (Uma História de Ficção)

Fonte das imagens: 1° Imagem: http://www.ionline.pt/adjuntos/102/imagenes//0000140845.jpg
2° Imagem:  http://malucoporjesus.files.wordpress.com/2009/12/cruz-ajoelhado.jpg?w=398&h=397
3° Imagem: http:/ /historiasbiblicas/historiasbiblicassitefiguras/figsJesus/jairo 5.jpg


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