terça-feira, 30 de julho de 2013

HOSPITAIS PADRÃO ― SUS − DE DILMA E PADILHA


Pátria Amada és Tu Brasil?...

Colocar médicos recém-formados no interior, que já tem os PSF, é demagogia pura do Governo. No eleitoreiro “Programa Mais Médicos”, a única coisa que o profissional de saúde poderá fazer no atendimento aos casos graves e crônicos (que são muitos) será colocar o paciente numa ambulância e mandar para especialistas em Hospitais sucateados e superlotados de centros maiores. 

Senhor ministro da Saúde, acorde, e não faça pouco da inteligência do povo brasileiro. As placas dos manifestantes nas ruas pediam: HOSPITAIS PADRÃO FIFA.

Ou o colega, que momentaneamente está ministro, quer dar uma de esquecido?

Áqueles que não querem se emendar com o recado recentemente dado nas ruas, aguardem só a  COPA e as Olimpíadas chegarem por aí.

“Quero que o povo vá para as ruas” – disse o Papa Francisco I. A carapuça, como todos sabem, caiu muito bem na cabeça de Dilma (e seus 39 ministros) que, com a Jornada Mundial da Juventude, pretendia obter uma fatura política a fim de  estancar a sua  atual estrondosa queda de popularidade.

 P.S.:

Quando, em seu primeiro discurso diante do Papa, Dilma fez a deselegante e demagógica proposta de criar uma cruzada para erradicar a pobreza mundial, recebeu de Franscisco I um silêncio ensurdecedor, igualzinho ao emblemático “Por Qué No Te Callas! ” que o rei espanhol, Juan Carlos, dirigiu a um presidente também desnorteado ― Hugo Chavez ―, ídolo do PT, recentemente falecido.


 Em Tempo:


Um Corajoso e Experiente Médico Detona o Programa "Bolsa-Velório" de Dilma e Padilha:



sexta-feira, 26 de julho de 2013

Uma Belíndia ainda pouco melhorada

Da varanda de seu barraco, na Baixada Fluminense, Juninho tentava lavar o seu caneco através da goteira que caída do telhado. Chovia, mas a sua casa permanecia sem água. A companhia de águas e esgoto não tomava as providências necessárias para regularizar o abastecimento das residências da comunidade. Mesmo após três exibições do problema pelo telejornal que havia começado a acompanhar o caso há um ano.

"Dizem que aqui sempre foi desse jeito", comentou dona Maria, mãe de Juninho, a qual usava até água suja do rio para cozinhar e lavar as roupas das crianças enquanto o seu marido arrumava uns trocados vendendo picolés ilegalmente no trem da Supervia por apenas um real.

Seu Tião, o chefe da casa, andava desempregado fazia dois anos. Morava antes numa favela mais próxima do Centro da cidade do Rio de Janeiro mas, com a tal da "pacificação", teve que sair do morro porque os aluguéis aumentaram muito. Por causa disto, ele precisou sujeitar-se novamente à ditadura dos traficantes que não acabou, continuando a dormir todas as noites com o barulho de tiro.

- "Esta noite a PM matou o chefe do tráfico aqui na área. Cabeças vão rolar! Ora pra Jesus proteger meu filho", assim falou dona Isabel, vizinha do seu Tião e de dona Maria que buscava, com insistência, levar o casal para a sua igreja pentecostal e lamentava o fato do seu filho mais velho ter entrado nas drogas.

Antes de virar crente, ela tinha sido mãe solteira por três vezes. Agora que tinha deixado o mundão, já era também avó sem nem ao menos ter chegado aos 40. Sua filha Michele, com apenas 14 anos, cuidava de um bebê de seis meses cujo pai conheceu num baile funk. Juninho antes dizia que a bela adolescente com o corpão de mulher era sua namorada mas ela logo botou um parzinho de chifres na cabeça pretensiosa do moleque, após ter lhe dado falsas esperanças. "Quando você crescer eu me caso contigo", brincava a adolescente.

Juninho mal sabia o que era sexo, mas a sua boca pronunciava inúmeros palavrões. Repetia tudo o que os pais e os demais adultos diziam na comunidade. Até a dona Isabel soltava uns nomes feios uma vez ou outra quando acabava a água: "Essa CEDAE é uma eme..."

À tardinha, quando a chuva deu uma trégua e o sol apareceu, estavam todas as crianças brincando. Juninho observava as pipas no céu doido para aprender a empinar a sua e, de repente, passou um helicóptero sobrevoando o local. Todos pararam e viram o veículo aéreo pousando num campo de futebol perto da outra margem do rio. Para lá vieram várias viaturas da polícia, repórteres e um agente policial sem farda, num canto, dava notas altas de dinheiro a quem seria o novo chefe do tráfico para que ele não causasse problemas contra a ilustre personalidade que logo desembarcaria. A bandidagem poderia ficar tranquila que nada iria acontecer:

"Aqui não faremos nenhuma UPP! Vocês podem ficar vendendo o bagulho porque os gringos virão para a Copa sem saberem que este lugar existe. Nas eleições do ano que vem tem mais dinheiro. O governador só pede que coloquem pra fora daqui aquele líder comunitário chato. Hoje estamos aqui por causa da enchente da semana que saiu no jornal"

Naquele mesmo instante, um morador idoso olhava de sua janela para o helicóptero. Era seu Manoel, um dos mais habitantes da área e que estava ali desde quando a localidade ainda era zona rural e ele trabalhava nos antigos pomares de laranja. Vivia quieto no seu canto e assistia à degradação sócio-ambiental da Baixada. Nas décadas de 60 e 70, ajudou uns comunistas que lutavam contra a ditadura a se esconderem nas matas da Serra do Mar não muito distantes dali. Guardava muitas histórias para contar, mas sabia que precisava se conter e que aquela vizinhança nova não tinha consciência do passado.

A esta altura, Juninho já estava subindo numa árvore atacando as goiabas do velho e ele assim  advertiu:

- "Segure a carteira menino! Olha o ladrão!"

- "Pra que, seu Manoel? Mamãe diz que aqui na favela não tem assalto!"

- "Mas agora tem. É que o governador chegou..."

domingo, 14 de julho de 2013

A Evolução de Deus

A evolução biológica é glacialmente lenta se comparada com a evolução tecnológica. A razão disso é que a evolução biológica é darwiniana e requer gerações de sucessos reprodutivos, enquanto a evolução tecnológica é lamarckiana e pode ser implementada  em uma única geração.
A ciência e a tecnologia mudaram mais o nosso mundo no século passado do que nos cem séculos anteriores. Levamos 10.000 anos para ir da carroça ao avião, mas apenas 66 anos para sair de um voo motorizado a um pouso lunar. A lei de Moore, de que a potência computacional dos processadores dobraria a cada doze meses continua valendo e se aproxima de um ano. Cientistas da computação calculam que a potência dobrou 32 vezes desde a Segunda Guerra Mundial e que por volta de 2030 poderemos chegar à singularidade – O ponto em que o poder computacional alcançará níveis tão inimagináveis que vai parecer quase infinito e, portanto, relativamente falando, será indistinguível da onisciência. Quando isto acontecer o mundo vai mudar mais em uma década do que nas mil décadas anteriores.


Se extrapolarmos essa tendência para dezenas, centenas ou milhares de anos – uma simples piscadela na escala do tempo evolucionário – chegaremos a um cálculo realista do quão avançado estará uma IE(Inteligência Extraterrestre). Vamos considerar algo relativamente simples como o DNA. Já podemos criar genes após 50 anos de engenharia genética. Uma IE que estivesse 50 mil anos à nossa frente certamente seria capaz de construir genomas inteiros, células, vida multicelular e complexos ecossistemas. A criação da vida é, afinal, apenas um problema técnico de manipulação molecular. Para nossos descendentes não tão distantes, ou para uma IE que venhamos a encontrar, a capacidade de criar vida será simplesmente uma questão de competência tecnológica.

Se hoje podemos criar genes, clonar mamíferos e manipular células tronco com a ciência e tecnologia desenvolvidas em apenas meio século, imaginem o que uma IE  poderá fazer em 50 mil anos de progresso equivalente na ciência e na tecnologia. Para uma IE um milhão de anos mais avançada que nós, a criação de planetas e estrelas seria totalmente possíveis. E se universos são criados de buracos negros que entram em colapso – o que alguns cosmologistas julgam provável – não é inconcebível que uma IE suficientemente avançada possa ter criado um universo provocando o colapso de uma estrela em um buraco negro.


Que nome daríamos a um ser inteligente capaz de criar vida, planetas, estrelas e até universos? Se conhecêssemos a ciência e a tecnologia usadas na criação, chamaríamos esse ser de IE; se não conhecêssemos a ciência e a tecnologia subjacentes, o chamaríamos de Deus.

O cosmo é imenso com espaços vazios, de modo que a probabilidade de contato com uma IE é remota. A velocidade de nossa nave espacial mais distante,  Voyager I, em relação ao sol é de 17,245 Km/s, ou 62.080 Km/h. Se a Voyager I estivesse se dirigindo para o sistema estelar mais próximo de nós, o Alfa Centauro, situado há 4,3 anos-luz de distância levaria um período incomensurável de 74.912 anos para chegar lá.

A probabilidade de fazer contato com uma IE que seja ligeiramente mais avançada que nós é praticamente nula. Isto dá asas aos ateístas para afirmarem que a crença na existência de Deus é cognoscível. Com o argumento de que não existem provas suficientes da existência de Deus, os ateístas incluem Deus na arena epistemológica das ciências empíricas. Se surgirem provas suficientes de que Deus existe os ateístas concordariam, mas não existem.


Como distinguir um Deus onipotente e onisciente de um Design Inteligente ou de uma Inteligência Extraterrestre extremamente poderosa?

Estamos em busca deste ser, como teístas ou ateístas mesmo deparando com a última lei de Shermer, “Qualquer inteligência extraterrestre suficientemente avançada é indistinguível de Deus .  

terça-feira, 9 de julho de 2013

Memórias em guerra



O texto ficou um pouco extenso, mas vale muito a pena a leitura. 

Eduardo Medeiros.


A tensão pairou no ar anos atrás durante uma palestra do historiador Helmut Schnatz. Na plateia, pessoas que viveram o ataque devastador à cidade alemã de Dresden (fevereiro de 1945), relataram que, após os bombardeios, aviões britânicos em voos rasantes teriam perseguido os fugitivos que buscavam refúgio das chamas nos campos à margem do rio Elba ou no Grosser Garten - o grande parque no centro da cidade.


Mas o problema é que os fatos, contradiziam as lembranças. Os bombardeios levantou uma tempestade de fogo e fumaça tão violenta que seria impossível aos pilotos voar tão baixo sobre a cidade a fim de atirar em pessoas em fuga. A análise dos planos de ação da aviação britânica e de diários de bordo não oferecia nenhuma prova de uma caçada humana como as pessoas recordavam de forma tão vívida. Schnatz considerou aqueles voos rasantes um mito - mas um mito que permanece na lembrança de muitos habitantes de Dreden. 


A verdade é que as lembranças de um fato podem ser complexas e contraditórias. Outro caso curioso: durante a campanha eleitoral de 1980 para a presidência dos Estados Unidos, o então candidato Ronald Reagan, com lágrimas nos olhos, contou sua experiência como pára-quedista na Segunda Guerra: o piloto de seu bombardeio teria convocado a tripulação a saltar, depois de o avião ter sido atingido. Contudo, um artilheiro apresentava ferimentos tão graves que não tinha como deixar o avião. O heroico capitão lhe disse: "Não tem importância, filho. Se é assim, levamos juntos este caixote lá pra baixo".


O problema na narrativa do ex-presidente americano é que sua lembrança não era algo que ele próprio tinha vivido, mas era a cena do filme Uma asa e uma prece, de 1944. Mas Reagan tinha plena convicção de estar dizendo a verdade. O mesmo acontece com as testemunhas oculares do bombardeio a Dresden: embora equivocadas, suas lembranças têm forte conteúdo emocional. São memórias tão importantes que aqueles que vivenciaram os fatos não admitem perdê-las, tampouco os sentimentos a elas vinculados.


Paradoxal é, no entanto, a probabilidade de que esse seja também o motivo das múltiplas reformulações pelas quais passa aquilo que se viveu. Cada evocação de uma lembrança tem por consequência seu novo armazenamento. E é arquivado também o contexto de cada situação rememorativa, o que faz com que a lembrança original seja enriquecida de novas nuances, corrigida ou centrada em determinados aspectos, podendo mesmo ser reescrita.


Então, todo aquele que conversa sobre certas experiências com outros participantes desses mesmos acontecimentos terá sua visão retrospectiva fortemente influenciada por seus interlocutores. Em vivências tão drásticas como uma guerra, um fenômeno tem sido observado pelos pesquisadores sociais que é a padronização das lembranças, que assumem um formato comum, rememorado por todos. É a conclusão que chega a historiadora Joanna Bourke, do Birkbeck College, de Londres. É quase como se numa determinada fase de um guerra, todos os participantes vivessem a mesma coisa.


Geralmente são fatos extraordinários que geram as falsas lembranças. Membros de uma mesma base militar bombardeada, por exemplo, formam uma comunidade de lembranças que são trocadas, modificadas e reconfiguradas até que todos disponham de uma base semelhantes de histórias. Embora repousem sobre um fundo de experiência similares, são muitas vezes falseadas, reinterpretadas e geradas no processo comunicativo - assim conclui a historiadora.


Ao narrar sua história, no cérebro dos soldados ou das vítimas das bombas há mecanismos em ação que neurobiólogos e psicólogos apenas começam a entender. Sabe-se hoje que informações, episódios isolados e mesmo todo o desenrolar de acontecimentos podem ser integrados a conteúdos preexistentes  da memória. As "falsas lembranças" podem se alimentar das fontes mais diversas, para além daquilo que efetivamente se viveu: histórias de outras pessoas, romances, documentários ou filmes e mesmo aquilo que se sonhou ou fantasiou. Esse fenômeno se chama "amnésia da fonte". Com o avanço da idade, intensifica-se essa propensão do cérebro a lembrar-se das experiências de outros como parte da própria biografia.


O intrigante nessas lembranças "adquiridas" é que elas se apresentam "bastante vívidas aos olhos, como se tudo tivesse acontecido ontem" - como é o caso das testemunhas do bombardeio a Dresden, no final da Segunda Guerra. A representação visual de acontecimentos passados possui enorme força subjetiva de persuasão.  


E importante: acontecimentos deixam-se incorporar em nossa própria história tanto mais facilmente quanto melhor se encaixam no panorama da nossa disposição psíquica. Outra questão: as pessoas não se lembram das coisas da mesma forma, qualquer que seja sua idade. A memória autobiográfica demanda de início um longo período de desenvolvimento: ela surge apenas aos 3 anos - tudo que foi vivido antes sucumbe à chamada amnésia infantil. A memória autobiográfica só se desenvolve por completo no final da adolescência.


Pode haver uma explicação simples para o fato de testemunhas de uma época por vezes lembrarem-se do que viveram de modo bem diferente do que comprovam os fatos históricos. Essas pessoas talvez não estejam negando ou "recalcando" o passado. Antes, têm dele uma ideia de forte coloração emocional, que não se deixa alterar por aquilo que vieram a aprender depois - ou admite modificações apenas em pequenas medida.


Por fim, tudo isso nos mostra que história e memória são duas esferas fundamentalmente distintas. Enquanto a escrita da história busca uma verdade o mais objetiva possível - tendo para tanto desenvolvido técnicas de interpretação das suas fontes -, a memória relaciona-se sempre à identidade daquele que lembra. E recorda-se o que é importante para si mesmo e sobretudo para o próprio presente.


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postagem condensada de um artigo publicado na revista Viver Mente e Cérebro de janeiro de 2006

Ilustração: Desenho original do caderno Visões de guerra 1940-43, aquarela e grafite sobre papel de Lasar Segall(1891-1957)

segunda-feira, 1 de julho de 2013

A fé em milagres posta em xeque






Por Donizete

Há poucos dias me falaram de uma moça que foi curada de terríveis dores no corpo em uma igreja pentecostal. Sua família está em festa. Ao mesmo tempo fiquei sabendo de uma senhora desesperada que pedia oração pela vida da sua filha que estava internada já em estado terminal, acometida por um câncer raro. Detalhe, as duas famílias faz parte da mesma comunidade. Naquele instante imaginei o turbilhão de angústias e dúvidas que devem ter invadido a alma daquela mãe que ouve uma pessoa dizer que foi receptora de um milagre, que Deus foi presente agindo em seu favor, enquanto que na sua própria vida, a espera e o silêncio tem sido a resposta. Afinal de contas, é na espera de uma intervenção em momentos oportunos que o crente organiza sua vida.

Na minha ótica particular, não posso crer que Deus atua para os que menos necessitam como fazem os políticos insensíveis e inescrupulosos. Contudo, a fé evangélica invariavelmente é norteada pela lógica contabilista e mercantilista da meritoriedade em detrimento da emergência. Fica pior ainda quando vemos que o modelo adotado evidencia a causalidade como principal fator de punição e recompensa, de modo que; quem recebeu, agradeça! Quem não recebeu, faça por merecer. Evidentemente esse conceito não é admitido pelo religiosamente correto. Porque a rigor, atribui-se a Deus, o livramento de um dentre muitos que são vitimados, colocando-o no grupo de uns poucos privilegiados que de uma maneira ou de outra fazem parte de algum plano secreto divino. Porém, essa construção pode ser desfeita com a ótica de que este “Modus operandis” faz dele um oportunista que usa a desgraça de muitos como trampolim para sua popularidade via aquele que se salvou.

Mas a despeito de tudo isso, e apesar de ter frequentado uma igreja pentecostal por vários anos, nunca me impressionei com os supostos casos de curas e milagres que aconteciam naquele ambiente como respostas à fé, e também nunca me revoltei no caso da ausência deles. Pois acredito que as curas classificadas como miraculosas são na verdade fenômenos que ocorrem por sugestão e/ou são provocados pela alteração do organismo, mas com uma coisa em comum em sua ocorrência: elas sempre possuem como origem os estímulos externos. Milagre para mim, seria o pseudônimo de um evento natural aleatório com probabilidade de atingir um indivíduo também aleatoriamente ou contingentemente. Neste aspecto tanto o evento como o receptor não são previamente selecionados por uma força inteligente. Simplesmente ocorreram. Inclusive, uma coisa parece certa em meios científicos; aquilo que hoje ganha contornos espetaculosos, no futuro será algo comum, natural e até banal.



Andando nessa mesma via, mas lançando mão de pressupostos científicos, certo teólogo afirmou que ele considerava a mecânica quântica a maior ameaça contemporânea do cristianismo. Na verdade ele afirmou que, se alguns resultados dessa teoria forem realmente verdadeiros sua fé pessoal em Deus seria despedaçada. Se acaso eu tivesse a oportunidade de encontrá-lo, lhe diria que não há necessidade de abrir mão por completo da sua convicção, mas sim repensá-la! E a propósito lhe informaria também que a Unicamp, já aponta para a possibilidade de num futuro bem próximo apresentar um aparelho, que é capaz de detectar a presença de algum tipo de energia física no pensamento. 

De maneira simplória, isso significa dizer que nosso pensamento se assemelha ao vento. Não pode ser visto, entretanto é detectável empiricamente e tem força mensurável matematicamente, capaz de realizar alguns fenômenos ditos "paranormais". E fatalmente, se tudo aquilo que prevê esta teoria, for confirmado, muitos aspectos da fé cristã e a reboque, de outras religiões, terão que submeter vários de seus conceitos à uma profunda revisão. Sobretudo no tocante a investigação que envolve as curas e os milagres. Pois esses eventos, tido atualmente como fenômenos metafísicos, sobrenaturais, seriam “rebaixados” à categoria de eventos empiricamente explicáveis, sem serem necessariamente provocados por uma estância superior, o qual chamamos de Deus.


Fico na expectativa que um dia aconteça um estudo conclusivo em relação à esse tema. Primeiramente, pela simples razão das pessoas não precisarem mais sofrer duas vezes procurando motivos e nem o sentido que envolve os fatos que os oprime. Mas sobretudo, pelo fato de quando entendermos um pouco melhor essa questão, iremos excluir Deus dessa injustiça ou fria que nós o metemos. Isto é, de estar na sua vontade à causa pelo sucesso de uns e o fracasso de outros na busca por uma intervenção face às suas demandas.
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