sexta-feira, 17 de fevereiro de 2012

Carnaval de Menino "Crente"




Na volta da escola dominical (1958):
Meu rosto brilhava de satisfação — Era CARNAVAL
Época em que passeava pelas ruas de minha cidade
Para viver o maior espetáculo da terra.
Nada daquilo era condenável para mim
A minha máscara de “crente”, eu a retirava por três dias.

Essa arte eu aprendi logo cedo
Aprendi desde os tempos das primeiras letras:
Negar para não sofrer”.
Confirmava o que meus pais diziam, mas só da boca para fora:
“Carnaval é coisa do cão...”

Hoje é Sábado de Carnaval,
Belo dia, em que sem culpa e sem medo, posso satisfazer meu DESEJO.
No meu tempo de “menino crente
Enquanto uns colocavam máscaras
Eu tirava as minhas, para escondidamente, frevar
Com o coração nas ruas alegres e engalanadas do meu torrão natal.

Sem me esconder por trás da máscara de “menino crente”
Dos tempos de outrora
Trago, hoje, uma amostra das marchinhas dos meus velhos carnavais.




P.S.:

Este texto foi postado originariamente no “Ensaios & Prosas,  no carnaval do ano passado.
Para relaxar os nossos neurônios tão cansados de filosofar, resolvi republicá-lo, junto com o vídeo que traz alguns dos frevos nordestinos mais tocados nos anos 50.
Talvez essas marchinhas não sejam do tempo da maioria dos confrades da C.P.F.G.   Arrisco dizer que eles estão não só em minhas lembranças, como também na memória dos caros confrades: Altamirando, Guiomar, Edson e Eduardo. (rsrs)

Tenham todos um Bom Carnaval.
                                             Levi B. Santos


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