sábado, 30 de outubro de 2010

Deus gosta de poesia ou A matemática sinfônica da criação no texto bíblico.




Um erro comum que tanto céticos e ateus quanto crentes e teístas cometem é considerar o primeiro capítulo do livro de Gênesis como ciência e não como de fato ele é: poesia.


Muitos apologistas cristãos modernos tentaram encaixar no relato bíblico a visão moderna da ciência como a teoria do Big Bang desconsiderando que jamais o autor do texto tivesse a pretensão de discorrer sobre uma teoria que só iria aparecer milênios depois.  Por outro lado, da mesma forma, os céticos costumam menosprezar exatamente o texto de Gênesis por acreditarem que ali o que se faz é ciência e não poesia.  


Os antigos hebreus  não eram muito afeitos a discutirem sobre o mundo natural, pois estavam mais interessados em apresentar a sua fé no seu Deus através da poesia e da celebração da criação feita por este Deus. Logo, Gênesis não fala como de fato Deus criou o universo e sim, celebra a existência da criação e do Deus que cria para um propósito. Podemos considerar que Gênesis 1 é o prólogo para um mito  etiológico. 


O texto da criação bíblica proclama a queda das divindades cananeias.  Sol, lua e estrelas não eram divindades. Não eram os deuses da fertilidade que faziam brotar a vegetação. Todo o poema da criação é uma sinfonia cadenciada pelo número sete. Vejamos:


O primeiro versículo em hebraico conta com sete palavras:

Beréshit barra Elohîms ét hashamaîms veét haarès. 

Uma tradução mais literal seria:

No princípio Elohîms criava os céus e a terra.


O versículo segundo possui 14 palavras (7 x 2). O relato da criação conta 7 x 8 = 56 versículos. Os 7 dias da criação constituem um quiasmo* que se articula a partir da criação dos astros em 2 grupos de 3 dias que desembocam, no sétimo dia de repouso de Elohîms.  


As correspondências são perfeitas entre a luz (primeiro dia) e o repouso de Elohîms (sétimo dia); entre os céus e as águas (segundo dia) e a criação dos peixes e das aves (quinto dia); entre a criação da terra e da vida orgânica (terceiro dia) e a dos animais e dos humanos (sexto dia). No centro se erguem os astros, a meio caminho entre os céus, habitados por Elohîms, e a terra, morada dos humanos, enquanto a correspondência quiasmática é perfeita entre os três primeiros e os três últimos dias da criação.


A importância dada aos números (e aqui ao algarismo 7), geralmente é ignorada pela crítica porque é estranha à psicologia moderna, mas é característica do estilo bíblico. Os números são em hebraicos letras que veiculam a palavra que Elohîms utiliza para criar o universo. Os cabalistas verão nas 22 letras do alfabeto hebraico os instrumentos com os quais Elohîms cria o mundo, suas matrizes. Daí a utilização  de algum modo encantada de números privilegiados nas estruturas íntimas do texto hebraico. Vejamos alguns exemplos:


Há 10 gerações entre Adâm (Adão) e Noah (Noé), mais 10 gerações entre Noah e Abrahâm (Abrãao), cujas vidas são marcadas pelo selo de números constantemente simbólicos. O algarismo 7 tem um papel preponderante, até no menor detalhe da composição: o nome de Elohîms retorna 7 x 5  = 35 vezes; os céus (shamaîm e ragia’), 7 x 3 = 21 vezes; tob, “o bem”, 7 vezes; o sétimo parágrafo do texto hebreu corresponde ao sétimo dia, etc. O relato do Éden está repleto das mesmas harmonias (Gn 2,4; 3,24), os nomes do homem , ish, e do humano adâm, são repetidos 7 x 4 = 28 vezes; a mulher, isha, ‘ézèr ou séla, 7 x 3  = 21 vezes; as palavras da raiz akhal, “comer”, 7 x 3 = 21 vezes, as da raiz laqah, “tomar”, 7 vezes, como Qèdem, “o levante”, e “Éden”; a seção conta também em hebreu, 7 parágrafos.


No capítulo 14 a palavra-chave, mèlèkh, “rei”, retorna 7 x 3 = 21 vezes na primeira parte da narrativa (Gn 14.1-12) e 7 vezes na segunda parte (Gn 14.13-24). A história de Iosseph (José) conta 7 x 64 = 448 versículo e o volume inteiro 7 x 7 = 50 capítulos. A análise pode ser levada até os mais íntimos detalhes da obra: se de fato a teoria das três fontes for verdadeira, deve-se constatar que o último redator desta obra-prima a reestruturou até dar-lhe uma irrecusável unidade. 


Concluindo:  por favor crentes, não busquem nesses textos teorias científicas atuais pois isto é anacronismo; por favor ateus e céticos, não critiquem o texto  por ele querer explicar a criação pois não é esse o seu enfoque. O texto hebreu é poesia e sinfonia matemática. Talvez somente nisso ele se pareça com o universo que também é sinfônico e pode ser expresso em equações.


* * * * * 

Obras de referência:
Peter J. Cousins, Ciência e Fé, novas perspectivas, Ed ABU
André Chouraqui, A Bíblia , No princípio, Ed. Imago.

Figura: Letra Alef do alfabeto hebraico (http://www.bia-sion.com/blog/wp-content/aleph1.jpg )


Quiasmo. É a figura de estilo pela qual se repetem palavras com inversão da ordem. É o que vemos logo no início do famoso poema de Carlos Drummond de Andrade "No meio do caminho": "No meio do caminho tinha uma pedra/tinha uma pedra no meio do caminho".

domingo, 24 de outubro de 2010

A morte em dois momentos



Não tenho medo da morte, tenho pena em morrer, pois o que é a morte, se não um acontecimento natural da própria vida? Ou será que a morte seria a negação da própria vida? Mas o que seria da vida se não fosse à morte? Pois não seria a morte quem alimenta a vida, ou será que é justamente o contrário?

Mas tenho pena em deixar esta vida. Vida que vivi, às vezes chorando, às vezes rindo, às vezes caindo, às vezes se levantando, mas em todo instante, uma vida de muitos instantes, que por serem instantes, podem ser transformados em eternos.

Eternos momentos de instantes eternos, de lembranças, de acontecimentos repletos de insignificância, mas ainda sim, carregados de vida, de beleza, pois o que é um momento diante de uma eternidade? Mas o que é uma eternidade diante de um momento?

Enquanto caminhamos rumo ao abismo da morte, vemos nossa vida a cada dia se esvaindo tal como areias que tentamos segurar, mas que escape entre os nossos dedos.

Não podemos reter, segurar a vida, pois a morte, ah a morte, essa musa tão assustadora, mas ao mesmo tempo tão atraente, às vezes da vontade de morrer logo, só para saber como é experimentar a morte.

Mas a morte não se experimenta na primeira pessoa, sempre é no outro que sentimos o que é morrer, pois quando a morte chega, ela com sua frieza e calor, nos leva indiferente ao nosso desejo de vida, mas neste momento não estaremos sendo mais, pois quando a morte é, nós não somos, mas enquanto estamos sendo, ela não pode ser.

Toda nossa vida é feita de momentos, quem sabe este não é meu último momento? Ultimo momento de respiração, ultima vez que vejo o por do Sol, o brilho das estrelas, as ondas do mar, ultimo momento que beijo minha amada, que brinco com meu filho, que leio um livro, que escrevo um texto, que assisto um filme, que ouço uma musica, que como aquela macarronada, que ando de bicicleta, que ouço o cantarola dos pássaros, que corro descalços pela praia, que durmo, que acordo, que abraço, que sorrio, que choro, que me emociono, que vivo, que .......morri!

Toda morte é a última morte de todo ser.

Por isso, o que dói não é a chegada da morte, mas a sua longa espera, espera esta, que no fundo ninguém espera, mas sabe que ocorrerá, quem sabe não seja por isso que a maioria das pessoas não gosta de pensar na morte, principalmente na sua própria morte, pois a morte é a única certeza infalível da vida.

Ou será que na verdade, não gostamos de pensar na morte, porque ela é um enigma? Como explicar a morte, se nunca morremos, e quando morremos, não podemos voltar e dizer como é?

Talvez seja por isso, que a única maneira de termos uma idéia, é se passarmos pela quase morte, pois todas as pessoas que já tiveram a sensação de quase morrer, são em sua maioria, mas conscientizadas pelo valor da vida....será que temos que passar pela quase morte, para podermos valorizar a vida?

Tantas perguntas sobre a morte que nos deixam sem palavras, pois a morte é tal como o Sol do meio-dia, que em seu esplendor não pode ser contemplado, olhado, observado, descrito em palavras.

Morte, morte, como você é ao mesmo tempo odiada e querida...odiada pois leva quem nós amamos, não importa o quanto estejamos preparados, quando a morte chega para quem nós amamos, sempre ela choca, dói, é irresistível sua presença, não há como não chorar, não sentir tristeza, pois toda morte é singular, sempre são todos o primeiro a morrer.

Mas é querida, pois já pensou se nós fossemos eternos?
Não precisaríamos fazer nada, tudo perderia o seu valor, pois teríamos todo tempo do mundo para fazer qualquer coisa que não precisaríamos mais fazer nada.
Instante só é instante, pois é instante e não eterno.

Por justamente sabermos que a vida é breve, devemos viver com a maior intensidade possível, fazendo de cada momento nosso último momento, sendo nós, nós mesmos e não o que os outros querem que nós sejamos, pois quando a morte chegar, será a prova de que vivemos a existência.

Bem ou mal, isto dependerá de como vivemos nossa existência, pois tal como foi à vida assim também será a morte!



Por: Marcio Alves

Fonte do texto: http://outroevangelho.blogspot.com/2010/10/morte-em-dois-momentos.html


Fonte da imagem: http://aromacafe-cris.blogspot.com/2009/07/morte.html

terça-feira, 19 de outubro de 2010

QUANDO NOS TORNAMOS INVISÍVEIS




Um grande amigo enviou-me, recentemente, um interessante slide animado, via internet. Nele, uma velhinha demonstra de modo bastante sentimental, como se tornou um “estorvo” no meio da família.
No dizer da vovó do “slide”, seus filhos e netos já não lhe davam mais afagos. Sentia-se rejeitada, ao ver que no seu dia-a-dia eles não mais a valorizavam. Sua vida, ultimamente, vinha sendo passada despercebida por todos, e isto lhe causava muita tristeza. Por não mais a olharem como antigamente, ela concluía que eles não estavam mais notando a sua presença naquele ambiente, como se ela mesma, tivesse sido transformada em um ser invisível.
Após narrar toda sua odisséia repleta de ressentimentos, sublinhando a ingratidão que estava sofrendo por parte da família, ela, no final, ao que parece, teve aquilo que na psicanálise se denomina “insight”, ao dar uma abrupta olhada reflexiva para dentro de si. Fez então uma conclusão emblemática que me chamou muito a atenção. Assisti ao slide por mais de uma vez, concentrando-me mais no desfecho da história em que a vovó fez a sua assertiva carregada de significação. Em forma de pergunta, revelou toda a verdade cristalina e insofismável de seu próprio ser: “QUE CULPA ELES TÊM DE EU TER ME TORNADA INVISÍVEL?”. Em outras palavras, a velhinha quis dizer: “Se eles não me vêem, é porque me tornei invisível”. Graças! ─ Ela chegara à verdadeira e sábia conclusão de que o problema não estava nos filhos e nos netos, mas sim nela mesma. Entendeu que os filhos, agora crescidos, não podiam enxergá-la, porque ela mesma, com o passar dos anos, é que tinha ficado INVISÍVEL para eles.
Viajei na imaginação, após o desfecho da história da velhinha, o que me levou a concluir que, realmente, o que é visível para nós, é aquilo que vemos pelos olhos físicos. Por esses olhos, avistamos apenas o exterior do objeto que está em nosso campo visual; vemos simplesmente a casca do fruto; é o revestimento externo, aquilo que enxergamos. Quando passamos a viver unicamente em função daquilo que é visível, ao tentarmos enfrentar os "reveses da vida", somos dominados pela sensação de que estamos sendo injustiçados e incompreendidos.
O psicanalista Jung foi quem mais estudou os arquétipos de nossa psique. Ele encontrou na criatura humana, uma face que todos nós temos, e às vezes não sabemos que temos, ou resistimos em admiti-la, que ele denominou “Persona”. É a máscara social, é o papel de padrões de conduta que desempenhamos socialmente. No dizer de Jung,“todos nós vivemos papéis o tempo todo. O risco é nos identificarmos demais com os nossos papéis, e nos distanciarmos da nossa natureza e da nossa integridade”. Ao realizar o nosso papel, o nosso ideal de ser vivente, necessitamos da presença do outro. No entanto, o que devemos ter em mente é que não podemos fazer do nosso semelhante, um “objeto” dos nossos desejos, um ISSO ou AQUILO para nossa “ascensão egóica”. Quando assim o fazemos, nos surpreendemos ao constatar que esse outro, tem suas individualidades e particularidades próprias, que os nossos olhos comuns não podem enxergar. Entre nós e os outros existe sempre um vazio, sempre uma incógnita, pois, como bem disse Pascal: “o coração tem razões que a nossa própria razão desconhece”.
Quando o outro com quem convivemos, em um determinado momento, deixa de corresponder àquilo que desejamos, ficamos então acabrunhados e decepcionados. Isto, porque nos acostumamos a fazer dele, apenas um receptáculo, um vaso para deposição dos nossos anseios. O que acontece quando o outro não nos corresponde? Passamos a racionalizar que ele não está mais nos vendo. Não está mais nos considerando. Ficamos solitários, nus, invisíveis, quando o outro deixa de ser objeto em nosso proveito. Porém, em tudo isso, há um lado positivo que pode amenizar a solidão de nossa invisibilidade, é que este estado de coisas nos estimula a um olhar mais profundo para dentro de nós. Aí então, é quando a nossa mente se abre para entender que não é o outro que não nos vê; nós é que nos tornamos invisíveis para ele.
O grande perigo é que a queixa lamuriosa dos pais com relação aos filhos, ou de um amigo com relação ao outro, pode se transformar em ressentimento, o que significa atribuir ao outro a responsabilidade pelo que lhe faz sofrer. Esse sentimento surge, por exemplo, quando fazemos do outro um trampolim ou um investimento, para obter benefícios. Há pais que confundindo amor com apego, dizem, que investem nos filhos por amor. Obviamente, nada há de amor que justifique esse procedimento, porque o amor não busca seus próprios interesses.
Se chegarmos à velhice, sem os queixumes de que nos tornamos INVISÍVEIS para os outros, partiremos desta vida mais aliviados e em paz conosco mesmos. Para isso, resta tão somente, não culpar os outros pelas nossas frustrações, até mesmo, porque cada um vai dar conta de si mesmo a Deus (grande metáfora bíblica). São inerentes a nossa existência, as situações difíceis do nosso caminhar, carregadas de obstáculos aparentemente intransponíveis. Cabe a cada um de nós, a responsabilidade de, sem apontar alguém como culpado, tomar a “cruz” e seguir em frente.

Ensaio por Levi B. Santos
Guarabira, 30 de março de 2008


sexta-feira, 15 de outubro de 2010

Orfão



Eu que nunca vi meu pai, agora perdi o rumo, perdi a direção

Descobri que o meu pai nunca foi meu pai, e agora viverei pagão?




A queda foi grande, tamanha foi a decepção, mas não vou ficar aqui lamentando; Chorar não é a solução. Tenho que caminhar sozinho reencontrar a direção




Cada queda uma experiência, cada experiência uma decepção
Conclui que eu estava errado, quando pensava ter razão




Meu nascimento foi traumático, cai nos pés de uma parteira, dei com a cabeça no chão
Invés de roupas de bebê, uma mortalha, no lugar de um berço, me compraram um caixão




Mas eu resisti firme e hoje estou aqui, prá provar que meu pai existe, ou que uma força me trouxe até aqui, eu não sou órfão não!




A resposta não importa, sinto que esta força esta viva dentro de mim, viver é o que importa, a resposta é apenas uma suposição




Viver é a duvida da certeza...morrer é a unica coisa certa então...

OBS: Em respeito e consideração ao Eduardo Medeiros e outros confraternos, voltei atras da minha decisão...brindemos a vida, a amizade o amor e a comunhão, se isto não for Deus...valeu a intenção

domingo, 10 de outubro de 2010

Não lanceis as vossas pérolas aos burros.


"Não lanceis as vossas pérolas aos porcos". Com esta frase Jesus certa vez quis ensinar aos seus discípulos que não deveriam perder o seu precioso tempo ensinando o bem para aqueles que haviam deliberado praticar o mal por sua própria conta e risco.

Hoje parafraseio o Mestre dizendo: "cristãos esclarecidos, não lanceis as vossas pérolas aos burros! A saber: a céticos e outras espécies de ignorantes e radicais, para que não aconteça que, irando-se contra vós, vos ridicularizem. E digo ainda: até mesmo verdades sublimes quando entram em contato com ambientes impróprios deterioram-se e  tornam-se em imundície e coisa vã."

A verdade é que determinadas pessoas parecem não merecer entender os mistérios da fé saudável, não alienada e, justamente por não compreendê-la, fogem daquela e amparam-se num ceticismo burro que os torna mais patéticos e dignos de pena do que os mais simplórios crentes semi-analfabetos.

Um pouco de conhecimento é bom, mas quando o conhecimento não é acompanhado de raciocínio crítico torna o seu detentor tão ou mais alienado - a verdades alheias que julga serem suas - quanto aqueles que não o possuem.

Um pouco de arrogância intelectual leveda toda a massa. Algumas pessoas realmente não merecem saber mais, pois se souberem se tornarão tão pedantes que melhor seria que tivessem permanecido no claustro (ou seria o paraíso?) da ignorância.

Jesus não ensinava para todos. Jesus falava a todos, mas poucos o ouviam: "Quem tiver ouvidos para ouvir, ouça", advertia. Alguns não têm ouvidos de ouvir, e sim de escutar e, por não entenderem patavinas do que Ele falou, dizem: "era um burro!" Mal sabem estes que, ao dizerem isto, depõem contra sua própria inteligência...

Imagem: http://blogs.estadao.com.br/estadinho/a-turma-toda/

quarta-feira, 6 de outubro de 2010

Um Amor Proibido - Davi e Bate-Seba - Assista Ela Tomando Banho No 19° Capítulo da Minissérie Rei Davi

A minha futura rainha.

Estou apaixonado por você, aconteceu de repente e do nada, mas, no entanto, ficou claro como o dia, eu estava no palácio e avistei o seu banhar. Quem imaginaria que um pouco de água no banho poderia ser tão perigoso? E agora, eu estou perdidamente apaixonado por você.

Lembra... Eu pedi a sua mão, quando estávamos na juventude. Ai, você olhou para baixo e fugiu de mim com lágrimas quentes de constrangimento fugaz pelo seu rosto com a esperança de nunca me ver novamente.

Mas aqui eu estou. Quinze anos mais tarde. Ainda com um amor juvenil. Você não tem idéia, e bem, para ser honesto, até agora, eu mesmo tenho feito um esforço imenso para te esquecer. Nego esse sentimento a mim mesmo, com medo de perder a nossa amizade, com medo de perder minha melhor amiga, minha vida, meu sonho, meu tudo.

Sentado aqui escrevendo isso, penso numa possibilidade de atar essa paixão, apenas retirar para fora do meu coração. Finalmente tornando-se real, permitindo parar de mentir pra mim mesmo. Eu não posso imaginar, mas chegará o dia que terei a oportunidade de dizer como sinto a sua ausência. Eu continuo a me torturar sem a sua presença, eu deveria terminar a nossa amizade aqui e agora e, finalmente, me libertar da minha autoflagelação infligida. Mas eu não posso!

Eu não posso imaginar minha vida sem você. Eu não posso imaginar ser capaz de viver sem compartilhar com você as coisas que vem no ar, na cabeça, ou as que surgem com um divertimento imaturo. Estou aterrorizado, porque eu sei, o que se sente, ao ter, o meu melhor soldado casado com você, e simplesmente, ele não retribuir o amor merecido.

Agora é oficial, veio um lapso infeliz no meu juízo, terei que quebrar o sexto, sétimo, nono e o décimo mandamento para ter você. Isso pode ser engraçado para alguns, mas é o amor! Eu não posso controlar isso. Eu perco o controle quando amo. O nosso amor Bate-Seba, possa parecer desonesto... Mas será que ele sempre foi?


Eu te amo... 


Davi (Rei de Israel)
Texto baseado: 2 Samuel cap.11 e 12. (Uma História de Ficção) 

Assista a Reprise do 19º episódio da minissérie Rei Davi – Record em HD - Com a cena de Bete-Seba tomando banho nua e o Rei Davi admirando na sacada do palácio real.

 

Fonte do texto: http://hubnerbraz.blogspot.com/2010/07/um-amor-quase-proibido-davi-e-bate-seba.html
Fonte do vídeo: http://www.pecadorconfesso.com/2012/04/minisserie-rei-davi-record-reprise-do_06.html Fontes das imagens: 1.http://picasaweb.google.com.br/hubnerbraz/AbalaOnLineChatGospel?authkey=Gv1sRgCIzW0Lqs7_rafg#5524594143182568594 2.http://picasaweb.google.com.br/hubnerbraz/CPFGConfrariaDosPensadoresForaDaGaiola?authkey=Gv1sRgCODJj9iK3-e9Kg#5522149415854443570 3.http://picasaweb.google.com.br/hubnerbraz/MomentosDeReflexoes?authkey=Gv1sRgCLLsrIm44K6tTw#5521044702871402626

sexta-feira, 1 de outubro de 2010

Dias Apocalípticos




Não adianta, com Deus ou sem Deus, como cumprimento das profecias ou como processo natural da civilização e do planeta terra, de uma forma ou de outra os dias do apocalipse virão sobre a terra, e já está ai, trazidos da “alegoria” para a existência pela fé obstinada daqueles que querem que isso realmente aconteça.

Isto porque os dias se passam e a terra fica cada vez menor, as distancias humanas e físicas são diminuídas e as fronteiras são nulificadas. O planeta pelo seu processo natural de superpopulação em uma civilização de uma época altamente arquitetônica e tecnológica se torna inevitavelmente mais Uno. Como unido foi antigamente nos impérios humanos e torres de babeis que se construíram nesta terra.

As capacidades oniscientes e onipresentes das lentes humanas artificiais em ver os acontecimentos em tempo real, aumentam a sensação e o pânico da superstição religiosa das pessoas diante das catástrofes milimetricamente catalogadas e relacionadas do nosso velho planeta eternamente convulsivo e deteriorável. O que possibilita evidencias poderosas as profecias para os homens piedosos e crédulos que sempre habitaram a terra com os materialistas e céticos que por sua vez sempre vão tentar apaziguar os ânimos exaltados das pessoas com suas explicações racionais.

E céticos e crédulos intoleráveis uns com os outros, convivendo e se cotovelando no mesmo mundo superlotado, são o ingrediente explosivo para criar os dias mais tensos, terríveis e apocalípticos que já sobreveio sobre a terra. Pois a posse do conhecimento científico e sociológico da trama histórica do planeta, que tudo explica, a cada dia mais faz com que os homens percam sua fé nas profecias. O que em contrapartida aumenta a certeza dos religiosos fundamentalistas cristãos da evidencia de apostasia antes do fim dos dias.

Certeza esta que produz uma impertinência e inconveniência irritante aos olhos dos homens comuns da sociedade, que a cada dia não suporta mais o juízo e a repreensão exortativas dos cristãos quanto as suas pregações escatológicas. Evidenciando mais ainda para eles a profecia de que os cristãos seriam odiados por causa de sua fé nos últimos dias antes de eles serem salvos da destruição e tribulação anunciada por Cristo e seus apóstolos.

Ódio este aos crentes que se desemboca na blasfêmia dos “ímpios” por imaginarem que os cristãos se deleitam com a idéia de um Deus que vai fuder com todo mundo e livrar somente a cara daqueles que serão salvos, só porque se tornaram membros de uma igreja cristã exclusivista da verdade, retrógada e limitadora do conhecimento, e rastreados por pastores simplórios e ignorantes ou sofistas e espertalhões, que bestializam as pessoas alienando-as da realidade.

De forma que por causa dos cristãos a idéia de Deus será tão ironizada e ridicularizada, que os fundamentalistas religiosos como pragas a qual se fortalecem na resistência do veneno que as tentam matar, vão se tornar tão convictos por isso e tão fastidiosos que os homens por falta de tolerância e respeito à fé individual dos outros, desejarão prender-los para desarraigar da terra esta gente também sanguinária a qual como os “santos” debaixo do altar do capitulo seis e versículo dez do livro das revelações aguardam ansiosamente com água na boca a vingança divina sobre os homens que vão perecer porque não aceitaram suas convicções sobre a Verdade. Trazendo sobre a terra os dias estressantes e agonizantes deste “maldito” livro do Apocalipse.

Gresder Sil

Escrito em vinte e um de setembro de dois mil e dez

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