segunda-feira, 27 de dezembro de 2010

A maior verdade da Religião


Filipenses 1: 18

Almeida corrigida e revisada fiel
"Mas que importa? Contanto que Cristo seja anunciado de toda a maneira, ou com fingimento ou em verdade, nisto me regozijo, e me regozijarei ainda."

Nova versão internacional
Mas, que importa? O importante é que de qualquer forma, seja por motivos falsos ou verdadeiros, Cristo está sendo pregado, e por isso me alegro. De fato, continuarei a alegrar-me,

Nova tradução na linguagem de hoje:
"Mas isso não tem importância. O que importa é que Cristo está sendo anunciado, seja por maus ou por bons motivos. Por isso estou alegre e vou continuar assim."


O Cristianismo do século XXI tem se baseado muito nesta parte de seu livro para "expandir" suas fronteiras.

Vemos diariamente o quanto os cristãos estão mentindo com um único objetivo, o de converter "membros" à sua religião.

Moral, verdade, realidade, tudo sendo trocado por mentiras e mentiras muito mais que mentirosas.

Quanto vale dar seqüência e inserir "crescimento" em sua religião?

Em "As formas elementares da vida religiosa" Durkheim nos diz que a religião individual (pessoal) é alimentada e mantida quando fazemos com que pessoas passem a integrar nosso grupo, ou seja, cada pessoa que convenço a se "converter" à minha religião faz com que minha "fé" seja "aumentada".

Se por exemplo eu sair por aí dizendo para todos que me encontrei com o grande Falcão Azul Falante e que ele prometeu levar um grupo específico de pessoas para o paraíso que fica em outra galáxia, onde existem dois sóis, onde não há noite, apenas dia e onde existe uma terra muito melhor que esta, onde não há poluição e existem fontes da juventude. Se assim eu disser e se eu encontrar pelo menos uma pessoa que acredite, minha crença neste fato inventado por mim chegará a um nível em que eu mesmo irei passar a acreditar.

Quanto mais pessoas eu conseguir convencer, mais estarei convicto de que a AAF (Águia Azul Falante) existe realmente.

É o que vemos no cristianismo.

Nenhum dos cristãos deste planeta esteve com seu líder (Jesus Cristo), mesmo assim muitos dizem ter conversado com ele.

Nenhum dos cristãos esteve com o pai de Jesus Cristo (intitulado Deus), mesmo assim muitos dizem ter experiências e contatos com tal ser mitológico.

Nenhum dos cristãos esteve com a mãe de Jesus (Maria), mesmo assim muitos afirmam tê-la visto e conversado com ela por diversas vezes.

E quanto mais pessoas são convencidas de que conversamos com estes seres, mais nossa ilusão é aumentada.

Existem pessoas que afirmam conversar com nossos familiares mortos, porém, isto não passa de uma grande mentira. Apesar destes saberem disto, passam a acreditar que tem este poder simplesmente  porque as pessoas acreditam que eles o tem.

Esta "idéia" pode ser estendida além dos muros da religião, desde meros pescadores, com suas histórias de grandes pescarias, até grandes políticos com suas promessas sem fundamento. Existem políticos que prometem fazer obras e ao término do mandato acreditam até que fizeram, mesmo sem ter feito nada do que prometeram (Político: "Está vendo aquela ponte que fiz?" - Cidadão: "Qual ponte?" - Político: "Catástrofe, um Tsunami levou.").

Afinal de contas, 

"Mas, que importa? O importante é que de qualquer forma, seja por motivos falsos ou verdadeiros, Cristo está sendo pregado, e por isso me alegro. De fato, continuarei a alegrar-me"


Evaldo Wolkers.


sábado, 18 de dezembro de 2010

Minha Anorexia Santa - Confissões da Filha de Jairo Antes Da Morte


Minha santa anorexia veio átona aos 13 anos. E três eram os motivos. Primeiro por causa da constante insatisfação com o próprio corpo, segundo por me sentir culpada quando comia muito e terceiro por ter uns pais fanáticos ao judaísmo que só me davam atenção quando eu praticava o que eles queriam. Com o tempo o próprio organismo passou a rejeitar os alimentos.

Antes eu era uma criança normal, saudável e comunicativa. As pessoas diziam para minha mãe que queriam ter uma filha igual a mim. Mamãe estava sempre jejuando, e às vezes eu me tornava companheira dos seus jejuns, chegava a ponto de ser concorrente. No fundo de tudo isso, ambas lutava para manter os nossos corpos esbeltos.


Agora vejo que, essa pratica fanática e farisaica, desviou a minha família dos verdadeiros valores pregado na cruz. Provocando turbulências emocionais que permeavam nossa casa. Sendo eu a única filha (e também adotiva), sempre levava a pior, e por conveniência, sentia as chicotadas do meu pai quando ele explodia de raiva, insegurança, e sabe Deus mais o quê. Fui atingida e muitas vezes abusada verbalmente. Embora eu lembre muito pouco da minha infância, em termos gerais, sobraram as piores lembraças, onde sempre gritavam, culpavam, batiam, disciplinavam ou criticavam a minha pessoa. A única aproximação com a minha mãe vieram através dos jejuns.

 Na puberdade, aos "13 anos", os meus pais reprimiram e tentaram controlar totalmente a minha vida, meus amigos, meu namorado, minha agenda, tudo. E por esse motivo, o jejum e o fanatismo em excesso se tornaram uma obsessão para mim. Eu emagreci 25 quilos. Em cerca de um mês... Eu me deliciei em ver as reações desesperadoras dos meus pais por causa da minha fome. Era uma mistura de raiva (porque não podia controlá-la), medo, dor e magoa. Já não me sentia totalmente em contato com minhas emoções... Uma parte de mim, eu sei, “não” só queria morrer de fome (por motivos da “religião”), mas sentia que merecia sofrer (por razões de auto-ódio). Passei a maior parte da minha adolescência (e além) reprimindo os meus sentimentos diários.

Ontem à noite caminhei ao lado da santa anorexia, percebi a profunda depressão e insônia que nutria do meu ódio pelos meus pais fanáticos. Quando discutíamos, eu tentava agredi-los com empurrões, e o meu pensamento de morte era constante.

O ódio que eu sentia, também de mim mesma, fez com que várias vezes eu me cortasse com cacos de vasos e facas, o meu próprio corpo. Por conseqüência da anorexia santa..., ou poderia dizer dos jejuns descontrolados, estou acamada. Sei que o meu fim está a sete palmos do chão e não negarei que prefiro morrer, mas aguardarei um Salvador..., o meu Salvador que me ensinará o verdadeiro sentido da vida e a verdadeira religião...

A Filha de Jairo (Antes da morte)
(Uma História de Ficção)
Texto Baseado: Marcos 5.21-43

Fonte do texto: http://hubnerbraz.blogspot.com/2010/10/minha-anorexia-santa-confissoes-da.html
Fonte das imagens: Retirado do site do google.
Fonte da imagem: Retirado do site do YouTube.

domingo, 12 de dezembro de 2010

UM DIÁLOGO INUSITADO


Por Levi B. Santos

Os homens acalorados, emotivos, violentos, sensíveis estão em cena. Esse espetáculo ou peça vem sendo repetida, diariamente, no palco da vida, desde os mais remotos tempos.
O ator, como um observador contínuo das sensações dos componentes que formam a plateia, sobe ao palco já sabendo que ele não é ele quando representa. Às vezes, ele cede, e as lágrimas que escapam dos seus olhos são verdadeiras...
O ator:
Caro espectador, quero que saibas que o que irás ver e enxergar em minha apresentação, é o que estou perseguindo encontrar.

O espectador:
De onde vêm essa tua inspiração e esse teu desempenho perfeito que me fazem delirar de entusiasmo?

O ator:
Sou um estudioso dos grandes modelos humanos. Conheço bem o que faz ri e o que faz chorar. Aqui em meu templo posso até injuriar alguém sem temer a sua vingança. Aqui o espectador se vê refletido na minha experiência e, através do meu papel, se torna consciente de algum aspecto dele mesmo, do qual não tinha consciência ou não tinha sido informado antes.

O espectador:
Não te perturbam aqueles que te criticam ferinamente?

O ator:
Nada disso incomoda-me. Não sou acusado pelo que sou nem pelo que tenho, mas pelo que apresento como inerente a cada indivíduo que me assiste.

O espectador:
Quer dizer que és imune à opinião alheia?

O ator:
A única maneira de superar essa tolice é rir do absurdo de sua ingenuidade. Quando representamos não somos o que realmente somos, na verdade, nos tornamos uma caracterização da pessoa que deveríamos ser.

O espectador:
Não entendo como vives incansavelmente por meses a fio a repetir as mesmas emoções, com o mesmo calor e obtendo o mesmo sucesso?

O ator:
Vejo a plateia como vejo o mundo. Tudo que se passa nesse palco são expressões da alma de todos que me assistem. Como imitador autêntico jamais enfraqueci em minhas apresentações, pois, sinto pelas janelas da alma, que são os vossos olhos, a recepção carente de vossos corações. É preciso ter discernimento e tranqüilidade para captar a sensibilidade da platéia, e poder assim, reverberar o que ela deseja inconscientemente, para realização do seu gozo imaginário.

O espectador:
Em que diferirias dos poetas que nos enlevam com seus versos?

O ator:
Por acaso, não seriam os dramáticos poetas, espectadores assíduos do que se passa em torno deles, no mundo físico e metafísico?

O espectador:
Mas o ator envelhece, e aí, continua o mesmo?

O ator:
O ator só se torna ridículo quando as forças o abandonam completamente. Mesmo passado longos anos, o velho ator quando sobe ao palco, a primeira juventude reaparece.

O espectador:
Mas como o ator, mesmo usando infinitas máscaras, tem o poder de atrair tantos?

O ator:
Ora, a platéia vive disso. Camuflamos as partes desejadas e indesejadas de cada espectador, que ri ou chora, ao ver expostas no palco as suas próprias vísceras encobertas. No teatro ele não sente tanta necessidade de se esconder de si. O nosso talento advém do uso perfeito que fazemos de suas fraquezas e ambigüidades. Nos aplausos, o espectador está dizendo: “esse é quem sou”

O espectador:
O que você quer dizer é que o espectador ao assistir a peça, deixa ali todos os seus vícios?

O ator:
Ali no palco e na platéia todos são iguais, o santo e o pecador, o bom pai e mau pai, o amigo e o desonesto. Lá dentro, cada um é imparcial, pois todos se encontram cansados dos seus ofícios. Às vezes, acontece que naquilo que parece ser falso surge o verdadeiro. Entretanto, quando tudo está corrompido, é que o espetáculo se torna mais depurado e agradável.

O espectador:
É estranho!. Saímos de nossos lares, compramos ingressos, enfrentamos filas, para entre quatro paredes rirmos e chorarmos do nosso lado sombrio, reprimido e repudiado por nós mesmos. É lá que retiramos o lacre desse lado de nossa psique, que no dia a dia julgamos excessivamente doloroso e desagradável de aceitar?!

O ator:
Em atenção ao que disseste, eu tiro minha máscara, e em tua homenagem declaro: “adquiriste o requisito principal para ser um bom ator”. Creio que compreendeste que temos de olhar para dentro de nós, a fim de examinarmos os fundamentos de nossa vida, e reconhecermos a nossa SOMBRA, para, enfim, poder conviver com ela, sem culpar ninguém, nem mesmo Deus.
Se quiseres te enfronhar nessa arte, levas contigo esse conselho: “Correrás grande perigo, se te identificares demais com o teu papel”.

CAI O PANO...
Guarabira, 12 de dezembro de 2010

domingo, 5 de dezembro de 2010

Bem Vindos ao Inferno



Olá a todos, hoje sou seu anfitrião. Este é o momento pelo qual todos vocês temiam, bem vindos ao Inferno.

Vocês que se divertiram algum dia, exageraram um pouco na dose, secretamente odiaram alguém. Que beijaram escondido, transaram quando não podiam. Vocês que comeram demais, fofocaram.

Aqueles que adoraram a outros deuses, ou deusas, ou seres mágicos, ou nenhum deles. Enfim, a todos os habitantes da Terra, sintam-se em casa.

--

Então, você acha que adora o deus certo? Está certo disso? Bilhões de pessoas no mundo adoram deuses diferentes, e todos utilizam a mesma desculpa: fé.

Mas qual delas pode provar ser a sua mais válida do quê a outra? Seriam os cristãos, com a história de um deus encarnado que morre, mas não deixa nenhumam evidência de sua existência? Ou seriam os muçulmanos com seu profeta voando no cavalo? Seriam os hindús e seu deus-elefante, e cuja religião é mais antiga que as duas primeiras?

O "argumento da fé", tão comumente usado, é um belo tiro no pé. Por ele, nenhuma religião consegue ser mais verdadeira que a outra. Todas tem seus mitos, mas nenhuma prova-os mais verdadeiros.

Ora, e se os maçons estiverem corretos, ou os budistas? Refazendo a aposta de Pascal: e se ao morrer, você der de cara com um deus com cabeça de gavião? E se Osíris é o deus correto a ser adorado?

Alguém dirá: "Mas eu senti! Eu vi! Eu posso provar!". Pode mesmo? Um budista, ao passar pela mesma experiência que você, dará outra explicação. Por quê a sua é melhor que a dele? Você tem certeza que não passou por uma ilusão? Descartou todas as hipóteses possíveis, ou já assumiu a explicação padrão, "foi meu deus"?

Pensar não é facil. Assumir que não se sabe as respostas, e aceitar isto, é difícil. Assim fazendo, assumimos que somos humanos, limitados, e talvez nunca saibamos todas as respostas. Não somos o centro do Universo, e os acontecimentos do mundo não tem estreita relação conosco. Não há um tapeceiro, não há ninguém executando um plano detalhado, não há um propósito em tudo que ocorre. Desgraças acontecem, mas elas não tem um "motivo maior". Pessoas morrem, pois assim é a vida. Ela termina, é foda, injusta, dolorosa, mas é o destino de todos.

Podemos nem estar aqui em alguns anos, ou milhares de anos. Um meteoro pode chocar-se contra a Terra, e ninguém nos dará satisfação alguma.

Mas isso não torna a Vida algo deprimente. Ela é especial, única, e muito provavelmente rara. A consciência, nossas experiências são algo muito especial, e que valem a pena ser vividas e preservadas, sem medo, sem preconceito, sem dor, sem matanças em vão. Infelizmente, por causa desse medo primordial da morte, que nasceu com a consciência, muitos infligem o mal a outrem, e tornam a vida de muitos um verdadeiro Inferno na Terra.
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