domingo, 18 de janeiro de 2015

Sem pena de morte: Sem redençao

Acreditar que Jesus não defenderia ou se oporia a pena de morte como forma de condenação de um governo é de uma ignorância decidida. Dar a outra face ou perdoar ilimitado tem a ver com questões pessoais de homem pra homem, coisa que os que defendem o tal perdão cristão não fazem, pois se baseiam numa ética de lava mãos, numa ética genérica falsa e hipócrita de perdão geral quando nunca dão perdão pessoal, perdão visceral frente ao próximo que lhe atravessa o caminho.

Mais ainda: a vontade de querer ser cristão bondoso e humano, e de pregar um tal perdão, cegam mais ainda, por que nunca fez parte do perfil de jesus se intrometer em questões de politica e sentenças jurídicas de um povo. Nunca uma palavrinha só em relação a forma de penalidade de um regime, ele mesmo foi condenado a uma pena de morte, e não disse nada a respeito, antes respeitou a forma de penalidade, na qual justamente foi preso por questões de ordem publica. E o mais incrível, e ridículo por parte dos cristãos que acham que ele não defenderia uma pena de morte é que sem a existência de uma pena de morte ele não morria, e não os redimiria de suas burrices eternas. 

O que o cristão defende hoje é uma ética que Max Weber classificava como a ética do lava as mãos, uma ética que tira o corpo fora das consequências sociais, uma ética que não se importa com questões de saúde publica e quer defender o que nem sabem, nem entendem, que querem parecer defensor de uma moralidade elevada, de uma bondade humanitária regeneradora, mais que não cabe em um mundo onde a única ética possível é uma ética de responsabilidade, que mede por cálculo estatístico frio que seria melhor um bandido morto por uma pena de higienização da sociedade, do que três a mais inocentes assassinados por ele durante sua trajetória de crimes.

Dietrich Bonhoeffer um cristão a-religioso com sua vida e escritos já tinha se posicionado contra essa ética falsa crista do lava as mãos. Dizia se um louco viesse no caminho de tal forma que sua trajetória insana ceifaria vidas inocentes, e o único meio de lhe impedir fosse tirando sua vida, o cristão tinha o dever de o fazer. Ele participou do atentado conspiratório contra Hitler, pena não ter dado certo, milhares de vidas seriam salvas enquanto o ditador e seus generais mortos.



Esdras Gregorio
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