domingo, 22 de janeiro de 2017

“Escrevo, logo posto, logo existo”




Recentemente, eu, com um grupo de amigos muito próximos, resolvemos colocar em pauta um tema para ser debatido. O assunto era justamente a transformação pela qual a sociedade passou nas últimas duas décadas, Zygmunt Bauman, grande sociólogo que infelizmente nos deixou recentemente, a nomeou de modernidade líquida. Teria ele sido um crítico ferrenho da maneira como nos relacionamos hoje? Veremos.


Não há possibilidade alguma de dicotomizar, a modernidade líquida das redes sociais, que obviamente também não podemos desentranhar da Internet. Creio que o que vou relatar a seguir, reflete o pensamento de todos que porventura estão lendo este pequeno artigo. Só de pensar em ficar sem conexão já nos dá aquele friozinho na barriga, afinal, preciso dela para fazer este texto chegar até vocês, uma vez que minha máquina de datilografia está perdida em alguns dos cômodos onde acumulo bugigangas em casa, além do mais, sinceramente, não saberia enviar uma carta a cada um dos mais de Mil amigos que quero que leiam. Começo a escrever estas linhas tentando controlar a ansiedade (com S, antes que o Marcio me critique) que este inocente pensamento me traz.


É difícil manter uma só linha de raciocínio, pois o tema me remete a outros tantos pensamentos, que apenas uma relação pessoal, uma conversa real numa roda amigos, me proporcionariam tempo suficiente para expor tudo que penso, e de uma maneira que todos possam entender, então tragicamente, me dou conta de que há quem esteja neste exato momento “conectado” a milhares de pessoas em seus smart phones, tablets, PC’s, e mais, há até quem prefira isto, ou seja, aquelas pessoas que, literalmente, pausam suas vidas reais e se plugam alegremente ao virtual.


Deste modo, podemos concluir que é fato então, quando alguns de nós afirmam que nossos passos estão pautados pelo fenômeno da internet e como consequência, seu impacto na subjetividade dos seres modernos. Neste debate, que pode ser encontrado em nosso canal no You Tube (olha ela aí) o tema fora superficialmente debatido por um viés Filosófico, Sociológico, Psicológico com um pé na Psicanálise, e por que não dizer, especulativo, e como não poderia deixar de ser, ainda requer de nós um aprofundamento acerca da influência da tecnologia na construção de identidades para o mundo líquido em que vivemos.


A relevância deste tema é significativa, uma vez que é perceptível (e por que não dizer, preocupante), a dependência que temos hoje de um sinal Wi-fi, mesmo para aqueles que ainda se aventuram do lado de fora de suas casas, acabem se deparando com a virtualização das relações. Andamos pelas ruas sem olhar mais para a frente, para o horizonte, em geral nossos olhos estão voltados para o celular, ou nossas atenções concentradas na vibração dos mesmos em nossos bolsos, à espera de um contato. Experimentem levantar a cabeça e avaliar quantas pessoas, dentro de um metrô, trem ou ônibus lotado, estão mergulhadas em seu mundo virtual, arrisco dizer...quase ninguém. Reparem também, num grupo sentado à mesa de bar ou restaurante, como teclam descompensadamente em seus aparelhos, mesmo estando na companhia de amigos, bem ali do lado.


Vivemos pela primeira vez na história da humanidade em um mundo no qual ser parte de um grupo globalmente interconectado é a situação normal da maioria dos cidadãos. Os nossos debates, de certo modo, me fizeram enxergar esse novo cenário das relações interpessoais que se ramifica para outras análises que podemos fazer, como a do desenvolvimento de uma solidão “off-line”, em que estar “desligado” é praticamente um suicídio social, e da sensação que nos acomete de que o real é sempre traumático e excessivo ou pior ainda (se é que pode haver algo pior) a nossa felicidade diametralmente ligada ao parâmetro do “posto, logo existo”.


O Bauman nos mostrou esta armadilha criada por nós mesmos, em que somos caçadores e presas ao mesmo tempo, pois à medida que nos desdobramos para chamar a tenção de nossos “amigos” virtuais, líquidos, também ficamos na dependência angustiante de que ele nos note, e nos responda, e que aqueles “dois pauzinhos” do Whats fiquem azuis.


“O mundo mudou, as pessoas mudaram, a maneira de nos relacionarmos também, e o no górdio desta transformação pela qual a sociedade passou, é saber se permitiremos que essa liquidez própria da água nos fará sermos uma correnteza onde pessoas entram o tempo todo e logo se perdem carregadas pela velocidade do declive, ou se seremos maleáveis e adaptáveis a todos os recipientes onde seremos colocados, mantendo nossas moléculas ligadas por uma força muito maior, não pelas leis da física, mas pela lei do amor, chamada AMIZADE".


Aos grandes amigos virtuais que consegui nos últimos 7 anos…


Eduardo
Rodrigo
Edson
Aldim
Elídia
Elaine
Esdras
Doni
Franklin
Mari
Aline
Edu cabeça
Hubner
Lene
Adeíldes

Salmito

Por Edson Moura

quinta-feira, 19 de janeiro de 2017

"Cuidar de quem mais precisa"




Por Teresa Bergher *

No final do ano passado, o prefeito Marcelo Crivella me chamou para dar a nobre missão: ajudá-lo a cuidar das pessoas. No primeiro dia do ano, assumi a secretaria municipal de Assistência Social e Direitos Humanos e o compromisso de tentar melhorar a vida de quem mais precisa.

O desafio é grande. O primeiro passo é promover de fato a unificação das três secretarias que ficaram sob a minha responsabilidade: assistência social, idoso e defesa da mulher. Para ter maior efetividade e oferecer um serviço de maior qualidade, vamos eliminar as sobreposições de atividades, evitando o desperdício. Isso só será possível através de uma gestão competente, que cuide dos recursos públicos com rigor e austeridade.

A proposta é envolver toda a sociedade civil e religiosa na atenção à infância e à população de rua, hoje estimada em 14 mil pessoas. Não pretendo recolhê-las, mas acolhê-las, com humanidade. Ainda nestes primeiros dias quero percorrer os abrigos públicos, para ver como a prefeitura vem recebendo quem vive sem um teto.

Com o apoio da secretaria de Saúde e dos mais diversos segmentos religiosos, pretendo atender com dignidade os dependentes químicos, com especial atenção às cracolândias.

Mas não bastam as boas intenções e ideias sem o indispensável apoio de todos vocês. Cada um precisa fazer a sua parte, pelo menos o mínimo possível; olhar para quem está do lado; estender a mão; oferecer ajuda. Só assim, juntos, poder público e sociedade, será possível cuidar verdadeiramente das pessoas.


(*) Teresa Bergher é Secretária Municipal de Assistência Social e Direitos Humanos da prefeitura do Rio de Janeiro


OBS: Imagem acima extraída de http://www.psdb-rj.org.br/site/midia/artigos/5967-qcuidar-de-quem-mais-precisaq-por-teresa-bergher

domingo, 15 de janeiro de 2017

Com tanta gente sofrendo no país e um deputado preocupado com a masturbação alheia...




Não é piada, não! O caso é sério...

Como se no Brasil faltassem coisas mais importantes para alguém se preocupar, eis que o cantor Gospel e deputado federal Marcelo Aguiar (DEM-SP) apresentou o Projeto de Lei de n.º 6.449/2016, o qual pretende obrigar as operadoras a criarem sistemas que filtrem e interrompam automaticamente todos os conteúdos de sexo virtual, prostituição e sites pornográficos. O objetivo do parlamentar é, dentre outros, diminuir o número de masturbação dos adolescentes na internet brasileira. Senão leiamos a seguir o que ele propõe no texto normativo e nos trechos da justificativa de sua proposição...

"Art. 1º As empresas operadoras que disponibilizam o acesso à rede mundial de computadores, ficam obrigadas por esta lei, a criarem sistema que filtra e interrompe automaticamente na internet todos os conteúdos de sexo virtual, prostituição, sites pornográficos;
Parágrafo Único – As normas elencadas no artigo 1º. não se aplicam aos sites privados, o quais são pagos pelos assinantes.
Art. 2º Esta lei entra em vigor na data de sua publicação."

Justificativa:

"(...) Todos os dias se ouve falar da segurança na Internet e, em particular, nos perigos a que crianças e adolescentes estão expostos enquanto navegam. Contudo, pais, educadores e a sociedade em geral, não estão conscientes o bastante dos perigos envolvidos. Estudos atualizados informam um aumento no número de viciados em conteúdo pornô e na masturbação devido ao fácil acesso pela internet e à privacidade que celular e o tablet proporcionam. Os jovens são mais suscetíveis a desenvolver dependência e já estão sendo chamados de autossexuais – pessoas para quem o prazer com sexo solitário é maior do que o proporcionado, pelo método, digamos, tradicional (...) Mais alarmante ainda é o fato de que pode-se dizer após os estudos realizado que a pornografia veio substituir a prática sexual com outra pessoa, porque mesmo uma garota de programa tem um custo, e o encontro não pode ser a qualquer hora (...) Do lado educacional, acredita-se que a facilidade de acesso à pornografia e o tabu que ainda envolve a sexualidade está transformando o pornô na base da educação sexual dos jovens de hoje, com uma série de efeitos indesejados. Do mesmo modo que é importante alertar aos usuários, jovens e adolescentes para a necessidade de seguir regras para uma navegação segura e para fazerem uso de forma moderada, também é importante conscientizar às operadoras a oferecerem serviços que não tragam riscos à população no todo (...) Quando falamos em perigo na Internet, expressões como pornografia infanto-juvenil, violência sexual são as primeiras que nos ocorrem. Efetivamente o acesso a conteúdos nocivos como pornografia, racismo, violência, referência sobre drogas, gangues, seitas ou outras informações perigosas e incorretas é um dos maiores riscos que as crianças podem estar sujeitas (...)"

Sinceramente, qualquer um que possui um mínimo de senso crítico dentro de si consegue perceber a incoerência do que o parlamentar propõe sem precisar discutir a inconstitucionalidade da matéria do seu projeto por contrariar princípios basilares do Estado Democrático de Direito como a liberdade de expressão.

A princípio, a educação dos menores é dever dos pais. Logo, se a criança ou o adolescente for acessar o computador, cabe a quem o educa orientar o uso correto da internet e até mesmo estabelecer as restrições necessárias para o seu comportamento de maneira adequada. Pois, como sabemos, existem programas que, uma vez instalados no computador ou no celular, bloqueiam automaticamente qualquer conteúdo de violência ou de pornografia.

Além disso, a posse do aparelho pode ser regrada para que, por exemplo, o filho ou o tutelado não deixe de estudar regularmente para ficar distraindo-se o dia todo na rede. Pois, quando falamos de crianças (menores de até 12 anos), a liberdade torna-se ainda mais restrita mesmo que os pais não possam reprimi-lo de maneira abusiva a ponto de violarem a intimidade e a vida privada do educando causando lesões psicológicas.

Mas o que dizermos acerca dos que estão na adolescência e já entraram numa fase de transição para a idade adulta?! Será que é possível proibir um rapaz ou uma moça de seus 13 anos de tocar em seu próprio corpo e descobrir (com segurança) as suas primeiras sensações sexuais? Logo, não vejo razões plausíveis na justificativa apresentada pelo parlamentar sendo que, na visão de muitos pais e educadores, o acesso do filho a um material de conteúdo erótico seria um escape para ele não se iniciar imaturamente no sexo com outra pessoa, o que poderia importar numa maior exposição a doenças, gravidez precoce e outros problemas mais.

Vale prestar a atenção também que o deputado autor do projeto fala em proibir o acesso livre a sítios "de sexo virtual, prostituição, sites pornográficos", possibilitando que somente as páginas pagas (as que exigem uma assinatura periódica com identificação do internauta) continuem existindo na internet brasileira. Assim sendo, a liberdade dos adultos estaria em risco sendo que a indefinição do que seja pornografia poderia servir de motivo para uma operadora bloquear uma quantidade ilimitada de sites, blogues, postagens e fotos que estejam fora de um padrão rígido e conservador de maneira que até a imagem de uma mãe amamentando o seu bebê vai acabar sendo retirada do ar porque a cena poderá ser julgada como pornográfica devido à exibição dos seios.

Enfim, o cidadão é o maior responsável por essas anedotas ridículas que encontramos na Câmara Federal e nas demais casas legislativas do país. Pois, infelizmente, muitos que portam o título eleitoral não sabem (e nem querem saber) como votar corretamente visto que escolhem o fulaninho de tal porque o pastor de sua igreja indicou-o como sendo "um homem de Deus". E aí querem impor para toda a sociedade os valores morais de suas respectivas seitas, ignorando que vivemos num Estado laico no qual prevalece a pluralidade de crenças, inclusive a possibilidade de alguém ser ateu e/ou não seguir religião alguma.

Apensado ao Projeto de Lei n.º 5016/2016, de autoria do deputado Célio Silveira (PSDB/GO) e também ao de n.º 2390/2015, sendo este do parlamentar Pastor Franklin (PTdoB/MG) sobre a criação do Cadastro Nacional de Acesso à Internet, com a finalidade de proibir o acesso de crianças e adolescentes a sítios eletrônicos com conteúdo inadequado, a proposição  tramita pelo regime ordinária, conforme previsto no artigo 151, III, do Regimento Interno da Câmara dos Deputados. Encontra-se desde o dia 21/11 na Coordenação de Comissões Permanentes.


domingo, 8 de janeiro de 2017

Uma declaração infeliz mas que reflete o pensar da grande maioria...




Não poderia eu deixar de comentar sobre a infeliz declaração feita sexta-feira (06/01) pelo então secretário nacional de Juventude Bruno Júlio, filiado ao PMDB, quando comentou sobre a barbárie nos presídios de Manaus e de Boa Vista na coluna do jornalista Ilimar Franco do jornal O Globo na internet. Na ocasião, assim havia dito o rapaz que, horas depois, tratou de entregar o cargo que tinha dentro do governo Temer: 

"Eu sou meio coxinha sobre isso. Sou filho de polícia, né? Sou meio coxinha. Tinha é que matar mais. Tinha que fazer uma chacina por semana." (destaquei)

Fato é que as suas palavras refletem o pensar da maioria dos brasileiros acerca do assunto no país. Pois, pelo que observo nas redes sociais, sobretudo no sítio de relacionamentos Facebook, muitos andam comemorando a morte desses quase noventa presos nos dois massacres ocorridos na primeira semana de 2017. 

Sinceramente, não tenho dúvida de que, caso houvesse uma consulta popular no Brasil quanto à adoção da pena de morte (e para isso seria necessário promulgar uma nova Constituição), a maioria seria a favor tal como foi na questão do porte de armas. E não duvido que ainda haveria gente disposta a defender o uso da tortura, castigos físicos, prisão perpétua, trabalhos forçados, castração para estupradores, e outras penas degradantes para os criminosos.

Devido à grande repercussão de suas palavras e da possibilidade de colocar o turbulento governo Temer em mais uma crise política, Bruno ainda tentou emendar-se. Porém, ocorreu que já era tarde e ele acabou tendo que se demitir do cargo por livre e espontânea pressão, dizendo posteriormente que: 

"O que eu quis dizer foi que, embora o presidiário também mereça respeito e consideração, temos que valorizar mais o combate à violência com mecanismos que o Estado não tem conseguido colocar a disposição da população plenamente"

Evidenciado está que Bruno não conseguiu desfazer esse imbróglio que, por pouco, não teria prejudicado mais uma vez a imagem do governo (nem Temer e nem Eliseu Padilha que o indicou têm a ver com as opiniões boçais desse ex-secretário). Porém, há uma situação ainda mais difícil que precisa ser resolvida. Trata-se do fato de nossa sociedade hoje estar pouco se importando com os direitos humanos por se sentir vitimada pela violência e pela corrupção quase sempre impunes.

É certo, meus amigos, que, se abrirmos mão dos direitos humanos, a nossa situação se tornará ainda muito pior. Se, por exemplo, o Brasil pudesse adotar a pena de morte, quanta gente inocente não iria pagar com a vida, sendo a grande maioria dos condenados pessoas pobres e negras que mal teriam condições de se defender num processo?!

Ora, será que não somos capazes de nos colocar no lugar do pai ou de uma mãe cujo filho encontra-se recluso numa penitenciária, a qual, devido às más condições de espaço, de gestão e de recursos, em nada ressocializa o indivíduo condenado pela Justiça?!

De modo algum quero eu crucificar o jovem Bruno Júlio pelas suas más colocações na mídia. Entendo o quanto ele e várias outras pessoas acabam se tornando reféns emocionais dos problemas relacionados à violência sendo que vivemos num ambiente social que pouco promove uma reflexão madura. E isto, inegavelmente, tem tornado o povo brasileiro refém dos discursos oportunistas dos políticos fanfarrões que incitam ódio oferecendo falsas soluções.

Mais do que nunca é hora da nação colocar os dois pés no chão e, com o uso salutar da racionalidade, buscar as medidas necessárias para prevenir e combater a violência. E isso só será alcançado quando de fato as causas da criminalidade forem enfrentadas e deixarmos de mascarar a realidade com um punitivismo excessivo, o qual tem contribuído para inchar ainda mais as cadeias.

sexta-feira, 6 de janeiro de 2017

NOSSOS POLÍTICOS

Por Lacerda

Do presidente ao mais obscuro e menos votado dos vereadores é a culpa de todas as mazelas que infelicitam o nosso povo humilde, honrado, íntegro, honesto, virtuoso e trabalhador.

É doloroso saber que o presidente é proprietário de inúmeras oficinas para desmonte dos carros roubados por seus ministros e assessores.

Revolta-me quando vejo deputados estaduais irresponsáveis jogando lixo nos rios e nas ruas, entupindo bueiros e poluindo o meio ambiente, ocasionando as inundações que tanto prejuízo causam ao nosso povo ordeiro e ecológico.

Fico assombrado ao ver bandos de vereadores pichando e invadindo condomínios, sequestrando e agredindo moradores, para roubar o que o povo honesto conseguiu adquirir com tanto sacrifício.

Onde está a Segurança que nada faz contra aqueles  políticos que matam a coices e pontapés um ambulante em uma estação do metrô? Pior foram os assessores assistindo sem nada fazer.

Assombram-me ainda os políticos infiltrados em pacíficas torcidas organizadas que se agridem e se matam pelas ruas e nos campos de futebol.

Causa-me espanto ver senadores drogados destruir e incendiar escolas, agredir professores, montar uma absurda aparelhagem de som em seus carros e perturbar o sono do povo com o funk pornofônico.

Em que outro país governadores pedófilos estupram e engravidam enteadas e filhas de nove anos? Agridem suas esposas até a morte e jogam a própria filha pequena pela janela do oitavo andar?

É triste ver prefeitos viciados em crack comandando o tráfico de drogas e aniquilando com a nossa juventude estudiosa e digna. Juventude tatuada que se entrega às drogas por completo desgosto com nossos políticos. 

Eu fico atônito ao ver tantos casos de acidentes com mortes nas estradas causados por deputados federais que dirigem embriagados. É por causa deles que nossos hospitais andam cheios de acidentados e não têm como cuidar de nossos jovens em coma alcoólico nem das nossas crianças resfriadas ou com joelhos ralados.

É nas casas desses políticos onde são encontrados os maiores focos de mosquito da dengue. A Saúde está falida?

E os filhos viciados desses políticos estão promovendo pegas com seus carros e motos, pichando as residências das famílias honestas, sequestrando e matando namoradas. Enquanto as suas filhas, a partir dos 13 anos de idade, enchem a cara de manguaça e as avós de netos.

O governo precisa investir na educação.
As cadeias e penitenciárias estão repletas de gente inocente, oriunda de boas famílias, que não teve as mesmas oportunidades para progredir na vida por culpa exclusiva dos políticos.

Abaixo esses políticos corruptos que se vendem por uma exorbitância e compram o eleitor honrado, íntegro e virtuoso por uma ninharia apenas. Políticos safados que nos prometem empregos e, depois de eleitos, vêm oferecer vagas de trabalho para as quais não temos, nem nossos filhos, a mínima qualificação. 

Políticos animadores de programas que promovem o crime na TV. Angariando simpatizantes e novos eleitores, são paternalistas que hipocritamente clamam por segurança e acusam o governo pela culpa de tudo.

Políticos travestidos de religiosos que instalam "templos" em qualquer esquina para atrair e iludir os incautos trabalhadores.

Políticos ladrões que roubam energia elétrica, água, sinal da TV por assinatura e, até, a conexão Velox.

Políticos irresponsáveis sem autoridade para impor limites a seus filhos. Que disseminam ódio e intolerância como o político fascista que matou mulher, filho, família e convidados na festa de Ano Novo em Campinas. Não, não podemos imaginar tudo aquilo de que são capazes esses políticos.


quarta-feira, 4 de janeiro de 2017

Por onde anda o Desejo?

Aldim Rosa da Silva
Psicanalista

Elídia Rosa
Psicóloga 





⁠⁠Por onde anda o desejo?

Sendo ele o que nos guarda impiedosamente contra nossa verdade: Dizeres... Dentro de cada olhar, nada é programado. Por entre meus dedos, há imagem disparada. Afinal de contas, quem respeita a ética do desejo? Por onde andam as vontades? Apenas perguntas? Feito um estrangeiro que não se encontra em parte alguma, feito as borboletas, que sobrevoam sobre as ruas... o desejo se perdeu no decorrer do tempo. Dias bons, dias ruins o importante é se adaptar.

Andamos em cenários pintados por outras mãos, e queremos coisas que não desejamos, pois se esvaziam essas vontades num curto gole - ou tragada, ou mais uma noite que acordou  tingida de cinza vazio, leves rachaduras nos copos à mesa - e no que se foi. "Temos empregos de merda para comprar coisas que não precisamos".

Meticulosamente não sabemos na verdade quem somos. Passamos por anos a fio, sem saber o que realmente queremos. Despudoradamente aflitos no meio da multidão. Momentos se baseiam em metamorfosear-se em ações estonteantes, na moralidade da transgeracionalidade. Aprendemos a lidar com as mazelas fincadas pela relação social com o outro; o outro é a periculosidade, que habitam em mim. Apenas esse grande Outro que me faz sentir o que realmente sou, e o que quero. Na verdade, não sabemos o que queremos: o carro novo, o apartamento, a roupa, o boleto o boné, a fantasia... tamponamos com a toxicomania, nosso fragmento de espelho quebrado.

Colocando-se o mal estar da atualidade como algo que não abarca o desamparo do sujeito inserido no laço social, provocado pela perda de referências na modernidade, a “ morte de Deus” entre outros, impõe-se com isso, o conflito entra a natureza dos antigos e a “liberdade dos modernos”.
O desejo põe em cheque as realidades, dos outros e de mim. E esse espelho revela múltiplas faces, até aquelas onde (acredito) não sou, na penumbra do que foi refletido.

O desejo, nos cala a boca...
O ego, negocia suas maiores vontades.

 Supostamente seremos o resultado do que queremos ser? Eis a pergunta. Obviamente que a ética do desejo vai ficando de lado. As vezes deixamos para trás o que realmente queremos. E afinal, onde mora o desejo? Ele poderá ser relativamente realizado? O que é válido, o que o sujeito sente? Ou o que é preciso fazer para q a sociedade nos aceite?

E o instinto mais primitivo, que fez o ser humano caminhar pela ilusão, e transitar na civilização? Mesmo que seja claro a negação, um dia, gozamos de satisfação em pleno sentido por tais atos: canibalismo, incesto e assassinato.
Com o decorrer do nosso processo evolutivo, tropeçamos nos dispositivos que fazem o ser humano se constituir...

Se hoje, diminuímos a frequência praticada, foi por pouco. Canibalismo não é tão explícito como era antes. Incesto, esse se esconde na contramão da civilização, porém tem seu êxito como prática (nem que seja às escondidas). Assassinato? Se hoje não matamos por prazer, indicamos alguém para fazer...
O desejo se desloca mais uma vez, tamponando, a real forma de agir da raça humana...
Quantos de nós busca a resposta do que realmente nos faz ir atrás do que que realmente nos proporciona contentamento?

O ser humano evolui isso é fato! Mas tem coisas que não mudam: a vontade de um segundo. Totalmente voltada para o prazer e satisfação...
A tragédia a que nos dispomos cotidianamente en-cenar, está disposta de tal forma que o esgotamento a que estamos expostos, se distancie da ética do desejo, nos jogando no mais completo desamparo, em um sem fim de simulacros de existências esvaziadas, subproduto de nossa busca pulsional.

Resgatamos Antígona, a personagem da tragédia grega, para evocar o desejo ainda que para isso a vida esteja em jogo. A ética do existir, que busca não soterrar com os enganos de uma existência norteada por vidas mais ou menos ordinárias. Amor ao desejo, uma trilha certamente nada fácil de ser trilhada, onde os encontros são verdades  disponíveis para quaisquer ouvidos, porém acatadas apenas por alguns.            


segunda-feira, 2 de janeiro de 2017

“Em 2017, as escolhas ditarão o futuro”




Por Marcus Pestana *

Tempos nebulosos. O país mergulhado na maior crise de sua história recente. Os nervos à flor da pele. Desemprego batendo à porta de milhões de trabalhadores. Recessão profunda. Situação fiscal gravíssima. Juros estratosféricos. Investimentos, consumo e produção em queda. As vísceras da corrupção, sistêmica e institucionalizada, expostas a céu aberto. Crises políticas recorrentes. As feridas do impeachment ainda não cicatrizadas. Tropeços marcam o relacionamento entre os Poderes da República. A temperatura na sociedade é crescente. A insatisfação popular é evidente. A intolerância e o sectarismo explodem nas ruas e nas redes sociais.

A sociedade brasileira exige tolerância zero com a corrupção. Ela mina a confiança da população no sistema político. E é ele que pode produzir as decisões necessárias para tirarmos o país do atoleiro. Os espaços de diálogo se estreitam. A Lava Jato configura-se como processo irreversível que está passando o país a limpo.

Diante de tudo isso, resta a pergunta: o que fazer? Qual deve ser a ponte para o futuro?

A agenda que interessa à maioria da população é a retomada do desenvolvimento com a consequente geração de empregos, renda e bem-estar. Para isso, precisamos em 2017 promover os ajustes e as reformas necessárias. O ajuste fiscal foi iniciado com a PEC que limita a expansão do gasto público. Mas é pouco. São inadiáveis a inevitável reforma da Previdência, a modernização das relações de trabalho, a simplificação de nosso injusto e anacrônico sistema tributário e uma profunda reforma política. Isso só será possível com um amplo diálogo nacional e a construção de um novo pacto político e social.

Não há outro caminho a não ser fortalecer o presidente Michel Temer e seu governo para que possam liderar a difícil travessia até as eleições de 2018, quando soberanamente a sociedade escolherá os novos rumos do país. O governo Temer não se sustenta nas armas, no carisma populista de um líder ou nas urnas. Se legitimará e ganhará estabilidade pelo desempenho e pelos resultados que produzir.

É preciso superar a instabilidade e a paralisia. E de nada adianta pescar em águas turvas ou apagar o incêndio da crise com gasolina. A proposta de antecipação das eleições presidenciais é inadequada e não contribui para a solução dos desafios que temos pela frente.

O governo Temer é legítimo e ancorado nos princípios constitucionais. Apostar em seu fracasso é jogar contra o Brasil. Se algum acidente de percurso ocorrer, no momento certo haverá a discussão de alternativas. Mas agora o interesse público demanda diálogo, responsabilidade, construção de consensos e ação transformadora.

A democracia e a República correm riscos. Está em nossas mãos reinventar nossa democracia e recuperar a esperança perdida. Em tempos de crise turbulenta, é melhor seguir o conselho do sambista: “faça como um velho marinheiro que, durante o nevoeiro, leva o barco devagar”.

Feliz 2017, se possível!


(*) O autor é deputado federal pelo PSDB de Minas Gerais.


OBS: Artigo publicado no jornal “O Tempo”, edição de 26/12/16, tendo sido o texto e a imagem extraídos de http://www.psdb.org.br/em-2017-as-escolhas-ditarao-o-futuro-por-marcus-pestana/

sábado, 31 de dezembro de 2016

O que eu penso sobre o sexo anal




Olá, amigos. 

Resolvi fazer a última postagem do ano neste blogue escrevendo sobre sexo... E por que não tratar de um assunto tão quente já que transar com quem a gente ama seria uma ótima opção para esses dias de férias e intenso calor?

Entretanto, confesso sem nenhuma vergonha fazer parte de uma minoria masculina no Brasil que não aprecia e até recusa o sexo anal, muito embora haja também uma minoria de mulheres, a meu ver bem pequena, que goste disso (se bem que a grande maioria delas aceite fazer para agradar o parceiro). Aliás, se algo assim ocorresse comigo, isto é, se a minha mulher desejasse ardentemente que eu penetrasse em seu ânus, negaria realizar o desejo dela. Justo por eu optar por uma forma não violenta de sexo, prefiro me abster de algo que extrapolaria a esfera do meu desejo de modo que, até se fosse um gay, decidiria ter um romance homo por meios não penetrativos de satisfação sendo que, em qualquer hipótese, inclusive nas relações heterossexuais, não me oponho ao uso alternativo de vibradores por quem goste de algo que o parceiro não possa ou não queira proporcionar.

Mas falando da realidade da maioria das pessoas, pois sou um homem excêntrico na nação brasileira, considero que uma mulher não deve permitir ser assediada pela vontade masculina se ela não quiser ser penetrada (inclusive quanto à conjunção carnal que é o sexo vaginal). Cabe ao parceiro compreender e respeitar essa vontade, não insistindo. Mesmo quanto aos pedidos verbais quando vão se tornando reiterados pois podem caracterizar um tipo de assédio.

Todavia, quando ambos querem fazer algo de livre e espontânea vontade, seja o sexo anal ou o vaginal, é recomendado o uso do preservativo. Pois penso que, na atualidade, mesmo havendo controle e tratamento para determinadas doenças sexualmente transmissíveis, há que se ter sempre cautela e prevenção. Ainda que se cuide de um casal casado, não seria racional uma exposição ao risco de passar a vida inteira tomando medicamentos por causa da SIDA/AIDS, bem como indo constantemente ao ginecologista para tratamento desta ou daquela doença sexualmente transmissível nem sempre pega por meio de um ato de infidelidade.

Assim, considerando que, num relacionamento mais comprometido, homens e mulheres também costumam se relacionar mais pela penetração vaginal (sendo esta ainda a forma mais frequente entre os casais em nossa cultura ocidental), o uso do preservativo torna-se sempre recomendado, ainda mais para o coito anal a fim de que a mulher não venha a contrair alguma infecção posteriormente em seu aparelho genital se o homem vier a penetrá-la nos dois orifícios sem a tal da "camisinha". Isto porque existem muitos micro-organismos que o pênis pode transmitir para a mulher depois de ter entrado em seu ânus sem qualquer proteção. Logo, se um homem e uma mulher optam pelo sexo in natura, que façam somente nas formas orais e vaginal, mas nunca no caso da bizarrice do anal.




De qualquer modo, como coloquei, há quem defenda que, até entre os casados compromissados de relacionamento exclusivo, um deles deve usar o preservativo para qualquer ato que envolva a penetração. E acho que, nessas ocasiões, a penetração anal, quando desejada somente pela esposa, poderia ser melhor experimentada com o auxílio de um vibrador como já existem alguns objetos usados na chamada "dupla penetração". Aí a escolha vai conforme o gosto de cada um com respeito ao desejo e vontade do outro. Aliás, essa seria a solução que eu encontraria se minha mulher exigisse praticar ter o coito anal comigo, coisa que eu assumidamente recusaria a fazer.

E como havia também colocado, uma mulher não deve permitir ser assediada pela vontade masculina se ela não quer ser de modo algum penetrada. Aí cabe ao parceiro respeitar essa vontade e não insistir. Aliás esse é um assunto há tempos debatido no meio jurídico pois, segundo Damásio de Jesus, um dos nossos maiores doutrinadores de Direito Penal, sempre que alguém não consentir na conjunção carnal e o cônjuge a(o) obrigar ao ato, com violência ou grave ameaça, em princípio caracterizar-se-á o crime de estupro. Porém, tal autor entende que a vítima deva ter "justa causa" para a negativa. Ou seja, Damásio (e outros penalistas também) sustenta a possibilidade de a mulher não consentir na relação sexual apenas no caso de haver "justo motivo", o que já não concordo.

Assim sendo, existe sim a possibilidade de o marido ser agente de crime de estupro praticado contra a esposa, o que vem ganhando cada vez mais força tanto na doutrina jurídica quanto na jurisprudência. Isto porque, não importa a circunstância, seria penalmente ilícito constranger tanto o homem como a mulher a praticar qualquer tipo de ato sexual, o que, a meu ver, se agrava conforme a conduta do agente. Principalmente se for algo violento e contrário à natureza como é o sexo anal. Aliás, até mesmo se o casal estiver no auge do calor das emoções, qualquer conduta involuntária pode gerar o repreensível constrangimento ilegal, podendo este ser punido tanto na  esfera criminal  quanto na cível (indenização por danos morais). 

Por outro lado, entendo que a recusa de qualquer cônjuge ou companheiro em manter um relacionamento sexual frequente pode ser resolvido pacificamente entre eles, havendo, neste caso, apenas repercussão na esfera cível pela separação, divórcio e até mesmo um pedido de indenização por danos morais, dependendo das circunstâncias. Porém, em se tratando de bizarrices e de algo contrário à natureza, como é sexo anal ou um ménage à trois, o marido frustrado com a recusa da esposa provavelmente careceria de razões para reclamar.

Bem, sei que o assunto é polêmico e foge um pouco das últimas postagens que venho publicado aqui ultimamente mais sobre política e temas filosóficos. Porém, essa polêmica pode talvez render algum debate como nos tempos antigos da blogosfera brasileira que acabou esvaziada pelo Facebook e agora pelo Whatsapp.

De qualquer modo, caso eu receba ou não comentários, desejo desde já a todos uma feliz passagem de ano (não de ânus) e que o seu 2017 seja de muitas conquistas e realizações.

Abraços fraternos.


OBS: Ilustrações acima extraídas de http://www.pramulherada.com.br/ele-quer-sexo-anal-e-agora17-dicas/

quinta-feira, 22 de dezembro de 2016

"A educação avança"




Por Solange Jurema

Envolvida com a crise político-jurídica que o país vive diariamente, a mídia não deu muito espaço para uma grande decisão da Câmara dos Deputados, a aprovação da reforma do ensino médio, depois de quase dois meses de intenso e acalorado debate, às vezes sem muito sentido.

Digo isso porque havia um consenso no país de que o nosso sistema educacional, especialmente o do ensino médio, estava falido e precisava de uma urgente reforma para estimular os nossos jovens ao estudo e a aproveitar de maneira mais efetiva e prática os ensinamentos recebidos nos bancos escolares.

O governo Temer teve a coragem de acelerar esse processo de discussão e torná-la produtiva com o encaminhamento de uma medida provisória reformulando o já arcaico sistema educacional do ensino médio, como escrevi, já condenado por todas as forças políticas e correntes pedagógicas nacionais.

Só havia um consenso: como estava, o sistema era inviável e condenaria nossos jovens à má educação e formação.

No entanto, como a atual “política” brasileira está irremediavelmente contaminada e dividida entre o “pró” e os “contra” qualquer coisa, a oposição e alguns de seus ilustres representantes na educação resolveu atacar a reforma encaminhada pelo presidente Michel Temer.

Essa discussão, por vezes insana, me remeteu aos idos das décadas de sessenta e setenta do século XX, quando se discutia e combatia no Brasil o famoso acordo MEC-USAID, entre os governos brasileiro e norte-americano, sem muita profundidade e muita ideologia.

Vivia-se nos tempos de guerra fria, do regime militar no Brasil e isso impregnou a discussão com a ausência de um rigor científico, pedagógico e técnico indispensáveis para encarar as dificuldades da educação brasileiras de então.

Naqueles tempos, assim como agora, debateu-se muito, criticou-se muito, na maioria das vezes sem consonância com a realidade do sistema educacional que se pretendia mudar. Falou-se mal do que sequer se compreendia exatamente, como na atual discussão da reforma do ensino médio.

Não há como não haver uma reforma do atual modelo. Ele é antiquado, retrógrado e ineficiente. A taxa de evasão escolar é altíssima, a formação inadequada e o ensino ineficaz e distante do mercado de trabalho para o jovem que pretende se profissionalizar a nível técnico.

Os recentes resultados do Brasil no Programa Internacional de Avaliação de Estudantes, o PISA em inglês, mostram a queda do Brasil no ranking mundial e na pontuação em três áreas avaliadas e fundamentais para o bom desenvolvimento do estudante brasileiro: ciências, leitura e matemática.

Aprovada na Câmara dos Deputados, com a inclusão de artes, educação física, filosofia e sociologia como disciplinas obrigatórias nos três anos na Base Nacional Comum Curricular, a medida provisória segue para o Senado, onde se espera que sua aprovação repita a mesma tramitação ágil e democrática que recebeu na outra casa legislativa nacional.

Os milhões de jovens estudantes brasileiros precisam de um novo ensino médio para desenhar, com segurança e tranquilidade, o seu próprio destino profissional.

A discussão é séria e afeta o futuro da nossa juventude e do Brasil como nação.


OBS: Texto e imagem extraídos de http://www.psdb.org.br/a-educacao-avanca-por-solange-jurema/
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