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Mostrando postagens com o rótulo Poesia

14 de Outubro - Dia do Velejador

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  Por Aarão de Moura Brito Neto "Navegar é preciso, viver não é preciso" [?] No século I a.c., o general romano Pompeu, encorajava marinheiros receosos, inaugurando a frase “ Navigare necesse, vivere non est necesse .” Corria o século XIV e o poeta italiano Petrarca transformava a expressão para “Navegar é preciso, viver não é preciso.” “Quero para mim o espírito dessa frase”, escreveu depois Fernando Pessoa, confinando o seu sentido de vida à criação. E cantando a coragem navegante, em jeito de fado brasileiro, Caetano Veloso escreveu Os Argonautas . “Navegar é preciso, viver …” Com um fim inacabado, a música lança as interrogações. Navegar é preciso? Sim! Navegar é uma viagem exata. Fazia-se com bússolas e astrolábios. Hoje, faz-se com satélites, GPS’ e www’s. Viver não é preciso? Não! É uma viagem feita de opções, medos, forças, inseguranças, persistências, constâncias e transições… Mais de 2000 mil anos depois, interrogamo-nos: Viver não é preciso? Não, quando navegar é s...

EU CHOREI

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Por Guiomar Barba Chorei pelo ódio revelado. Chorei pelo cristianismo falsificado. Chorei pela bíblia convenientemente distorcida . Chorei pelos irmãos deletados. Chorei pelas amizades rompidas; Chorei pelos “amigos” que descobri; Chorei pela família estremecida; Chorei pelo caos estabelecido. Chorei pelas armas apontadas; Chorei pelo Brasil tinto de sangue; Chorei pelo riso frio diante dos mortos; Chorei pelas viúvas, pelos pais e os órfãos. Chorei por mim e pelo nosso Brasil; Chorei pelo amor esquecido: Chorei pela igreja sem sal, sem luz. Chorei, pranteei, até a exaustão.

Saudade e gratidão

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Por Marina Silva* Aprendi com meu pai e com minha Vó Julia a gostar das palavras e recorrer a elas quando preciso aceitar grandes perdas (ou ganhos) e contornar grandes dificuldades, talvez porque me recuso ainda a deixar o conforto e a intimidade de sua presença e do diálogo incessante que sempre tivemos, talvez porque sinta que preciso gravar em letras os sentimentos tantas vezes compartilhados e dizer mais umas tantas vezes, obrigada. Sou grata a Deus pela forma de meu pai ensinar e educar, de forma tão peculiar, a todos e a cada um de nós. E olha que nem preciso contar o mundo de amigos, só em casa éramos muitos: eu, minhas seis irmãs – Deuzimar, a primogênita, Lucia, a Mita, que consideramos nossa matriarca, Dóia, Zete, Socorro – e nosso único irmão, Arleir, nora e genros, com um batalhão de netos, bisnetos e tataranetos, todos alunos dele. Aprendendo a amar com o amor com que amou. A respeitar com o respeito que em sua vida praticou. A valorizar a diferença sendo di...

O POETA

Por CÉU (Do blogue Ausente do Céu ) O poeta gera e pare sonhos e fantasias, conta histórias e vive memórias, incrível, que nem dele são que se farão imaginação, demência ou verdade vivendo dores pungentes e prantos alheios trazendo, ao de cima, neste enleio e neste meio um amor martírio, muita desilusão e mais as saudades. E como se isso não bastasse, como se não fosse pouco busca, indomável, nos sonhos dele, um rosto que jamais encontrará, mas, só ele não vê isso porque tem um pouco, um muito de louco continuando, afincadamente, buscando, procurando o que nunca perdeu, e que, paradoxalmente, não é seu. Encontra o fim do arco-íris e junta-lhe ainda mais cores achando tesouros de piratas e chaves de baús que dá aos corações desafortunados e desalojados descurando o dele, que do mesmo mal sofre mas os sonhos, que trilha, mais vastos que a morte oferecem-lhe horizontes irresistíveis, que o fazem delirar. O poeta não possui calendário, passad...

Cisma

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Por Mariani Lima Somos assim: Plantamos na terra a carne imóvel E cismamos que a alma dança no céu Ergue-se uma barreira infinita E cismamos que é um véu. OBS : Texto e imagem extraídos do blogue da autora Mar e Poesias , conforme publicado em 22/09/2012.

Felicidade

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Por Aline Cleo Vieira Felicidade Menina faceira Lépida e arteira Tilintando seus traques Salteia na areia Passeia pelas estrelas Pobres daqueles que Perdem seu rastro Mesmo com seus brilho Perdem seu trilho Voa voa minha pequena Grande amiga Mas não vá para longe Goste de te ver no horizonte OBS : Poema publicado originalmente no blogue da autora Não Sou Apenas Uma Diva , sendo a imagem acima extraída de https://bemestardocente.files.wordpress.com/2012/06/livre.jpg

Poemas do "cárcere" de Anderson Mineiro Luiz

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Oração à clínica Santa Maria (centro de atenção em psiquiatria) Santa Maria dos loucos e das loucas Rogai por nós... Santa Maria dos dementes e Dependentes (“de-mentes” químicas ou não), Rogai por nós. Santa Maria dos depressivos (passivos e ativos), Rogai por nós. Santa Maria das bixas passivas e ativas (enrustidas ou não) Rogai por nós Santa Maria dos suicidas (dos egoístas e altruístas) Rogai por nós. Dos não aceitos, dos não queridos, Dos doídos, dos caídos... Dai-nos mais de seu torpor Curai-nos Livrai-nos de nós Amém!... Nos corredores do Santa Maria Limpeza!...  Ambientes livres de fumaça, Sem cigarros, QUE PAVOR! Mas ela se esgueirava, a fumaça, a maconha, E o que mais pudéssemos querer e ter Sempre há um jeito e havia. Do torpor, mais entorpecer. Com menos limpeza e com mais cheiros e aromas Ninguém via ou fingia não ver. Era nosso alivio, nossa fuga, “nosso eu?” (alguns viam, confiscavam e puniam, mas o “foda-se” pairava) Da limpeza, a su...

O Ralo

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Elídia Rosa ao mergulhar na dor, ela não imerge só um pouco. ela afunda. ao sentir alegria, seu corpo não apenas vibra, ele adentra num lago profundo, sem fundo de felicidade intensa. dia desses, ela sorriu depois do beijo e na hora de se entregar, sentia como se numa vertigem, estivesse lavada, numa enxurrada incrivel de sensações molhadas. logo depois, ao chegar em casa, no banho, chorou, chorou, e escorria com a água, toda dor, misturada, e com os olhos molhados nessa mistura olhou o ralo. pensou na sua vida, em tudo que sentia viu naquele pedaço escuro sem fundo um pouco de si, de seu mundo a água que ali corria, ela via o que não sabia, desconhecia, era para onde tudo isso ia. ___________________________ http://repensandodiferente.blogspot.com.br/2013/03/o-ralo.html

Um pouco de poesia, um pouco de Mariani

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Pé de magoa Arranquei de vez o pé de mágoa Que há muito arvorecia Cuja sombra quente comprimia nossos ais Planta antiga De flor ancestral da minha vida e da tua Precipitado para a rua A saudar o cais. Hoje arranquei seu tronco retorcido Dei-lhe um novo rumo Um novo muro Onde outro não há mais Plantei pomar garboso Frondoso Harmonioso Bonito demais! Pra enfeitar a nova remessa. Pra saudar uma gente sem pressa. Que passa olhando de quina Que pára na nossa esquina Em busca do que não há mais * * * Girando na Imensidão Deus escondeu as coisas grandes nas pequenas Escondeu a árvore no grão Infinito, veio caber no meu coração Deu a cada homem a semente da vida. Fez brotar uma árvore florida! Girando na imensidão Deus pôs no mundo a beleza Sem dar aos homens a certeza De onde vêm Para onde vão. * * *  Sua Mão Escorrega pelo dorso sombreado Na penumbra quente do quarto Dança completamente nua Sinuosamente a sua...     ...

A Loucura de Tua Verdade

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......................... Perdeste o dom de mentir. ......................... És simplesmente um louco! ............. Perdeste o manto da noite onde antes te escondia s ............... Ficaste real demais, sem aquela “consciência” ............................. Que reveste os sãos ......................... Com o manto da hipocrisia. ............................ E a verdade subterrânea ............................ Que a censura represava ............... Sai agora aos borbotões, sem que se saiba a fonte. ................... E como figura pálida das moradias do Limbo ............................... Assusta os “normais” ,,,,,,,,,,,,,,,,............. Tua verdade escarrada. ,,,,,,,,,,,,,,................... Como explosão lírica ................................ Tuas imagens profundas. .................. Aparecem gritando do porão do inconsciente e. ................... Na aparente desordem dos afetos submersos ................................. Te revelas nu e cru, ...

Carnaval de Menino "Crente"

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Na volta da escola dominical (1958): Meu rosto brilhava de satisfação — Era C A R N A V A L Época em que passeava pelas ruas de minha cidade Para viver o maior espetáculo da terra. Nada daquilo era condenável para mim A minha máscara de “crente”, eu a retirava por três dias. Essa arte eu aprendi logo cedo Aprendi desde os tempos das primeiras letras: “ Negar para não sofrer ”. Confirmava o que meus pais diziam, mas só da boca para fora: “Ca rn av al é coisa do cão...” Hoje é Sábado de Carnaval, Belo dia, em que sem culpa e sem medo, posso satisfazer meu DESEJO. No meu tempo de “ menino crente ” Enquanto uns colocavam máscaras Eu tirava as minhas, para escondidamente, frevar Com o coração nas ruas alegres e engalanadas do meu torrão natal. Sem me esconder por trás da máscara de “menino crente” Dos tempos de outrora Trago, hoje, uma amostra das marchinhas dos meus velhos carnavais. P. S .: Este texto foi post...

Eu quero jogar um jogo

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Olá, confraternos. Vocês estão aqui por uma razão. E a razão é que eu quero jogar um jogo. O jogo da bondade Não vale ser bom por mérito próprio, pois ninguém é essencialmente bom. Não vale ser bom para satisfazer o ego, pois isto seria apenas egoísmo. Não vale ser bom para conseguir recompensas, pois isto seria interesse. Perde ponto quando lançar em rosto um bem que fez a alguém. Quando se arrepender de um bem que fez. Quando se gabar de um bem que fez. Quando divulgar uma boa ação. Que os jogos comecem...

Lamentos de um tempo perdido

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No princípio eu e Deus. Caminhávamos juntos ao entardecer e conversávamos sobre flores e animais. Banhávamos no rio límpido que cortava o jardim e apostávamos corrida com tigres e leões e nos regalávamos na cachoeira. Estar juntos era a alegria que movia nossas vidas. Tudo era muito simples. Tudo tinha sentido. Mas veio a noite escura que nunca antes conhecêramos. De repente, tudo ficou turvo, já não se podia vislumbrar o sol E então não o vi mais... Deus perdeu-se na fumaça do fogo que consumia o jardim. Fumaça envolvente, irritante, intrusa. Depois do grande incêndio tudo virou deserto. O vazio do deserto. E eu me vi só. Onde fostes? Podes me ver? Gritei. Não havia mais nós, apenas eu. Não sei por que ele não apareceu mais, não sei para onde ele foi. Talvez a relva queimada e os animais mortos o tocaram profundamente E ele retirou-se para chorar... Fiz de tudo para encontrá-lo de novo mas   em vão. Tudo o que eu tinha a...

Ateu X Crente (repente)

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Me disseram que você Acredita até em Deus E não podes entender Como pensam os ateus É por isso que os seus filhos São mais burros que os meus Sou ateu graças a Deus! Você diz que os meus filhos São mais burros que os teus Podem até ser burros mesmos Mas verão ao nosso Deus Já os teus vão para inferno O lugar de todo ateu Sou ateu graças a Deus! Todo ateu vai pro inferno E o crente vai pro céu? E nos tempos de inverno Tem até papai Noel Tu navegas no oceano Num barquinho de papel Sou ateu graças a Deus! Tá dizendo que eu sou besta? Me chamando de fanático? Mas talvez você esteja Sendo muito, muito prático Quero agora que perceba Que crente não é lunático Sou ateu graças a Deus! Não preciso perceber Que você é um tapado Não consegue nem viver Se esquivando do pecado Sua vida é se esconder Do tridente do Diabo Sou ateu graças a Deus! Do tridente não me escondo Pois tem anjo a meu favor Outro d...