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Mostrando postagens com o rótulo violência contra a mulher

A vítima não pode silenciar

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Hoje, dia 10/10, é uma data dedicada à  luta contra a violência à mulher . Trata-se de uma ocasião em que se busca mobilizar tanto mulheres quanto homens simpatizantes das causas feministas para um problema ainda grave no nosso país, apesar de uma década da  Lei Maria da Penha . Certamente há muitos assuntos para serem tratados dentro da amplitude desse tema. Porém, o que chamou a minha atenção na publicidade acima, divulgada por um escritório de advocacia, seria a desconstrução da ideia absurda de que a vítima de violência doméstica "gosta de apanhar", dizendo a propaganda o seguinte: "O QUE EXISTE É MULHER HUMILHADA DEMAIS PARA DENUNCIAR, MACHUCADA DEMAIS PARA REAGIR, COM MEDO DEMAIS PARA ACUSAR" Refletindo acerca do assunto, pensei então quais as dificuldades encontradas no meio social para a vítima denunciar o marido/companheiro agressor e pedir ajuda. E aí a primeira coisa que veio em minha mente seria o despreparo de muitas delegacias comuns,...

“A cultura do absurdo”

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Por Solange Jurema O número é assustador: quatro em cada dez homens brasileiros acreditam que os estupros ocorrem porque as mulheres não se dão o respeito e/ou usam roupas provocantes. O mais deprimente é que essa opinião é compartilhada por três em cada dez brasileiras! Esses números inéditos – diria nefastos – saíram de uma pesquisa nacional do Fórum Brasileiro de Segurança Pública (FBSP) intitulada #ApolíciaPrecisaFalarSobreEstupro, realizada pela Datafolha. Ganhou a primeira página de quase todos os jornais brasileiros com outro dado aterrorizante: um terço da população do país culpa as mulheres pelo estupro. Já em 2014, pesquisa realizada pelo Instituto de Pesquisa Econômica Aplicada (IPEA) apontava que 26% da população brasileira concordava, total ou parcialmente, com a afirmação de que “mulheres que usam roupas que mostram o corpo merecem ser atacadas”. Os números revelam como a cultura machista, a “cultura do estupro justificado” está impregnada na mente d...

“O mesmo script”

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Por Solange Jurema O script é o mesmo. O agressor, seus advogados e parte da mídia transformam rapidamente a vítima em algoz. O homem bate, espanca, mata e os defensores legais do acusado – e as vezes até a própria família – começam a denegrir impiedosamente a imagem da mulher agredida. O roteiro se repete. Versões de mau comportamento, vida desregrada e supostas provocações públicas são usadas como justificativas para a agredir à vítima ou, até, o assassinato da esposa, ex-esposa, namorada, ex-namorada. Vale tudo. Nos últimos meses, o Brasil assistiu a três casos que seguiram esse mesmo roteiro nefasto, envolvendo uma jovem da periferia carioca, uma ex-modelo e agora uma jornalista que trabalhava com um parlamentar. Em comum, o mesmo perverso roteiro: as três foram estupradas e/ou agredidas ou sofreram assédio sexual de alguém hierarquicamente superior. Os três casos mobilizaram a mídia, a sociedade e provocaram discussões sobre como a mulher brasileira ainda est...