sábado, 31 de dezembro de 2016

O que eu penso sobre o sexo anal




Olá, amigos. 

Resolvi fazer a última postagem do ano neste blogue escrevendo sobre sexo... E por que não tratar de um assunto tão quente já que transar com quem a gente ama seria uma ótima opção para esses dias de férias e intenso calor?

Entretanto, confesso sem nenhuma vergonha fazer parte de uma minoria masculina no Brasil que não aprecia e até recusa o sexo anal, muito embora haja também uma minoria de mulheres, a meu ver bem pequena, que goste disso (se bem que a grande maioria delas aceite fazer para agradar o parceiro). Aliás, se algo assim ocorresse comigo, isto é, se a minha mulher desejasse ardentemente que eu penetrasse em seu ânus, negaria realizar o desejo dela. Justo por eu optar por uma forma não violenta de sexo, prefiro me abster de algo que extrapolaria a esfera do meu desejo de modo que, até se fosse um gay, decidiria ter um romance homo por meios não penetrativos de satisfação sendo que, em qualquer hipótese, inclusive nas relações heterossexuais, não me oponho ao uso alternativo de vibradores por quem goste de algo que o parceiro não possa ou não queira proporcionar.

Mas falando da realidade da maioria das pessoas, pois sou um homem excêntrico na nação brasileira, considero que uma mulher não deve permitir ser assediada pela vontade masculina se ela não quiser ser penetrada (inclusive quanto à conjunção carnal que é o sexo vaginal). Cabe ao parceiro compreender e respeitar essa vontade, não insistindo. Mesmo quanto aos pedidos verbais quando vão se tornando reiterados pois podem caracterizar um tipo de assédio.

Todavia, quando ambos querem fazer algo de livre e espontânea vontade, seja o sexo anal ou o vaginal, é recomendado o uso do preservativo. Pois penso que, na atualidade, mesmo havendo controle e tratamento para determinadas doenças sexualmente transmissíveis, há que se ter sempre cautela e prevenção. Ainda que se cuide de um casal casado, não seria racional uma exposição ao risco de passar a vida inteira tomando medicamentos por causa da SIDA/AIDS, bem como indo constantemente ao ginecologista para tratamento desta ou daquela doença sexualmente transmissível nem sempre pega por meio de um ato de infidelidade.

Assim, considerando que, num relacionamento mais comprometido, homens e mulheres também costumam se relacionar mais pela penetração vaginal (sendo esta ainda a forma mais frequente entre os casais em nossa cultura ocidental), o uso do preservativo torna-se sempre recomendado, ainda mais para o coito anal a fim de que a mulher não venha a contrair alguma infecção posteriormente em seu aparelho genital se o homem vier a penetrá-la nos dois orifícios sem a tal da "camisinha". Isto porque existem muitos micro-organismos que o pênis pode transmitir para a mulher depois de ter entrado em seu ânus sem qualquer proteção. Logo, se um homem e uma mulher optam pelo sexo in natura, que façam somente nas formas orais e vaginal, mas nunca no caso da bizarrice do anal.




De qualquer modo, como coloquei, há quem defenda que, até entre os casados compromissados de relacionamento exclusivo, um deles deve usar o preservativo para qualquer ato que envolva a penetração. E acho que, nessas ocasiões, a penetração anal, quando desejada somente pela esposa, poderia ser melhor experimentada com o auxílio de um vibrador como já existem alguns objetos usados na chamada "dupla penetração". Aí a escolha vai conforme o gosto de cada um com respeito ao desejo e vontade do outro. Aliás, essa seria a solução que eu encontraria se minha mulher exigisse praticar ter o coito anal comigo, coisa que eu assumidamente recusaria a fazer.

E como havia também colocado, uma mulher não deve permitir ser assediada pela vontade masculina se ela não quer ser de modo algum penetrada. Aí cabe ao parceiro respeitar essa vontade e não insistir. Aliás esse é um assunto há tempos debatido no meio jurídico pois, segundo Damásio de Jesus, um dos nossos maiores doutrinadores de Direito Penal, sempre que alguém não consentir na conjunção carnal e o cônjuge a(o) obrigar ao ato, com violência ou grave ameaça, em princípio caracterizar-se-á o crime de estupro. Porém, tal autor entende que a vítima deva ter "justa causa" para a negativa. Ou seja, Damásio (e outros penalistas também) sustenta a possibilidade de a mulher não consentir na relação sexual apenas no caso de haver "justo motivo", o que já não concordo.

Assim sendo, existe sim a possibilidade de o marido ser agente de crime de estupro praticado contra a esposa, o que vem ganhando cada vez mais força tanto na doutrina jurídica quanto na jurisprudência. Isto porque, não importa a circunstância, seria penalmente ilícito constranger tanto o homem como a mulher a praticar qualquer tipo de ato sexual, o que, a meu ver, se agrava conforme a conduta do agente. Principalmente se for algo violento e contrário à natureza como é o sexo anal. Aliás, até mesmo se o casal estiver no auge do calor das emoções, qualquer conduta involuntária pode gerar o repreensível constrangimento ilegal, podendo este ser punido tanto na  esfera criminal  quanto na cível (indenização por danos morais). 

Por outro lado, entendo que a recusa de qualquer cônjuge ou companheiro em manter um relacionamento sexual frequente pode ser resolvido pacificamente entre eles, havendo, neste caso, apenas repercussão na esfera cível pela separação, divórcio e até mesmo um pedido de indenização por danos morais, dependendo das circunstâncias. Porém, em se tratando de bizarrices e de algo contrário à natureza, como é sexo anal ou um ménage à trois, o marido frustrado com a recusa da esposa provavelmente careceria de razões para reclamar.

Bem, sei que o assunto é polêmico e foge um pouco das últimas postagens que venho publicado aqui ultimamente mais sobre política e temas filosóficos. Porém, essa polêmica pode talvez render algum debate como nos tempos antigos da blogosfera brasileira que acabou esvaziada pelo Facebook e agora pelo Whatsapp.

De qualquer modo, caso eu receba ou não comentários, desejo desde já a todos uma feliz passagem de ano (não de ânus) e que o seu 2017 seja de muitas conquistas e realizações.

Abraços fraternos.


OBS: Ilustrações acima extraídas de http://www.pramulherada.com.br/ele-quer-sexo-anal-e-agora17-dicas/

quinta-feira, 22 de dezembro de 2016

"A educação avança"




Por Solange Jurema

Envolvida com a crise político-jurídica que o país vive diariamente, a mídia não deu muito espaço para uma grande decisão da Câmara dos Deputados, a aprovação da reforma do ensino médio, depois de quase dois meses de intenso e acalorado debate, às vezes sem muito sentido.

Digo isso porque havia um consenso no país de que o nosso sistema educacional, especialmente o do ensino médio, estava falido e precisava de uma urgente reforma para estimular os nossos jovens ao estudo e a aproveitar de maneira mais efetiva e prática os ensinamentos recebidos nos bancos escolares.

O governo Temer teve a coragem de acelerar esse processo de discussão e torná-la produtiva com o encaminhamento de uma medida provisória reformulando o já arcaico sistema educacional do ensino médio, como escrevi, já condenado por todas as forças políticas e correntes pedagógicas nacionais.

Só havia um consenso: como estava, o sistema era inviável e condenaria nossos jovens à má educação e formação.

No entanto, como a atual “política” brasileira está irremediavelmente contaminada e dividida entre o “pró” e os “contra” qualquer coisa, a oposição e alguns de seus ilustres representantes na educação resolveu atacar a reforma encaminhada pelo presidente Michel Temer.

Essa discussão, por vezes insana, me remeteu aos idos das décadas de sessenta e setenta do século XX, quando se discutia e combatia no Brasil o famoso acordo MEC-USAID, entre os governos brasileiro e norte-americano, sem muita profundidade e muita ideologia.

Vivia-se nos tempos de guerra fria, do regime militar no Brasil e isso impregnou a discussão com a ausência de um rigor científico, pedagógico e técnico indispensáveis para encarar as dificuldades da educação brasileiras de então.

Naqueles tempos, assim como agora, debateu-se muito, criticou-se muito, na maioria das vezes sem consonância com a realidade do sistema educacional que se pretendia mudar. Falou-se mal do que sequer se compreendia exatamente, como na atual discussão da reforma do ensino médio.

Não há como não haver uma reforma do atual modelo. Ele é antiquado, retrógrado e ineficiente. A taxa de evasão escolar é altíssima, a formação inadequada e o ensino ineficaz e distante do mercado de trabalho para o jovem que pretende se profissionalizar a nível técnico.

Os recentes resultados do Brasil no Programa Internacional de Avaliação de Estudantes, o PISA em inglês, mostram a queda do Brasil no ranking mundial e na pontuação em três áreas avaliadas e fundamentais para o bom desenvolvimento do estudante brasileiro: ciências, leitura e matemática.

Aprovada na Câmara dos Deputados, com a inclusão de artes, educação física, filosofia e sociologia como disciplinas obrigatórias nos três anos na Base Nacional Comum Curricular, a medida provisória segue para o Senado, onde se espera que sua aprovação repita a mesma tramitação ágil e democrática que recebeu na outra casa legislativa nacional.

Os milhões de jovens estudantes brasileiros precisam de um novo ensino médio para desenhar, com segurança e tranquilidade, o seu próprio destino profissional.

A discussão é séria e afeta o futuro da nossa juventude e do Brasil como nação.


OBS: Texto e imagem extraídos de http://www.psdb.org.br/a-educacao-avanca-por-solange-jurema/

sábado, 17 de dezembro de 2016

Levar esperança ao suicida



Lendo neste sábado o artigo Como prevenir o suicídio, de Daniel Martins de Barros, publicado em 30/08 no Estadao, gostei muito de uma parte quando o autor escreve sobre "oferecer esperança" à pessoa que pretende tirar a própria vida.


"Às vezes basta alguém dizer que vai melhorar para que o instinto de sobrevivência retome o controle"

Fala também o texto que, além dos transtornos mentais, uma das causas do suicídio seria "a sensação de estar sem saída", e isto se observa com maior frequência em momentos de crise econômica. Ou seja, quando alguém fica desempregado, ou vai à falência nos negócios, ou sente sua reputação ameaçada, é alvo de cobrança de dívidas, ação de despejo, contantes humilhações, tal pessoa começa a sofrer por antecipação, podendo bloquear o pensamento racional pelo domínio das emoções descontroladas.

Ao refletir sobre essa mensagem publicada meses atrás no jornal, recordei-me de algo muito bem antigo que é uma passagem do livro bíblico de Atos dos Apóstolos quando Paulo e Silas estavam presos em Filipos e foram sobrenaturalmente libertos por meio de um súbito terremoto. Na ocasião, o carcereiro, por pensar que os detentos tivessem fugido enquanto dormia, planejou tirar a própria vida como se lê a seguir:


"O carcereiro despertou do sono e, vendo abertas as portas do cárcere, puxando da espada, ia suicidar-se, supondo que os presos tivessem fugido. Mas Paulo bradou em alta voz: Não te faças nenhum mal, que todos aqui estamos! Então, o carcereiro, tendo pedido uma luz, entrou precipitadamente e, trêmulo, prostrou-se diante de Paulo e Silas. Depois, trazendo-os para fora, disse: Senhores, que devo fazer para que seja salvo? Responderam-lhe: Crê no Senhor Jesus e serás salvo, tu e tua casa." (At 16:27-31; ARA)

Certamente que, segundo a lei romana da época, o guarda estava sujeito a receber uma punição caso o prisioneiro escapasse. Logo, era provável que o funcionário da cadeia temesse um castigo mais severo que o açoitamento. Mesmo porque ele estava dormindo na hora do tremor de terra, o que deve ter aumentado ainda mais o seu temor pela responsabilidade ainda que não houvesse dado causa.

Todavia, a esperança de salvação foi uma forte mensagem de ânimo para o carcereiro de Filipos. A ideia de que tanto ele quanto sua família estariam acima de qualquer coisa que os homens pudessem lhe causar trouxe inegável segurança para o seu interior submetendo as emoções ao controle dos bons pensamentos. Pois, até diante da possibilidade de ser morto, nenhum magistrado da cidade conseguiria causar dano à sua alma.

Considero que uma esperançosa pregação sempre pode auxiliar a quem vem a exercer a fé. Porém, a assistência prestada pelos religiosos deve avançar mais. Pois é preciso uma dose maior de compreensão, conhecimento técnico de causa e diálogo com o assistido a fim de que a ajuda se torne realmente eficiente. Daí a importância das lideranças pastorais darem ouvidos à voz da ciência tanto quanto lêem as Escrituras Sagradas, atentando para as orientações dos psicólogos, psiquiatras e demais terapeutas de saúde mental.

De qualquer modo, conclui-se que, desde os tempos antigos, as pessoas do bem já desenvolviam intuitivamente a virtude da esperança no indivíduo de tendência suicida. Isso nos mostra o quanto a crença na possibilidade de alcançar resultados positivos é capaz de motivar o ser humano a romper os grilhões emocionais.

Desejo, meus amigos, que, com sabedoria, possamos transmitir ânimo às pessoas em conflito a fim de que, com ou sem fé, o assistido supere os seus sentimentos negativos.

Tenham todos um ótimo domingo!


OBS: A ilustração acima refere-se à obra A Saída, ou Idealização suicida, feita por George Grie, em 2007, conforme extraído do acervo virtual da Wikipédia em https://pt.wikipedia.org/wiki/Suic%C3%ADdio#/media/File:The_way_out.jpg

quinta-feira, 15 de dezembro de 2016

Mensagem do Janot sobre o dia do MP




Mensagem interna do Procurador-Geral da República, há pouco, a todos os colegas do Ministério Público:

"Prezados Colegas,

Neste dia 14 de dezembro, em que comemoramos o Dia Nacional do Ministério Público, venho à rede para reafirmar o orgulho e a honra de integrar esta Instituição. Ser Ministério Público é o que nos move, o que nos motiva, o que não nos deixa esmorecer. Esse tem sido o meu norte, reforçado a cada novo Procurador da República que, ao tomar posse, me faz reviver e renovar os ideais e sonhos que experimento desde o meu primeiro dia de atuação funcional. Na Procuradoria-Geral da República, esses sentimentos surgem com maior vigor.

No entanto, os mares nem sempre são calmos. A hora é grave e decisiva para o nosso futuro.

Às milhares de ações que fazem parte de nosso cotidiano veio se somar a maior e mais complexa investigação criminal de que se tem conhecimento, que avança e desagrada parte da estrutura de poder. Esse processo, necessário para a consolidação da democracia, das instituições e da própria República, jamais transcorreria sem tribulações para o país e, particularmente, para o próprio Ministério Público.

A Lava Jato é fato que se impõe a todos. Prosseguir é, sobretudo, um dever institucional. Exercer o munus de conduzir uma investigação de combate à corrupção de tamanha magnitude requer serenidade, profissionalismo e, acima de tudo, resiliência.

Muitas forças se levantam contra o Ministério Público nesse momento, não por seus eventuais erros, mas pelo acerto de seu trabalho. Fazer parte desse processo, que representa mudança de cultura e progresso social, sempre e necessariamente, contraria fortes interesses dos que se habituaram a tirar proveito de um sistema, em sua maior parte, corrompido. A reação é, muitas vezes, desproporcional. Exemplo disso são os inúmeros projetos de lei, pautados ou aprovados nos últimos dias e especialmente nas últimas horas, a toque de caixa, contendo institutos e instrumentos que podem servir para coartar a Instituição ou que, de alguma maneira, afetam o exercício eficiente das nossas atribuições. Nenhum deles jamais teve o meu apoio.

As ameaças de retaliação e o revanchismo não podem nos desviar do caminho reto que é o cumprimento do dever. Somos forjados na luta diária contra injustiças de toda ordem. É preciso coragem para agir, apesar dos desígnios contrários à nossa atuação institucional. Coragem que sei existir em cada um de nós. Coragem que dignifica e permite acreditarmos em um amanhã melhor para o nosso País.

A hora é de nos mantermos firmes no bom combate. A hora é de sermos o Ministério Público do primeiro dia de trabalho. Ainda há muito por fazer. E faremos.  

Festejemos o Dia Nacional do Ministério Público com vigor no nosso trabalho.

Sigamos unidos!
Forte abraço!

Rodrigo Janot"


OBS: Ilustração acrescentada em 16/12, conforme extraída de http://www.ebc.com.br/noticias/2015/08/janot-vence-eleicao-interna-do-ministerio-publico-para-ser-reconduzido-ao-cargo

domingo, 11 de dezembro de 2016

“STF legisla sobre aborto e abre polêmica”




Por Terezinha Nunes *

(publicado no Diario de Pernambuco de 3/12)


Pesquisas que têm sido feitas de forma reiterada ao longo do tempo demonstram que a prática do aborto é condenada pela maioria da população brasileira. Por isso mesmo, os movimentos favoráveis ao aborto têm esbarrado na resistência do Congresso Nacional a aprovar leis nesse sentido. Sabem os congressistas que, de imediato, perderiam o apoio de evangélicos, católicos e de outras denominações religiosas que são favoráveis à preservação da vida desde a concepção até a morte.

Causou, portanto, perplexidade que uma turma do STF, ao julgar habeas corpus impetrado por médicos e enfermeiros funcionários de uma clínica clandestina de aborto no Rio de Janeiro, decidisse em uma sessão que a prática do aborto até o terceiro mês não é crime. Em outras palavras: quem fizer aborto nesse período está isento de responsabilidade criminal sobre os seus atos.

Não está claro se com essa decisão a prática do aborto está autorizada mas nada impede que juízes, demandados a partir de agora, autorizem o aborto, com base no julgamento de três ministros que se posicionaram esta semana no STF, e até obriguem o estado a oferecer esse serviço na rede credenciada pelo SUS.

No momento grave em que vivemos de crises as mais variadas, agora degringolando para uma disputa entre os principais poderes da República, foi inoportuna a decisão do STF sobre algo de tamanha complexidade num país tão heterogêneo como o nosso, sobretudo no que se refere ao tema proposto, e de dimensões continentais.

Da mesma forma que vai ser difícil implantar o parlamentarismo no país sem que a sociedade o referende, igualmente o aborto requer semelhante providência pela complexidade que envolve o tema e pelas consequências que uma atitude isolada pode ter.

Em primeiro lugar a Constituição Brasileira consagra em seus artigos 1º, 3º e 5º o direito à vida. Independe, portanto, de posicionamento religioso essa questão.

Da mesma forma, a Ciência, a quem caberia – também independente de qualquer credo – dizer em que momento da concepção existe vida, até hoje não chegou a um acordo.

Pode haver um dia e disso ninguém pode duvidar que o aborto venha a ser implantado no país mas que seja através do Congresso Nacional com a manifestação clara de todos os congressistas e ouvida a sociedade civil.

O presidente da Câmara, Rodrigo Maia, se posicionou de imediato diante da decisão do STF e promete um pronunciamento do poder legislativo sobre o assunto. Se a Câmara, que dormiu em berço esplêndido sobre o tema até o momento precisava de um lenitivo para enfrentar a questão, agora o tem.

Embora o Congresso esteja enfraquecido nessa época de grande ebulição e de vigor da Operação Lava-Jato é ele que tem a prerrogativa de representar o conjunto da população brasileira e de legislar. O Supremo não pode mudar ou criar leis.

Um debate claro e amplo sobre o assunto é urgente diante do posicionamento do STF. Até porque os ministros, na pressa por concederem habeas corpus aos profissionais, abrindo o caminho para a legalização do aborto, esqueceram de puní-los, independente da prática do aborto, por terem agido clandestinamente, pondo em risco a vida das mulheres atendidas.


* Terezinha Nunes é jornalista e presidente estadual do PSDB-Mulher em Pernambuco


OBS: Texto e imagem extraídos de http://www.psdb.org.br/stf-legisla-sobre-aborto-e-abre-polemica-por-terezinha-nunes/

quinta-feira, 8 de dezembro de 2016

Escola Proativa em período Integral




Por Renato José Pereira *
( Tio Renato Fiu Fiu )


Grandes nações reergueram-se do pós-guerra através da garantia de políticas públicas eficazes num projeto sério de educação de qualidade para o povo. No Brasil, vivemos uma guerra civil contra o tráfico de drogas, a corrupção, o crime organizado e outras mazelas nas quais sempre o peso da injustiça cai sobre o cidadão das classes menos favorecidas.

Em Mangaratiba, além de todos os problemas dantes citados, enfrentamos ainda as questões ambientais, econômicas e o desemprego.

Como educador, creio numa sociedade que se ergue pelo conhecimento pois o saber gera liberdade. O desenvolvimento de cidadãos livres se dá  numa escola de qualidade. Crianças e Jovens também são cidadãos com plenos direitos de ter leis que garantam o seu desenvolvimento.

Fui aluno do antigo projeto do saudoso Darcy Ribeiro, os CIEPS, chamados também de "Brizolões". Orgulho-me de minha trajetória nas escolas públicas da minha cidade. Por experiência, acredito que o melhor período de minha vida estudantil passei na escola integral. Fiz amizades, recebi boa alimentação, recreação, tive os melhores profissionais e, principalmente, a melhor formação acadêmica.

Assim sendo, defendo normas municipais que garantam escolas apropriadas de recursos com profissionais valorizados e, em especial, crianças e jovens que tenham acesso à cultura, lazer, esporte, além de projetos de vida, de protagonismo juvenil e empreendedorismo .

Meu sonho é vivermos numa cidade dona de si mesma na qual o cidadão possa ser livre para pensar e partilhar as suas ideias. Para isso, precisamos formar homens e mulheres preparados para fazer a diferença, protagonizando na política, nas igrejas, nas ruas, nas escolas, nas associações e em todos os ambientes.

O povo precisa descobrir a sua força!


(*) Renato José Pereira (Tio Renato Fiu Fiu) é formado em Licenciatura em Educação Física, pós-graduado em  Educação Física Escolar e empreendedor no ramo de Recreação e Lazer. Trabalha como professor concursado na Secretaria Estadual de Educação do R.J., sendo também cidadão mangaratibense, casado e ex-aluno de escolas pública do Município. Foi eleito vereador pelo PSDB com 593 votos para a legislatura de 2017/2020.
Related Posts Plugin for WordPress, Blogger...