Os bolsonaristas vivem em um paradoxo
Por Hermes C. Fernandes Se Bolsonaro não tentou o golpe, então traiu as expectativas de sua própria base, incluindo aqueles que acamparam diante dos quartéis e os que arriscaram tudo nos atos de 8 de janeiro. Nesse caso, ele foi covarde. Mas, se ele foi fiel à sua base, então tentou o golpe. Nesse caso, além de cometer um crime, traiu a pátria que jurava defender. Logo, ao afirmar que não tentou para escapar da justiça, ele está sendo covarde. De um jeito ou de outro ele foi ou está sendo covarde. O mesmo paradoxo se repete em seus “patriotismos”: dizem amar o Brasil, mas ostentam bandeiras de potências estrangeiras. Antes pediam intervenção militar; agora clamam por intervenção internacional. É o que só pode ser chamado de patriotismo reverso. E a contradição não para aí. Com o ídolo preso e prestes a ser condenado, apelam para os direitos humanos, os mesmos que desprezavam ao exaltar uma ditadura que torturava e matava sem direito de defesa. Chamam de “ditadura” o STF, ma...