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Mostrando postagens de novembro, 2012

Lutar por blasfêmia.

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Dizer, como Mark Twain, que «o Antigo Testamento mostra Deus como sendo injusto, mesquinho, cruel e vingativo, punindo crianças inocentes pelos erros de seus pais e pessoas pelos pecados de governantes, vingando-se em ovelhas e bezerros inofensivos, como punição por ofensas insignificantes cometidas pelos proprietários», é a blasfêmia erudita. Prefiro a forma popular dos espanhóis a dirigirem-se à hóstia ou a nomearem a Virgem mas nada é tão estimulante como ouvir um calabrês, com a bela sonoridade da língua italiana, a classificar Deus. O crime de blasfêmia é uma sobrevivência medieval que ainda contamina os códigos penais de alguns países republicanos, laicos e democráticos. Para o espírito obtuso dos clérigos é uma blasfêmia duvidar do pobre Moisés que subiu a pé o Monte Sinai, para receber de Deus as tábuas com os Mandamentos, ou do arcanjo Gabriel que voou até à Palestina para dizer a uma pobre judia que estava grávida. Esta gente deve fumar erva suspeita ou tem azar na...

Meus “pecados” de ateu

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Por: Marcio Alves Sim! Confesso! Sou um ateu-pecador, não sou digno dos grandes nomes do ateísmo como Nietzsche, Max, Freud e Sartre. Justamente o contrário! Não mereço o rotulo de ateu, pois nem de longe represento com entusiasmo o ateísmo militante. Hoje, consciente e mais maduro de minha condição de “miserável” ateu, sei que não posso mais levantar a bandeira tremula do ateísmo, e, propagar com vigor arrogante, aos quatro cantos da terra, batendo orgulhosamente no peito, que sou um autentico e genuíno ateu. Meus pecados de ateu são mais altos que os prédios arreia-céus de São Paulo, mais profundos que o pular de paraquedas de um avião, e mais sujos que o rio tiete. No entanto, estou satisfeito por ser um ateu diferente, ou até mesmo considerado um ateu falsificado, ou incompleto, pois abomino a ideia de qualquer perfeição, e, não quero ser exemplo pra ninguém, nem mesmo para os ateus, não quero ter que carregar este fardo pesado de ter que parecer perfeito, por ser con...

No fundo somos todos responsáveis

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Conforme bem aprendi na faculdade de Direito, a responsabilidade civil tem três pressupostos indispensáveis para a sua configuração. Ou seja, para que uma pessoa seja condenada a indenizar alguém, é preciso que o juiz verifique a existência da conduta culposa do agente, o dano causado à vítima e a relação de causa e efeito entre a prática ilícita e o resultado. Entretanto, nem sempre a relação é estabelecida de uma maneira simples podendo surgir inúmeras hipóteses de causalidade múltipla no nosso cotidiano com diversas circunstâncias concorrendo entre si para o evento danoso. Assim, surge o desafio para os magistrados e demais operadores do direito quando se torna necessário identificar qual fato foi determinante para gerar o resultado. Afim de resolver esse problema, surgiram várias teorias no meio jurídico tentando estabelecer a causa dos eventos danosos. E, por uma questão prática, o Direito Civil brasileiro, tal como outros países de tradição...

A Moral, a Culpa, o Esquecimento e outras coisas...

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                                                                                                                                                Elídia             Estava lendo a Genealogia da Moral, confesso, por obrigações acadêmic...