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“Escrevo, logo posto, logo existo”

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Recentemente, eu, com um grupo de amigos muito próximos, resolvemos colocar em pauta um tema para ser debatido. O assunto era justamente a transformação pela qual a sociedade passou nas últimas duas décadas, Zygmunt Bauman, grande sociólogo que infelizmente nos deixou recentemente, a nomeou de modernidade líquida. Teria ele sido um crítico ferrenho da maneira como nos relacionamos hoje? Veremos. Não há possibilidade alguma de dicotomizar, a modernidade líquida das redes sociais, que obviamente também não podemos desentranhar da Internet. Creio que o que vou relatar a seguir, reflete o pensamento de todos que porventura estão lendo este pequeno artigo. Só de pensar em ficar sem conexão já nos dá aquele friozinho na barriga, afinal, preciso dela para fazer este texto chegar até vocês, uma vez que minha máquina de datilografia está perdida em alguns dos cômodos onde acumulo bugigangas em casa, além do mais, sinceramente, não saberia enviar uma carta a cada um dos mais de Mil ...

Poema do amigo

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Sendo esta data de 20/07 considerada como o Dia do Amigo , compartilho com vocês a letra da música de um cantor mineiro, lembrando aqui da importância daqueles que acompanham nossas vidas ou parte delas. Por Silvio Brito Amigo não tem dia, não tem hora, amigo é sempre agora Amigo não tem jeito faz morada dentro do peito pela vida a fora Por um amigo se põe a mão no fogo sem receio de nenhuma dor Amigos são parceiros de um jogo onde não há perdedor Amigo é feito agulha no palheiro É meio a meio e os dois inteiros Amigo é sincero dá de 10 a zero na força do poder e do dinheiro Amigo é aquele que nos representa em qualquer lugar A gente estando ou não estando lá Aliás, é como se a gente estivesse lá na figura do amigo E é por isso que se diz que é difícil ser amigo Pois ser amigo não é fácil não E é por isso que se diz que lealdade não tem preço E que amizade é o avesso da solidão Em tempos tão doentes de amores tão distantes Amigo é uma...

O reencontro dos bebuns

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Numa universidade do interior de Minas Gerais, havia uma turma de amigos aparentemente muito unida e que se reunia quase sempre num boteco da cidade chamado  Recanto dos Bebuns . Eram cinco rapazes de seus vinte e poucos anos, todos do último período de faculdade. Chamavam-se Michel, Alexandre, Pablo, Rogério e Felipe.  No último dia do curso, a galera resolveu se encontrar mais uma vez no referido bar para uma despedida visto que, na manhã seguinte, cada qual retornaria para a sua respectiva cidade. Rogério, filho de um rico pecuarista de Goiás, era quem costumava custear as extravagâncias do grupo com a gorda mesada de quase dez contos recebida em sua conta no Banco do Brasil. Rogério : Vamos bebemorar, pessoal? Hoje vai ter champanhe pra todo mundo! Felipe : Pra começar, vai um espumante. E terminaremos todos na pinga. Ou melhor, com umas doses extras de whisky 18 anos, ou, quem sabe, um delicioso  Blue Label . Claro! Se o nosso amigo pagar a conta......