"A experiência de Weimar ilustra como a democracia pode morrer pelas mãos de seus inimigos declarados, mas também pelas decisões de seus supostos defensores" (Daniel Ziblatt, cientista político de Harvard)
Acima temos uma frase desse grande cientista político dos EUA que tem defendido incansavelmente a democracia. Ele busca na História o exemplo da Alemanha quando se refere à República de Weimar (1918-1933).
Após o fim da Primeira Guerra, os alemães tiveram uma constituição democrática, com um sistema parlamentar de governo e direitos sociais. No entanto, houve crises econômicas, como a hiperinflação, e também instabilidade política, as quais culminaram na nomeação de Adolf Hitler como chanceler e na desintegração da democracia.
Assim sendo, podemos dizer que, durante esses 15 anos, os líderes políticos alemães teriam, de certo modo, falhado e, com o fracasso, permitido o crescimento de um movimento extremista que foi o nazismo.
Igualmente, penso que hoje, no Brasil, temos a responsabilidade de fazer com que a democracia prospere e não retroceda. Daí a importância de haver diálogo constante entre governo e sociedade, transparência e coerência, juntando com um desenvolvimento econômico distributivo.
Portanto, todos os democratas que atualmente estão no poder precisam ter essa consciência e também não flertar de modo algum com a extrema direita, a qual precisa ser isolada no nosso processo político. Isto é, no âmbito da política brasileira, devemos ter um pacto supra partidário contra o bolsonarismo que envolva um entendimento comum de socialistas, sociais democratas, liberais, nacionalistas e conservadores.
Cuidemos bem da nossa democracia!
Um comentário:
Ora vejam só, que paradoxo!
Vamos defender a "democracia" mas vamos exterminar o Bolsonaro e todos os seus milhões de eleitores!
Um tal ministro do STF é hoje uma ameaça à democracia ao cometer irregularidades em processos e calar e condenar pessoas pelo "crime de opinião".
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