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A democracia e a soberania brasileiras são inegociáveis

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  Por Luiz Inácio Lula da Silva* (New York Times, 14 de setembro de 2025) Decidi escrever este ensaio para estabelecer um diálogo aberto e franco com o presidente dos Estados Unidos. Ao longo de décadas de negociação, primeiro como líder sindical e depois como presidente, aprendi a ouvir todos os lados e a levar em conta todos os interesses em jogo. Por isso, examinei cuidadosamente os argumentos apresentados pelo governo Trump para impor uma tarifa de 50% sobre produtos brasileiros. A recuperação dos empregos americanos e a reindustrialização são motivações legítimas. Quando, no passado, os Estados Unidos levantaram a bandeira do neoliberalismo, o Brasil alertou para seus efeitos nocivos. Ver a Casa Branca finalmente reconhecer os limites do chamado Consenso de Washington, uma prescrição política de proteção social mínima, liberalização comercial irrestrita e desregulamentação generalizada, dominante desde a década de 1990, justificou a posição brasileira. Mas recorrer a ações uni...

A erosão da arrogância norte-americana e europeia

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Por Leonardo Boff * No  momento atual estamos verificando uma feroz competição entre uma visão   unipolar  do mundo sustentada a ferro e fogo, com guerras comerciais e híbridas pelos Estados Unidos sob Donald Trump e pela União Europeia, e outra visão   multipolar   requerida pelas duas grandes potências, a Rússia e a China, junto com grande parte dos países do Sul Global. O que se esconde, subjacente a esta disputa, entre outras tantas razões, é uma imensa  arrogância  dos EUA e dos países europeus. A  arrogância  é a famosa  hybris  dos gregos, vale dizer, a perda da justa medida, a afirmação da extrema autoimportância, a exaltação superestimada de suas qualidades, o desprezo de outros que não sejam como eles ou submetidos a eles. Isso se revela por se considerarem os melhores do mundo, de terem a melhor forma de governo, a democracia, de terem a introduzidos os direitos humanos, a melhor tecnologia, a economia mais poderosa, a fo...

A CONSCIÊNCIA DA NOSSA SOBERANIA AVANÇA!

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Por Chico Alencar * A comunidade do Vidigal, no Rio, amanheceu ontem com essa grande faixa. Ela mostra, em inglês, o que 71% do nosso povo quer dizer a Donald Trump.  Não custa lembrar que o magnata, que não foi eleito presidente do Brasil, escreveu carta a Lula, desrespeitosa (só publicada no site dele), mandando parar "IMEDIATAMENTE" - assim, em maiúsculas! - o processo contra Bolsonaro. Também impôs unilateralmente absurdo "tarifaço" e sanções a autoridades brasileiras. Xô, intervencionista! Há uma minoria rastejante, aqui, de cabeça colonizada (inclusive no Congresso), que ainda defendeTrump, como o clã Bolsonaro. Seres minúsculos! "O castigo vem a cavalo": pesquisa Quaest informa que 69% repudiam as ações de Eduardo Bolsonaro nos EUA, 55% apoiam a prisão domiciliar de Jair (contra 39%) e 52% entendem que ele participou das articulações golpistas (contra 36%).  Semana que vem começa a fase final do julgamento dos golpistas no STF. Não haverá Trump que ...

TRUMP É UM PESADELO

  As divergências não podem evitar o diálogo. Precisamos ampliar nosso conhecimento sobre o que se passa nos EUA Texto de Fernando Gabeira.  Estive em Paraty para falar de um belo livro de fotos de João Farkas: “Costa norte”. Escrevi um texto de apresentação e, no debate sobre manguezais, dunas e petróleo na Foz do Amazonas, um homem perguntou: — E o fator Trump, que dizer sobre ele? Fugia um pouco do tema, mas respondi com sinceridade que Trump me tirava algumas horas de sono. Sou jornalista, ele é o homem mais poderoso do mundo. Terei de falar sobre ele nos próximos anos, é um inescapável pesadelo. Seu narcisismo e estreiteza de ideias colocam um perigo ao analista: cair na zona de conforto da crítica fácil e deixar de evoluir como faria se estivesse diante de alguém com ambiguidades e zonas de sombra típicas da riqueza humana. Não posso desistir. Preciso trabalhar e, além do mais, Trump influencia a sorte do Brasil. É um momento de todos ajudarem, dentro de seus limites. O ...

COSTUMES SAUDITAS E A PIADA DE TRUMP

  A Arábia Saudita é um país bem tradicional. Lá feminista não se cria. Ideologia LGBTEtc não existe. Mulheres precisam se vestir tapando todo o corpo, os homens também se vestem de forma tradicional. Nada de bermuda e camiseta na rua. A fé islâmica é central na vida do povo. Piada com Maomé dá ruim(um muçulmano jamais faria isso). Outras religiões são proibidas. Um lado positivo é que os sauditas são muito hospitaleiros. A hospitalidade é um dos costumes mais marcantes da Arábia Saudita. Os sauditas são conhecidos por sua generosidade e calorosas boas-vindas aos visitantes. (diferente de muito de nós que não suporta receber visita, pior ainda quando não avisa). Em breve os muçulmanos vão dominar o mundo. A Europa será a primeira a virar um califado. Tudo o que a cultura progressista ocidental ataca hoje é exatamente o que a cultura mulçumana cultiva. Lá não tem essa de mulher dizer que "filho é atraso de vida". Enquanto o índice de natalidade europeu cai a cada ano, dos muçu...