domingo, 25 de setembro de 2016

Venda o seu voto e seja mais um ladrão!

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Por Francisco Diniz

Em toda essa nação
Disputas vão ocorrer.
Homens e mulheres buscam
O espaço do poder
Para administrarem
Nosso modo de viver.

Por isso é bom saber
O passado dos candidatos,
Posto que muitos, por certo
Se elegerão de fato,
Mas quem não tem ficha limpa
Não deve ter um mandato.

E quem concede o mandato
É o povo, é cada um
De nós que lá na cabina,
Sem ser visto por nenhum
Corrupto ou quem quer que seja,
Tem um poder incomum.
1

Pois o cidadão comum
Nessa hora é igual
Ao médico, ao fazendeiro,
Ao rico industrial,
Lá na urna o mais simples
Torna-se o maioral.

E de forma magistral
Pode atitude tomar
Fazendo uma boa escolha
Depois de analisar
As propostas e o passado
Daquele em quem vai votar.

Não vamos nos enganar,
Se não vai sobrar pra gente.
O voto é coisa séria
E tem que ser consciente.
Pra colhermos um futuro,
Plantemos melhor presente:

Vamos ser bem coerentes
E tratemos de fugir
Daquele “bom candidato”
Que passa o tempo a mentir
Prometendo mundo e fundo
Somente para iludir.
2

Se o candidato insistir
Com a conversa fiada:
“Vim pedir a sua ajuda
Nessa minha caminhada,
Se você votar em mim
Aqui não lhe falta nada...

Pra sua vista cansada
Eu dou óculos e também,
Eu dou botijão de gás,
Chapa de dente e além
Material de construção,
Pode me pedir que vem.

Eu não nego a ninguém
Mas vou logo avisar:
O óculos vai sem a lente
E a chapa vou entregar
A de baixo, e só depois
A de cima, se eu ganhar.

Com seu título vou ficar
E só entrego no dia
Que chegar a eleição,
Ele é minha companhia,
Aliás, é a certeza 
Dos votos que eu queria”.
3

Meus amigos, todo dia
É preciso atenção
Pra não cairmos em golpes
Desses tipos na eleição,
Se não nós elegeremos
O mal da corrupção.

Tenhamos educação,
A responsabilidade
Para escolhermos direito
Gente de idoneidade
Para cuidar dos destinos
Do nosso campo ou cidade.

Não aja com ingenuidade
E nem banque o esperto
Achando que vender voto
É comum e que é certo,
Pois quem age assim com o tempo
Vai se sentir no deserto...

Visto que o político esperto,
Ou melhor, esse ladrão,
Depois que passa o período
Destinado à eleição,
Desconhece o eleitor
E ninguém o vê mais não!
4

Não venda seu voto, irmão!
Não alimente o tormento,
Pense bem, não se engane
Com quem doa alimento,
Dinheiro ou qualquer coisa,
Pois isso é fingimento!

Analise o argumento
Que defendemos aqui
De uma administração
Que entenda o servir,
Não como paternalismo,
Mas como um investir...

No presente e no porvir
Em saúde, educação,
Em saneamento básico,
Em mudar a condição
Daqueles que mais precisam
Pra evitar a exclusão

Não esquecendo a ação
Em prol dos agricultores,
Investindo em projetos
Pra esses trabalhadores,
Bem como a todos os outros,
Tidos como sofredores.
5

Por isso nossos gestores
Que temos de eleger,
Devem ter ampla visão
E ao longo do seu viver
Demonstraram o respeito
Por quem mais vive a sofrer.

E para dar o poder,
O povo deve cobrar
Que o candidato assuma
Compromisso em mostrar
As contas da sua gestão
Para todo mundo olhar.

Pra isso basta botar
Os gastos da prefeitura
Ou da Câmara na internet
Para criar a cultura
De que deve o político
Ser nobre, de envergadura

E que entende a estrutura 
Do poder um cabedal,
Mas não como um meio para
Roubar e fazer o mal
Aos cidadãos comuns
Da zona urbana ou rural.
6

Todo o poder estatal
Deve ser gerenciado
Por gente honesta, simples
E que trate com cuidado
O povo que tem carência
E tem sido maltratado.

O povo quando é amado
É tratado com respeito,
É ouvido, é atendido,
Por educado prefeito
Que trata rico e pobre
Sempre assim, do mesmo jeito.

Vereador ou prefeito
Deve mostrar qualidade,
Bem como qualquer político,
Para haver prosperidade
Em todo o município
E o fim da desigualdade...

Que não tenha falsidade,
Que cuide da natureza,
Que invista em cultura
Popular, que é uma beleza,
E principalmente que
Lute e tenha a firmeza
7

Dia-a-dia pra que a mesa
Do povo trabalhador
Seja mais farta e que
Aonde quer que ele for
Seja visto como agente
Que ao simples dá valor.

Precisamos de gestor,
Que em todos os momentos,
Combata a corrupção
E faça o casamento
Do exemplo com a virtude
E queira melhoramentos...

Desde o policiamento,
Transporte pra estudante;
Na área da agricultura,
No apoio aos feirantes
E a todos trabalhadores
Para seguirmos adiante...

De maneira confiante,
Escolha quem é direito,
No dia da votação
Faça o pacto perfeito:
Vote em quem não compra voto
Que o certo será eleito.
Fim
8


..............................................................
Francisco Diniz 
Site na internet: www.projetocordel.com.br
E-mail: literaturadecordel@bol.com.br
   Oi - 83 8862-8587
   Tim - 83 9927-1412


OBS: Texto e imagem extraídos de http://www.projetocordel.com.br/venda_o_seu_voto_e_seja_mais_um_ladrao!.htm

sexta-feira, 23 de setembro de 2016

"Desenvolvimento do Estado"

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Por Marcello Richa *

O ranking de Competitividade dos Estados Brasileiros de 2015/2016, elaborado pela consultoria britânica Economist Intelligence Unit (EIU) e divulgado nesta segunda-feira (19), apontou que o Paraná manteve a posição conquistada no estudo anterior e segue como o segundo estado mais competitivo do Brasil, atrás apenas de São Paulo.

O resultado mostra a consolidação das políticas públicas que ajudaram a mudar o cenário no Estado, uma vez que ele analisa todas as unidades da federação de acordo com 65 indicadores dentro de 10 pilares considerados essenciais para o bom ambiente de negócios: infraestrutura, sustentabilidade social, segurança pública, educação, capital humano, solidez fiscal, eficiência da máquina pública, sustentabilidade ambiental, potencial de mercado e inovação.

Para ter uma visão mais concreta dos avanços que o Paraná alcançou nos últimos anos vale uma análise comparativa. De acordo com dados do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) o Paraná tem a 6ª maior população do país (com um pouco mais de 11 milhões de habitantes) e possui a 15º maior extensão territorial. Até 2011 ocupávamos a quinta posição nacional em economia, competitividade e índice de desigualdade social.

A partir do início de 2011, quando o governador Beto Richa iniciou seu primeiro mandato, o estado adotou uma gestão municipalista, com diálogo constante com a iniciativa privada, responsabilidade fiscal e foco em áreas prioritárias, muitas delas abandonadas por gestões anteriores.

Com investimentos recordes na educação, saúde, habitação, segurança e estrutura, o Paraná avançou muito em pouco tempo. Apenas para citar alguns exemplos, nesse período surgiram iniciativas como o Paraná Competitivo, que atraiu mais de 40 bilhões em investimentos que geraram emprego e renda para a população; o Família Paranaense, que já promoveu o atendimento de mais de 165 mil famílias com maior índice de vulnerabilidade social, e o Paraná Seguro, que realizou o maior investimento em segurança pública da história do estado e resultou na menor taxa de homicídios já registrada desde 2007.

Esse trabalho levou o Paraná a se tornar, de acordo com dados do Ipardes e do IBGE, a quarta maior economia do país em 2015, enquanto levantamento do Instituto de Pesquisa Econômica Aplicada (Ipea) mostrou que o Estado subiu três posições para se tornar o segundo com menor desigualdade social do Brasil. Em 2016 o Paraná foi considerado o estado com melhor estratégia para atração de investimento da América de Sul pelo Jornal Financial Times FDI Intelligence e novamente ficamos na segunda colocação entre os estado mais competitivo pelo Economist Intelligence Unit (EIU).

A implantação de políticas públicas responsáveis, incentivo a iniciativa privada e parcerias com as prefeituras, ao lado do ajuste fiscal que anteviu a crise financeira no país, levaram o estado a alcançar índices inéditos e reconhecimento nacional e internacional. É um trabalho contínuo e sempre haverá muito o que fazer, mas essas conquistas mostram que, apesar da crise que o Brasil vive e que afeta todas as unidades da federação, o Paraná segue no caminho certo para o desenvolvimento social, estrutural e econômico.


(*) Marcello Richa é presidente do Instituto Teotônio Vilela do Paraná (ITV-PR).


Por uma campanha com menos material físico!

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A internet vem mudando a maneira dos candidatos fazer suas campanhas eleitorais. Porém, as transformações causadas pela rede mundial de computadores, impulsionadas também pela legislação cada vez mais restritiva, ainda não foram suficientes a fim de que tenhamos menos impacto ambiental nas ruas. Segundo uma matéria do G1o maior gasto dos políticos até o momento tem sido com publicidade por materiais impressos, segundo levantamento do portal de notícias junto ao Tribunal Superior Eleitoral (TSE):

"Foram R$ 174,5 milhões gastos nesse tipo de material até esta quinta-feira (22), cerca de 20% da despesa total de R$ 879 milhões feita até agora por todas as campanhas nestas eleições municipais. Os dados mostram que, em uma eleição com limite de gastos e em que as doações de empresas foram proibidas, os candidatos têm gastado mais com esse tipo de material que com produção de programas de rádio, televisão ou vídeo, que somaram R$ 74 milhões em despesas. Com despesas de pessoal foram gastos R$ 80,4 milhões. Os materiais impressos incluem principalmente cartazes, colas, santinhos e panfletos. Só em santinhos, que geralmente são distribuídos às vésperas da eleição, foram gastos cerca de R$ 38 milhões." (extraído de http://g1.globo.com/politica/eleicoes/2016/blog/eleicao-2016-em-numeros/post/com-r-1745-milhoes-material-impresso-lidera-gasto-dos-candidatos.html)

Como ambientalista, confesso não gostar nem um pouco dessa gastança burra. Considero uma dependência equivocada os candidatos investirem tanto em "santinhos" que, na maioria das vezes, vão parar numa lata de lixo ou até em locais inapropriados, sujando as vias públicas, obstruindo as galerias de águas pluviais e entupindo as caixas de correio dos eleitores. Aliás, vejo como um desperdício de tempo entregar folhetos numa casa se o político (ou o seu apoiador) nem ao menos esteve com o morador. Este simplesmente ficará é com raiva do candidato por se sentir assediado caso não jogue fora o papel sem olhar de quem seja.

A meu sentir, o material impresso vem se tornando cada vez menos necessário ainda que não possamos considerá-lo agora como totalmente dispensável. Por exemplo, no começo da campanha, pode ser estratégico confeccionar um informativo de quatro páginas apresentando o candidato, seu histórico de vida (principalmente os feitos para a coletividade), bem como as suas propostas para o Município, deixando, ao final, os meios de contato com o seu número na Justiça Eleitoral. Até porque nem todos os cidadãos têm acesso à internet como é o caso de uma parcela significativa dos mais idosos, principalmente em regiões rurais.

Entretanto, todas essas informações devem estar também na internet, seja no site do próprio candidato ou num blogue, impulsionado gratuitamente pelo mesmo e por seus apoiadores nas redes sociais. E aí as postagens no Facebook devem ser bem trabalhadas juntamente com uma diversificação de fotos das caminhadas, vídeos de curta duração (dois minutos no máximo), a promoção de debates sobre as ideias defendidas, informações de utilidade pública a exemplo dos anúncios de empregos, comentários sobre notícias dos jornais a respeito de determinados assuntos, além daquelas frases de impacto que geram muitas curtidas, etc.

Outra coisa que precisa ser repensado é o uso do carro de som. Se bem refletirmos, além da desagradável poluição sonora, esse tipo de publicidade ainda costuma produzir um indesejável consumo de combustíveis fósseis bombardeando a atmosfera com o nocivo monóxido de carbono. E, se nos colocarmos no lugar dos demais motoristas nas vias públicas, muitos deles não gostam de trafegar tendo perto de si um veículo tocando repetitivamente a musiquinha de algum candidato. Dependendo do jingle, a campanha pode até se tornar infantilizada ou com ar de falsidade, criando uma imagem negativa perante o eleitor.

Já em relação aos adesivos, considero-os mais inteligentes do que os folhetos e carros de som. Colar a propaganda no veículo do apoiador assim como na própria roupa durante um comício ou corpo a corpo junto com o candidato realmente ajuda. Neste caso, tudo deve ser feito com o máximo de espontaneidade pois de pouco adianta levar para a rua uma militância paga se faltam voluntários caminhando juntos.

Acredito que, nesses últimos dias, infelizmente assistiremos a mais uma gastança com aqueles "santinhos" de pouco conteúdo que trazem apenas os números dos candidatos já que são úteis para o eleitor não se esquecer de seus prefeitos e vereadores antes do comparecimento à urna. Porém, devemos ter desconfiança e cultivarmos até uma rejeição quanto à prática de sujarem propositalmente as ruas com esses papéis justo no dia da votação, uma velha estratégia de pesca dos indecisos em que algum cidadão de pouca consciência, com pena de anular o voto, prefere escolher do chão um folheto no meio de muitos. Pois pra mim, o político que manda seus simpatizantes fazerem isso não deve merecer o nosso apoio por estarem desrespeitando as leis.

Tendo em vista que o brasileiro hoje tende a fazer do voto um protesto, deixo aqui a dica de não apoiarem candidatos que andam gastando muito nessas eleições. Os que se promovem com muitas placas, folhetos e carros de som costumam ser aqueles que também estão com o caixa dois abastecido com o dinheiro da corrupção já que nem todo a quantidade do material confeccionado é adquirido com recursos declarados da conta eleitoral. E, neste caso, já se encontram com a candidatura comprometida porque precisarão retribuir aos seus financiadores ocultos, fraudando as licitações, superfaturando obras, roubando a merenda dos estudantes, deixando faltar remédios, loteando as secretarias das prefeituras, etc.

Portanto, meus amigos, sejamos eleitores conscientes e vamos desconfiar dessa gastança.


OBS: Créditos autorais da imagem acima atribuídos a Marcelo Camargo da Agência Brasil, conforme consta em http://memoria.ebc.com.br/agenciabrasil/galeria/2012-10-07/eleicoes-municipais-2012-sao-paulo?foto=AgenciaBrasil071012MCSP3X 

quarta-feira, 21 de setembro de 2016

“A história coloca tudo em seu devido lugar”

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Por Juvenal Araújo

Há uma frase famosa de Abraham Lincoln que serve muito bem para ilustrar algumas figuras da nossa política: “Você pode enganar algumas pessoas o tempo todo ou todas as pessoas durante algum tempo, mas você não pode enganar todas as pessoas o tempo todo.” Desde criança, já ouvíamos, que a verdade uma hora acaba surgindo. E aquilo que ouvíamos não era um conto, de fato o tempo coloca as coisas em seu devido lugar.

Na semana passada, o ex-presidente da República Luiz Inácio Lula da Silva chegou a se comparar a Jesus, ao tentar se defender das graves acusações que anda recebendo. Ele nunca teve a humildade tão necessária a um grande líder, muito menos os valores de um grande político.

O apartamento no Guarujá, o pedalinho, o sítio e outros bens não simbolizam o esquema que o ex-presidente é acusado de estar envolvido. Muitos tentam minimizar as coisas erradas que ele fez citando estes bens, mas, repito, em nada simbolizam todo este esquema monstruoso de corrupção.

Lula foi o maior beneficiado de um projeto de poder que funcionou por 13 anos e o líder que aspirava mais algumas décadas de governo. Nunca soube de nada, mas sempre teve as maiores bancadas na Câmara e no Senado, apoio para governar e também a maior quantidade de dinheiro para financiar as campanhas.

Lula pode não ter os milhões de reais ao alcance da polícia ou mídia, como teve Cunha, por exemplo, mas teve algo ainda mais relevante que isso: o poder. Todo esse esquema monstruoso de corrupção garantiu um governo que, depois de certo tempo, passou a colocar o Brasil na contramão do desenvolvimento, onde perdemos uma grande oportunidade de nos tornar um país mais rico, devido às condições externas muito favoráveis.

Afinal, o populismo não é sustentável. Os programas sociais, que são imprescindíveis especialmente aos mais pobres, só sobrevivem em um governo que tenha responsabilidade fiscal. Porque a inflação corrompe o bolsa família, e a recessão quebra o Estado que perde a capacidade de investir em importantes obras e serviços.

Lula se apresenta como um herói. Ele não entende um verdadeiro ofício de um grande líder, que é o de servir os outros e deixar um legado. O que o PT de Lula deixou ao Brasil foi um Estado destroçado, em uma das piores crises econômicas e políticas da história, fruto de tudo que foram plantando, ano a ano.

Não há a carência de um herói no Brasil, de alguém que irá resolver todos os nossos problemas, de um Messias, como o próprio líder petista acha que é. Há espaço para maior participação do povo na política e de mais representatividade no poder público a todas as camadas da população. A história acabou colocando Lula em um posto bem mais baixo do que aquele que um dia ele chegou a sonhar ocupar, e o destino provou que não há mais espaço em nossa nação para políticos como ele.


OBS: Texto e imagem extraídos de http://www.psdb.org.br/a-historia-coloca-tudo-em-seu-devido-lugar-por-juvenal-araujo/

segunda-feira, 19 de setembro de 2016

Quanto custa um ex-presidente da República?

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Com oito assessores, dois veículos oficiais e vencimentos de até R$ 11 mil, os quatro ex-presidentes vivos nos custam R$ 3 milhões ao ano.


O mandato pode até se estender por oito anos, em caso de reeleição, mas as benesses alcançadas por quem chega ao Palácio do Planalto impulsionado pelas urnas acompanham o eleito pelo restante de sua vida. Com direito a oito assessores e dois carros de luxo cada e um vencimento mensal na casa dos R$ 11 mil, os quatro ex-presidentes brasileiros ainda vivos custam aos cofres públicos cerca de R$ 3 milhões por ano.

De acordo com estimativa, cada um deles consome, por ano, cerca de R$ 768 mil em assessoramento, segurança e transportes pagos com dinheiro público.

O valor seria suficiente, por exemplo, para bancar pelo menos 1.489 famílias atendidas pelo principal programa social do governo Lula, o Bolsa Família, ao longo de 12 meses.


A comparação leva em conta o valor máximo distribuído hoje pelo governo federal a famílias de renda per capita mensal inferior a R$ 120 que mantêm até três crianças e dois adolescentes na escola. Nesse caso, os beneficiários podem sacar o máximo de R$ 172 ao mês. O benefício básico, porém, é de R$ 58. Com o valor que custeia os quatro ex-presidentes seria possível distribuir a bolsa a 4.414 famílias que recebem a quantia mínima ao longo de um ano.


Além dos oito servidores, cada ex-presidente tem direito a dois carros oficiais. Algo em torno de R$ 5.900 o custo mínimo mensal com os dois veículos no padrão Ômega CD, avaliados no mercado em R$ 147 mil. Além do combustível e da manutenção, na estimativa também foi levada em conta a depreciação do valor do carro no período.

Atualmente, segundo a Casa Civil, apenas o ex-presidente e senador José Sarney (PMDB-AP) não está com todos os cargos a que tem direito preenchidos. No momento, há um DAS 4 vago na cota do peemedebista. Já Itamar Franco, FHC e o senador Fernando Collor (PTB-AL) mantêm preenchidos os oito cargos. Apesar da estrutura e do carro oficial do Senado, Sarney e Collor não perdem o direito garantido por lei aos ex-presidentes.

Por meio de sua assessoria, Fernando Henrique contestou a informação da Casa Civil, alegando que não aumentou de seis para oito o número de funcionários à disposição dos ex-presidentes.

"Os cargos sempre foram oito (dois motoristas, dois seguranças e quatro assessores). O que mudou foi o nível hierárquico de dois dos assessores, que passaram a ser DAS 5, com o propósito de que o atendimento aos ex-presidentes (não só Fernando Henrique) pudesse ser feito por profissionais mais bem qualificados", informaram os auxiliares do tucano.

Mas a legislação registra que, em 2002, uma medida provisória de FHC, convertida na Lei 10.609/02, aumentou, sim, o número de funcionários. Eles passaram de seis para oito, sendo dois com salário de DAS 5.




 

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