quinta-feira, 22 de dezembro de 2011

C.P.F.G. ― RETROSPECTIVA 2011






O ano está terminando. Hoje à tarde tive uma idéia: fazer uma retrospectiva dos comentários chamativos que foram realizados em 2011 pelos confrades, autores deste blog. Tomei a iniciativa de postar as críticas que achei mais engraçadas e satíricas aos textos postados pelos autores durante o ano que se finda. Contudo, os confrades amigos poderão acrescentar à esta pequena retrospectiva, outros comentários, se assim o desejarem (afinal estamos numa democracia e não numa teocracia)

O pensador Altamirando, não me deixa mentir: cerca de 70 % dos comentários registrados neste ano são de cunho religioso. E não poderia deixar de ser, pois nesta confraria todos tem uma história muito parecida de um amor não correspondido com a Senhora Religião.

Como o conteúdo do inconsciente é "indeletável", aqui e acolá, surgem atalhos, por onde escoam desejos reprimidos ou nostálgicos dos velhos tempos em que não entendíamos que aquela preocupação doentia em produzir para Deus, na verdade, era um outro tipo de trevas (a escravidão eclesiástica). 

Entre muitas pérolas de comentários, colhi algumas, que passo a expor, segundo a ordem cronológica das postagens:


“É aquela velha história do PT das massas sofridas: quando chegaram ao poder usaram dos mesmos meios indignos que tanto combatiam (nos adversários). Veja no que deu o Cristianismo quando subiu ao poder com o “petista” Constantino [comentário de Levi, ao texto “Por Que Somos Cristãos” ― do confrade Eduardo]

“Só falta agora alguns ateus começarem a jogar os religiosos nas fogueiras em nome do “NÃO-DEUS”. [Marcio comentando o texto “Os Ateus e o Natal” do confrade Eduardo]

● “Até me perguntei várias vezes em tom alto, para ver se uma ‘luz’ surgia: ‘Qual o sentido da vida?!’” [Paulinha, comentando o texto dela mesma ― “O Sentido da Vida”]

“O Homem só é o mais perfeito dos animais porque nenhum outro reclamou esta pretensão” [Miranda, comentando o texto “Patético. Profundo-Patético”  — do confrade Isaías]

● “Não existe vida em outros planetas, não existem outras galáxias. Os pontos luminosos vistos pelos telescópios mais potentes são manchinhas deixadas por Jeová na cortina dos céus para confundir até os escolhidos. [Evaldo, comentando o texto “Praticamente Inofensivos” – do confrade Gabriel Nagib]

“Meu amadíssimo Edson, quanto conflito querido, como você vivencia uma constante inquisição” [Guiomar, comentando o texto em prosa “Ateu X Crente – Um Repente” do confrade Edson Noreda]

“O texto nos induz ao diálogo e a troca de conhecimentos. Sempre descambamos para a desinformação desnecessária como estas: ‘Em Gênesis 1:2, Deus fez a luz e a separou das trevas. Chamou a luz de dia e a escuridão, de noite. Isto, no primeiro dia’”. [Comentário de Miranda ao texto “A Difícil Arte do Diálogo”, do confrade Levi]

“Não me consta que alguém que tenha se alimentado da galinha imaculada, tenha tido diarréia ou indigestão”. [Levi, comentando o texto “A Carne na Semana Santa” – do confrade Miranda]

“Enganar a si mesmo é alimentar uma ilusão, e iludir-se é tomar um desejo como um fato. Nossas ilusões não são necessariamente falsas, algumas podem ser verdadeiras, mas diferenciar uma das outras está além de nosso alcance. [Comentário de Carlos Herrera ao texto “Liberte-se do Auto-Engano” ― do confrade Rodrigo]

“Existem coisas que são valorizadas e outras igualmente raras que são desprezadas. Tudo depende do interesse que se tenha nelas. NORMAL? Não brinca com a minha modesta inteligência... Ninguém conseguiu definir o que é isso até hoje” [Isaias, comentando o texto “Considerações Sobre Homofobia” – do confrade Eduardo]

“Sinceramente, não posso aprovar o comportamento da Sandy. Sei que, pelo fato de ela ser mulher, há ainda uma dose de repressão machista pelo seu direito de expressar a sexualidade. Porém, não dá para concordar com as sandices dessa cantora que parece viver entre os extremos – antes virgindade e agora libera geral” [Comentário do Rodrigo à postagem de Elídia − “De Freud à Sandy – O que há de Errado?”]

●”O cristianismo sempre teve problemas com as ‘vergonhas’ do corpo humano. tinha uma tradução da bíblia antiga que se referia aos órgãos sexuais como ‘vergonhas’, será que já trocaram esse termo nas edições mais modernas? [Comentário de Elídia ao texto “Abstinência Sexual” ― do confrade Hubner]

O principal órgão sexual é o cérebro, logo, nada que seja sexual pode acontecer sem ele; daí que na maioria das vezes, quando um homem saudável não consegue uma ereção, o problema está na cabeça" [Comentário de Hubner ao seu próprio texto ― “Abstinência Sexual”]

“Somos um povo em construção. Somos um povo extremamente jovem, e como todo jovem, fazemos muitas merdas... [Comentário de Eduardo ao texto “O Povo Brasileiro” ― do confrade Miranda]

Se brasileiros votassem com consciência política, nosso Brasil não seria este paízinho de merda. Marginais não teriam poder, nem dentro de presídios nem em Brasília. [Comentário de Miranda ao texto “O Novo Centro do Mundo” – do confrade Eduardo]


Site da Imagem:  mariaotilha.com

sábado, 10 de dezembro de 2011

O Novo centro do mundo









Li uma interessante entrevista com o jornalista canadense Douglas Saunders e achei muito interessante a leitura que ele faz da “periferia”. Ele veio ao Brasil e visitou algumas favelas e disse que “Eu esperava ver todos aqueles clichês. E realmente vi garotos de 14 anos armados com rifles e pessoas usando drogas no meio da rua, mas também encontrei comunidades preocupadas em melhorar a vida de suas crianças, migrantes que continuam a enviar dinheiro a seus familiares 50 anos depois de saírem da terra natal e dinâmicos microempreendedores”.

Essa é uma das contradições das periferias e Douglas trata do assunto em seu recém-publicado Arrival city: the final migration and our next world (Periferia: a migração final e nosso novo mundo, numa tradução livre sem previsão ainda de lançamento por aqui). O livro é fruto de um trabalho de 3 anos, realizado nas periferias de quatro países – Brasil, China, Turquia e Egito. O livro afirma que esses espaços e a classe média que emerge deles são o novo centro do mundo.


A seguir, trechos da entrevista.


O que faz das periferias o novo centro do mundo?

Até a Segunda Guerra Mundial, 75% do mundo era rural. Anos depois, ele já era metade urbano, metade rural. Ao longo deste século, quase o mundo todo vai atingir o grau de urbanidade dos países da Europa e da América do Norte. Essa transição é difícil e marcada por conflitos. No centro dessa transformação está a periferia. Precisamos entender como fazer com que as periferias funcionem como um instrumento de mobilidade social e como evitar que as barreiras entre periferia e centro prejudiquem as ambições de seus moradores, levando-os a uma espiral de fracasso e violência.
Eu sabia desde o início que o Brasil teria de ser central no livro. Primeiramente, porque era um dos primeiros países do mundo emergente a ter uma maciça urbanização e forte migração do campo para a cidade. Isso fez com que o Brasil provasse todas as consequências, tanto as boas quanto as más. Além disso, o Brasil e a Turquia são também os dois países que foram governados, na maior parte da década passada, por líderes(Lula e Recep Tayyip Erdogan) cuja história está marcada pela migração do campo para a cidade. As experiências desses dois países oferecem ao mundo a lição mais importante de como lidar com os desafios da urbanização, evitar erros, transformar comunidades de sucesso e fazer das ondas de migração do campo para a cidade histórias de mobilidade social e sucesso.

Por que os empresários deveriam investir nas periferias?

Um pequeno investimento feito agora, para transformar a favela e integrá-la à cidade e à economia formal, pode significar uma grande economia no futuro. Essa economia se refere a gastos sócias e ao combate ao crime que seriam necessários caso essas comunidades continuassem isoladas e se voltassem para a violência como única alternativa. (...)

Por que o senhor diz que o Jardim Ângela, bairro da periferia de São Paulo, é um exemplo de comunidade bem-sucedida?

O Jardim Ângela foi criado nos arredores de São Paulo por migrantes nordestinos na década de 70. Com o colapso da economia nos anos 80, ficou isolado, sem nenhuma forma de assistência do Estado. E as gangues dominaram aquele espaço. Quando a situação melhorou – e eu credito isso especialmente ao governo de Marta Suplicy na prefeitura de São Paulo por causa de seus investimentos em transporte e educação -, muitos moradores estavam aptos a se valer das novas oportunidades e começar a empreender, abrir pequenos negócios. O Jardim Ângela ainda é um lugar pobre, com alto índice de desemprego entre os jovens, nível de educação ruim e problemas graves com álcool e drogas. Hoje, porém, é mais próximo de um lugar onde as pessoas têm esperança e batalham para vencer na vida do que um lugar perdido e esquecido.

(...)

No Rio de Janeiro, temos as UPPs(Unidades de Polícia Pacificadora), um exemplo importante de reabilitação de uma comunidade. A revolução das UPPs é o entendimento de que não basta fazer uma coisa por vez, mas que o todo deve ser tratado e que devem ser proporcionadas para as favelas condições de segurança e higiene, capacidade de autogestão e conexão à cidade.

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Matéria publicada na revista Época
de 18 de abril de 2011






domingo, 4 de dezembro de 2011

O povo brasileiro.

O que dizia a nobreza européia sobre nossa formação intelectual.
O conde francês Arthur de Gobineau escreveu, em 1853, sobre a decadência de civilizações e sua degeneração causada pela mistura racial. Sobre o Brasil, disse:. Os brasileiros só têm em particular uma excessiva depravação. São a ralé do gênero humano com costumes condizentes.
O zoólogo suísso Louis Agassis escreveu em 1868: Qualquer um que duvide dos males causados pela mistura de raças que venha ao Brasil, pois não poderá negar a deterioração decorrente do amálgama das raças, mais aqui do que em qualquer outro lugar do mundo.

Gene, na definição da genética clássica, é a unidade fundamental da hereditariedade. Cada gene é formado por uma seqüência específica de ácidos nucléicos - biomoléculas mais importantes do controle celular, pois contêm a informação genética. Existem dois tipos de ácidos nucléicos: ácido desoxirribonucléico (DNA) e ácido ribonucléico (RNA).
O seu principal papel é armazenar as informações necessárias para a construção das proteínas e RNAs. Os segmentos de DNA que contêm informação genética são denominados genes. O restante da seqüência de DNA tem importância estrutural ou está envolvido na regulação do uso da informação genética.

O Meme é considerado como uma unidade de informação que se multiplica de cérebro em cérebro, ou entre locais onde  é armazenada. No que diz respeito à sua funcionalidade, o meme é considerado uma unidade de evolução cultural que pode de alguma forma autopropagar-se.

Nossa formação genética sofreu influência hetérica de três raças distintas; a ibérica, a africana e a ameríndia. Temos no nosso DNA o gene, o meme e as influências psicológicas e biológicas dos portugueses, negros e índios. De cada uma destas três raças nós herdamos características fundamentais para nossa evolução ou não. Somos assim, porque assim foi formado nosso “TRICROSS”.
Entendendo nossa capacidade intelectual.

Somos um povo com pouca expressão intelectual, cultuamos o TER e não o SABER. Nossas personalidades que se destacam pela inteligência não são reconhecidas tanto quanto os que se dão bem através do jeitinho com sorte. Em nossa “corte”, as figuras principais  são o bobo e o lacaio. Temos a virtude de cultuar o indesejável, o pior marginal, o político mais ladrão, o assassino mais cruel. Ainda por cima temos memória curta. Não aprendemos com o passado.

Cultuamos o fundamentalismo cristão, característica herdada através da colonização ibérica que nos imputou a cultura do proletariado, o desprezo pelo saber, a tolerância ao infortúnio e a incapacidade de desenvolvimento. Seremos um eterno país de terceiro mundo mas com uma eterna arte de sonhar.
Tudo por culpa de Napoleão Bonaparte.

sábado, 3 de dezembro de 2011

A Festa Dos Animais




Os animais se reuniram na floresta para fazer uma festa. Trouxeram bolos, refrigerantes, salgados, etc. Quando eles foram comer, viram que tinham se esquecido de trazer o abridor de garrafas. Aí falou o Leão: vai Arara buscar o abridor lá na cidade!
Não, é muito longe, vá você onça ― falou a Arara.

Não, é muito longe, vou cansar minhas patas. Vá você, bicho Preguiça! ― replicou a onça
Tá bom, só vou com uma condição, que é a de vocês não comerem nada até eu voltar ― disse a Preguiça

Os animais responderam em uníssono: Tá bom, nós prometemos.
Passou um dia, uma semana, um mês, um ano, e os animais tudo magrinho, a comida já estragada, aí o Leão falou:
Ah! Vamos comer. O bicho Preguiça não vai mais voltar.
Foi quando o bicho Preguiça saiu de traz de uma árvore, e falou:
Tá vendo se eu fosse...

P.S.: Quem sabe mais piada sobre preguiça? (rsrs)
Fonte: piadalegal.com.br
Site da imagem: namanhadogato.blogspot.com

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