segunda-feira, 29 de agosto de 2011

Sou Homofóbica? - Não Posso! - Confissões de Mical sobre Davi e Jônatas



Eu não posso. Eu não consigo, eu não devo, eu não quero, mas eu te AMO...

Eu não posso persistir em relacionar-me com Ele. Senão onde vai parar isso... Eu simplesmente não posso. Eu preciso seguir em frente. Mas, não consigo parar de amá-lo... Só que eu não posso. Eu preciso parar, porque não aceito o seu lado feminino. E o pior, estou me sentido horrível, porque eu não consigo esquecer-lo, nem por um minuto.

Eu não posso, porque o que aconteceu, literalmente, fez mal ao meu estômago. Não acreditei, quando o avistei aos beijos com o meu irmão. Então, eu não posso... Ele era a última pessoa que eu pensaria que fosse capaz... Eu nem quero pensar nisso, mas e inevitável...

Eu não posso, os sentimentos que surgi das minhas entranhas são homofóbicas e nostálgicas, pois ao mesmo tempo em que sinto ódio eu o amo. Isso é conflitante, eu sei. Por isso que não posso persistir em querer conquistá-lo. Neste instante eu queria matá-lo, exterminá-lo, espancá-lo, adverti-lo ou corrigi-lo.

Eu não posso, porque eu o vejo todos os dias e isso dói. Eu o vejo com o meu irmão e penso como será a convivência intima entre ambos. E só em pensar, eu sofro, e sei que o sofrimento ficará maior quando eu souber que foi ele que escolheu o meu irmão. E bem verdade que eu nem sei se ele realmente o escolheu ou se são homo-afetivos. Eu não sei mesmo, porque ele é tão confuso e frustrante enquanto meu irmão faz tudo tão espontâneo e revelador, só que existe este segredo entre eles que eu abomino.

Eu não posso, e tenho certeza que ele me entenderá. A minha visão moralista é diferente da dele. Para mim, se um homem que ama outro homem tem o direito moral de enamorar-se, logo entendo que um homem que ame uma mulher (Normal), ou que ame várias mulheres (Polígamo) ou que ame um animal domestico (Bestialidade) tem o mesmo direito de enamorar-se. O que eu quero dizer é que as questões morais são as mesmas, embora eu exponha o caso de forma extremista. Mas não sei como fazer para esquecê-lo...

Eu não posso, por isso não me leve a mal, muitos querem ser moralista neste país que de moralidade pouco se tem. Na escola, no meio de uma prova oral de anatomia... Eu poderia sentir-me ofendida e recusar de responder o professor quando me perguntou qual a parte do corpo humano que dilata até sete vezes o seu tamanho. Será que é imoral responder ou imoral é a questão em si... Não sei, as vezes, minhas atitudes se parecem homofóbicas, mesmo assim, não consigo ver você distante de mim, será que é imoral o meu amor por você...

Eu não posso, mesmo assim, eu passo os meus dias fantasiando cenas que um dia você irá me surpreender, aparecendo na minha porta, me dizendo que cometeu um erro. E não sei o porquê, de ainda desejar beijá-lo e querer sentir a sua respiração entre meus lábios.

Eu não posso, mesmo assim, penso que talvez ele ainda tenha sentimentos por mim. Vai que eu tenha uma chance ou que ele sofra uma metamorfose. Enquanto eu sei que tenho possibilidades, torna quase impossível deixar de pensar nele.

Eu não posso, mesmo assim, penso em estar nos seus braços a cada segundo, penso nos pêlos da barba dele se resvalando em meu rosto suavemente, penso em sentir o seu calor entre meus seios, penso na perfeição dos nossos dedos entrelaçados, semelhante ao que senti semana passada, ao pegar em minha mão, a sensação era quente, macia e amável.

Eu não posso, mesmo assim, penso que seriamos perfeito juntos. Eu sei que sim. E é muito difícil de lidar com isso.

Eu não posso, mesmo assim, tudo me faz pensar nele. Os cabelos, as tatuagens, os anéis no nariz, as túnicas, os livros. E cada vez que o vejo com meu irmão me sinto completamente arrasada.

Eu não posso, mesmo assim, eu começo a chorar no meio do nada quando ouço uma música tocada pelas harpas e que me faz pensar nele. E são várias músicas que me faz lembrar dele.

Eu não posso, mesmo assim, eu tentei esquecê-lo, mas não funciona. Eu quero parar com isso, mas pressinto que isso não vai acontecer.

Eu não posso, mesmo assim, eu não o vejo com outros homens. Eu evito o ver como homossexual porque não tenho provas concretas. Eu os vi se beijando e nada mais. Pode ser beijo de amigo. Não sei... Agora é como se eles não existissem mais para mim.

Eu não posso, mesmo assim, imaginei fazendo loucuras com ele, imaginei o nosso futuro, incrível, bonito e é tudo que eu mais quero. Eu pensei que isso realmente iria acontecer e agora a dor está me comendo por dentro.

Eu não posso, mesmo assim, eu quero mais dele do que eu sempre quis. Nada é comparado com este desejo em minha vida.

Eu não posso pensar nele, mesmo assim, eu não posso respirar. Eu não consigo controlar-me. Eu não posso ficar sem ele. Eu não posso ficar o resto de minha vida se perguntando como seria relacionar-me, enamorar-me, unir-me, noivar-me e casar-me com ele... Vivermos juntos eternamente.

Eu simplesmente não posso.

Mical (Filha de Saul e Irmão de Jonatas)
[Uma História de Ficção]


- Enrredo acontece antes de Mical casar com Davi e depois da aliança entre Davi e Jônatas.

Referências: 
I Samuel 18:1-4 E aconteceu que, assim que Davi acabou de falar ao rei Saul, a alma de Jônatas (filho de Saul) se ligou à alma de Davi, e Jônatas começou a amá-lo como à sua própria alma.
... Jônatas e Davi fizeram um pacto, pois aquele o amava como à sua própria alma. Além disso, Jônatas despiu-se da túnica sem mangas que usava e a deu a Davi, e também suas vestes, e até mesmo sua espada, e seu arco, e seu cinto.
I Samuel 19:1-7 / I Samuel 20:1-43 Quando Davi estava sendo perseguido - v.41-42: Davi saiu então detrás da colina, lançou-se com o rosto por terra e curvou-se três vezes; e começaram a beijar-se um ao outro e a chorar um pelo outro . E Jônatas disse a Davi: 'Vai em paz. Quanto ao juramento que nós dois fizemos no nome do Senhor, que o Senhor seja testemunha entre mim e ti, e entre a minha descendência e a tua.'
I Samuel 23:16-18 / II Samuel 1:26 Do lamento de Davi na morte de Jônatas: 'Tenho o coração apertado por tua causa, meu irmão Jônatas. Tu me eras imensamente querido. Teu amor me era mais precioso que o amor das mulheres.' II Samuel 9:1-13

quarta-feira, 24 de agosto de 2011

a evangelica, o ocultista e o ateu

antes de continuar, leiam o seguinte artigo: contingencias, coincidencias e supertições

existe um ocultista famoso na internet, que um dia contou algo que ocorreu com ele, que o fez mergulhar a fundo no seu mundo. sua história não difere muito de qualquer história de "acontecimentos" "sobrenaturais" de tantas outras pessoas, de tantas outras religiões, que as usam como fator de aceite, para sua crença.

era algo assim:

após participar de um ritual onde vários espíritos se manifestaram, no qual ele fez um comentário sobre estar protegido o suficiente, pois determinada entidade não o viu, quando voltava para casa, seu carro parou no meio da estrada, e um outro carro parou para ajudá-lo. ficou então surpreso pois as iniciais da placa do carro do estranho eram as iniciais da entidade que ele zombou. no mesmo instante, um colega que participou do mesmo ritual, ligou para ele dizendo que a vidente havia chamado-o de volta. já de volta, ela deu o recado "a entidade manda dizer que te vê sim".

relatos parecidos podem ser extraídos de praticamente todas as religiões. provavelmente qualquer pessoa tem uma história "misteriosa" como esta para contar.

mas então por que estas "evidências" não comprovam a existência de seres mágicos, sobrenaturais, deus, espíritos, poderes telepáticos, bules voadores, unicórnios, jesus, politicos honestos e outros seres míticos...?

para quem não conhece, estes testemunhos são conhecidos como evidências anedóticas e valem tanto quanto um peido. exatamente por que é possível encontrá-las para qualquer visão de mundo que se queira.

a evangélica que orou para Jesus fazer o ônibus chegar mais cedo tem a prova que precisa para sua crença, assim como o espírita que falou com sua tia morta tem para a sua, e um índio invocando os deuses da floresta também.

enfim, ou todas as visões de mundo estão corretas, e neste caso a realidade se molda para cada mente, sendo como uma soma das projeções de todas as mentes, o que parece mais um delírio, ou então não devemos aceitar tão facilmente qualquer relato, e aceitar somos facilmente sugestionáveis...

ok, falei do ocultista, da evangélica mas, e o ateu, o que tem a ver com isto tudo?

ora, quando eu li o artigo, e ter ouvido, logo após, ao ir para o ponto de ônibus a evangélica contar no telefone exatamente o caso que eu tinha lido, me senti tentado a selecionar aquela experiência para comprovar minha tese de mundo. por mais que isto não fizesse sentido (pois minha tese é que não existe sobrenatural, então um evento sobrenatural não poderia comprová-la), por um segundo esbocei um sorriso por causa da contradição. quis usar a experiência, mas percebi a armadilha, me virei e saí correndo dali (ok, brincadeira, permaneci parado).

mas... e a experiência do ocultista, ela parece convicente, certo?

basta colocar em perspectiva. existem milhões de pessoas realizando rituais mágicos neste momento. se apenas um destes passar por algo "misterioso" logo após participar disto, ele espalhará e propagará isto pelo resto da vida. a partir daquele momento, muito provavelmente qualquer evento menor, qualquer mínima coicidência será utilizada como prova cabal de que sua visão de mundo está correta. não importa se todos os dias ele recebe um milhão de informações diferentes (internet, tv, musicas, livros, relacionamentos), o que importa é aquela única informação que parece confirmar o que ele quer.

"mas aconteceu comigo! comigo, logo eu! se fosse com outra pessoa, até vai, mas comigo? ora.. sou muito especial, isso só pode querer dizer alguma coisa!"

NÃO, você não é especial. você é um entre 6.7 bilhões de seres humanos, que é uma entre 8.7 milhões de espécies atuais, que não chegam a 20% de todas as espécies que já viveram. e entre estes 6.7 bilhões de seres humanos, existem inúmeras religiões (Worldwide_Religion), e dentre estas pessoas, a maioria sonha, troca informações, passa por todo tipo de situações. uma boa parte sonhará com um evento que ocorrerá, não por que têm algum poder especial, mas por pura sorte (não é possível que, dentre bilhões de pessoas, ninguém sonhe com um terremoto, um tsunami etc). até um ateu pode estar neste grupo, mesmo "sem querer". e como milhões de pessoas, ou até bilhões, consultam oráculos frequentemente, uma boa parte delas terá previsões confirmadas ao longo de sua vida. e não só isto: somos todos parecidos, temos sonhos parecidos, nos organizamos de forma parecida, temos personalidades parecidas. não é de se estranhar que muitos consigam prever nossos movimentos, dizer quais nossas angústias, revelar nossos sonhos. pois é, somos assim, tão óbvios.

e existe mais um fator equalizador: ao entrar em um grupo, seja por vontade própria, seja à força (como no cristianismo, no islamismo etc), é comum que modemos nossos pensamentos, nosso agir, o jeito de falar, os sonhos, os erros, as esperanças aos daquele grupo. nada mais fácil do que entrar numa igreja evangélica e advinhar os problemas da maioria das pessoas ali, pois todas se tornam esteriótipos faceis.

por fim, me parece óbvio que, em um mundo onde a internet domina, e troca-se mais informação do que nunca, onde tudo se conecta, coincidências são inevitáveis.

ah! tem uma pegadinha no texto. releia com atenção.

quinta-feira, 18 de agosto de 2011

O sexo como problema central da sociedade



"Sexo!
Sexo!
Como é que eu fico sem Sexo?
Eu quero Sexo! Me dá Sexo!"
(Ultraje a Rigor)

Milhares de anos se passaram e o ser humano ainda não conseguiu resolver-se quanto às questões sexuais.

Entra ânus e sai ânus e o debate em torno das genitálias permanece no ar.

O mundo é movido pelo sexo.

Bordéis e igrejas não existiriam se sexo fosse considerado simplesmente sexo.

A filosofia judaico-cristã demonizou o sexo, tornando-o sujo, nojento, hediondo.

Menininho, tenha medo do seu pintinho, se ele cuspir, saia correndo!!!
 
Garotinha, cuidado, quando for limpar a periquita não fique muito tempo, ela pode te enfeitiçar!!!

A negação do sexo é apresentada como uma vantagem, uma santidade, quem a pratica está mais perto da perfeição.

Jovens são incentivados a não praticarem, a não selecionarem o parceiro através da satisfação sexual. Você deve encontrar o parceiro, casar e transar com ele enquanto viver. E se o sexo não for bom com tal pessoa? Se vira.

Mas Deus fez tudo perfeito, sexo anal não é correto? Os animais são perfeitos? Obras de Deus? Animais fazem sexo anal, alguém nunca viu um cachorro trepando em um macho? Quem nunca passou em frente a um pasto e não viu algum boi em cima de outro? Diabos, são dois machos? Sim, são. Deu a louca nos bichos?

Mas quem disse que a igreja católica/evangélica consegue na prática o que tenta nas suas teorias?

Muitos sacerdotes católicos que deveriam ser castos, fazem sexo. Mas não com mulheres, não em bordéis, não. Fazem sexo com crianças que não tem como se defender.

Adolescente cristão não pode fazer sexo, a religião diz que só depois do casamento, o pastor disse que está na Bíblia.

E? Ele espera? Não!

Quem é evangélico ou já foi sabe que de cada 10 jovens, pelo menos 8 fazem sexo antes do casamento (os números são um chute).

Aí as questões são ampliadas.

Sexo grupal.

Sexo oral.

Sexo animal.

Sexo solitário.

Sexo virtual.

Jogos do sexo.

Nada, nada pode, sexo não pode.

"Não, não, não pode!", diz o religioso.

Mas  dia após dia, jovens transam escondidos, e sem preservativos, porque não recebem dos seus pais tais dispositivos para prevenção. Meninas novas engravidam porque aquilo que não era para ser feito, finalmente foi.

As pessoas seriam muito melhores e menos esquizofrênicas se concluíssem que sexo é só isso, sexo.

Tomar sorvete é tomar sorvete.

Dormir é dormir.

Não, não pode dormir de cabeça para baixo, só os morcegos podem!

E daí? Se eu quiser dormir de cabeça para baixo?

"A influência da rede católica de ensino sobre o que se poderia chamar de 'cultura sexual' da escola, ainda não foi desvelada, restando-nos principalmente descrições provenientes de memórias literárias e cinematográficas que recriam o clima da opressão sexual; o pânico da masturbação; a ênfase no pudor; o tom apocalíptico das prédicas.
O ensino católico no país, sob a guarda de ordens estrangeiras, mantinha até a realização do Concílio Vaticano II a segregação sexual nas escolas. Transportando para o país práticas de resguardo ao pudor de seus países de origem, criaram uma galeria de uniformes escolares que, através do feitio e dos tecidos empregados - inadequados para o Sul do Equador - cobriam a camuflavam o corpo do(as) estudantes."
(Educação Sexual na Escola - Fúlvia Rosemberg).

O sexo circunda principalmente a mente daqueles que acham que conseguem viver sem ele, ou seja, a mente dos que oprimem os outros.
No fundo, no fundo, e na maioria das vezes, o opressor pratica sexo considerado ilícito enquanto diz para outros não praticarem.

Porque quando se critica muito um assunto, das duas uma:
 - Ou morre de vontade de fazer o que condena e não suporta saber que outros fazem.
 - Ou faz às escondidas e continua condenado.

Em ambos os casos, a perturbação mental é fato.

Quando aceitarem que sexo é sexo independente de como se faz, assim estarão livres de todo preconceito e obstinação quanto à coisa.

Só escrevi este texto em homenagem ao ânus da Sandy à declaração da Sandy sobre sexo anal, que fora assunto do outro post.

Feliz ânus novos para todos vocês.

Evaldo Wolkers.


terça-feira, 9 de agosto de 2011

De Freud a Sandy – O que há de errado?


Lídia Rosa

 Foi no segundo dos "Três ensaios de sexualidade" das Obras Completas, que Freud postulou o processo de desenvolvimento psicossexual, quando o indivíduo encontra o prazer no próprio corpo, pois nos primeiros tempos de vida, a função sexual está intimamente ligada à sobrevivência. O corpo é erotizado, isto é, as excitações sexuais estão localizadas em partes do corpo (zonas erógenas) e há um desenvolvimento progressivo também ligado as modificações das formas de gratificação e de relação com o objeto, que levou Freud a chegar nas fases do desenvolvimento sexual, que sabemos tal qual um be-a-bá: 

Fase oral (0 a 2 anos) - a zona de erotização é a boca e o prazer ainda está ligado à ingestão de alimentos e à excitação da mucosa dos lábios e da cavidade bucal. Objetivo sexual consiste na incorporação do objeto.

Fase anal (entre 2 a 4 anos aproximadamente) - a zona de erotização é o ânus e o modo de relação do objeto é de "ativo" e "passivo", intimamente ligado ao controle dos esfíncteres (anal e uretral). Este controle é uma nova fonte de prazer. Acontece entre 2 e 5 anos o complexo de Édipo, e é em torno dele que ocorre a estruturação da personalidade do indivíduo. No complexo de Édipo, a mãe é o objeto de desejo do menino e o pai (ou a figura masculina que represente o pai) é o rival que impede seu acesso ao objeto desejado. Este processo também ocorre com as meninas, sendo invertidas as figuras de desejo e de identificação. Freud fala em ‘Édipo feminino’, ou Complexo de Electra.

Fase fálica - a zona de erotização é o órgão sexual. Apresenta um objeto sexual e alguma convergência dos impulsos sexuais sobre esse objeto. 

A teorização é longa e o espaço é curto. A explanação freudiana seria talvez uma das formas de representação que poderiam nortear reflexões diante dos fatos ora apresentados:

Essa semana, uma polêmica ascendeu, primeiro nas redes sociais, depois espalhou-se como pólvora ‘mundo afora’. A cantora Sandy, conhecida pelo comportamento recatado, e as maria-chiquinhas da infância, fez uma declaração polêmica, em entrevista à Revista Playboy.

“É possível ter prazer anal”

A princípio não dei muita importância, acreditando tratar-se de uma jogada de marketing, para promover a edição, ou mesmo aquecer as vendas de DVDs da moça. Mas de repente, o Brasil inteiro viu-se espantado com as questões que surgiam por trás do assunto. Sandy recuou diante da declaração anterior, a família constrangeu-se e até o marido fez-se de desentendido (?).

Instaurou-se um debate nacional, sobre novas-velhas questões profundas sobre os mitos da sexualidade, o quanto ela está enraizada de forma arrevesada em nossa cultura (quantos palavrões você conhece que não tenham cunho sexual?) e os limites da liberdade feminina de se pronunciar sobre questões que a priori, lhe interessam diretamente.

Muitas questões a discutir.


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