domingo, 8 de abril de 2012

Essa minha intolerância




O 'não-crer-em-nada' a cada dia se torna uma religião tão ou mais chata que as religiões todas juntas.

A explosão do cosmos em micropartículas geradoras de amebas que por sua vez gerarão seres bípedes me causa o mesmo momento de reflexão sobre os rumos da alegoria da criação em 7 dias.

O que está errado? Ou melhor, há alguma coisa certa, nesse amontoado de ideias que cada um, a seu jeito 'inventa', baseado ou nao em subjetividades, e que possui uma lógica; mas o que é mesmo a lógica?

Eu penso na fé... Que pode ser numa pedra, no cosmos vazio ou mesmo num deus que criou todas a coisas...Sem fé não se acorda, não passa o dia, nem mesmo pisca os olhos diante de sua incredulidade...

E o que é a fé?

É crer no invisível, no seu taco ou em coisa nenhuma?


Um homem caminha só, com sua solidão, e em milhões de anos ele questiona pra que serve todo dias acordar e caminhar assim ao lado dela, que mesmo tendo outros iguais aos redor, não a diminui, só atenua...Em direção ao nada caminha...mas pra que mesmo nasceu?


Vejo tudo como  um grande ressentimento; essa coisa de forçar-se a acreditar, mesmo no nada. Ver tantos tentando convencer qual sua verdade, qual o caminho menos tortuoso, qual sua pergunta que ainda não tem resposta.

Se 'nada' existe, pra que se pensar no nada?


Um homem sem perguntas é um homem morto.
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