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Análise do samba-enredo da Mangueira: "A Verdade Vos Fará Livre"

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Conforme escrevi no Facebook , a Mangueira evangelizou na Avenida e o seu samba foi um verdadeiro louvo. Uma excelente leitura atualizada e sem preconceito do personagem Jesus dos evangelhos bíblicos. A seguir, compartilho um trecho do artigo "Entenda a letra do samba-enredo de 2020 da Mangueira", de Renata Arruda , publicado em 21/02 no site Letras , que faz uma excelente análise do magnífico samba-enredo da escola que foi a terceira a desfilar na Avenida no domingo, dia 23. Análise do samba-enredo da Mangueira: A Verdade Vos Fará Livre Por Renata Arruda Assim começa o texto de apresentação do samba-enredo da Mangueira em 2020, escrito por Leandro Vieira, que dá aos jurados e ao público uma ideia do que esperar do desfile da agremiação: Nasceu pobre e sua pele nunca foi tão branca quanto sugere sua imagem mais popular. Sem posses e mais retinto do que lhe foi apresentado, andou ao lado daqueles que a sociedade virou as costas oferecendo-lhes sua face mais amo...

Neste carnaval, mais do que nunca eu sou Mangueira!

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Desde criança, eu já tinha duas agremiações pelas quais nutria certas afinidades. Uma era o Flamengo, time de futebol pelo qual meu pai torcia alucinadamente e que, desde os primeiros dias de vida, fez-me um seguidor do rubro-negro havendo me vestido com uma fralda com a estampa do escudo do clube. Já a outra simpatia que eu tinha era pela escola de samba Estação Primeira de Mangueira. Ou simplesmente,  Mangueira ... Entretanto, jamais fui um fã do Carnaval e nem cheguei a ter grandes paixões pelo futebol. Anualmente, sempre que rolavam os desfiles das escolas de samba do Rio de Janeiro, nos meses de fevereiro e março, torcia para que a Mangueira vencesse. Só que, até os tempos de adolescente, nunca me ligava no samba-enredo de nenhuma delas, sendo que me chamavam mais a atenção os carros alegóricos, algumas fantasias e, logicamente, as mulheres quase peladas cujos corpos e movimentos mexem com a libido de qualquer macho. É possível que as três vitórias ...

Sem senhores e sem capatazes: Um carnaval aquilombado pelas massas

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Por  Hertz Dias* O capitalismo tornou-se um fardo insuportável nas costas de nossa classe. Nos setores oprimidos das semicolônias o fardo pesa em dobro. Por isso, o desejo de jogá-lo ao chão é cada vez maior, algo que se refletiu com muita força no carnaval de 2018. A Escola de Samba “Paraíso do Tuiuti” expressou isso na Marquês de Sapucaí. 75 minutos para desfilar, 130 anos de abolição para questionar, 500 anos de exploração e humilhação para denunciar. Emocionante, revoltante, necessário. E não foi só essa escola de samba que transformou as passarelas em “tribunas populares”, foram várias escolas de sambas e blocos alternativos de todo Brasil que resolveram escancarar o verbo com enredos e marchinhas politizadas. Não se trata de um suposto retorno nostálgico à raiz do nosso carnaval, pelo contrário, o que existe é muita luta pela sobrevivência nas trincheiras da guerra social, necessidade de denunciar o genocídio negro como fez brilhantemente a Beija Flor, de mostrar que “...

Rir para não chorar

Inacreditável como somos capazes de humorizar a própria tragédia. Tanto na política quanto na economia, assim como nos esportes (na histórica derrota de 7 a 1 para a Alemanha) e em relação às principais notícias dos jornais, tudo vira piada nos labios desse povo. Pois bem. Por esses dias de festa coletiva, recebi pelo Whatsapp umas paródias envolvendo quatro tradicionais marchinhas de Carnaval que logo fui compartilhar em minhas redes sociais pelo telefone móvel celular. A primeira delas, baseada em  Cachaça não é água , escrita em 1953 por Mirabeau Pinheiro, Lúcio de Castro e Heber Lobato, zomba da empreiteira Odebrecht por sua distribuição de propinas a políticos do país, como se lê a seguir: "Se você pensa que dinheiro é água. Dinheiro não é água não. Dinheiro vem da Odebrecht. E água vem do ribeirão." Outra que me chamou a atenção por sua criatividade foi a versão inspirada em  A Jardineira , a qual foi composta no começo do século passado por Humberto Porto e B...