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Mostrando postagens com o rótulo injustiças sociais

Conhecendo Chico Mendes?

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Por Alfredo Sirkis Para quem não teve a honra de conhecê-lo, meu testemunho: Conheci o Chico Mendes em Xapuri, em 1987.  Foi uma amizade intensa, instantânea,  e um pacto imediato de apoio nosso à luta dos seringueiros que, na nossa ótica,  representava a junção das lutas sociais e ambientais. Voltando ao Rio passei a montar uma rede de apoio ao Chico Mendes que logo veio ao Rio e participou de um encontro dos verdes em Petrópolis.  Tinha uma constante preocupação com o Chico que estava ameaçado de morte por vários pecuaristas que tinha impedido de ampliar sua "fronteira de pasto" realizando "empates". Um deles, Darli Alves, era o mais perigoso. O mais preocupante é que parecia haver uma ligação da Policia Federal, supostamente lá para proteger Chico, com os fazendeiros que o ameaçavam, inclusive Darli. O Conselho Nacional de Serigneiros descobriu que ele cometera crimes de morte no Paraná e tinha inclusive um mandado de prisão por lá. A informação foi vaz...

Sem senhores e sem capatazes: Um carnaval aquilombado pelas massas

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Por  Hertz Dias* O capitalismo tornou-se um fardo insuportável nas costas de nossa classe. Nos setores oprimidos das semicolônias o fardo pesa em dobro. Por isso, o desejo de jogá-lo ao chão é cada vez maior, algo que se refletiu com muita força no carnaval de 2018. A Escola de Samba “Paraíso do Tuiuti” expressou isso na Marquês de Sapucaí. 75 minutos para desfilar, 130 anos de abolição para questionar, 500 anos de exploração e humilhação para denunciar. Emocionante, revoltante, necessário. E não foi só essa escola de samba que transformou as passarelas em “tribunas populares”, foram várias escolas de sambas e blocos alternativos de todo Brasil que resolveram escancarar o verbo com enredos e marchinhas politizadas. Não se trata de um suposto retorno nostálgico à raiz do nosso carnaval, pelo contrário, o que existe é muita luta pela sobrevivência nas trincheiras da guerra social, necessidade de denunciar o genocídio negro como fez brilhantemente a Beija Flor, de mostrar que “...

Indignação contra a chacina em Mato Grosso

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Em meio à enxurrada de notícias sobre corrupção envolvendo as investigações da Lava Jato, pouco se tem falado acerca do mais recente massacre ocorrido nas áreas rurais brasileiras, sendo desta vez no estado de Mato Grosso. A este respeito, o bispo Dom Pedro Casaldáliga , morador de São Félix do Araguaia (MT), que participou, na década de 70 da criação da Comissão Pastoral da Terra, manifestou no feriado de Tiradentes a sua indignação no tocante à chacina da última quinta-feira (20/04), na Gleba Taquaruçu, município de Colniza, a qual deixou nove mortos. O religioso assinou uma nota que foi enviada pela Prelazia de São Félix do Araguaia, a qual compartilho a seguir: EM MATO GROSSO O CAMPO JORRA SANGUE A Prelazia de São Félix do Araguaia, em reunião com suas/seus agentes de pastoral, seu bispo dom Adriano Ciocca Vasino e o bispo emérito dom Pedro Casaldáliga, na cidade de São Félix do Araguaia - MT, manifesta sua dor, indignação e solidariedade com as famílias assassinada...

Lamentações de um trabalhador que sofre

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Em mais uma madrugada de sono perdido, o trabalhador brasileiro, agora um desempregado pela crise econômica, ergue os olhos para as montanhas e indaga de onde o seu socorro possa vir. No entanto, apesar de ter fé, nenhuma ajuda chega em sua direção pois os que criaram a ordem política e social fazem de tudo para se beneficiar das sobras dos recursos do país que eles próprios contribuíram para escassear. Se quando deixou a empresa em 2015, o trabalhador ainda conseguiu por um tempo obter uma pequena renda extra (a princípio um pouco maior do que seu salário líquido quando era empregado), agora a situação está complicada. Com mais pessoas na mesma situação que ele, tornou-se arriscado aventurar-se nas águas do empreendedorismo porque os seus clientes já não têm tanto dinheiro para comprar os produtos que vende de porta em porta. Menos ainda acompanharem os necessários reajustes inflacionários. As dívidas vão se acumulando nas contas do trabalhador, o qual já não se sente al...