terça-feira, 15 de novembro de 2016

Foco de luz em quem arrasou o Rio




Por Lurdinha Henriques

A cada um sua tarefa: a uns, mais sacrifício; aos criminosos, as punições.

Há algumas providências prioritárias para defensores do pacote das "maldades", em vez do chamado terrorismo da falência, aliás previsível há, pelo menos, 2 anos. Aí incluídos setores da mídia, do empresariado, economistas etc. Por exemplo: poderiam fazer a defesa intransigente da transparência de todas as ações públicas que se relacionem a benefícios, isenções fiscais, gastos em viagens, compras supérfluas, licitações públicas combinadas, dispensa de licitação, projetos de grandes obras... Em todos os Poderes, é claro. Listão enorme. Transparência, aliás, já obrigatória e não cumprida. Este é o primeiro passo para recuperação de credibilidade, hoje ausente. Sem isso, torna-se quase impossível acreditar em informações e justificativas.

Seria importante, também, a partir dos dados reais obrigatórios, solicitar que cada Poder, de forma transparente, fizesse seus projetos de cortes, notadamente, naqueles benefícios que se caracterizam como privilégios de minorias.

Mas há outra ação fundamental: pendurar o guizo no gato. Para quem conhece o ditado, deixar bem claro quem foram os responsáveis pelo volume de irregularidades e privilégios que levaram o Rio de Janeiro à falência. Além disso, exigir a punição adequada a crime tão grave e impor os ressarcimentos necessários e compatíveis aos cofres públicos. Uma sugestão: tirar Sérgio Cabral da zona de conforto da escuridão e levar luz do sol às suas ações. Seria um grande passo.

Como podem ver são coisas simples de fazer e com grande alcance social. Se é necessário caminhar na direção de soluções, é, sem duvida, fundamental, andar para trás e ver que são os responsáveis e dar eles a punição correspondente a seus atos. Assim, sacrifícios, quem sabe, fazem sentido.


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