Postagens

Mostrando postagens de fevereiro, 2014

ATÉ QUANDO MUROS E GRADES?

Imagem
por Matheus De Cesaro Para descontrair um pouco vamos curtir uma boa canção e meditar sobre a mensagem que ela nos trás. “A violência, seja ela qual for a maneira como ela se manifesta, é sempre uma derrota” Jean Paul Sartre Assim buscamos a paz, por meio de grades e muros, por meio de uma liberdade privada, assim fugimos da violência que nós mesmos produzimos e alimentamos por meio de nossos preconceitos e nossas convicções egoístas. Ou somos mais humanos, ou nos tornamos mais monstros, e assim, nos restara somente muros e grades, muros e grades... Somente muros e grades, e a mais completa escravidão, escuridão e vazio na alma! Nos tornamos tão pobres, mas tão pobres, que a única coisa que nos resta, é dinheiro. “Nas grandes cidades do pequeno dia-a-dia O medo nos leva a tudo, sobretudo a fantasia Então erguemos muros que nos dão a garantia De que morreremos cheios de uma vida tão vazia Erguemos Muros Nas grandes cidades de um país tão violento Os ...

Ainda não desisti da Igreja!

Imagem
Na postagem anterior, em que somente quatro membros desta confraria virtual participaram com seus comentários, a condução do debate entre eu e o Levi Bronzeado acabou se conduzindo para a construção de um novo modelo de Igreja , quando então o companheiro respondeu propondo que se passasse "a régua" e viesse um novo texto. Eu, no entanto, resolvi que seria mais apropriado dar continuidade à discussão tratando aqui sobre o tema Igreja e deixando de lado a ordem das postagens uma vez que a última reforma do blogue não pegou entre os nossos colaboradores. Amados, será que a reforma da Igreja é algo que acabou e deva ficar somente na história? E nós que somos hoje os seus exilados nesta era de fundamentalismo religioso e do marketing do televangelismo, por acaso não sentimos falta de um convívio comunitário fraterno, ansiando por caminhar unidos com nossos irmãos/irmãs, ajudando uns aos outros sem dogmas, sem causar o obscurecimento de ideias, sem discriminação de q...

Um “Pega” no Século II Sobre o Filho de José

Imagem
Por Levi B. Santos Os judeus (rabinos) do século II viam o proselitismo em torno da figura de Jesus como um fenômeno de natureza fanática. Naquele tempo os judeus em suas Sinagogas eram coagidos pela igreja primitiva a confessar a messianidade de Jesus . Por essa época, a história da concepção de um filho de Deus por uma virgem estava sempre motivando polêmicas ou “pegas” entre pagãos e cristãos. Não é que os judeus detestavam Jesus. Eles o tinham como um “profeta ou um impaciente anunciante do final dos tempos” . Eles achavam que “ a igreja tinha dotado Jesus de traços não judeus, para em seguida fazer de seu nome o instrumento de um anti-judaísmo não cristão” [ “Filho de José? – Jesus no Judaísmo” , de Pinchas Lapinde ]. No célebre “ Diálogo de Trifão ”, Justino , que se convertera ao cristianismo em Éfeso e foi martirizado no tempo de Marco Aurélio , mostra um ácido diálogo imaginário, possivelmente, entre um judeu (ou pagão?) e um cristão. O livro, “ Históri...