domingo, 22 de julho de 2012

O Humano em KING KONG




Por que os contos e mitos que usam animais ferozes em seu enredo nos atraem tanto?

Talvez, por serem movidos pelos instintos selvagens é que esses monstros vêm encarnar o que há de mais primitivo em nós.

Perguntado sobre o que havia de tão atraente no conto do Gorila gigante — King Kong, o cineasta, Peter Jackson autor da nova versão da odisséia desse macaco gigante no cinema, conta que o original dessa história já o fascinava desde os 12 anos de idade.

Num nível mais profundo, o combate entre o homem e os monstros jurássicos, que simbolizam a natureza no que ela tem de mais violento e selvagem, talvez esteja no cerne dos nossos anseios mais arcaicos, uma vez, que o projeto humano é o de tentar dominar as forças naturais, colocando-as a seu serviço.

Segundo o psicanalista, Renato Mezan, a história de King Kong nos captura porque encena um roteiro arquetípico gravado em nosso inconsciente — e, tomados de terror e de piedade, como desde que se inventaram as epopéias e as tragédias são tomados espectadores, ouvintes e leitores –– percebemos que é de nós que se está falando: do homo sapiens, o mais feroz dos animais”.(*)

Quem assistiu a esse filme deve está bem lembrado da sexualidade incontrolável e o gozo do domínio presentes nas feições do Gorila diante de sua presa: uma moça, Ann, indefesa, um tanto estúpida, de tamanho minúsculo em relação ao corpo do monstro, mas despertadora da libido masculina cega e brutal. Do Gorila, apesar de tratar a moça com doçura, salvando-a de vários perigos, não se pode concluir que ele a ama. Talvez a “ame” porque a considera sua dama, sua presa.

Para Renato Mezan, o Gorila representa nossos instintos animais, ou quem sabe, a figura do pai primordial, cujo assassinato marca para Freud o início da civilização, a insensibilidade e a truculência dos personagens “civilizados” reafirmam uma verdade incômoda: sob a fina camada da cultura adquirida em uns poucos de milênios, subsiste em nós a virulência das paixões primitivas. Mesmo projetadas num primata pré-histórico, elas não deixam de ser ameaçadoras — e, por isso mesmo, fascinantes em sua crueza originária”.(*)

Quem sabe se de uma maneira inconsciente, o fascínio que faz parar a respiração de cada espectador de King Kong, esteja servindo de catarse, ao nos mostrar o que somos na realidade. Essas duas partes interagem em nós num todo inseparável: Ann, a moça frágil que desperta piedade e King Kong, simbolizando a força e a brutalidade, na verdade, destacam as nossas facetas paradoxais —"somos uma espécie única que tem um lado biológico e de instintos, e outro simbólico e cultural".

Pensar o selvagem é pensar o homem. King Kong repete a narrativa mítica dos velhos contos de fadas, cujas complexidades apontam para os conflitos de nosso aparelho mental. Cada adulto, ao revê esse filme, sem sombra de dúvida, está revisitando a criança de peito que exorcizava seus demônios e seus medos; que projetava seus anseios nas figuras míticas dos fenomenais contos infantis. Aquelas fantasias, para o "bem" ou para o "mal", continuam emitindo ressonâncias no imaginário singular e fundamental de cada um de nós, adultos.

Em suma, a epopéia de King Kong, nada mais é que um sucedâneo dos velhos e maravilhosos contos de fadas, que ainda tem o condão de provocar em nós um apaziguamento das ansiedades geradas a partir da impossibilidade de nos completarmos no plano real.


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(*) MEZAN, Renato - Intervenções [pag. 284 e 286] – Editora Casa do Psicólogo, 1ª Edição 2011

Site da imagem: c7nema.net

Por Levi B. Santos
Guarabira, 12 de setembro de 2011

sábado, 14 de julho de 2012

Psicoterapia e fé






Depois de ler uma matéria interessante sobre o tema desta postagem na revista Psiqué Ciência e Vida, resolvi compartilhar, principalmente com os dois psicólogos desta Confraria, para apreciação e possíveis debates. Editei a matéria tentando retirar dela o essencial e mantive muitas vezes, o texto original do artigo. A matéria é bem longa e aqui posto apenas a parte inicial. Se for do interesse, posso postar as demais partes posteriormente.
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"Resultado terapêutico é melhor quando são levados
em conta a crença e os valores espirituais do cliente"


Apesar da maioria da população mundial ser portadora de uma fé religiosa, abordagens psicoterápicas como o Behaviorismo de Wateson, a Psicanálise de Freud e a Terapia Cognitivo-Comportamental de Beck não consideram em seus métodos a espiritualidade e as crenças religiosas. Foi por causa dessa separação entre psicoterapia e espiritualidade que um grande números de pessoas buscaram abordagens que considerassem seus sistemas de crenças, o que faz aumentar em muito as Terapias Complementares no mundo.

A proposta original da psicologia era compreender o espírito, que do latim spiritus significa literalmente respiração, sopro, mas em séculos passados, a psicologia se distanciou do estudo do “não-palpável”, enquanto a medicina desenvolvia métodos de investigações do corpo (do latim: corpus, parte essencial). Hoje, é opinião corrente de que a psicologia deve investigar o espírito.

Como sabemos, as primeiras discussões sobre religião no âmbito da psicologia foi trazida por Freud, que a considerou como remédio ilusório contra o desamparo. A crença na vida após a morte estaria embasada no medo da morte, análogo ao medo da castração, e a situação à qual o ego estaria reagindo é a de ser abandonado. Atualmente, a experiência espiritual-religiosa deixou de ser considerada fonte de patologia e, em certas circunstâncias, passou a ser reconhecida como provedora do reequilíbrio e saúde da personalidade.

As atuais teorias sociológicas veem na crença após a morte uma forma de fornecer significado à vida atual com a continuidade na seguinte. Numa amostra nacional de 1.403 americanos, essa fé ou crença esteve positivamente correlacionada à qualidade de vida e especificamente relacionada com menor severidade de seis sintomas (ansiedade, depressão, compulsão, paranoia, fobia e somatização). Outros estudos recentes sobre espiritualidade e religiosidade em amostras específicas (enfermidades  graves, depressão e transtornos ansiosos) mostraram pertinência quanto à investigação do impacto dessas práticas na saúde mental e na qualidade de vida. O psiquiatra Alexander Moreira-Almeida revisou os estudos conduzidos nesse campo e revelou que, na maioria deles, níveis mais elevados da participação espiritual/religiosa foram associados a um maior bem-estar e saúde mental.

Estudos feitos na Universidade de Boston com psicoterapeutas chegou à conclusão que a espiritualidade é um tema potencialmente provedor do encontro de equilíbrio e harmonia dos clientes. Por outro lado, a diversidade de conceitos da espiritualidade foi um ponto de dificuldade para o profissional abordar o tema na psicoterapia. Mesmo com a importância da espiritualidade e religiosidade na vida das pessoas, muitas vezes fundamentais, a dificuldade para a psicoterapia de integrar essa dimensão humana se resume em fatores como: a orientação tradicional de escolas psicoterápicas de que a espiritualidade está fora da esfera de investigação e do conhecimento, a ausência de programas de supervisão e treinamento e o desconforto com os temas espirituais e religiosos por parte dos educadores e profissionais. Mesmo com essas dificuldades, iniciativas buscam a integração da espiritualidade-religiosidade na Psicoterapia.

domingo, 8 de julho de 2012

A nação brasileira precisa de uma nova disciplina!

“Escuta, filho meu, a disciplina de teu pai,
não desprezes a instrução de tua mãe”
(Provérbios 1.8; BJ)

Em abril do corrente ano, publiquei o texto Refletindo sobre o futuro da 7ª geração após a independência, abordando a questão educacional em nosso país em que propus, dentre outras coisas, o ensino em horário integral.

Algumas semanas atrás, porém, ao refletir sobre a nossa dificuldade em mudar hábitos, cheguei à conclusão de que a maior necessidade da nação brasileira seria a adoção de uma disciplina capaz de levar a sociedade a um verdadeiro sucesso.

Etimologicamente, disciplina vem da palavra discípulo (aquele que segue). Significa instruir, educar, treinar, transmitir a ideia de modelagem de caráter e imprimir regras de comportamento. Trata-se de algo que é aplicado, por exemplo, nos meios militar (princípios basilares da hierarquia e disciplina), escolar, empresarial, penitenciário, esportivo e até eclesiástico.

Historicamente, as civilizações que mais se destacaram desenvolveram suas respectivas disciplinas sociais. Graças a isto, os monarcas antigos conseguiram imprimir hábitos saudáveis nos seus súditos, facilitando o indivíduo a cumprir sua obrigação, levando a pessoa a um autodomínio e capacitando-a no uso de sua liberdade na superação dos condicionantes que se apresentam na vida cotidiana.

É certo que nem todas as disciplinas foram benéficas para o desenvolvimento de uma nação. Durante o colonialismo, os povos dominados receberam uma educação servil afim de sujeitar os indivíduos ao interesse da metrópole. E, nas sociedades desiguais, o mesmo se verifica na submissão das classes ou grupos sociais mais pobres formando um trabalhador manso para ser explorado pelos patrões.

Todavia, a disciplina social não se presta somente para o domínio político e cultural sobre as massas. Ela pode ser também libertária e capaz de conduzir uma nação a um nível de desenvolvimento desejado. E a experiência tem mostrado que pessoas bem sucedidas, além de serem criativas, também cultivam a disciplina. Ou melhor, dominam a si próprias.

A autodisciplina define-se como a capacidade de motivar a si próprio através da força de vontade, do trabalho duro e persistência. Cuida-se de uma atitude em que o indivíduo direciona a sua energia apesar de um estado emocional negativo e lidando com a exaustiva rotina. Dia após dia, a pessoa busca manter-se firme em seu propósito evitando os desvios e corrigindo rotas equivocadas sem se abater pelo desânimo.

Na nossa sociedade de consumo e de comportamento imediatista, as pessoas logo rejeitam a disciplina. Junto com a acomodação, as últimas gerações experimentaram o descrédito dos valores tradicionais de seus pais e avós. Houve uma destrutiva quebra de princípios, o questionamento vazio de praticamente todos os conceitos e a dissolução de costumes fundamentais. Devido a isso, a droga passou a destruir as famílias do Ocidente começando pelos ricos até chegar nos grupos sociais mais humildes.

É certo que o processo de desconstrução dessas últimas cinco décadas trouxe alguns benefícios. Porém, a sociedade tornou-se um barco à deriva e precisa traçar um rumo para não naufragar sob o céu sem estrelas na qual se meteu. Sendo assim, temos aí o dever de definir qual a nova disciplina a ser adotada elegendo os melhores valores de referência.

A meu sentir, precisamos disciplinar vários aspectos das nossas vidas. E, se na atualidade, os pais tornaram-se incapazes de educar seus filhos, diferente da época dos provérbios bíblicos do rei Salomão, deve-se então instruir as crianças através das instituições públicas de ensino. Neste sentido, entendo ser indispensável a escola trabalhar o uso do tempo, da disciplina do corpo, do trabalho, dos estudos, da alimentação saudável, das ações, do pensamento, da administração do dinheiro, do sono, do lazer, das festas, da internet, da espera em filas, das posturas, do apetite, do trânsito, das conversações, da higiene, dos cuidados ambientais, etc.

Certamente que impor limites passa a ser fundamental para que a pessoa reconheça o seu papel no meio social. Para tanto, não basta que se proíba determinadas condutas. É necessário que o educando receba instruções para fazer coisas boas desenvolvendo virtudes. Aì, entusiasmar a prática de atos positivos (amorosos) torna-se uma contribuição decisiva para a construção do caráter do menor.

Acredito que, através de uma educação em horário integral e que seja essencialmente disciplinadora, temos alguma chance de gerar uma sociedade melhor futuramente e evitarmos um futuro de barbárie. Paralelo a essa iniciativa, seria oportuna a ministração de cursos de orientação para adultos e também a criação de um serviço civil obrigatório em instituições idôneas já que as nossas forças armadas não têm condições de absorver todos os jovens em idade de alistamento. Então, tal como no serviço militar, os bombeiros e as guardas municipais tornariam rapazes e moças cidadãos realmente aptos para seguir uma conduta desejável para a promoção do bem comum coletivo. Do contrário, os adultos de amanhã poderão ser pessoas intolerantes, cheias de dengo, incapazes de conviver com obrigações rotineiras e se sentindo frustrados quando não são mais o centro das atenções.

Para concluir, compartilho que foi justamente na minha indisciplina que passei a sentir falta da ação disciplinadora. Quando criança, fui educado pelo meu saudoso avô paterno cel. Sylvio Ancora da Luz (1917-2005) que, na época, já era militar da reserva. Vovô impunha-me uma conduta que muito me contrariava tipo acordar cedo e fazer a cama. Com ele, passei a ter horário para dormir à noite, o que, normalmente, era após à novela das oito (hoje das nove). Só que, quando fui morar sozinho, sendo ainda aluno de faculdade, senti-me enganosamente feliz pela possibilidade de abandono dessas regras e passei a deitar e levantar na hora que bem queria, largando a cama de qualquer jeito.

Passado o tempo e tomando consciência da falta de disciplina, comecei a reconhecer a importância dos bons ensinamentos de meu velho. Hoje sei que, se imponho um horário para o sono, estou educando o meu organismo e tornando-o apto para outras atividades diárias, sejam estas laborais ou estudantis. Também o próprio exercício matinal de arrumar a roupa de cama, dobrando lençóis e cobertores, bem como colocando uma colcha em cima, ajuda o corpo a despertar e não cultivar o mau hábito de voltar a dormir de manhã. Com isto, quem segue este simples ensino de vida entra logo em movimento nas primeiras horas do dia evitando que a preguiça tome conta de si.

terça-feira, 3 de julho de 2012

As imagens do humano em Deus




Por: Marcio Alves



"O homem encontra e desenha o “in-desenhado” e “in-contravel” Ser em seu próprio e limitado ser existencial, com sua mentalização e sentimentalização de aperceber e apreender o divino em si, pois deus só pode ser deus de cada individuo, sendo um espelho a refletir a imagem do homem que diz servir-lo, mas que na verdade é servido para si mesmo, para as suas projeções auto projetadas da sua psique inconsciente"

O Ser supremo nomeado pelo humano de “Deus” do alto de sua infinita e desconhecida imagem é não tendo uma imagem limitada que possa descrever e enquadrar seu ser, pois todas as imagens criadas foram e serão “in-criadas” a partir dele mesmo, não sendo e não podendo ser exata, mas si sendo real nos corações de quem sente e fabrica, pois é na verdade a realidade singular do sujeito que vai de si para si mesmo, não sendo o absoluto, por isso é relativizada pelos homens, não para a gloria do Ser, mas para a própria gloria terrestre do humano.

"(...) projeta sua autoimagem dele e para ele, declarando e sistematizando o divino de sua percepção nele mesmo, sendo posto no pedestal da adoração, adorando o Ser de sua imaginação"

O homem encontra e desenha o “in-desenhado” e “in-contravel” Ser em seu próprio e limitado ser existencial, com sua mentalização e sentimentalização de aperceber e apreender o divino em si, pois deus só pode ser deus de cada individuo, sendo um espelho a refletir a imagem do homem que diz servir-lo, mas que na verdade é servido para si mesmo, para as suas projeções auto projetadas da sua psique inconsciente.

"A figura das imagens esculpidas da não realidade visível, pintadas e moldadas pelo caráter e temperamento do próprio homem, tem sua gênese da não descoberta empírica do grande assombro, sendo desenvolvida a prematura necessidade de necessitar verbalizar o inefável, com os mais variados sons antropológicos das sociedades"

Pensando ter finalmente encontrado o supremo Ser do universo, mas sem saber que não achou Ele, projeta sua autoimagem dele e para ele, declarando e sistematizando o divino de sua percepção nele mesmo, sendo posto no pedestal da adoração, adorando o Ser de sua imaginação, embora seja Ele (Deus) mesmo não outro, para o individuo que revela o seu desejo de procurar pela busca de encontrar no encontro que se dá consigo mesmo, sendo real e verdadeiro para milhões que experimenta a experiência deste encontro que nomeia-se Deus.

"Mas a grande ilusão é iludir-se a si mesmo dizendo que este desenho pintado, esta musica tocada, esta linguagem decifrada, este sons ouvidos, “sentido sentido”, da não materialização, visibilidade e compreensão do divino no humano em formas do saber pensado, construído, intuído, sentido e finalmente crido pelo seres humanos, ser o mesmo Ser, sendo que nunca foi e nunca será, pois se algum dia for, então mesmo assim pode concluir o saber que não passou de não saber"

Pois o Ser sabendo que não poderia ser exaurido pelo conhecer das percepções do pensamento e sentimento da averiguação minuciosa da criatura, deixa sua própria marca de pegadas sutis na areia da vida subjetivada pela nitidez da percepção humanista, para que mesmo através das autoimagens criadas, possa ser revelado que Ele é e que existe existindo em cada realidade existente na criatura viva.

A figura das imagens esculpidas da não realidade visível, pintadas e moldadas pelo caráter e temperamento do próprio homem, tem sua gênese da não descoberta empírica do grande assombro, sendo desenvolvida a prematura necessidade de necessitar verbalizar o inefável, com os mais variados sons antropológicos das sociedades.

"O homem revela quem é mostrando no que crer e quem é o que ele crer, pois a sua crença é uma revelação de si mesmo e não do supremo Ser (...)"

Mas a grande ilusão é iludir-se a si mesmo dizendo que este desenho pintado, esta musica tocada, esta linguagem decifrada, este sons ouvidos, “sentido sentido”, da não materialização, visibilidade e compreensão do divino no humano em formas do saber pensado, construído, intuído, sentido e finalmente crido pelo seres humanos, ser o mesmo Ser, sendo que nunca foi e nunca será, pois se algum dia for, então mesmo assim pode concluir o saber que não passou de não saber.

"Com este texto o que eu proponho hoje, não é a questão “Se Deus existi ou não”, mas que mesmo existindo, se partimos desta premissa, todos os Deuses de todas as religiões e crenças não passam de criações humanas, e, que “Deus mesmo” é totalmente desconhecido por nós, o que equivale a dizer “Deus não existe!”, ou seja, para o homem não há um Deus existindo fora dele, perdido em algum lugar no universo, mas antes, dentro dele"

O supremo Ser não sofre influencia das influencias humanas, sejam negativas ou positivas, pois não é processado no seu desenvolvimento como se fora uma criatura, pois não é sendo o criador, vê em si mesmo e não no reflexo dos homens, ser suficientemente suficiente com Ele e para Ele.

O homem revela quem é mostrando no que crer e quem é o que ele crer, pois a sua crença é uma revelação de si mesmo e não do supremo Ser, pois não passa de sua auto imagem e descoberta, se modelando em sua crença, formando e definido quem realmente ele é no que pensa ser o grande Ser, mas não sendo para ser quem realmente é o seu oculto ser revelado nas inúmeras imagens da psique humana.



P.S.: Texto escrito por mim em 08/03/2010 quando estava no final do processo de descrença, nesta época a ultima das crenças que ainda restava em mim era a crença em “Um Ser Superior”.

Com este texto o que eu proponho hoje, não é a questão “Se Deus existi ou não”, mas que mesmo existindo, se partimos desta premissa, todos os Deuses de todas as religiões e crenças não passam de criações humanas, e, que “Deus mesmo” é totalmente desconhecido por nós, o que equivale a dizer “Deus não existe!”, ou seja, para o homem não há um Deus existindo fora dele, perdido em algum lugar no universo, mas antes, dentro dele.


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