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A importância do ser humano conhecer melhor a si próprio

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  "Conhece-te a ti mesmo" (Ditado de Delfos) Estou hoje disposto a partilhar umas breves reflexões sobre o complicado ser humano sem, obviamente, pretender concluir um assunto infinitamente inesgotável que, pela sua extensão, não caberia em todas as bibliotecas do mundo. Somos seres dotados de desejos e sonhos. Temos necessidades das mais diversas que falam desde o nosso inconsciente e nem sempre as percebemos. Sem contar que agimos de maneira ambígua, muitas das vezes sem coerência alguma e com inúmeras contradições. Só que, infelizmente, acabamos sendo causadores de imensos conflitos e fazemos como aquela cobrinha dos  games  eletrônicos cuja cauda vai só aumentando a medida em que ela come até morder a si mesma. Penso que  a solução para alcançarmos um almejado estado de paz reside no esforço de se trazer à tona tudo o quanto existe de oculto dentro de nós , admitindo aquilo que de fato somos e buscando compreender o outro com o mesmo ...

A FILOSOFIA NO BANCO DOS RÉUS

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Por Dib Cury* Não tenho dúvidas de que a Vida que as pessoas vivem é o espelho de suas mentes. Os indivíduos só transitam pela Vida que são capazes de visualizar mentalmente e são atraídos pelos horizontes que valorizam em suas ideias. É uma questão daquilo que compreendemos e daquilo que nos tornamos capazes de ver. São as chamadas crenças pessoais que nos determinam. Historicamente, é sabido que, para controlar as pessoas, é preciso determinar suas crenças e limitar suas ideias, pois mentes amplas abrem perspectivas maiores do que determina a rotina comezinha, prosaica e interesseira dos mercados e governos. A Filosofia sempre teve a vocação primeira de expansão das mentalidades, de dissolução de crenças limitantes e de denúncia das tolices massificantes. Para controlar as pessoas, é preciso banir a Filosofia. Sempre foi assim. Filósofos como Sócrates e Giordano Bruno foram mortos por discordarem do pensamento vigente. A filósofa Hipácia foi esquartejada em praça pública co...

ANO NOVO, VIDA NOVA

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Por Frei Betto* Estamos à porta de 2018. E o que fizemos de nós mesmos em 2017? Há em nós abissal distância entre o que somos e queremos ser. Um apetite de Absoluto e a consciência aguda de nossa finitude. Olhamos para trás: a infância que resta na memória com sabor de paraíso perdido; a adolescência tecida em sonhos e utopias; os propósitos altruístas. Hoje, o salário apertado num país tão caro; os filhos, sem projeto, apegados à casa e ao consumismo; os apetrechos eletrônicos que perenizam a criança que ainda resta em nós. Em volta, a violência da paisagem urbana e nossa dificuldade de conectar efeitos e causas. Como se os infratores fossem cogumelos espontâneos, e não frutos do darwinismo econômico que segrega a maioria pobre e favorece a minoria abastada. O mesmo executivo que teme assalto e brada contra bandidos, abastece o crime consumindo drogas. Ano novo. Vida nova? Depende. Podemos continuar a nos empanturrar de carnes e doces, encharcados em bebidas alcoólicas, ...

"Eu te amo?"

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Por Márcio Alves   Quando dizemos “eu te amo”, há quem (ou, o que) realmente amamos? Dito de outra forma: quando declaramos nosso amor, a quem (ou, o que) nos dirigimos? Lendo Freud (fundador da psicanálise), Nietzsche (filósofo) e Pascal (filósofo cristão), - só “peso pesados” - cheguei alguns possíveis “palpites”, que talvez, desagradem alguns “românticos” de plantão – se estiver amando então, vixi, nem se fala: pode acabar ficando “chateado” comigo. Primeira possibilidade (baseado em Pascal): amamos nunca a pessoa "em si", sua "essência", por assim dizer – ou como diz alguns: (mentirosos?) o “eu” "interior" da pessoa – mas sim os seus "atributos": "gostosa" – ela me excita; "bonita" – ela me encanta; "carinhosa" e "atenciosa" – ela me cativa; "fiel" e "companheira" – ela ganhou minha confiança e admiração; e assim, podemos (se procurarmos) encontrar mais atributos. O ...