quarta-feira, 2 de fevereiro de 2011

O lado ou a parte


O lado ou a parte

Não ser parte” está longe de não ter lado. Tenho meu lado e sou parte de mim mesmo.
Não sou fundamentalista, não faço parte de torcidas, não entro em filas para receber e muito menos para pagar. Sou agnóstico, apartidário, não pertenço a nenhum tipo de manada e ninguém me apascenta. Não fui criado à imagem e semelhança de ninguém, nem ficarei ao lado direito ou esquerdo de alguém por ter sido eleito ovino ou caprino.Sou uma ínfima parte desta evolução continuada, descoberta por Darwin, onde todos os seres vivos tem a mesma ameba como origem.
Tenho simpatia natural por aqueles que preferem andar na contramão. Não tenho nada a defender e me envaideço da minha vida de pobre com liberdade. Há anos eu sou liso e livre à-toa.
Mentiria se dissesse que me orgulharia em desfilar de punho erguido ao som do Hino Nacional, não me sentiria satisfeito em acompanhar o Círio agarrado à corda nem seria ministro de qualquer seita ou dissidência. Muito menos ser, simplesmente, simpatizante de um partido que adotou todo o tipo de falcatrua como método de governo.
Não ter partido político ou religião é não ter lado? O risco de ter um lado para a democracia ou para a crença é maior do que não ter nenhum igualando desiguais. Onde está o elemento que aclama a inteligência e nos faz evoluir? Nas diferenças ou nas igualdades? Não se pode falar daquelas sem reconhecer estas, mas é perfeitamente possível evidenciar estas fazendo tábua rasa daquelas. Está aí uma das diferenças entre a inteligência e a estupidez.
Grande número de indivíduos que se julgam exemplares da raça humana formam grupos, ora políticos, ora religiosos, procurando igualdades no comportamento, no ideal e na filosofia tanto para o bem quanto para o mal. Se julgam os donos da verdade e alguns acham que herdarão um reino no céu, não aceitam divergências e normalmente tem líderes. Não descobriram que seus ganidos são ignorados pela natureza e continuam tentando provar o improvável .Não obstante existem aqueles que, apesar de viverem na mesma sociedade, não exercitam seu lado primata, tem filosofias únicas e raramente são maus. Mesmo sendo discriminados, perseguidos ou castigados dão contribuições substanciais através de suas experiências ponderáveis para várias ciências.
A raça humana continua incentivada a reproduzir párias em progressão geométrica e se organizam em bandos praticando infanticídios, assassinatos, seqüestros, estupros, assaltos e outras barbaridades que os Bonobos abominam. Odeio bandos, odeio manadas, odeio miríades e nem guilda eu freqüento por desconhecimento. Parte do meu intelecto teme o pluralismo de um lado só. Já os indivíduos na sua singularidade me interessam. Não sou anti-social mas minha confraria se resume em poucos dígitos.
Posso até ter um lado primata, mas a outra parte é conservadora. Pode?... Pois é.

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