GASTOS ELEITORAIS E POBREZA
Gasto eleitoral eleva bem-estar e reduz pobreza, mas ficou insustentável ***Desigualdade gerou ao longo dos anos incentivos para candidatos aumentarem despesas ***Funcionamento da máquina pública está comprometido por falta de investimentos e pessoal Fernando Canzian São Paulo O Brasil atingiu taxas mínimas históricas de pobreza extrema e de desigualdade de renda em 2024 com uma profusão de programas sociais e serviços públicos que custam hoje R$ 2,7 trilhões ao ano, ou 22,7% do PIB —mais que a média de 21,2% dos países da OCDE, que reúne 38 nações de renda elevada. A contrapartida para a melhora consistente dos indicadores sociais nas últimas décadas foi o aumento da carga tributária e do endividamento público, que colocam o país diante de grave crise fiscal sem que haja muito espaço para seguir aumentando impostos. Em todos os anos eleitorais desde 1982, a taxa de pobreza no Brasil caiu, sobretudo pelo aumento da despesa pública. Isso demonstra, segundo especialistas, como é pod...