sábado, 16 de fevereiro de 2013

Desilusões corruptas



A máscara está caindo. O santo é de barro e a túnica que o vestirá tem listras preto e branco. Não há dúvidas que o Brasil hoje, está conhecendo o verdadeiro Lula, e de pronto, peço desculpas por associar o termo verdadeiro a ele, porque sabemos que nele não há verdade. Como Brasileira, também acreditei em Luiz Inácio Lula da Silva, mas folgo em lembrar que nunca votei nele, porém me solidarizo à maioria dos brasileiros que foram traídos, enganados… ludibriados, por um homem que se dizia do Povo, de origem humilde e usou os rótulos de ex-operário, ex-sindicalista e ex-desempregado, para iludir o País de que seria o maior antagonista da corrupção se chegasse a Presidência da República. Lula, em seus discursos improvisados, falava mais ao povo brasileiro, que aqueles preparados pela sua assessoria. Sabia como e de que forma iludir, usando palavreado popular, gírias regionais, e até se utilizava dos seus erros de português, para encurtar a distancia entre ele e povo mais simples. E foi assim que Lula chamou a atenção do povo brasileiro, dos que sonhavam com um Brasil mais justo, daqueles que queriam empregos, escola pros filhos, atendimento à saúde pra família, segurança… foi assim que Lula chamou a atenção dos que não tinham acesso à informação, cultura, educação… mas era esse o povo que iria o eleger. O Brasil hoje, segundo dados do IBGE, tem 30,5 milhões de analfabetos funcionais, que corresponde a 20,4% da população do País. A UNESCO define analfabeto funcional, como toda pessoa que sabe escrever seu próprio nome, assim como lê e escreve frases simples, efetua cálculos básicos, porem é incapaz de interpretar o que lê. No Brasil 75% das pessoas entre 15 e 64 anos, não conseguem ler e escrever e calcular plenamente. Esse número, 68% são considerados analfabetos funcionais, e os 7% considerados analfabetos absolutos. Nas eleições de 2002, Lula teve no 2º turno 52,79 milhões > 52.793.364 votos. e Na de 2006, teve58.295.042 de votos. O povo que elege, é sempre o alvo de Lula nas eleições, mas o povo para quem ele governa, está aquém dos que o colocaram na presidência da república. Fico pensando se a população inteira que vota no Brasil, tivessem acesso a informação, educação, cultura e lessem ou ouvissem de ex-petistas, o que eles pensam e sabem de Lula e do PT… 1- Dr. Hélio Bicudo, jurista, fundador do PT, e desde 2005 desfiliou-se do partido por não concordar com o governo Lula, hoje é presidente da Fundação Interamericana de Defesa dos Direitos Humanos, diz: ” Lula é autoritário e mira mais o poder pessoal do que os objetivos do PT . O Governo Lula ameaça a democracia. O Lula ignora a nossa Constituição e se acha acima do bem e do mal ” 2- Francisco Maria Cavalcanti de Oliveira, mais conhecido como Chico de Oliveira, sociólogo, marxista, um dos fundadores do PT, desfiliou-se do partido em 2003, por também não concordar com a forma governista de Lula, diz: “ Lula é muito mais esperto do que vocês pensam. O Lula não tem caráter, ele é um oportunista. O Lula é uma vocação de caudilho, a ante-sala do ditador “ 3 - Ferreira Gular, poeta, crítico de arte, biógrafo fala sobre Lula: “ “ O Lula é um farsante, não merece confiança. Não entendemos o que ele faz. Não entendo Lula, é um governo para enganar as pessoas. O Lula é de esquerda? Não me faça rir. O Lula é de fato uma pessoa desonesta, um demagogo, e isso é muito perigoso. Lula comprou os pobres do Brasil. Para Lula, não há valores, vale o que o levar ao PODER” 4 - Heloísa Helena, ex-petista, hoje vereadora em Maceió, diz: ” Lula sabia de tudo sobre o mensalão. Ele sabia de tudo e por isso não abriu um único processo investigatório, uma única auditoria, falo isso com muita tristeza. Eu nunca imaginei que tivessem coisas relacionadas a crimes, assassinatos, além dos crimes contra a administração pública.” ” O Ex-Presidente Lula é um gângster, ele chefia uma organização criminosa, capaz de roubar, matar, caluniar e liquidar qualquer um que passe pela sua frente ameaçando seu projeto de poder” Se ex-petistas falam tudo isso de Lula e do PT, qual a coerência em votar nesse partido? Qual a coerência de ainda existirem brasileiros que acreditam no Ex-Presidente Lula?
Compartilhado do status de Giuseppa Zanchi em 13/02/2º13.

domingo, 10 de fevereiro de 2013

Jesus Cristo: Reverencia de um ateu pelo maior homem da historia humana!



Por: Marcio Alves



Naqueles e por aqueles dias, emergindo em um contexto sócio-cultural do imperialismo do autoritarismo e poderio bélico romano, brota uma figura inusitada, frágil, pobre e desprezível, com sua mensagem as avessas do ideal político-econômico, contrariando a lógica e caminhando rumo a desconstrução do senso de que o mundo é dos fortes e dos espertos, que não tem vez para os excluídos e execráveis, marginalizando duas vezes o indefeso: uma por sua circunstancial e envolvente situação, e outra por discriminação social de sua contraditoriedade existencial que na luta pela sobrevivência é deixada como escoria do mundo.



Mas pelo carpinteiro que em seu peito explodia a implosão de uma revolução, virou a mesa, mudou o jogo, inverteu a ordem da fila, dizendo serem os últimos justamente os primeiros, proclamando a chegada de um novo reino, que não era deste mundo, mas paradoxalmente pousava nos corações dos filhos dos mortais, na enunciação da chegada do reino que estava próxima, não dizendo no sentido geográfico ou temporal, mas antes que estava acessível à acessibilidade e sensibilidade dos mais injustiçados justos, no ser que não escolhe a sina, mas é escolhido pelas fatalidades desta vida pela sorte ou azar do jogo da vida, que premia uns, para deixar a própria sorte outros.



Acolhe os abandonados e feridos, confrontando os poderosos, nem mesmo os que se auto-intitulavam serem os escolhidos de Javé, defende a vida diante de uma religião que é contraria a mesma, muda a estrutural e monopolizante concepção de Deus que era o reflexo dos déspotas, reis e dominadores daquele mundo, colocando em si e de si a nova reformulação da identidade de Deus, chamando o de Pai de todos e sobre todos, incluindo os excluídos, não mais como propriedade peculiar e exclusiva de um povo, ou uma facção religiosa, antes abrange todos os seres, fazendo o eco de sua voz soar nos ouvidos surdos dos que não mais tinha esperanças, para bater a estaca do chamado universal aos miseráveis, doentes e promíscuos, de que seu reino está perto de todos e é para todos, onde não há melhor e nem pior, sendo assim, um reino de amor e de justiça.



Leva até as últimas conseqüências, tendo e vendo na própria sina do destino fatal de ter ousado se levantar e protestar contra os poderosos a favor do povo pobre e massacrado, a cruz como apogeu e momento histórico, de gritar através muito mais de sua morte do que em vida, fazer impactar corações não somente naquele tempo para aquela sociedade, mas para o mundo, numa mensagem atemporal e acima de tudo, manchada e glorificada com seu próprio sangue, não mais e apenas escrito em papel, mas imortalmente na alma de todo mortal, sabendo que para todo sempre, sua morte não seria vã, mas antes o divisor de águas para um mundo mais justo, com pessoas mais amáveis e mostrando em e com seu próprio corpo o maior preço já pago em amor a humanidade.

quinta-feira, 7 de fevereiro de 2013

Ética e Política São Inconciliáveis?





Nas nações supostamente democráticas, muito se tem debatido sobre ética na política. Aqui nas terras de D. João VI a vivência demonstra com tons fortes que os conselhos de ética em política ao invés de lutarem pela transparência de suas ações, caminham mais no sentido de abafar os delitos cometidos por seus próprios membros.
 
Mas será que existe mesmo um abismo intransponível entre a política e a ética?

O cientista político, Noberto Bobbio (falecido em 2004) foi de longe quem mais se aprofundou no estudo das relações da moral com a política. Ele diz no seu livro “Elogio da Serenidade” (página 50) que, “o problema das relações entre ética e política é mais grave porque a experiência histórica mostrou, que o político pode se comportar de modo diferente da moral comum, que um ato ilícito em moral pode ser considerado e apreciado como lícito em política, em suma, que a política obedece a um código de regras ou sistema normativo que não se coaduna, e em parte é incompatível com o código de regras ou sistema normativo de conduta moral”.

Mais adiante (na página 90) o cientista político italiano, afirma: “Não há esfera política sem conflitos. Ninguém pode esperar levar a melhor num conflito sem recorrer à arte do fingimento, do engano, do mascaramento das próprias intenções. A “finta”, o “mentir” fazem parte da suprema estratégia para enganar o adversário. Não há política sem o uso do segredo. O segredo não só tolera como exige a mentira. Ficar preso ao segredo significa ter o dever de não revelá-lo, o dever de não revelá-lo implica o dever de mentir”.

Segundo Bobbio, a tradicional máxima Salus Rei Publicae Suprema Lexa ‘Salvação do Estado é a Lei suprema’, se explica dessa maneira: “A separação entre a moral política nasce do fato de que a conduta política é guiada pela máxima de que ‘os fins justificam os meios’. Nesse caso, o bem público, o bem comum ou coletivo é tão superior ao bem do indivíduo, que acaba por justificar a violação das regras morais fundamentais que valem para os indivíduos”.

Há quem traduza o episódio da tentação de Cristo, relatada nos evangelhos, como uma metáfora que mostra claramente uma faceta intrínseca ou inseparável dos fundamentos da política. No mito cristão, há um messias que em uma de suas crises existenciais (tentação) chega a desejar, talvez num nível inconsciente, o poder político. O “Tudo isso será meu, se eu aceitar o código do “toma lá dá cá” – deve ter passado por Sua imaginação. E o “posso, mas não devo” – pilar básico e central da ética, deve ter rechaçado a sua vontade de, quem sabe, tornar-se chefe de uma facção política de um sofrido proletariado urbano, que em Jerusalém proporcionaría-Lhe uma entrada triunfal digna de um grande revolucionário, que enfim, iria livrar os oprimidos do jugo romano.

Os evangelhos dão a entender que Cristo já percebia a inconciliabilidade entre a ética e a política do seu tempo. Recusou enveredar pelos meandros do poder político que ele denominava “O Reino desse Mundo. Trezentos anos depois de sua morte, o imperador Constantino numa atitude totalmente diversa, e destruindo tudo que o Mestre plantara em seus ensinamentos, selou um pacto político com a igreja, acordo esse, que dura até os dias de hoje. Ora, o que a maioria dos negociadores “cristãos” sempre desejou inconscientemente, foi sentar à mesa do rei. Mas para isso, a ética que é incompatível com a política teve que ser jogada às favas.

Constantino, um exemplo de cristão político “nota dez” do nosso tempo, mudou as diretrizes de Cristo, reforçou de forma inteligente o seu poder, tanto é, que atenuou a crise do Estado com a colaboração da “santa igreja”, realizando àquilo que Cristo não conseguira: premiar os apóstolos ainda nessa frágil vida terrena, alçando-os aos mais altos cargos do império (consulados, prefeitura de Roma, Prefeitura do Pretório).

Pablo Henrique de Jesus, em sua tese de mestrado que versou sobre “A Cisão Entre Ética e Política na Filosofia de Hannah Arendt”  , assim escreveu:

“A política, e considerando junto com ela todas as referências conceituais que lhe competem, é um fenômeno estritamente mundano, ao passo que a ética pode-se dizer, considerada estritamente na relação de seus princípios fundamentais, é um evento que de toda sorte compete exclusivamente à vida interna da consciência. [...] É aí que se situa, pode-se dizer, o motivo principal da cisão entre a vida ética e a vida política do ser humano”.

Maquiavel, na sua maior obra, “O Príncipe”, já dava a entender que, o objetivo principal de um político, não é apenas conquistar o poder político do Estado, mas se manter lá, a qualquer custo, não importa o que ele tenha que fazer para se manter lá no poder”.

[Artigo publicado originariamente no "Ensaios & Prosas" em julho de 2011]

P.S.:
 Ética e Política são inconciliáveis?!

 Cliquem aqui  e vejam esse exemplo: "dos onze integrantes do novo comando do Senado (2013), seis respondem a inquérito ou ação penal no Supremo".


Imagem: http://juliomahfus.blogspot.com/2009/04/etica-na-politica.
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