quarta-feira, 19 de fevereiro de 2014

Ainda não desisti da Igreja!




Na postagem anterior, em que somente quatro membros desta confraria virtual participaram com seus comentários, a condução do debate entre eu e o Levi Bronzeado acabou se conduzindo para a construção de um novo modelo de Igreja, quando então o companheiro respondeu propondo que se passasse "a régua" e viesse um novo texto. Eu, no entanto, resolvi que seria mais apropriado dar continuidade à discussão tratando aqui sobre o tema Igreja e deixando de lado a ordem das postagens uma vez que a última reforma do blogue não pegou entre os nossos colaboradores.

Amados, será que a reforma da Igreja é algo que acabou e deva ficar somente na história? E nós que somos hoje os seus exilados nesta era de fundamentalismo religioso e do marketing do televangelismo, por acaso não sentimos falta de um convívio comunitário fraterno, ansiando por caminhar unidos com nossos irmãos/irmãs, ajudando uns aos outros sem dogmas, sem causar o obscurecimento de ideias, sem discriminação de qualquer tipo, sem a exploração da fé alheia, sem demagogias e evitando as armadilhas do nefasto secularismo?!

Verdade é que sempre desejamos retornar aos primeiros tempos, o que também ocorre com os entusiastas da Igreja de Cristo como ainda é o meu caso. Mas tenho aprendido ser impossível "tomar banho duas vezes num mesmo rio", segundo bem havia dito o filósofo considerando que todas as coisas estão em permanente evolução. Logo, tanto a C.P.F.G. quanto a amada Igreja, a Noiva do Cordeiro que Cristo buscará "sem ruga e sem mácula", caminham neste sentido. Parece-me uma ilusão alguém achar que vai conseguir recriar o ambiente de comunismo voluntário e de aventuras milagrosas experimentado pela Igreja Primitiva, tal como foi nos tempos apostólicos descritos pelo autor do livro de Atos.

Durante o debate com o Levi, eu havia esboçado algo sobre o novo modelo de Igreja que sonho, algo capaz de promover uma revolução espiritual. Por isso, cito novamente alguns valores e propostas que, a meu ver, devem ser buscados com esse propósito evolucionista para serem colocados em prática pelos reformadores do século XXI:

- Educação espiritual das crianças com leitura bíblica e uma espécie de doutrina religiosa introdutória;

- a discussão permanente das condutas éticas que seriam codificadas em livros para a observância das pessoas;

- a atuação na área social prestando socorros emergenciais, elaborando e executando projetos, acompanhando e participando das decisões políticas relevantes a nível local, regional, nacional e mundial;

- o diálogo e a cooperação com outros grupos religiosos;

- a execução de trabalhos voltados para a assistência psicológica dos membros e não membros.

Meus irmãos e irmãs (espero ler desta vez alguma letra feminina), essas são apenas algumas sugestões e acredito que, com a contribuição de mais internautas, avançaremos ainda mais nos debates. Minha ideia nesta postagem não é a de escrever um enorme tratado pois, em tal caso, eu editaria um livro ou um moderno e-book. E como se trata de algo ainda em construção na minha mente, quero mais é debater e colher opiniões de maneira que me coloco aberto para ouvir o que outros têm a me dizer, quer estejam desiludidos com a Igreja ou não.

A paz do Senhor!


OBS: A ilustração acima refere-se à célebre pintura do artista italiano Pietro Perugino (1448-1523) encontrada na Capela Sistina, Vaticano, onde se retrata Cristo entregando as chaves da Igreja a Pedro. Foi extraída de http://pt.wikipedia.org/wiki/Ficheiro:Gesupietrochiave.jpg
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