sábado, 15 de dezembro de 2012

Feliz 2013 Para os Latinos-Americanos?!




Por Levi B. Santos



Em meu peito a esperança ainda não esmoreceu por completo.

Tenho um fiapo de esperança que 2013 seja o ano da nossa decolagem. Seja, enfim, um ano venturoso, como dizem os cartões de Natal.

Que o ano que se aproxima nos redima deste horroroso título: o de campeão mundial em homicídio.

Que o número de homicídios, que vem declinando no mundo inteiro não aumente mais a cada ano em nossa América Latina.

Tivemos em 2011, só no Brasil, cerca de 41 mil homicídios.

Nosso desejo é chegar, pelo menos, ao nível do Afeganistão, que, mesmo em clima de guerra, teve 3.238 mortos durante 2011.

Este ano foram assassinadas 112 pessoas por dia na nossa gentil pátria. Seria uma boa, se no próximo ano pudéssemos chegar ao atual nível do México: 71 assassinatos por dia.

Por que tantos assassinatos? Por que tanta violência meu Deus?

Seria a pobreza a sua causa? Mas a China tem mais pobres e menos homicídios!

Seria o consumo de drogas? Mas os EUA são os maiores consumidores de drogas e estão muito atrás de nós nas taxas de homicídios!

Seria o narcotráfico, meu Senhor? Mas o Marrocos vende drogas para Europa e a taxa de homicídios é muito inferior a do México e a do Brasil!

Seria a democracia a culpada? Mas a Índia – a maior democracia do mundo e um dos países mais pobres do mundo tem um índice de homicídios muito mais baixo que o nosso!


Seria a impunidade? Mas no Brasil o STF aumenta a sua produtividade a cada ano!

Seria a falta de Leis?  Mas, o Brasil é o país que tem maior quantidade de leis e decretos do mundo!

Seria a inexistência de saúde pública? Mas nós temos o maior sistema de saúde gratuita do mundo: o SUS!

Seria a desigualdade social? Mas nós temos o maior programa eleitoral de distribuição de mesadas à população de baixa renda: o Bolsa Família.

Enquanto 2013 não chega, caro leitor, mergulhemos mais em nós mesmos, para ver se encontramos as causas de tantos males.


P.S.:
Texto baseado no artigo ― “Uma Tragédia e Uma Esperança” — do cronista de origem Venezuelana, Moisés Naím ,  publicado na Folha de São Paulo de 14 de dezembro de 2012.

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