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A Estranha Sentença de Um Juiz

  Texto produzido e pesquisado na IA Gemini O caso envolveu a condenação de um casal na cidade de Jales, no interior de São Paulo , em maio de 2026, pelo crime de abandono intelectual por praticarem o homeschooling (ensino domiciliar) com suas duas filhas de 11 e 15 anos. A menção sobre funk e sertanejo ganhou enorme repercussão porque o juiz do caso, Júnior da Luz Miranda, usou o desgosto de uma das filhas por esses estilos musicais como um dos argumentos para embasar a sentença.  O magistrado interpretou a declaração da adolescente de que "não gostava de funk e sertanejo" e de que "o funk seria uma música imoral" como uma evidência de "suposta discriminação e preconceito" gerados pela educação domiciliar isolada dada pelos pais.  Os Detalhes do Caso e a Sentença A Pena : O juiz condenou os pais a 50 dias de detenção em regime inicial semiaberto . A execução da pena de prisão foi suspensa por dois anos sob a condição de que os pais realizem serviços ...

Fim da Escala 6 x 1

  Fim da escala 6x1 põe Brasil na marcha a ré Redução de jornada e ampliação do MEI são o contrário do que o país precisa Com facilidade desmontam-se instituições para atender a lobbies e ganhar voto Por Marcos Mendes Pesquisador associado do Insper, é organizador do livro 'Para não esquecer: políticas públicas que empobrecem o Brasil' Duas condições necessárias para que o Brasil tenha chance de crescer mais rápido e oferecer uma vida mais próspera à população são o aumento da produtividade e o ajuste das contas públicas. Sem isso, vamos continuar investindo e produzindo pouco, pagando juros altos e tendo salários medíocres. Na agenda política da semana, triunfou a PEC da redução da jornada, que vai na direção contrária, prejudicando a produtividade e as contas públicas. A medida principal —limitação da jornada a 40 horas e duas folgas semanais obrigatórias— desmonta acordos eficientes para atividades que requerem turnos específicos e empurra trabalhadores de menor renda e seus...

O SISTEMA NÃO DÁ TRÉGUA

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  Acordão que aprovou minirreforma na Câmara torna eleição refém do sistema político  Artigo publicado pela jornalista Malu Gaspar, de O Globo em 21/05/26 A Câmara dos Deputados acaba de aprovar, num acordão que incluiu de lulistas a bolsonaristas, um monstrengo batizado de minirreforma eleitoral, que de mini não tem nada e que, em vez de reformar, promove uma avacalhação nas eleições que vêm aí.  A lista de mudanças é ampla. Uma delas prevê que a multa máxima para partidos que não apresentarem prestações de contas ou cujas contas forem rejeitadas não pode ser de mais de R$ 30 mil (antes poderia chegar a 20% do valor questionado). Considerando que o fundo partidário distribuiu R$ 1 bilhão em 2025 e que o fundo eleitoral entregará mais de R$ 5 bilhões neste ano, caiu a perto de zero o custo de fazer lambança com o dinheiro dos nossos impostos. O texto também dá 15 anos de prazo para as legendas renegociarem suas dívidas com a União. Bens de partidos políticos não poderão m...

O IRÃ DOS IATOLÁS

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  Por Luiz Felipe Pondé Escritor e ensaísta, autor de "Notas sobre a Esperança e o Desespero" e “A Era do Niilismo”. É doutor em filosofia pela USP Pergunto-me se quem torce pelo Irã preferiria ir para Nova York ou Teerã? Há uma grave dissociação cognitiva nessa torcida pelo Irã. Ouço as gargalhadas dos aiatolás quando veem a mídia de muitos países ocidentais, incluindo o Brasil, torcendo por eles. Os aiatolás e sua Guarda Revolucionária contam com esse apoio. Ódio ao Trump, amor ao Irã dos aiatolás, ainda que disfarçados em análises de especialistas. Ouvimos os gritos de "bem feito" quando aviões americanos são destruídos ou Israel é bombardeado pelos iranianos. Lembro de quando criança, sendo criado num ambiente no qual os adultos discutiam política durante a ditadura, de como a inteligência de então torcia pelos vietcongues, Vietnã do Norte, URSS e China na guerra contra os EUA, guerra esta vencida pelos comunistas, apesar de que hoje, longe daquele tempo, vimos ...

UMA IRANIANA

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  ‘As pessoas preferiram morrer a continuar vivendo sob este regime’, diz escritora iraniana Azar Nafisi Do exílio nos EUA, autora do best-seller ‘Lendo Lolita em Teerã’ conta como mantém a esperança em dias de guerra e violência ‘de todos os lados’ em seu país Por Marcelo Ninio Apesar de tudo, Azar Nafisi ainda acredita no poder da imaginação. Autora do best-seller “Lendo Lolita em Teerã” (Record), testemunho lírico e dolorido da literatura como refúgio do totalitarismo teocrático, Nafisi acompanha a guerra no Irã angustiada e com uma sensação de impotência. Mas não perde a esperança em dias melhores no país em que nasceu e de onde se sentiu forçada a sair diante da repressão do regime islâmico. Em seu livro mais famoso, traduzido para 32 idiomas e que vendeu mais de 1,5 milhão de cópias em todo o mundo, Nafisi, de 77 anos, desafia o leitor a imaginar um cena: um grupo de mulheres reunidas clandestinamente num apartamento em Teerã para ler e discutir obras vetadas pelas autoridad...

25 de março e o sentido da Constituição no Brasil

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  O dia 25 de março marca a outorga da primeira Constituição brasileira, em 1824, ainda sob o regime imperial. Trata-se do primeiro marco formal de organização jurídico-política do país, quando se buscou estruturar o Estado por meio de regras escritas, definindo competências, instituições e limites — ainda que inseridos em um contexto de baixa participação popular. Embora tradicionalmente classificada como outorgada, a Constituição de 1824 não surgiu de um vazio institucional. Houve, previamente, a convocação e a eleição de uma Assembleia Constituinte em 1823, posteriormente dissolvida por Dom Pedro I. O texto final, portanto, preserva traços desse processo inicial, ainda que tenha sido, em última análise, imposto por ato imperial. A Constituição de 1824 não pode ser compreendida à luz dos parâmetros democráticos contemporâneos. Concentrava poderes relevantes na figura do Imperador, notadamente por meio do chamado Poder Moderador. Ainda assim, representou um ponto de partida instit...

A Delação de Vorcaro

  MAIS UMA VEZ estamos assistindo ao círculo vicioso que nos acomete de tempos em tempos: Alguém pego em falcatruas e crimes resolvendo falar - o que provoca um terremoto em Brasília, visto que a maioria dos escândalos de corrupção tem parlamentar, ministros e até presidentes envolvidos.  Assim noticiou o jornal O Globo de hoje: Integrantes do governo temem que o banqueiro Daniel Vorcaro use a sua eventual delação premiada para envolver integrantes do Executivo no caso Master. O argumento é que Vorcaro não tem nada a perder e, por isso, poderá provocar confusão. Nos bastidores, auxiliares do presidente Luiz Inácio Lula da Silva também contestam a pertinência de uma delação do banqueiro. Dizem que dados de suas contas bancárias e seus aparelhos celulares já estão em posse da Polícia Federal e que esse material é suficiente para fundamentar a apuração sem necessidade de colaboração de Vorcaro. O governo tem adotado até o momento o discurso de que o caso Master envolve mais polít...