segunda-feira, 27 de dezembro de 2010

A maior verdade da Religião


Filipenses 1: 18

Almeida corrigida e revisada fiel
"Mas que importa? Contanto que Cristo seja anunciado de toda a maneira, ou com fingimento ou em verdade, nisto me regozijo, e me regozijarei ainda."

Nova versão internacional
Mas, que importa? O importante é que de qualquer forma, seja por motivos falsos ou verdadeiros, Cristo está sendo pregado, e por isso me alegro. De fato, continuarei a alegrar-me,

Nova tradução na linguagem de hoje:
"Mas isso não tem importância. O que importa é que Cristo está sendo anunciado, seja por maus ou por bons motivos. Por isso estou alegre e vou continuar assim."


O Cristianismo do século XXI tem se baseado muito nesta parte de seu livro para "expandir" suas fronteiras.

Vemos diariamente o quanto os cristãos estão mentindo com um único objetivo, o de converter "membros" à sua religião.

Moral, verdade, realidade, tudo sendo trocado por mentiras e mentiras muito mais que mentirosas.

Quanto vale dar seqüência e inserir "crescimento" em sua religião?

Em "As formas elementares da vida religiosa" Durkheim nos diz que a religião individual (pessoal) é alimentada e mantida quando fazemos com que pessoas passem a integrar nosso grupo, ou seja, cada pessoa que convenço a se "converter" à minha religião faz com que minha "fé" seja "aumentada".

Se por exemplo eu sair por aí dizendo para todos que me encontrei com o grande Falcão Azul Falante e que ele prometeu levar um grupo específico de pessoas para o paraíso que fica em outra galáxia, onde existem dois sóis, onde não há noite, apenas dia e onde existe uma terra muito melhor que esta, onde não há poluição e existem fontes da juventude. Se assim eu disser e se eu encontrar pelo menos uma pessoa que acredite, minha crença neste fato inventado por mim chegará a um nível em que eu mesmo irei passar a acreditar.

Quanto mais pessoas eu conseguir convencer, mais estarei convicto de que a AAF (Águia Azul Falante) existe realmente.

É o que vemos no cristianismo.

Nenhum dos cristãos deste planeta esteve com seu líder (Jesus Cristo), mesmo assim muitos dizem ter conversado com ele.

Nenhum dos cristãos esteve com o pai de Jesus Cristo (intitulado Deus), mesmo assim muitos dizem ter experiências e contatos com tal ser mitológico.

Nenhum dos cristãos esteve com a mãe de Jesus (Maria), mesmo assim muitos afirmam tê-la visto e conversado com ela por diversas vezes.

E quanto mais pessoas são convencidas de que conversamos com estes seres, mais nossa ilusão é aumentada.

Existem pessoas que afirmam conversar com nossos familiares mortos, porém, isto não passa de uma grande mentira. Apesar destes saberem disto, passam a acreditar que tem este poder simplesmente  porque as pessoas acreditam que eles o tem.

Esta "idéia" pode ser estendida além dos muros da religião, desde meros pescadores, com suas histórias de grandes pescarias, até grandes políticos com suas promessas sem fundamento. Existem políticos que prometem fazer obras e ao término do mandato acreditam até que fizeram, mesmo sem ter feito nada do que prometeram (Político: "Está vendo aquela ponte que fiz?" - Cidadão: "Qual ponte?" - Político: "Catástrofe, um Tsunami levou.").

Afinal de contas, 

"Mas, que importa? O importante é que de qualquer forma, seja por motivos falsos ou verdadeiros, Cristo está sendo pregado, e por isso me alegro. De fato, continuarei a alegrar-me"


Evaldo Wolkers.


sábado, 18 de dezembro de 2010

Minha Anorexia Santa - Confissões da Filha de Jairo Antes Da Morte


Minha santa anorexia veio átona aos 13 anos. E três eram os motivos. Primeiro por causa da constante insatisfação com o próprio corpo, segundo por me sentir culpada quando comia muito e terceiro por ter uns pais fanáticos ao judaísmo que só me davam atenção quando eu praticava o que eles queriam. Com o tempo o próprio organismo passou a rejeitar os alimentos.

Antes eu era uma criança normal, saudável e comunicativa. As pessoas diziam para minha mãe que queriam ter uma filha igual a mim. Mamãe estava sempre jejuando, e às vezes eu me tornava companheira dos seus jejuns, chegava a ponto de ser concorrente. No fundo de tudo isso, ambas lutava para manter os nossos corpos esbeltos.


Agora vejo que, essa pratica fanática e farisaica, desviou a minha família dos verdadeiros valores pregado na cruz. Provocando turbulências emocionais que permeavam nossa casa. Sendo eu a única filha (e também adotiva), sempre levava a pior, e por conveniência, sentia as chicotadas do meu pai quando ele explodia de raiva, insegurança, e sabe Deus mais o quê. Fui atingida e muitas vezes abusada verbalmente. Embora eu lembre muito pouco da minha infância, em termos gerais, sobraram as piores lembraças, onde sempre gritavam, culpavam, batiam, disciplinavam ou criticavam a minha pessoa. A única aproximação com a minha mãe vieram através dos jejuns.

 Na puberdade, aos "13 anos", os meus pais reprimiram e tentaram controlar totalmente a minha vida, meus amigos, meu namorado, minha agenda, tudo. E por esse motivo, o jejum e o fanatismo em excesso se tornaram uma obsessão para mim. Eu emagreci 25 quilos. Em cerca de um mês... Eu me deliciei em ver as reações desesperadoras dos meus pais por causa da minha fome. Era uma mistura de raiva (porque não podia controlá-la), medo, dor e magoa. Já não me sentia totalmente em contato com minhas emoções... Uma parte de mim, eu sei, “não” só queria morrer de fome (por motivos da “religião”), mas sentia que merecia sofrer (por razões de auto-ódio). Passei a maior parte da minha adolescência (e além) reprimindo os meus sentimentos diários.

Ontem à noite caminhei ao lado da santa anorexia, percebi a profunda depressão e insônia que nutria do meu ódio pelos meus pais fanáticos. Quando discutíamos, eu tentava agredi-los com empurrões, e o meu pensamento de morte era constante.

O ódio que eu sentia, também de mim mesma, fez com que várias vezes eu me cortasse com cacos de vasos e facas, o meu próprio corpo. Por conseqüência da anorexia santa..., ou poderia dizer dos jejuns descontrolados, estou acamada. Sei que o meu fim está a sete palmos do chão e não negarei que prefiro morrer, mas aguardarei um Salvador..., o meu Salvador que me ensinará o verdadeiro sentido da vida e a verdadeira religião...

A Filha de Jairo (Antes da morte)
(Uma História de Ficção)
Texto Baseado: Marcos 5.21-43

Fonte do texto: http://hubnerbraz.blogspot.com/2010/10/minha-anorexia-santa-confissoes-da.html
Fonte das imagens: Retirado do site do google.
Fonte da imagem: Retirado do site do YouTube.

domingo, 12 de dezembro de 2010

UM DIÁLOGO INUSITADO


Por Levi B. Santos

Os homens acalorados, emotivos, violentos, sensíveis estão em cena. Esse espetáculo ou peça vem sendo repetida, diariamente, no palco da vida, desde os mais remotos tempos.
O ator, como um observador contínuo das sensações dos componentes que formam a plateia, sobe ao palco já sabendo que ele não é ele quando representa. Às vezes, ele cede, e as lágrimas que escapam dos seus olhos são verdadeiras...
O ator:
Caro espectador, quero que saibas que o que irás ver e enxergar em minha apresentação, é o que estou perseguindo encontrar.

O espectador:
De onde vêm essa tua inspiração e esse teu desempenho perfeito que me fazem delirar de entusiasmo?

O ator:
Sou um estudioso dos grandes modelos humanos. Conheço bem o que faz ri e o que faz chorar. Aqui em meu templo posso até injuriar alguém sem temer a sua vingança. Aqui o espectador se vê refletido na minha experiência e, através do meu papel, se torna consciente de algum aspecto dele mesmo, do qual não tinha consciência ou não tinha sido informado antes.

O espectador:
Não te perturbam aqueles que te criticam ferinamente?

O ator:
Nada disso incomoda-me. Não sou acusado pelo que sou nem pelo que tenho, mas pelo que apresento como inerente a cada indivíduo que me assiste.

O espectador:
Quer dizer que és imune à opinião alheia?

O ator:
A única maneira de superar essa tolice é rir do absurdo de sua ingenuidade. Quando representamos não somos o que realmente somos, na verdade, nos tornamos uma caracterização da pessoa que deveríamos ser.

O espectador:
Não entendo como vives incansavelmente por meses a fio a repetir as mesmas emoções, com o mesmo calor e obtendo o mesmo sucesso?

O ator:
Vejo a plateia como vejo o mundo. Tudo que se passa nesse palco são expressões da alma de todos que me assistem. Como imitador autêntico jamais enfraqueci em minhas apresentações, pois, sinto pelas janelas da alma, que são os vossos olhos, a recepção carente de vossos corações. É preciso ter discernimento e tranqüilidade para captar a sensibilidade da platéia, e poder assim, reverberar o que ela deseja inconscientemente, para realização do seu gozo imaginário.

O espectador:
Em que diferirias dos poetas que nos enlevam com seus versos?

O ator:
Por acaso, não seriam os dramáticos poetas, espectadores assíduos do que se passa em torno deles, no mundo físico e metafísico?

O espectador:
Mas o ator envelhece, e aí, continua o mesmo?

O ator:
O ator só se torna ridículo quando as forças o abandonam completamente. Mesmo passado longos anos, o velho ator quando sobe ao palco, a primeira juventude reaparece.

O espectador:
Mas como o ator, mesmo usando infinitas máscaras, tem o poder de atrair tantos?

O ator:
Ora, a platéia vive disso. Camuflamos as partes desejadas e indesejadas de cada espectador, que ri ou chora, ao ver expostas no palco as suas próprias vísceras encobertas. No teatro ele não sente tanta necessidade de se esconder de si. O nosso talento advém do uso perfeito que fazemos de suas fraquezas e ambigüidades. Nos aplausos, o espectador está dizendo: “esse é quem sou”

O espectador:
O que você quer dizer é que o espectador ao assistir a peça, deixa ali todos os seus vícios?

O ator:
Ali no palco e na platéia todos são iguais, o santo e o pecador, o bom pai e mau pai, o amigo e o desonesto. Lá dentro, cada um é imparcial, pois todos se encontram cansados dos seus ofícios. Às vezes, acontece que naquilo que parece ser falso surge o verdadeiro. Entretanto, quando tudo está corrompido, é que o espetáculo se torna mais depurado e agradável.

O espectador:
É estranho!. Saímos de nossos lares, compramos ingressos, enfrentamos filas, para entre quatro paredes rirmos e chorarmos do nosso lado sombrio, reprimido e repudiado por nós mesmos. É lá que retiramos o lacre desse lado de nossa psique, que no dia a dia julgamos excessivamente doloroso e desagradável de aceitar?!

O ator:
Em atenção ao que disseste, eu tiro minha máscara, e em tua homenagem declaro: “adquiriste o requisito principal para ser um bom ator”. Creio que compreendeste que temos de olhar para dentro de nós, a fim de examinarmos os fundamentos de nossa vida, e reconhecermos a nossa SOMBRA, para, enfim, poder conviver com ela, sem culpar ninguém, nem mesmo Deus.
Se quiseres te enfronhar nessa arte, levas contigo esse conselho: “Correrás grande perigo, se te identificares demais com o teu papel”.

CAI O PANO...
Guarabira, 12 de dezembro de 2010

domingo, 5 de dezembro de 2010

Bem Vindos ao Inferno



Olá a todos, hoje sou seu anfitrião. Este é o momento pelo qual todos vocês temiam, bem vindos ao Inferno.

Vocês que se divertiram algum dia, exageraram um pouco na dose, secretamente odiaram alguém. Que beijaram escondido, transaram quando não podiam. Vocês que comeram demais, fofocaram.

Aqueles que adoraram a outros deuses, ou deusas, ou seres mágicos, ou nenhum deles. Enfim, a todos os habitantes da Terra, sintam-se em casa.

--

Então, você acha que adora o deus certo? Está certo disso? Bilhões de pessoas no mundo adoram deuses diferentes, e todos utilizam a mesma desculpa: fé.

Mas qual delas pode provar ser a sua mais válida do quê a outra? Seriam os cristãos, com a história de um deus encarnado que morre, mas não deixa nenhumam evidência de sua existência? Ou seriam os muçulmanos com seu profeta voando no cavalo? Seriam os hindús e seu deus-elefante, e cuja religião é mais antiga que as duas primeiras?

O "argumento da fé", tão comumente usado, é um belo tiro no pé. Por ele, nenhuma religião consegue ser mais verdadeira que a outra. Todas tem seus mitos, mas nenhuma prova-os mais verdadeiros.

Ora, e se os maçons estiverem corretos, ou os budistas? Refazendo a aposta de Pascal: e se ao morrer, você der de cara com um deus com cabeça de gavião? E se Osíris é o deus correto a ser adorado?

Alguém dirá: "Mas eu senti! Eu vi! Eu posso provar!". Pode mesmo? Um budista, ao passar pela mesma experiência que você, dará outra explicação. Por quê a sua é melhor que a dele? Você tem certeza que não passou por uma ilusão? Descartou todas as hipóteses possíveis, ou já assumiu a explicação padrão, "foi meu deus"?

Pensar não é facil. Assumir que não se sabe as respostas, e aceitar isto, é difícil. Assim fazendo, assumimos que somos humanos, limitados, e talvez nunca saibamos todas as respostas. Não somos o centro do Universo, e os acontecimentos do mundo não tem estreita relação conosco. Não há um tapeceiro, não há ninguém executando um plano detalhado, não há um propósito em tudo que ocorre. Desgraças acontecem, mas elas não tem um "motivo maior". Pessoas morrem, pois assim é a vida. Ela termina, é foda, injusta, dolorosa, mas é o destino de todos.

Podemos nem estar aqui em alguns anos, ou milhares de anos. Um meteoro pode chocar-se contra a Terra, e ninguém nos dará satisfação alguma.

Mas isso não torna a Vida algo deprimente. Ela é especial, única, e muito provavelmente rara. A consciência, nossas experiências são algo muito especial, e que valem a pena ser vividas e preservadas, sem medo, sem preconceito, sem dor, sem matanças em vão. Infelizmente, por causa desse medo primordial da morte, que nasceu com a consciência, muitos infligem o mal a outrem, e tornam a vida de muitos um verdadeiro Inferno na Terra.

quarta-feira, 24 de novembro de 2010

Deus no banco dos réus: Culpado ou inocente?


Diante da miséria humana, da dor e sofrimento no mundo, as constantes tragédias, como também as catástrofes naturais, e o silencio absurdamente gritante de Deus, como sua ausência constante jamais interrompida, se Deus estivesse nos bancos dos réus, para ser julgado por toda humanidade, Deus seria declarado Culpado ou Inocente?

Vamos fazer o teste então, usando todos os recursos dos quais dispomos, como raciocínio lógico, senso de justiça e sentimentos, para julgar Deus do nosso ponto de vista, tentando assim, chegar a uma conclusão final sobre o veredito de Deus.


Eis algumas das acusações mais graves contra o “todo-poderoso”:Seu silencio.
Sua ausência.
Dor, sofrimento e miséria humana.
Maldade humana. (Deus não poderia ter criado o homem com limites para se fazer o mal?)
Catástrofes naturais.
Acidentes e tragédias humanas.


Exercício de reflexão:Deixar um bebê inocente e frágil, ser estuprado e brutalmente assassinado ou morrer por algum acidente, desnecessariamente, sendo que poderia ter sido facilmente salvo, é moralmente condenável, tanto racionalmente, como sentimentalmente?

Pense nisto; se fosse um homem que tivesse o poder de salvar esta criança, mas não o fizeste, sua omissão não seria tão culpada como se tivesse o matado?

Se você esta andando pela cidade, quando de repente se depara com uma criança indefesa e inocente parada no meio de uma avenida movimentada, se você pode salvar ela sem correr risco de atropelamento, mas não o faz, você se sentiria culpado?

Agora sim, depois de tanto pensar, aplique isto a Deus nas milhares de situações similares espalhada pelo mundo inteiro ao longo da historia humana, e sua constante ausência, ele é culpado ou inocente por não interferir?


Inocente por que Deus é:
1-Impotente.Muitas vezes Deus quis impedir os vários sofrimentos desnecessários dos homens, mas com dor no “coração” e lágrimas nos “olhos”, simplesmente não pode fazer, pois é impotente diante da complexidade do sofrimento, injustiça e maldade humana.

Objeção: Se Deus foi capaz de criar tudo isto, como poderia ser impotente ao ponto, de não poder interferir no sofrimento humano?


2-Uma força consciente.Deus apenas é uma energia ou força consciente, não tendo moral como os homens e nem muito menos sentimentos e emoções, portanto, não podemos condenar Ele, pois Ele está para além do bem do mal, do bom e mau, do justo e injusto de nossas atribuições e características humanas.

Objeção: Mas Deus continua possuindo o que torna Ele moralmente responsável que é sua consciência, então diante disto, Deus só não seria condenável se Ele fosse apenas uma energia sem consciência, mas ai não seria Deus, e sim o big-bang.


3-Nos deu liberdade por nos amar.Deus é um ser altruísta e generoso que se esvaziou de Si mesmo, retirando sua presença do universo criado por Ele, justamente para que nós tivéssemos a maior de todas as dádivas que vieram com a vida; a liberdade.

Objeção: Ele podia ter criado um mundo melhor, com menos (ou nada) catástrofes naturais, fazendo da sensação da dor ser bem menos do que é, e pondo limites na maldade e crueldade humana.


4-Assim como nós não sabemos se Deus existe ou não, Deus também não sabe que nós existimos.A teoria da evolução não estaria totalmente equivocada ao dizer que fomos evoluindo num processo de bilhões de anos, pois Deus ao criar o universo, sem se da conta, acabou por acidente nos criando, e por sermos tão minúsculos e insignificantes diante de um universo tão imenso (talvez infinito), e por ser Ele (Deus) tão grande de tamanho (talvez maior que o próprio universo, sendo o mesmo uma bolinha de gude nas mãos Dele), que Deus ainda não se deu conta de nossa existência, e, portanto de nossa dor e miséria.

Objeção: Culpado por sua incapacidade de nos perceber??


Culpado por que Deus é:

1-Nos abandonou a própria sorte.

Não esta nem ai para nós, simplesmente não liga para nosso sofrimento e dor, Ele fez com toda humanidade, o que uma mãe insana ou cruel faz com seu filho quando ele nasce: Simplesmente nos rejeitou, abandonando-nos, virando suas “costas” para nós, deixando-nos a própria sorte.

Objeção: Se Deus nos criou conscientemente, não há maior dignidade e bondade do que não interferir em nossa vida.


2-Um grande sádico.Deus é mal e cruel, Ele nos criou com o propósito de se divertir com nossos sofrimentos, pois para vivermos, matamos, (vida se alimenta de outra vida) sabemos que a única certeza da vida é a morte, e isto trás angustia, o mundo é injusto, a vida é cega, os homens são maus.

Objeção: Deus infelizmente não poderia ter criado outro mundo melhor, apesar de ter problemas. (ou seriam defeitos de fabricação?)


Temos uma terceira via ainda, muito racional e lógica, mas como todas as hipóteses levantadas aqui também, têm objeção, que seria:

Deus não é nem culpado e nem inocente, Ele não existe, o que existe são os homens, e o Deus de suas imaginações e desejos.

Objeção:
Da onde surgiu o universo então? Problema maior é:

A matéria precedeu a consciência então? Podemos através dá consciência entender que uma consciência crie a matéria, mas não podemos se quer imaginar a matéria criando a consciência.


E ai, meu caro amigo leitor, conseguiu chegar a uma conclusão final? Qual das alternativas você escolhe? Deus, afinal de contas, partido sempre do ponto de vista humano – até porque, é o único ponto de vista que temos, pois não conhecemos e nem podemos imaginar-nos, olhando do ponto de vista de Deus – é culpado ou inocente?



Por Marcio Alves


Fonte da imagem: fabiocampana.com.br

sábado, 20 de novembro de 2010

Aversão Ao Diferente


Por Levi B. Santos

Pelo andar da carruagem pressinto que a religião ocidental, jamais vai ajudar alguém sem lhe cobrar algo. A compaixão jamais estará presente em cada um de nós, se não nos vermos na pele daquele que sofre preconceito. Mas a religião que se vê por aí, pugna por todo um mecanismo de dominação, cuja base é forçar o indivíduo a esconder os próprios sentimentos.


Isso já começa desde cedo, quando os atos psíquicos originais da criança, através de subornos, são substituídos por meros clichês de convivência social. Sem poder expressar os seus sentimentos, o ser em formação vai se adaptando a um regime de escravidão psicológica dentro de um mundo ilegítimo e estéril.


E as instituições religiosas com raríssimas exceções se alimentam desse maniqueísmo rotulado de “amor pelas almas”.



Ela, a criança, aprenderá no mínimo, que AMAR, é ter que dominar o outro, e submetê-lo aos seus próprios poderes e ditames.


Quão difícil é encontrar lugar para o amor no meio dessa engrenagem chamada “sociedade cristã” que tudo confunde: desejo se confunde com fé; dependência se confunde com benevolência; ações egoístas se confundem com amor e altruísmo.

A homofobia (aversão ao homossexual) tem raízes profundas, e faz parte do rol das aversões cujo fundo é sempre o mesmo: repelir aquilo ou aquele que nos é estranho, ao que não combina conosco. Mas isso tudo é semeado durante a nossa primeira infância Não podemos negar que aquele ser que se comporta diferentemente de nós abala as nossas estruturas, e, quando o discriminamos, estamos inconscientemente protegendo os nossos recalques.


Nunca é demais lembrar os “bodes expiatórios” do Velho Testamento. Eles ainda estão presentes, hoje, no “amoroso cristianismo de resultados”. Se não se lembram, o bode expiatório era aquele que levava sobre si os pecados “ocultos e bem ocultos” do santo povo judeu. Nessa história tinha mais um agravante: esse bode tinha que sumir para bem longe dos olhos dos irrepreensíveis homens de Javé.



P.S.: Achei muito pertinente, trazer esse pequeno texto à baila. Que cada um desarme
seu espírito e reflita sobre ele.


FONTE: Comentário que fiz ao texto recentemente postado: “Deus Condena a Prática Homossexual — no blog Botequim do Edu
Imagem: rabiscarepreciso.blogspot.com

segunda-feira, 15 de novembro de 2010

O Segredo da Inseminação Artificial - Confissões de Jesus de Nazaré na sua Infância.

Por meio de uma inseminação artificial e divina, fui gerado. Você doou o próprio esperma e preferiu ficar no anonimato, no esquecimento e sumiu tornando um desconhecido.

Quando eu me formava no ventre da minha mãe, durante nove meses, o futuro esposo dela não saia do seu lado. Mas você não estava lá... Para estreitar os laços de afeto comigo. Eu queria apenas receber o carinho das suas mãos e ouvir a sua voz ao falar comigo, mesmo eu estando lá dentro eu queria...,

..., eu queria o seu afeto mesmo estando no ventre da minha mãe. Quando sai do ventre, você não estava lá... Para me pegar nos braços e encher-me de segurança e proteção.

Quando eu disse as minhas primeiras palavras, você não estava lá para mim... Para ensinar-me o dicionário inteiro se fosse necessário. Quando eu dei meus primeiros passos, você não estava lá... Para me encorajar a prosseguir em frente.

Quando eu tive meu primeiro dia na escola dos profetas, você não estava lá... Para me dar conselhos. Não estava lá... Para me ajudar com meu dever de casa. Pergunto-me, onde tu estavas quando eu mais precisava? Eu posso suportar a falta do seu colo, mas eu nunca irei suportar a dor do meu coração pela falta de te conhecer, pois é o meu verdadeiro Pai.

Eu nem terminei a escola, e tenho que aprender carpintaria longe de ti. Chora minha alma, só em pensar que a única coisa que deixaste pra mim e a bíblia sagrada. Dizem que tu estás lá, mais aonde que não o vejo?

Ando cabisbaixo pelo corredor sentido a sua ausência. Acho injusto, pois todos os dias essa prática de inseminação artificial vem ocorrendo, e nós somos a última pessoa com quem todos se preocupam. Será que não entendem que eu não sou um objeto ou um bem pessoal. Saiba que eu sou um Ser, sem pecado, sujeito as mesmas paixões, mas apenas sujeito..., e tenho dignidade e respeito.

Será que não tenho o direito de conhecer o seu passado, e seus antepassados, e de onde veio? Mesmo assim, tive sorte, por ter sido criado no meio de um casal, homem e mulher, onde minha mãe é biológica e meu pai nem tanto. Não culparei minha mãe por ser a responsável por ter escolhido um doador desconhecido. De qualquer forma eu terei que pagar o preço.

Mas afirmo, tenho todo o direito de saber a sua origem. Eu não quero me intrometer em sua vida, apenas quero uma informação. Eu quero ver uma foto sua para ver como você é, apenas isso. Eu não quero invadir sua privacidade ou prejudicar sua vida de forma alguma. Só acho que nunca é tarde pra conhecer alguém.

Nunca é tarde...
... Espere aí!
Estou sentido algo que deste que fui gerado preenche o vazio do meu interior...
... E você Papai?
Sempre estavas comigo, e pela minha ignorância não tinha percebido...
... Eu te amo meu Papai!

Jesus de Nazaré (Confissões da sua Infância)
 Referência: Mc: 2.18-25; Lc: 2.41-52
(Uma História de Ficção nos moldes dos dias atuais)

Reflexão do Hubner Braz: 
 
Vejo as primeiras gerações de crianças nascidas através de inseminação artificial atingindo a idade adulta...
Vejo que muitos querem saber mais sobre como eles nasceram...
Vejo que eles estão à procura dos doadores e, em muitos casos, encontrando-os, muitas vezes contra a vontade do próprio doador “O Pai Anônimo”...
Vejo um grande infortúnio entre ambos. 

Imagens:http://1.bp.blogspot.com/Menino+triste4+conto+1.JPG
http://1.bp.blogspot.com//artificial-insemination-6.jpg
http://1.bp.blogspot.com/pai_filho.jpg

Fonte do texto está no Blog Confissões Insanas: http://hubnerbraz.blogspot.com/2010/11/o-segredo-da-inseminacao-artificial.html

quinta-feira, 11 de novembro de 2010

Atualizando a Bíblia: A Parábola do Bom Travesti

Rubem Alves

Jesus sabia que as estórias são o caminho para o coração. Por isso contava parábolas. As parábolas de Jesus eram sempre feitas em torno de situações da vida naquela época. Se ele vivesse hoje suas parábolas seriam diferentes.

E perguntaram a Jesus: “Quem é o meu próximo?“ E ele lhes contou a seguinte parábola:

Voltava para sua casa, de madrugada, caminhando por uma rua escura, um garçom que trabalhara até tarde num restaurante. Ia cansado e triste. A vida de garçom é muito dura, trabalha-se muito e ganha-se pouco. Naquela mesma rua dois assaltantes estavam de tocaia, à espera de uma vítima. Vendo o homem assim tão indefeso saltaram sobre ele com armas na mão e disseram: “Vá passando a carteira“. O garçom não resistiu. Deu-lhes a carteira. Mas o dinheiro era pouco e por isso, por ter tão pouco dinheiro na carteira, os assaltantes o espancaram brutalmente, deixando-o desacordado no chão.

Às primeiras horas da manhã passava por aquela mesma rua um padre no seu carro, a caminho da igreja onde celebraria a missa. Vendo aquele homem caído, ele se compadeceu, parou o caro, foi até ele e o consolou com palavras religiosas: “Meu irmão, é assim mesmo. Esse mundo é um vale de lágrimas. Mas console-se: Jesus Cristo sofreu mais que você.“ Ditas estas palavras ele o benzeu com o sinal da cruz e fez-lhe um gesto sacerdotal de absolvição de pecados: “Ego te absolvo...“ Levantou-se então, voltou para o carro e guiou para a missa, feliz por ter consolado aquele homem com as palavras da religião.

Passados alguns minutos, passava por aquela mesma rua um pastor evangélico, a caminho da sua igreja, onde iria dirigir uma reunião de oração matutina. Vendo o homem caído, que nesse momento se mexia e gemia, parou o seu carro, desceu, foi até ele e lhe perguntou, baixinho: “Você já tem Cristo no seu coração? Isso que lhe aconteceu foi enviado por Deus! Tudo o que acontece é pela vontade de Deus! Você não vai à igreja. Pois, por meio dessa provação, Deus o está chamando ao arrependimento. Sem Cristo no coração sua alma irá para o inferno. Arrependa-se dos seus pecados. Aceite Cristo como seu salvador e seus problemas serão resolvidos!“ O homem gemeu mais uma vez e o pastor interpretou o seu gemido como a aceitação do Cristo no coração. Disse, então, “aleluia!“ e voltou para o carro feliz por Deus lhe ter permitido salvar mais uma alma.

Uma hora depois passava por aquela rua um líder espírita que, vendo o homem caído, aproximou-se dele e lhe disse: “Isso que lhe aconteceu não aconteceu por acidente. Nada acontece por acidente. A vida humana é regida pela lei do karma: as dívidas que se contraem numa encarnação têm de ser pagas na outra. Você está pagando por algo que você fez numa encarnação passada. Pode ser, mesmo, que você tenha feito a alguém aquilo que os ladrões lhe fizeram. Mas agora sua dívida está paga. Seja, portanto, agradecido aos ladrões: eles lhe fizeram um bem. Seu espírito está agora livre dessa dívida e você poderá continuar a evoluir.“ Colocou suas mãos na cabeça do ferido, deu-lhe um passe, levantou-se, voltou para o carro, maravilhado da justiça da lei do karma.

O sol já ia alto quanto por ali passou um travesti, cabelo louro, brincos nas orelhas, pulseiras nos braços, boca pintada de batom. Vendo o homem caído, parou sua motocicleta, foi até ele e sem dizer uma única palavra tomou-o nos seus braços, colocou-o na motocicleta e o levou para o pronto socorro de um hospital, entregando-o aos cuidados médicos. E enquanto os médicos e enfermeiras estavam distraídos, tirou do seu próprio bolso todo o dinheiro que tinha e o colocou no bolso do homem ferido.

Terminada a estória, Jesus se voltou para seus ouvintes. Eles o olhavam com ódio. Jesus os olhou com amor e lhes perguntou: “Quem foi o próximo do homem ferido?“


FONTE:

sexta-feira, 5 de novembro de 2010

Não importa o que fizeram de mim...


Era uma família humilde.

Sua mãe quase não conversava ou saía à rua.

Seu pai era apenas um homem comum.

Ele por sua vez não se limitava às rotinas diárias e "mundanas".

Não se preocupava com compromissos sem sentido e que apenas o mantinham vivo.

Comia apenas o necessário para mais um dia de vida.

Não concordava com a obsessão por esta vida que não lhe trazia o principal.

Esperanças iam se desfazendo ao seu redor, ele via isto nos rostos dos amigos e familiares.

Liberdade não mais se esperava.

Certo dia se enche de tudo e propõe uma alternativa: "Deixemos de nos preocupar com nossos umbigos e passemos a nos preocupar com a comunidade". Ouvira falar de Confúcio de Sócrates, alguns pensadores de  outras culturas. Ouvira sobre a mitologia e não entendia porque o medo do Hades.

Ele não acreditava em uma vida pós morte, apenas tentava transformar esta crença em algo bom para o hoje.

Ele trabalhou no consciente de seu povo para tentar transformá-los de "guerreiros por uma vida melhor" em 

"cidadãos para uma vida melhor".

Tudo ia bem, as pessoas gostavam de ouvir suas belas frases e ensinamentos.

Até que os líderes do pedaço resolveram dar um fim em suas idéias.

Ele foi morto, mas não negou seus ideais, assim como ouvira falar de um tal de Sócrates.

Seus seguidores não aceitaram tal fato.

Sobraram meia dúzia deles entre homens e mulheres.

Eles se reuniram e decidiram transformar seu líder em um mito.

Primeiro decidiram sobre a ressurreição, discutiam entre si: 
"Não dizem os egípcios que Hórus ressuscitou?"
"Não dizem os persas que Mitra ressuscitou?"
"Muitos acreditam nestes mitos, então porque não anunciarmos que ele ressuscitou?"
"Podemos pegar um fato de cada um destes deuses e dizermos que ele também os fez."
"O que vocês acham? Baco, o deus do vinho fora venerado pelas festas, podemos dizer que nas festas que ele ia até a água era transformada em vinho, ele será um tanto superior a Baco."
"Hórus foi tentado no deserto, ele também fora."
"Eu não posso acreditar que dedicamos tudo a ele e de fato tenhamos ficado na mão."

E assim foi, começaram a espalhar pela cidade o fato da ressurreição, fato este que passou a ser crido por muitos.

A cada encontro, a cada reunião, aqueles poucos homens que começaram isto tudo contavam como fora "milagrosa" a presença daquele que foram morto.

Diziam coisas lindas, belas e incríveis que nunca aconteceram.

E assim, os olhos daqueles que esperavam pelo messias brilhavam de tal forma que dariam suas vidas por um pouco deste paraíso.

A trama estava montada, restava um tempo de sobra para registrar o que fora divulgado no meio daquele povo.

E assim os registros foram feitos não em cima de uma história real, mas em cima das histórias que foram sendo construídas sobre sua personagem.

Qual a culpa dele nisto tudo? Nenhuma. Tudo aconteceu quando ele já estava morto.

O que ele poderia dizer hoje se estivesse vivo? 

"Não importa o que fizeram de mim, o que importa é o que eu faço com o que fizeram de mim" (Sartre)

Evaldo Wolkers.

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