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Mostrando postagens com o rótulo mudanças climáticas

COP30: Entre Ausências, Expectativas e a Disputa por Liderança Climática Global

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A Conferência do Clima realizada em Belém — a tão aguardada COP30 — carregava desde o início um simbolismo especial. Afinal, discutir o futuro do planeta no coração da Amazônia não era apenas uma escolha geográfica, mas um gesto político que trazia consigo a esperança de que esta fosse a COP capaz de marcar uma virada decisiva.  No entanto, conforme os dias avançaram e os desfechos foram se desenhando, ficou evidente que a conferência oscilou entre avanços técnicos importantes, sinais de esgotamento político e a persistente sensação de que o mundo continua empurrando a crise climática com a barriga. Um dos elementos que mais chamou a atenção — e já antecipava certa dificuldade — foi a ausência dos presidentes dos Estados Unidos e da China , justamente os dois maiores emissores de gases de efeito estufa do planeta.  Embora suas delegações estivessem presentes, a ausência física dos chefes de Estado enfraquece simbolicamente qualquer COP. Isto porque a presença de líderes cost...

Será que seremos assim tão ricos?!

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Estava lendo ontem uma matéria sobre as ousadas previsões do cientista da computação e futurista  Ray Kurzweil , especialista do Google, acerca de como será o mundo já a partir da próxima década de 2030, com base em seu novo livro  The Singularity is Nearer  que, traduzido, significa  A Singularidade está mais Próxima . Segundo o texto, "a inteligência artificial superará a inteligência humana, transformando radicalmente a existência do homem", o que deverá ser alcançado até 2045: " A fusão entre humanos e IA : (...) a nanotecnologia permitirá a criação de "camadas neurais virtuais" na nuvem, fundindo nossos cérebros com a IA e aumentando exponencialmente nossa inteligência. Ressurreição digital : a tecnologia de IA (...) permitirá "devolver a vida" aos falecidos, primeiro através de simulações e depois através da reconstituição física de seus corpos. Imortalidade para 2030 : (...) até 2030, os nanorrobôs médicos e a biologia da IA ​​revolucionarão a ...

DE QUEM É A CULPA?

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  QUANDO UMA CATÁSTROFE ambiental acontece como agora no Rio Grande do Sul e em outras partes do Brasil, como já ocorreu aqui na região serrana do Rio, sempre queremos saber quem "são os culpados". Tirando as mudanças climáticas óbvias, nossa tendência é crucificar o governante de plantão. EVIDENTE QUE HÁ CULPADOS mas eles não estão somente aqui no poder há 3, 4, anos, os culpados formam uma grande lista que cobre mais de 100 anos! Foi uma sucessão de equívocos, negligências e desprezo pelo povo mais vulnerável que criou o cenário perfeito para essas catástrofes. São governos que desde lá atrás permitiram que pessoas construíssem em beiras de rios, em morros e encostas e não fizeram políticas públicas de habitação segura, que não planejaram bem as cidades e não as prepararam para grandes chuvas que não acontecem somente agora. Os governos atuais precisam levar à sério a questão climática e a questão da segurança em nossas cidades. Não será trabalho para um, dois ou dez gover...

Mudanças Extremas

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  JULHO FOI um mês de extremos climáticos em várias partes do mundo. Ciclones extra-tropical  cada vez mais forte no sul do Brasil, temperaturas de 50 graus em países da Europa. Não há mais dúvida que esses extremos têm a colaboração do nosso jeito de consumir e produzir nos últimos 100 anos  A economia e o consumo mundial precisam mudar, a natureza precisa deixar de ser destruída senão o preço que vamos ter que pagar será impagável.

Os municípios costeiros e a necessidade de adaptação às mudanças climáticas

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No dia 29/10, escrevi no blogue  Propostas para uma Mangaratiba melhor  o artigo  Precisamos de uma política pública de adaptação às mudanças climáticas , no qual comentei sobre a inundação de partes do Município onde moro. Citei o caso da região da Praia do Saco, a qual, no passado, já possuiu dunas enormes abrigando um lindo manguezal, mas que acabou sendo indevidamente ocupada por causa da gananciosa especulação imobiliária sendo que, na atualidade, a comunidade local sofre com frequentes enchentes por causa da maré e/ou chuvas fortes. Em meu texto, esclareci que, independente do cidadão lesado poder pleitear na Justiça o seu direito a indenização individual pela reparação material e/ou moral em face do Município, há que se pensar coletivamente nas políticas públicas para a solução do problema, incluindo aí as  medidas de adaptação às mudanças climáticas . Certamente que a gravidade dos impactos dependerá de quanto o mar vier a subir nas r...