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Mostrando postagens com o rótulo desigualdade social

Uma espécie cada vez mais dividida

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Ultimamente tenho refletido sobre o acelerado desenvolvimento científico da humanidade que, já nesta década, alcançou um nível de tecnologia que muito me faz lembrar os desenhos animados da Hanna-Barbera assistidos em minha infância - Os Jetsons . Para quem não pegou essa época, a série exibida no Brasil pelo SBT, tendo como tema a era espacial, mostrava o cotidiano de uma família que vivia num ambiente futurista de cidades suspensas com carros voadores, trabalho automatizado, toda sorte de aparelhos eletrodomésticos e de entretenimento, robôs servindo como criados, relógios com câmeras digitais utilizados para fins de comunicação, etc. Curiosamente, parte desse imaginário ficcional tornou-se realidade nos dias atuais com a invenção dos telefones celulares com acesso à internet, os quais transmitem imagens e conversas de áudio. No Japão, a robótica encontra-se surpreendentemente bem desenvolvida enquanto que, na China, já existe o trem de alta velocidade capaz de levitar sem...

Lamentações de um trabalhador que sofre

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Em mais uma madrugada de sono perdido, o trabalhador brasileiro, agora um desempregado pela crise econômica, ergue os olhos para as montanhas e indaga de onde o seu socorro possa vir. No entanto, apesar de ter fé, nenhuma ajuda chega em sua direção pois os que criaram a ordem política e social fazem de tudo para se beneficiar das sobras dos recursos do país que eles próprios contribuíram para escassear. Se quando deixou a empresa em 2015, o trabalhador ainda conseguiu por um tempo obter uma pequena renda extra (a princípio um pouco maior do que seu salário líquido quando era empregado), agora a situação está complicada. Com mais pessoas na mesma situação que ele, tornou-se arriscado aventurar-se nas águas do empreendedorismo porque os seus clientes já não têm tanto dinheiro para comprar os produtos que vende de porta em porta. Menos ainda acompanharem os necessários reajustes inflacionários. As dívidas vão se acumulando nas contas do trabalhador, o qual já não se sente al...

Desespero

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Alguma palavra definiria melhor o cotidiano da maioria dos brasileiros do que o vocábulo desespero? Duvido! Quando assisto nos telejornais as frequentes matérias sobre o caos na saúde pública, as más condições dos meios de transporte, a violência nas preferias das grandes cidades, a precariedade dos serviços de saneamento básico e o abandono das escolas pela idolatrada e gentil "pátria educadora" (só aqui no meu município de apenas 40 mil habitantes existem centenas de mães aguardando vaga na creche para o filho), percebo o quanto é desesperadora a vida do pobre. Trata-se de um sofrimento que pouca gente das classes média e rica percebe na mesma dimensão. Uma realidade da qual só conseguimos dar conta quando passamos a vivenciá-la também em seus variados detalhes e condicionamentos. Alguém tem ideia do que vem a ser o chamado ciclo de pobreza ? Se pensarmos nas condições em que as pessoas muito pobres vivem, veremos o quanto é difícil para elas terem alguma ...

Bendito Bolsa Família!

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"Ora, nós que somos fortes devemos suportar as debilidades dos fracos e não agradar-nos a nós mesmos." ( Paulo de Tarso ) No artigo anterior deste blogue, intitulado Misantropia , escrito pelo sr. Altamirando Macedo , percebi que a discussão nos comentários entre mim e o autor acabou recaindo num antigo debate sobre fracos e fortes. Ao finalizar seu texto, após tratado da questão ecológica, o ilustre colaborador do site assim havia concluído: "E nós estamos financiando a reprodução de párias e a superlotação de presídios". Todo seu pensamento ficou exposto nas réplicas seguintes às críticas que fiz quando ele chegou a defender políticas de exclusão social "pela inutilidade", atacando, obviamente, o bem sucedido programa do governo federal que se chama  Bolsa Família . Não há como negar o papel histórico do cristianismo em ter reforçado no mundo a importância da assistência que, até às políticas públicas mais contemporâneas, era costumeirame...

Educação nada "zen"

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Sinto-me indignado toda vez quando assisto a um comercial do MEC na televisão informando que o governo federal teria "democratizado" a educação no país. Através de uma peça publicitária acompanhada por uma chata musiquinha "Tô bem, tô zen, entrei pra faculdade com Enem", a qual não quer sair de jeito nenhum da minha cabeça, o vídeo tenta convencer a população de que, com os programas oficiais (Sisu, Prouni, Fies, Cotas e Ciência Sem fronteira) as portas ao ensino superior foram finalmente abertas aos estudantes brasileiros. Ainda que tais projetos tenham facilitado o acesso de muitos às universidades, jamais podemos falar que houve uma verdadeira democratização social enquanto a educação de base, principalmente a escola pública, permanecer deficiente. Pois a verdade é que somente uma minoria consegue concluir os seus estudos com a qualidade necessária para ingressar e se manter numa faculdade, tendo um aproveitamento que possamos considerar suficiente. ...