sábado, 22 de junho de 2013

Autismo cristão






Por Esdras Gregório



Os cristãos do mundo todo podem pensar diferente, mais os verdadeiros tem um sentimento igual, mais do que isso: são como uma especie singular de pessoas que sentem vivem e anseiam de um modo igual em todo mundo e em todas as épocas. São diferentes dos cristãos nominais que são pessoas normais e materialistas, eles não são normais, são únicos, como pessoas portadores da síndrome de Down ou com autismo: pessoas que nascem de todas as raças e cores mais que são e tem uma genética ou peculiaridade psicológica idêntica, enfim uma especie diferente e doente na humanidade, mas seres de uma beleza simplicidade e sensibilidade únicas e maravilhosas.

São as pessoas mais carentes e apegadas a vida e sensação de vida e desejo de vida no seu sentido mais absoluto, mas incapazes de fazer essa reflexão sobre si mesmo: seus anseios e desejos, posto que como crianças estão apegados a mãe e ao leite materno num egoismo instintivo sem maldade e sem consciência do próprio desejo e apego a seu meio gerador de vida e pulsações de vida. 

Tão apegados a vida, a continuação da vida, a sensação de viver, e viver eternamente que não conseguem aceitar a morte, a ideia da morte, ou uma vida sem eternidade, que se propõem a  privar-se um pouco das sensações de vida e pulsões de vida na terra por uma sensação de vida, muito mais plena e mais prazerosa, numa outra vida. 

De forma que a eternidade é muito mais uma produção do seu anseio de vida por não aceitar e conceber a cessação da sensação de vida, do que uma reflexão e decisão moral livre do mais poderoso instinto humano que é a vontade de vida. Desejo tão forte, tão poderoso que anula as potencias humanas da razão e reflexão num auto-engano de se achar ou acreditar que se negam a si mesmo em algum tipo de sacrifício dos prazeres, que é na verdade apenas uma troca de prazeres: os terrenos por celestiais; temporais por eternos. Sendo que na verdade são os únicos seres incapazes de aceitar a morte, o fim e a cessação da sensação de vida, por que se apegam a seu modo de crer por mais irracional e insustentável que ele possa ser, num processo inconsciente de calar a voz da razão por apego ao conforto de seu modo de crença, num amor indireto a Deus por ser ele o meio de seu maior anseio que é o desejo de vida: da sensação e pulsões de vida e estar vivo. Deus é para o cristão como a mãe é para o bebe; e seus seios maternos são sua crença na qual se agarra irrefletidamente pelo mais puro e poderoso instinto de vida: de apego a vida.

sábado, 15 de junho de 2013

Vamos quebrar tudo

                                       


                                                                                                              
                                                                                                                       Elídia Rosa


Lá pelos anos 90, quando no Brasil ascendeu ao poder um homem fabricado nos bastidores da mídia e nos palanques populares, no recém democratizado cenário político após um longo período de breu, era ainda uma menina, entrando na adolescência. No dia em que os cara-pintadas saíram às ruas pra pedir a queda do presidente plastificado, meus colegas mais velhos que eu foram às ruas cheios de tinta ainda fresca no rosto, e eu, louca para estrear a camiseta com a foto do presidente em ‘trajes listrados’ que meu pai, então sindicalista deu-me (com a promessa que jamais usaria na rua) fui proibida de sair. Naquele dia lembro que ele chegou mais cedo em casa, as ruas fervilhavam e a iminência de um grande acontecimento pairava no ar. A partir daí todos sabem o que aconteceu. Inúmeras denúncias graves, o impeachmeant do presidente, e uma sucessão de acontecimentos trágicos e misteriosos, que até hoje constam indissolúveis.

O tempo passou, o então oponente do reluzente caçador de marajás assumiu o poder, este também retornou de forma fácil às dependências legislativas, e um cenário bem diferente daquela época passou a moldar-se a partir desses tempos.

...

Vivemos a contemporaneidade, o momento da história que os lados são indissociáveis, e os discursos não assumem uma forma coerente, e novos arranjos confundem a todos nós. Um outro poder e uma espécie de terceira potência se instala aos poucos não somente no país, mas ocupando o mundo. É um amplo terreno de discussão e que precisamos de apropriações para maiores considerações, mas podemos dizer que as tentativas de resgate do ‘comum’, presente em movimentos que surgem na tentativa de neutralizar os efeitos que nos roubam potência enquanto grupo social, vêm como forma de compor novos possíveis que se abrem e se inventam.  

As formas que antes pareciam garantir aos homens um contorno comum, e asseguravam alguma consistência ao laço social, perderam sua pregnância e entraram definitivamente em colapso, desde a esfera dita pública, até os modos de associação consagrados, comunitários, nacionais, ideológicos, partidários, sindicais. Perambulamos em meio a espectros do comum: a mídia, a encenação política, os consensos econômicos consagrados, mas igualmente as recaídas étnicas ou religiosas, a invocação civilizatória calcada no pânico, a militarização da existência para defender a “vida” supostamente “comum”, ou, mais precisamente, para defender uma forma de vida dita “comum”. No entanto, sabemos bem que essa “vida”ou “forma de vida” não é realmente “comum”, que quando compartilhamos esses consensos, essas guerras, esses pânicos, esses circos políticos, esses modos caducos de agremiação, ou mesmo esta linguagem que fala em nosso nome, somos vítimas ou cúmplices de um seqüestro.(Peter Pal PELBART)


Então, pois, quem são nossos novos revolucionários?

domingo, 9 de junho de 2013

A aceitação total ao invés do afeto condicional

Tem-se constatado que muitos dos transtornos emocionais das pessoas têm originem num "amor condicional" praticado no meio familiar. Se é que podemos chamar de amor uma atitude de aceitação que se baseie na constatação de resultados como podemos observar na concepção legalista da divindade muito bem expressa pelo autor sagrado quando escreveu sobre Caim:

"Se procederes bem, não é certo que serás aceito?" (Gênesis 4:7a; ARA)

Essa história bíblica sobre o primeiro homicida da humanidade tem muito a nos ensinar acerca da carência emocional que temos. O filho mais velho do casal expulso do Paraíso, tido como o arquétipo dos homens maus, representa o adulto imaturo refém do próprio sentimento de rejeição. Alguém que tentou agradar, não conseguiu baseando-se unicamente no seu auto-esforço e, enfim, se decepcionou com a Vida.

A psicóloga Elisa Goulart, em seu livro Viver sem drogas: um projeto reeducativo para o homem, 1ª edição, publicado por uma editora espírita, vem nos falar sobre a pobreza afetiva existente na sociedade que subjaz ao nosso nascimento e aborda aspectos importantes dessa tragédia fazendo menção das exigências de comportamento perfeccionista que os pais e tutores impõem à criança, perpetuando um longo ciclo geracional. Trata-se, segundo ela, de uma "ditadura do acerto" capaz de produzir vergonha e culpa, caso as expectativas paternas não sejam correspondidas:

"Nas famílias em que o amor está sujeito a todas essas condições, existe um vazio emocional que tenderá a ser preenchido com metáforas de afeto para que o indivíduo se reintegre como pessoa. Neste particular, evidenciamos o uso de objetos de compulsão. O amor condicional é a base do empobrecimento emocional familiar, impedindo que a família cumpra seu papel de espaço de crescimento (...) Nossa ansiedade, o medo da rejeição ou da opinião alheia, a baixa auto-estima, são os pontos que precisam ser administrados para alcançarmos êxito na tarefa de educar. Precisamos investir em nosso crescimento pessoal para desfazer as distorções sobre nossa realidade íntima, buscar o auto-perdão. O grande empreendimento é desacreditar das verdades sobre nós na infância (...) Para a libertação é necessário usar paciência e tolerância com ferramentas que auxiliarão a sentir e expressar amor. Em verdade, diante da indigência afetiva, o amor se perde na dor de muitas gerações. Como defesa, criamos estratégias de luta e sobrevivência, que distorcem o afeto e mais machucam do que curam" (págs. 51-53)

Sem nenhuma pretensão religiosa ou proselitista, eu creio que o Evangelho de Jesus Cristo é resposta para tudo isso  como bem tem decifrado o festejado Augusto Cury e inúmeros outros terapeutas cristãos das mais diversas tendências nem sempre tão divulgados.

Há 2000 anos atrás, o homem de Nazaré veio ensinar ao mundo a sua arte de amar. Num contexto histórico-social repleto de atrocidades, Jesus inaugurou um processo de transformação da humanidade para ser alcançado no decorrer de muitas gerações. Em suas andanças pelas aldeias poeirentas da Galileia, acolhendo pessoas e transmitido seu ensino na forma de parábolas, o Mestre estava estabelecendo os princípios basilares desse novo tempo que chamou de "Reino de Deus".

Aderir ao projeto amoroso de Jesus significa reconhecer a gratuidade da vida. É aceitar o perdão dado imerecidamente por Deus, aplicando-o também a todos os que nos ofenderam, inclusive aos nossos pais quando estes abusaram da fragilidade que tínhamos lá nos primeiros anos da infância. E, ao invés de descarregarmos essas frustrações sobre a geração seguinte, buscaríamos educar os sentimentos e condutas.

"aquele que diz permanecer nele, esse deve também andar assim como ele andou" (1 João 2:6)

Nesta caminhada deve-se ter cautela para não toparmos na mesma pedra da incompreensão legalista na qual tropeçou Caim, o qual jamais soube se abrir para as oportunidades que lhe foram oferecidas. A convocação de Jesus para mudarmos o mundo a partir de nós mesmos faz parte de uma pedagogia graciosa na qual o aperfeiçoamento ético é exercitado pela reconstrução diária de nossas vidas entre erros e acertos. Algo que, insisto dizer, tende a se refletir no trato estabelecido com o outro.

Atualmente, através da Psicologia e das demais ciências, o homem dispõe de ferramentas para levar adiante a revolucionária proposta apresentada por Jesus. Devemos tratar de nós mesmos, dos nossos familiares (principalmente por uma educação sem traumas dos filhos menores), revermos os valores das escolas, bem com o das demais instituições, e dessa forma, pregarmos o Evangelho a toda criatura. E, obviamente que, quando falo de evangelização, não me refiro às velhas práticas proselitistas ineficazes adotadas por aí em várias congregações cristãs, as quais estão baseadas numa hedionda coação psicológica e não no amor.

Acredito que, como bem nos ensina Jesus, somos aceitos por Deus com todas as nossas compulsões e falhas de caráter. Esse acolhimento que ocorre na pessoa do Mestre é amplo e irrestrito. Ele jamais nos abandonará! Nosso poder aquisitivo, grau de instrução, posição social e até mesmo a reputação moral não importam. Se cometermos erros, ele estará do nosso lado para estender suas mãos e nos levantar. Não seremos rejeitados.

"e o que vem a mim, de modo nenhum o lançarei fora" (João 6:37b)

É dentro dessa visão que precisamos levar adiante essa pedagogia do amor como bem expôs a psicóloga Elisa no seu livro:

"O pensamento pedagógico tem se encaminhado à pedagogia do amor. Existem mais educadores falando de afeto, de sensibilidade e autonomia (...) Através do amor, seremos estimulados a olhar para dentro de nós, sem medo... Através do amor, nos perceberemos pessoas especiais... Imersos no amor estaremos aptos a fazermos boas escolhas (...) A educação tem sido utilitária; estuda-se para ser médico, professor, advogado ou psicólogo. E o homem? Onde está a pedagogia voltada para o crescimento do ser humano, tornando-o apto para tomar posse do reino de consciência? (...) Precisamos nos esforçar para nos libertar da herança do autoritarismo e da punição como condição de educação, e, para tal, teremos de fazer uma grande revolução. A pedagogia do amor é revolucionária (...) Como sugestão de um projeto para o homem viver sem drogas, deixamos o exercício que estamos fazendo: conhecer o mecanismo da paixão e compulsão; aceitar as fraquezas e limites pessoais; reconhecer os talentos; autoperdoar-se; conhecer o porquê da vida... E dar continuidade" (GOULART, Elisa. Op cit. Págs. 228-230 e 237)

Que possamos mesmo dar continuidade ao que nosso Senhor Jesus Cristo começou quando deixou as águas batismais do Jordão e se pôs a anunciar com simplicidade a chegada do Reino. Pois, mesmo que eu não veja com estes olhos a tão aguardada transformação ética planetária, espero que, em algum lugar do futuro glorioso, uma geração olhe para trás e se lembre daquela pequena semente do tamanho de um grão de mostarda um dia plantada na aridez do coração humano.

segunda-feira, 3 de junho de 2013

Desespero e Desapego


por Matheus De Cesaro

"Tenho vos dito esta coisas, para que em mim tenhais paz. No mundo tereis aflições; mas tende bom ânimo, eu venci o mundo."

Evangelho São João 16:33

Muitas características, fatores e circunstâncias, tanto positivas, quanto negativas são percebidas quando analisamos o ser humano em seu contexto habitual. Mas entre elas, há algo que se destaca, uma característica comum a todos nós, em determinado momento da jornada, e que acaba por nos controlar, norteando nossos pensamentos e agindo como senhor de nossas vidas. Assim o "desespero" tem se tornado uma característica predominante no ser humano. Nos dicionários de língua portuguesa, este termo trás o sentido de um "estado de angústia e impaciência, pelo qual o indivíduo se encontra. Uma desesperança seguida de uma possível irritação". Partindo desta premissa, torna-se correta a afirmação de Henry Thoreau que diz:

"A maioria dos homens vive uma existência de tranquilo desespero"


Estamos acostumados a associar o "desespero" somente ao mundo material, ao aqui e agora, aos problemas sociais que diariamente convivemos, aos problemas que envolvem pobreza, saúde, segurança, a própria velhice, o fracasso profissional, o insucesso no matrimônio, enfim, são muitas circunstância que hora ou outra nos colocam em posição de desespero. Mas além destas questões cotidianas, há também as questões relacionadas com a psique humana, e que momentaneamente ou de forma irreversível turvam nossa razão. Hoje, se torna quase que impossível não considerarmos o "desespero", algo real em relação ao fatores que estamos submetidos. A sociedade atual, automaticamente embuti no ser humano a necessidade de ser notado e vencer, em quaisquer circunstâncias. Isto nos leva a vivermos diante de um espelho, onde o que visualizamos é exatamente a imagem daquilo que somos ou desejamos ser. Quando alguma coisa foge do nosso controle, nos tornamos estrelas de um longo e talvez eterno drama. Uma história que se incendeia quando estamos em constante discordância entre o que queremos parecer que somos, e o que de fato somos. Ter a exata visão daquilo que somos em meio ao mundo materialista que estamos inseridos pode se tornar algo assustador e desesperador.

Em 1849, Kierkegaar escreve "Desespero Humano", e propõe uma dialética de fato apaixonante e pertinente em relação ao comportamento humano em relação ao meio em que se encontra inserido. Ele propõe que,

"Desespero é a doença, e que morrer para o mundo é o remédio"

Partindo desta proposta, Kierkgaard introduz a ideia do "desapego" em relação ao que provoca e impulsiona o ser humano ao sofrimento e o desespero, sendo a "morte", a única forma de vencer a angústia do desespero. É fundamental aqui, ter a noção de que hora ou outra somos reféns do desespero, e que a não compreensão desta "morte" em relação aos fatores que nos desesperam, inevitavelmente nos levará ao óbito real. Ele faz uso da expressão "morte" associada ao desapego como uma espécie de ação libertária, para assim, termos condições de sermos nós mesmos, sem estarmos submissos aos fatores que nos levam a estarmos aprisionados a estes desesperos que norteiam o mundo. A única via de saída então, seria morrer para as imposições do mundo, que nos levam ao desespero. É certo, que o comum para o ser humano é acreditar que a morte é o ponto final, onde se finda a esperança, e logo, esta ideia de morrer se torna mais dura e ácida. Até mesmo, porque somos os melhores em propagar crendisse e ditos populares, como aquela velha frase que diz, "enquanto há vida, há esperança". Mas a proposta não esta associada ao mundo material, e sim ao plano espiritual. Por isso contrariando a cultura popular, Kierkgaar afirma,

"Para o cristão, a morte de modo algum é o fim de tudo, e nem sequer um simples episódio perdido na realidade única que é a vida eterna; e ela implica para nós infinitamente mais esperança do que a vida comporta, mesmo sendo transbordante de saúde e força"


Mas ainda assim, falar em morte, tendo inconscientemente o desejo de viver mais, é um tanto quanto estranho.

Pois bem, o que significa dentro desta proposta o termo morte?

Eu associo este morrer ao desapego, o desejo ardente de sermos realmente  quem somos. Uma tarefa árdua para ser executada em meio a infinidade de conceitos que nos prendem ao sono deste mundo. O sono dos dogmas, o sono do materialismo, o sono do pseudo-poder e do pseudo-status, e tantas outras circunstâncias que a sociedade nos leva a valorizar ao ponto de produzirem tanta fumaça que acabamos por nos ocultar em meio aos nossos papéis sociais, sejam familiares ou profissionais. Nossas ilusões de caráter, nosso comportamento exemplar, nossa bela e impecável atuação religiosa, e nossa loucura de pensar que tudo esta no controle. Além de nos ocultar, esse "desespero" em ser o que não somos, nos leva a viver uma vida disfarçada pelo exercício de nossa pouca força, nossas alucinações de poder e nossa equivocada noção de amor. Mas como disse Freud:

"Coloquemos em cena o homem cujas ideias fazem titubear o crente desavisado, o homem que, numa carta disse reconhecer fazer parte daqueles que vieram para atrapalhar o sono do mundo"

Quando olho para toda esta cultura religiosa que foi estabelecida durante as eras, apontando os mais diversos caminhos, todos munidos da suposta verdade, eu percebo essa forte necessidade de morrer, de atrapalhar este sono que esta sendo produzido, e por introspecção vou aos poucos me desapegando e buscando minha morte. Quem sabe, ao meu ver, Nietzsche, em seu profundo poço de angústia, tenha compreendido esta questão, e por meio de sua introspecção, a maior entre os seres humanos, segundo Freud, tenha sido um exemplo de desapego, talvez não da forma como entendo, e sim, um pouco exagerada e equivocada. Quando Jesus fala "eu venci o mundo", ele trás esta ideia de desapego de forma muito concreta, pois sua história, sendo observada como logos ou mito, é a história mais fantástica que já li, e ouvi, a respeito de um homem que tenha decidido se abster do que o mundo lhe oferecia, para viver em favor do mundo. Assim, ouso afirmar, que Nietzsche e Jesus são os maiores exemplos de desapego a serem observados.

O fato é, que é impressionante, como todos nós, mesmo estando munidos das mais diversas ferramentas desconhecemos nossas próprias verdades. Não basta nossas maquiagens, precisamos também maquiar os outros, como se o que acreditamos devesse ser também a verdade dos outros, e quando isso não acontece nos desesperamos. Enfim, na verdade, ou nos desapegamos de tudo isto, ou o desespero será constante. 


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