quinta-feira, 29 de abril de 2010

“Eu também não atirei a pedra”

Uma mulher é trazida pelos cabelos
Arrastada pelas ruas de terra
Os homens ignoravam seus apelos
É assim que tratavam a quem erra
A jogaram aos pés dele...de joelhos
Só então ela se viu livre das feras

Uma dúvida surgiu na mente dele
Onde estava o homem também flagrado?
Que julgamento estranho era aquele?
Que num delito a dois...só há um culpado
Ele desconfia que aquilo fosse um joguete
Que tudo aquilo estava sendo forjado

Tramaram contra o Galileu
A mulher era apenas um instrumento
Mas aquilo que sucedeu
A todos espantou no momento
E apenas com um ato seu
Acabou com o fingimento

Escreveu algo na areia
Mas só estava ganhando tempo
Precisava escapar da teia
E evitar um apedrejamento
Levantou-se com uma cara feia
E desferiu o seu argumento

“Aquele que não tem “pecado”
Que atire a primeira pedra
Mas cuidado que este ao seu lado
Tem segredos que não revela
Por fora ele está caiado
Mas por dentro é uma favela”

Todos foram saindo
Revoltos e decepcionados
Não puderam pegar o rabino
No plano arquitetado
A mulher lhe agradeceu a ajuda
E ele lhe deu um recado

Onde estão os que te condenam?
E aquele que a comprometeu?
Se eles não atiram as pedras...
Também não as atiro eu
Porque os “pecados” deles
Também podem ser os meus.

Ainda que este texto possa agredir alguns corações, eu não hesitei um momento sequer em escrevê-lo, até porque eu jamais escreveria algo que não ousasse assinar.

Por: Edson Moura

domingo, 25 de abril de 2010

Os apocalipses da Terra




por Gresder Sil


A acumulação nestes últimos dias de acontecimentos catastróficos da natureza é o cumprimento das profecias? Ou é as profecias que são uma interpretação religiosa de uma fase de transformação geológica do planeta Terra? A Grande Tribulação faz parte de uma etapa escatológica de uma dispensarão espiritual? Ou ela é na verdade as compressões e contrações intestinais de um planeta que após passar por imperceptíveis mudanças geográficas e atmosféricas ira entrar numa nova Era geológica de seu sistema.

Que é isto que esta acontecendo conosco? Tratasse da mais clara revelação das escrituras, ou de mais uma das sucessivas tentativas humanas de dar sentido espiritual e moral aos acontecimentos espetaculares da natureza, como sempre fizeram os extintos povos supersticiosos do passado, que diziam ser isto o castigo dos deuses? O que é mais obvio? As profecias se cumprindo na nossa cara, ou um planeta vivo eternamente em movimento que nunca deixou de manifestar por fora, a drástica e constante modificação das peças do seu incrível e insaciável quebra cabeça interno?

Tudo isso e tudo o que envolve o sistema de nossa constelação já estava maquinalmente programado por Deus para um desfecho cósmico profético terrível? Ou sábios do tempo e magos astrônomos do passado que observavam céus e terra, e que souberam por tradição oral e pelos antigos mitos apocalípticos das nações da constante inquietação e evolução do planeta, fizeram inconscientemente pela sua prodigiosa intuição especial, um alerta e uma descrição desastrosa e alegórica para a posteridade da humanidade?

Em fase disso, não deveríamos reinterpretar a explicação fundamentalista vigente das profecias cristãs dos últimos tempos? Mas será que conseguiríamos negar que de certa forma já estamos vivendo de fato nesta tal grande tribulação? Como também fazendo parte de um dos apocalipses da Terra, assim como os dinossauros enfrentaram em sua Era, um apocalipse que devastou o planeta e quase todos os seres habitantes daquele tempo remoto. Não só isso, como também sabemos que de tempo em tempo a sua estrutura se reconstrói, pois não é de hoje que as camadas da crosta da terra se movimentam, mas há muito tempo o planeta já teve uma formação que absolutamente não é esta que conhecemos.

Ou acaso esses ossos gigantescos de outra Era escondidos na terra e desenhos geográficos de continentes que perfeitamente se encaixam seriam excepcionalmente um engodo diabólico com sanção divina para segar os olhos dos não religiosos para o cumprimento das profecias? As “evidencias” são equivalentes para ambos os lados. Cada uma acredite no que quiser, pois a fé é a vontade do coração e não as especulações da razão. De qualquer forma, uma coisa é certa, o planeta esta vivo!

E apesar de a Terra não possuir um espírito mágico imaterial, somos todos filhos desta grande Mãe, que depois de ter passado por mais uma de suas dores de parto, dará a luz a mais um milênio. Que não consiste necessariamente em mil anos, mas numa nova Era “glacial” de descanso do maquinário interno que se apazigua após uma grande crise de ajeitamento e acomodação das espinhas dorsais de suas entranhas.

E então passado os “sete” ou “setecentos” anos desta grande tribulação, a terra voltara ao seu equilíbrio geológico e atmosférico onde a natureza vivera em paz com os homens assim como figuradamente o cordeiro pastara tranquilamente com o leão. Estas constantes transformações os homens secos, frios e céticos de hoje prevêem através dos estudos e tecnologias, e chamam isso de ciência. Mas antigamente homens inebriados da mística espiritual deste mundo, viram isso também pela sua grande sapciencia, e por acreditarem que um Espírito os inspirava em seus momentos de extraordinária Intuição, chamaram isso de Profecias.

quarta-feira, 21 de abril de 2010

Contestação das propaladas evidências da existência de Deus

Prezados confraternos, estou numa fase de leituras. Ando lendo muitas coisas, e sinto que tudo que disser agora será pura cópia de opiniões alheias que ando lendo. Nesta fase, prefiro não escrever.

No entanto, compartilharei convosco um texto que li a pouco, e peço que leiam no site original a continuação (não quero infrigir os direitos do autor).

Segue um pedaço do texto:

Contestação das propaladas evidências da existência de Deus

Atributos de Deus
A Bíblia descreve os atributos do ente a que se denomina Deus. Mas não é capaz de provar que isto não seja apenas um conceito, não correspondente a nenhum ser de fato existente. A Teologia é, pois, um conhecimento inteiramente vazio, meramente descritivo, do mesmo modo que se pode estudar como são os deuses mitológicos gregos pela leitura da Ilíada e da Odisséia, sem considerar que eles de fato existam. Ou os deuses do panteão hinduísta a partir da leitura dos Vedas. O Corão também descreve Deus com atributos diferentes da Bíblia e os islamitas o consideram como revelado pelo arcanjo Gabriel a Maomé. Allan Kardec, em seus escritos, considerados revelações pelos espíritas, traça um panorama inteiramente diferente do mundo espiritual. Quem está certo, e porque?
Citações bíblicas que dizem que Deus é real merecem mais crédito do que os textos de Allan Kardec que dizem que a alma se reencarna, por que? Porque se tem fé nelas? Mas há quem tenha fé no espiritismo (que não tem nada de cristão como algum o proclamam), ou em Brahma e Shiva.

Continuem lendo em: http://www.ruckert.pro.br/blog/?p=3769

Aos preguiçosos, sinto muito, mas pensar é um exercício, e certas leituras são complicadas mesmo.

sexta-feira, 16 de abril de 2010

A Alternativa Deísta

Como sabemos, o poderio do cristianismo católico romano foi duramente ferido com o surgimento de um movimento que os historiadores chamaram de ILUMINISMO. A explicação de mundo até então, era teológica, fundamentada nos escritos dos pensadores chamados ESCOLÁSTICOS. O centro era Deus e o pensamento cristão dominava o cenário intelectual da época. Junto com o Iluminismo veio a reboque o RACIONALISMO que diferentemente da teologia cristã baseada na REVELAÇÃO, só admitia o julgamento de tudo à luz da RAZÃO. Estamos falando aqui dos séculos XVII E XVIII.

Atualmente, de modo geral, se entende o DEÍSMO como contrário ao TEÍSMO. Diz-se do deísmo a concepção de que Deus criou o universo mas que deliberadamente, ausentou-se da sua criação e deixou o pessoal aqui em baixo à sua própria sorte. Mas em seus primórdios, o deísmo era bem diferente da concepção atual.

O deísmo filosófico

É atribuido a um cara chamado HERBERT DE CHERBURY (1583-1648) a criação do termo deísmo. Ele começa quase como um reavivamento da teologia natual de Tomás de Aquino. Em síntese, o seu pensamento é o seguinte:

1 - Certas noções comuns estavam impressas na mente humana pela mão de Deus.
2 - Deus deve ser adorado.
3 - O fiel deve praticar a virtude e a piedade.
4 - O pecado era maligno e deve ser expiado pelo arrependimento.
5 - Haverá recompensa e castigo na vida pós-morte.

Essas ideias, como vocês podem perceber, estavam muito perto do que hoje conhecemos como Teísmo e na sua época, esses conceitos eram semelhantes aos platonistas e teólogos anglicanos. Mas o Deísmo de Herbert, influenciado por plantonistas, neo-platonistas e também pelo filósofo Descartes, refletia um "cristianismo racional" e uma Teologia Natural. A RAZÃO humana era tida como dádiva de Deus e ela capacitava os humanos a julgarem a verdade tanto da Religião Natural (1) quanto da Religião Revelada. Deus, consequentemente, era puramente racional e era dever do cristão compartilhar da sua racionalidade. A razão era a VOZ DE DEUS. Podemos perceber que a fé não é relevante aqui.

Um expoente desse Deísmo primitivo é conhecido por todos nós: ISAAC NEWTON(1642-1727), formulador da Lei da Gravidade. Dizia Newton que pela razão, concluia-se que "há um ser incorpóreo, vivo, inteligente, onipresente". O universo era uma grande máquina que funcionava por leis criadas por Deus, ou seja, era um pensamento DETERMINISTA. Alguns chegaram a dizer que a própria história era construída através de mecanismo determinados.

Sabemos que essa concepção posteriormente foi duramente questionada principalmente no âmbito da História e posteriormente com a RELATIVIDADE e com o surgimento da física quântica. A partir daí, o Deísmo começou a tomar novas caras.

Com Herbert, Newton e os platonistas, a Teologia Natural visava apoiar a religião cristã, embora se desviasse um pouco da ORTODOXIA. O que aconteceu é que a Religião Natural veio a ser uma ALTERNATIVA RACIONAL à religião dita irracional/revelada.

O deísmo cético

Um cara chamado MATHEW TINDAL(1655-1733) publicou uma obra que se tornou a Bíblia do deísmo mais cético. Nela, Mathew afirmava que os Evangelhos não deveriam ser levados a ensinar qualquer coisa além do alcance da razão, o que certamente era impossível para a ortodoxia cristã que aceitava literalmente os relatos evangélicos "irracionais", como Jesus andar sobre as águas. Consequentemente, Mathew rejeitou como irracionais as doutrinas da queda, do pecado original e da expiação.

Um outro cara que contribuiu para dar uma nova cara ao deísmo foi ANTHONY COLLINS(1676-1729). Ele afirmou que o livro de Daniel deveria ter sido composto em uma data mais avançada da que era aceita pelos ortodoxos. Disse também que as profecias do Antigo Testamento não se adaptavam realmente a Cristo, pois as interpretações do Novo Testamento em relação a essa questão, eram forçadas. (particularmente, concordo com essa ideia, mas não vou discutir aqui, quem sabe, em outra ocasião)

THOMAS WOOLSTOM (1670-1733)  deu continuação aos pressupostos de Collins. Thomas foi o pensador deísta que mais sofreu por causa das suas ideias. Ele pode ser considerado o MÁRTIR DO DEÍSMO, o que chega a ser irônico. Ele foi processado (é isso mesmo, processado) pelo ministro do supremo tribunal e foi sentenciado a um ano de prisão e multado em cem libras. Como não tinha como pagar a multa, Thomas permanceu preso até morrer na prisão. Foi assim que geralmente, a ortodoxia tratou seus desafetos.

Thomas escreveu que muitos eventos da vida de Jesus são absurdos se tomados de forma literal; que inferno, Satanás e diabo são estados mentais e não seres reais; que a ressurreição de Jesus foi uma fraude produzido pelos discípulos que roubaram o seu corpo. Esta é uma afirmação que dá delírios na mente ortodoxa!

O deísmo não conseguiu ter uma influência muito abrangente na massa religiosa principalmente devido aos reavivamentos evangélicos produzidos posteriormente por homens como JOHN WESLEY, que foi de fato um crente sincero e inflamado pela sua fé e pelas revelações que dizia ter.

No campo filosófico-teológico, o mais importante contestador do deísmo cético foi também um "Thomas": THOMAS SHERLOCK(1678-1761).  Em uma de suas obras, ele chega à conclusão de que os discípulos, o que quer que fossem, estavam testificando sinceramente da sua EXPERIÊNCIA. Ou seja, algo de fato teria acontecido para que os discípulos terem dados suas vidas pela pregação do cristo ressurreto. Essa declaração por si só, dá para produzir textos e textos de discussões. Quem sabe futuramente?

Dito isto, meus confrades, quero propor as seguintes questões:

1 - O deísmo na sua forma primitiva poderia ser uma opção viável hoje ao fundamentalismo teísta?

2 - O deísmo cético posterior é viável ao afirmar que Deus criou tudo e simplesmente ausentou-se por completo da sua criação?

3 - Aos teístas: é viável o pensamento que um Deus pessoal revelou-se aos homens e está em constante "contato" com eles? Isto não é de fato, irracional, visto que é subjetivo? Como podemos ter certeza que a revelação subjetiva, é confiável e é verdadeira?

4 - E ainda que aceitemos a revelação como verdadeira, como podemos negar que ela é parcial e sujeita a erros, visto que o canal pelo qual ela flui é o veículo humano imperfeito? Dizer que Deus "preservou" a revelação do erro não é na verdade dizer que Deus desfigurou o canal humano? Porque usar então homens feitos "perfeitos" para que a revelação fosse verdadeira? Isto de fato não é "maquinizar" o pensamento humano livrando-o de toda imperfeição?

5 - Existe para nós, alternativas viáveis tanto ao deísmo quanto ao teísmo que não seja o ateísmo? Talvez um neo-agnosticismo??


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(1) Teologia Natural - é  oposta a Teologia "sobrenatural e revelada". É um estudo metódico e crítico de Deus, de sua existência, de suas relações com as criaturas e se faz exclusivamente por meio da razão, desprezando portanto, a fé.

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obras de referência:

Colin Brown, Filosofia e Fé Cristã. Ed Vida Nova
Dicionário de Teologia Fundamental, ed. vozes.
Franz C. Konig e Hans Waldenfels, Léxico das Religiões, ed. Vozes

segunda-feira, 12 de abril de 2010

A Moral e a Ética Não Fazem a cabeça de Deus


Ed Coelho

Que Deus é esse que faz de um homem poligâmico, que casa com sua meia irmã, adultera-a com uma concubina e que ainda ia cometer o assassinato de seu próprio filho “pai da fé”? (Abraão)


Como Deus abençoa um homem que nem se casa com a mulher, não namora, para vê se é da “vontade de Dele”, não noiva, não tem a permissão da família da mulher e, acima de tudo, não casa na igreja e papel passado, e vai direto para a cama e ainda por cima era sua prima? (Isac)


Como Deus escolhe um mentiroso, aproveitador, ladrão, enganador e poligâmico para ser pai de doze filhos que mais tarde viriam a se tornar as doze tribos de Israel? (Jacó)


Como Deus escolhe um assassino, medroso e sem fé para ser libertador e legislador de seu povo? (Moisés)


Como Deus abençoa a semente sacerdotal de um homem que fez um bezerro de ouro para ser adorado no lugar Dele? (Arão)


Não entendo como Deus permitiu que na Bíblia um homem que fez um voto de nazireu, mais depois o quebrou, casou com uma mulher que não era judia e ainda assim entra na galeria dos “heróis da fé”. (Sansão).


Como pode um homem ser segundo o “coração de Deus”, palavras do próprio Deus, e matar, adulterar, mas ainda assim continuar Rei e ainda salmodiar sobre Jesus? (Davi)


Deus devia estar brincando quando deu sabedoria como a nenhum outro homem o deu para um compulsivo sexual, idólatra, e inquisidor “impostorial” de seus irmãos. (Salomão).


Devia ser retirado da Bíblia o livro de um “profetinha de meia tigela” que todos teimam nomeclatura-lo de “profeta messiânico”, que andou um ano nu diante do povo de Deus, envergonhando e causando escândalo moral a toda a nação. (Isaías)


Que moral tinha aquele profeta safado, imoral, de palavras “chulas”, comedor de sua própria merda, de dedurar todos os sacerdotes de “deus” das suas idolatrias? Como ele ousou abrir a boca contra os “ungidos de deus”? (Esse caso me parece muito real e similar a de certo barbudo imoral, de palavras chulas, dedurador dos “ungidos de deus, adúltero, kkkk. A Bíblia é bem atual mesmo!) (Ezequiel)


E o que dizer do peão de boiadeiro que casou com uma prostituta e ainda teve filhos que o próprio Deus pôs os nomes? Que tipo de Deus é esse que manda fazer esse “pecado imoral” a um profeta seu? Não sei não, mas segundo a “moral santificadora” e o “estatuto de integridade” da religião, esse Deus está sob suspeita. (Oséias)


Coisa descabida é essa de Deus fazer de um assassino, briguento a ponto de se separar de seu amigo Barnabé, réu confesso que fazia aquilo que não queria e perseguidor da Igreja um apóstolo. Sinceramente não sei qual é desse Deus. (Paulo)


E quem é aquele que todos dizem ser o “discípulo do amor” e ainda receber a revelação do fim de todas as coisas do próprio Jesus querer pregar para mim sobre o amor, se ele mesmo queria fazer fogo descer do céu para consumir os samaritanos? (João)


Como Jesus deixou ser seu apóstolo um incrédulo que só acreditou na ressurreição do dele depois de tocá-lo? (Tomé)


E ainda tem aquele que negou o Mestre três vezes (e um monte de gente soube e ouviu o babado), tentou persuadir a Jesus para não cumprir seu propósito, que fez acepção de pessoas a ponto de Paulo dá uma puxada de saco nele; que moral ele tem para ser uma das “colunas” da igreja primitiva? (Pedro)


E, para finalizar, não poderia deixar de citar o maior “herege” que já passou na terra. Ele bebia vinho, trazia “escândalo” com seus discursos e curas no sábado nas sinagogas (templo), não se lavava antes de comer, comia e dormia nas casas dos publicanos e pecadores, amigo das adúlteras, prostitutas, samaritanos, coletor de impostos, centuriões inimigos de povo de Deus; era agitador, dedurador dos “ungidos de deus”, cometeu o maior sacrilégio para um religioso quando jogou as bancas dos cambistas no Templo, a “casa de deus”, quebrador de todas as leis e tradições religiosas e ainda por cima se auto- intitulava “Filho de Deus”. Com uma conduta dessa contrária a moral, ética e bons costumes que a “amada” religião prega, como ele tem a ousadia de pensar que estava fazendo a obra de Deus? Ou toda a religião é pervertida ou esses eram realmente servos e Filho de Deus. E agora?



Pelo visto, ética, moral e bons costumes não fazem muito a “cabeça” do Senhor Deus Todo Poderoso.


Se vivessem nos dias de hoje, nas igrejas evangélicas, onde a “moral, boa fama, ética e linguajar erudito” são mais importantes e apreciadas pelos “donos da religião” do que o compromisso com a verdade de Jesus, esses seriam tratados como escórias, como o “pinto ou o rabo” da “igreja” (por serem por demais indecorosos) e seriam chamados de, no mínimo, endemonhados. Alguns pastores não pensariam duas vezes em condená-los assim: “Servo de Deus de verdade não andam nus; servos de Deus não casam com meia irmã e nem adultera; servos de Deus não casam com prostitutas; homem de Deus jamais come sua própria merda, isso é coisa de débil mental.” Jesus então... (risos), não quero nem pensar o que fariam com ele; a única certeza que tenho é que fariam coisas piores que os judeus com ele.


Texto escrito em 30.09.09,com algumas modificações, como nome original: E se Fosse Hoje? No blog Vontando ao Gênesis.

quinta-feira, 8 de abril de 2010

A GRANDEZA OU A PEQUENEZ DO HOMEM ESTÁ NO PENSAMENTO!!


O PENSAMENTO é um processo pelo qual leva nossa mente à questionamentos, idéias, consciência, cognição. O PENSAR modela o corpo, fazendo-o se adequar às novas estruturas da vida.

Através do pensar, nós (indivíduos) traçamos nossas metas, planos, opiniões, discussões, debates ....e com estes processos, vamos criando um ambiente afetivo com opiniões e pensamentos alheios, sempre traçando novas metas de pensamentos, raciocínios e filosofias, de forma a não ficarmos estáticos ou defasados perante às novas imposições e visões críticas.

Como disse René Descartes: "A essência do homem é pensar".

O processo do PENSAR também é gerado pelo processo da CONSCIENTIZAÇÃO. O pensamento sem conscientização, extrapolando todos os seus limites, geram um conflito.

Todas as interpretações comumentes geradas pelo PENSAR do homem, constituem o embasamento do conhecimento.

Mas no meu modo de pensar, todos os conhecimentos e interpretações que hoje são geradas e modeladas, na verdade foram enriquecidas e repassadas de geração em geração.

Como disse Antoine Lavoisier: "No mundo nada se cria, nada se perde, tudo se transforma".

Quanto mais aprofundado os estudos na filosofia gerada por antigos filósofos, todos os pensamentos serão convertidos para o nosso modo de ver e pensar, mas grandes resíduos da filosofia estudada ficará "salva" no nosso consciente, e apenas transformada em alguns detalhes, que relatam a nossa imposição e capacidade de também pensar, raciocinar, discenir, organizar e julgar.

Como disse Edson Moura: "Não há nada de original hoje na Terra! Apenas pensamos aquilo que outros pensaram antes de nós! .... Quanto menos conhecimento teológico e filosófico .... mais "NOSSOS" são nossos pensamentos!".

Hoje identifico meu pensamento como "legítimo" e "des-engaiolado".
Não sofro por influências filosóficas, não me adequo dentro de uma gaiola e como diz meu amigo Eduardo Medeiros: "Porque eu não gosto de comida enlatada".
Ainda parafraseando Raul Seixas: "Prefiro ser essa metamorfose ambulante, do que ter aquela velha opinião formada sobre tudo".
Mas sintetizando, o pensamento é o que constrói a GRANDEZA ou a PEQUENEZ do homem.

A GRANDEZA vem de um pensamento bem formulado, bem discernido, bem pensado ..... um pensamento que avalia a situação real e trabalha em função de desvendá-la, mudá-la ou alterá-la, articulando e saboreando toda a riqueza e diversidade da situação. É um pensamento edificante, tanto para o corpo como para a mente.

A PEQUENEZ vem de um pensamento obscuro, mesquinho, intolerante ..... um pensamento que desconhece a verdadeira busca pelo saber.
Este tipo de pensamento acaba sendo um meio de ocultação da realidade, e com isto a atividade de PENSAR com liberdade, pode transformar-se em um processo de domínio social, ou seja, onde o indíviduo pode ser dominado e totalmente influenciado pelo pensamento de outros.


"Somos frutos da paisagem em que vivemos; ela dita nosso comportamento e até nossos pensamentos, na medida em que reagimos a ela". (Laurence Durrel)

(Paulinha)

terça-feira, 6 de abril de 2010

Liberte-se da gaiola dos evangélicos! (Parte II)



(Atenção! Atenção! Por favor, leia a primeira postagem: “Liberte-se da Manipulação dos “evangélicos”! (Parte I) para que você possa entender a linha de raciocínio desta conclusão)

E conhecereis a verdade, e a verdade vos libertará.” (Autor: Jesus Cristo)

2- Controla as idéias.
Isto ocorre quando somos obrigados a pensar dentro de uma “caixa”. A “verdade” não é propriedade de nenhum seguimento religioso ou evangélico.
Aliás, a Bíblia é inspirada, mas a sua interpretação muitas vezes não.
Pois há muitas interpretações divergentes uma com a outra, de vários grupos religiosos, e todos com base na Bíblia, portanto, mesmo o argumento tendo fundamento na Bíblia, não é suficiente a segurança de que esteja correto. Se alguém e/ou grupo religioso afirmar ser detentora da verdade, de que sua interpretação é a única infalível, de uma das duas hipóteses; ou a pessoa e/ou grupo não conhece nada de teologia e da história milenar do Cristianismo, (pois diferentes estudiosos em diferentes épocas discordaram um do outro em algum ponto) e por isso erram ao fazer com que seus seguidores pensem que estejam seguindo um conceito infalível ou pior ainda, tem muito, mas muito mesmo conhecimento, e sabe que toda a sua teologia não está 100% correta, mas para manipular as pessoas, diz-se que só lá é possível encontrar a “verdade absoluta”.
A maioria dos seguimentos religiosos tem por objetivo, fazer com que as pessoas pensem igual, só que isso é coisa de máquina, não de ser humano.
Nesses ambientes as pessoas estão sendo desencorajadas a questionar e pior ainda discordar. É lamentável ver que até os obreiros são ensinados a memorizar conceitos, e não formá-los.
Parecem mais papagaios eclesiásticos.
Infelizmente muito da teologia clássica, esta engessada.
Não fomos chamados para ser um eco, mas para sermos vozes!
Não podemos “robotizar” as pessoas.

3- Controla os relacionamentos.
A- Relacionamentos conjugais.A igreja não pode dizer para os casais quando e porque separarem. Isso tira das pessoas, o direito de decidir.
Pior ainda, é dizer como as pessoas devem ter relações sexuais.
Isso compete ao casal, e ninguém ou organização tem o direito de intervir.

B- Relacionamento com o próximo.Em muitos ambientes legalistas, onde impera a rigidez, ocorre o patrulhamento ou policiamento dos membros.
Não fomos chamados para vigiar o nosso irmão, mas para amá-lo.

C- Relacionamento com a igreja.Muitos entendem (muitas vezes, tendenciosamente) que buscar em primeiro lugar o Reino de Deus, é trabalhar para a igreja, cumprindo a programação da igreja. Nessa compreensão, ficam reféns da instituição religiosa.
Esquecem-se que não somos nós quem devemos servir a igreja, mas a igreja é que deve nos servir.

D- Relacionamento consigo mesmo.Esta imagem de que somos miseráveis e totalmente perdidos, gera nas pessoas uma baixa auto-estima.
Faz com que a pessoa não consiga se aceitar, e precise constantemente usar mascaras para se proteger das outras pessoas. Daí a imagem que alguns líderes nutrem de si mesmos e pior ainda, passam para os membros..........a de Super-Espiritual.

E- Relacionamento com o “mundo”.
Essa idéia de que o mundo é nosso inimigo, de que tudo que está no mundo é do diabo e que não somos deste mundo, por isso devemos pensar só no céu, é uma das grandes distorções evangélicas, que tem prejudicados milhões.
As pessoas não entendem – pois são ensinadas de maneira errada – que, quando a bíblia afirma que o mundo jaz no maligno, ela faz alusão ao sistema do mundo. A corrupção e a imoralidade, e não aos prazeres, músicas, teatros, poemas em fim, as artes que compõe a nossa cultura, e que veio de Deus, pois foi ele quem nos criou assim, e nos deu sabedoria para criar muitas outras coisas as quais devemos desfrutar.


F- Relacionamento com Deus.Muitas instituições, têm se colocado – a exemplo da igreja católica – como intermediadora entre Deus e as pessoas.
Fazendo com que elas pensem, que para ter contato com Deus só é possível através da igreja.
Se não forem à igreja, não tem como ter um relacionamento com Deus. Esta é a manipulação mais grave de todas.
A pessoa fica submissa á igreja, dependente como uma criança da instituição.

A igreja não é a intermediária entre Deus e os homens, pois só há um mediador.......Jesus Cristo!


Uma constatação:
Sempre existirão manipuladores, pois nunca faltarão manipulados. Isso é um circulo vicioso, se tem manipulados, tem manipuladores, e sem tem manipuladores, tem também manipulados.
Eis a proposta para quem está em uma igreja em que há manipulação:

1- Para os lideres:

Cometam suicídio organizacional!Não há outra saída!
Preguem na contramão do sistema religioso.
Mesmo que isto signifique ir contra o ministério.
Para isso você terá que fazer uma difícil escolha.....abrir mão do “status quo” que a religião oferece.

Prefira agradar a Deus mesmo que isso lhe leve a desagradar os homens. A não ser que você seja como um dos religiosos no tempo de Jesus que: “Apesar de tudo, até muitos dos principais creram nele; mas não o confessavam por causa dos fariseus, para não serem expulsos da sinagoga. Porque amavam mais a glória dos homens do que a glória de Deus.” (Jo 12 v 42-43)


2- Para os membros:

Cometam suicídio comunitário.
Comecem a questionar tudo o que fala o pastor.
Se não concordar com algo, discorde abertamente.
Cause impacto na sua comunidade.
Proponho que sejamos Sal dentro do saleiro!

Existem muitos membros e líderes que são reféns do sistema religioso, por isso, seja um irmão e amigo, se vir ou ouvir alguma coisa errada, fale, questione, ouse dar sua opinião. De uma oportunidade para as pessoas mudarem de conceitos.

Pois afinal de contas, a verdade não tem medo de ser questionada, por ser verdade!
E finalmente lembre-se de que.......”Estai, pois, firmes na liberdade com que Cristo nos libertou, e não torneis a colocar-vos debaixo do jugo da servidão.” (Autor: Apostolo Paulo)


Porque dele e por ele, e para ele, são todas as coisas; glória, pois, a ele eternamente. Amém.


Postado por: Marcio Alves

Escrito em: Sábado, 26 de setembro de 2009

Fonte original: texto extraído do blog:
http://outroevangelho.blogspot.com/2009/09/liberte-se-da-manipulacao-dos.html

domingo, 4 de abril de 2010

Liberte-se da gaiola dos evangélicos! (Parte I)




E conhecereis a verdade, e a verdade vos libertará.” (Autor: Jesus Cristo)

É próprio da maioria dos sistemas religiosos, cometerem abusos, violência espiritual. Usando de manipulação e muitas vezes até de coerção. São duas, as palavras, que nós precisamos saber para podermos entender este tema.

1- ABUSO (VIOLÊNCIA) ESPIRITUAL: É o uso inadequado do poder. O problema não está no poder, mas sim, em como usar este poder.
As igrejas e/ou líderes, cometem abuso (violência), quando tentam manipular as pessoas.


2- MANIPULAR AS PESSOAS: É instrumentalizar, como se fossem mero objetos.

A novidade, que não é novidade, é que, os “evangélicos” estão cada vez mais, usando desta arma, para conseguir arrastar multidões para as suas igrejas. A lamentável lógica religiosa é a seguinte: “Quanto mais pessoas vierem á igreja, mais dinheiro se tem”.

Já de antemão quero esclarecer que:

1- Nem toda igreja e/ou líder comete violência espiritual.
2- E as igrejas e/ou líderes que usam deste artifício, não cometem o tempo todo, a todo o momento abuso espiritual.
3- Não quero que você saia da sua igreja, tenho outra proposta, que estarei dando no final da outra postagem: “Liberte-se da gaiola dos evangélicos!” (Parte I I)

Esclarecido possíveis dúvidas, vamos ao diagnóstico que visa responder a seguinte pergunta:


Como faço para saber se minha igreja ou meu líder esteve e/ou está em algum momento cometendo abuso espiritual?
Eis a resposta:

Os 3 principais pilares da violência espiritual:
1- Controla as ações através de:

A- Medo.

Toda igreja que manipula seus membros, o faz através do medo.
Seja este medo qual for, desde o medo do devorador, que virá, se a pessoa não der (ou pagar como costumam usar hoje em dia) o dízimo, até mesmo o medo do inferno.
Apelos e chantagens emocionais tais como, se não orar, deixam de receber a benção, se quebrar a campanha, vem maldição, se não der o dízimo, o devorador – que segundo alguns líderes, é o diabo – vai devorar sua renda, (sendo que biblicamente, o devorador era um gafanhoto que devorava literalmente as plantações dos israelitas) se não vier à igreja, vai queimar eternamente no inferno, deixar de vir ao evangelismo – que muitas vezes, não passa de proselitismo – “Deus vai cobrar”, e muitos outros, (Você tem mais? Aceito sugestões!) não passa de manipulação pelo mecanismo do medo.

B- Ameaças:

E isso, já é antigo, vem lá da época medieval, quando as pessoas não tinham conhecimento – como nós temos hoje – e tudo que lhes sobrevinha, acreditava-se que vinha de Deus como castigo.
Pestes, furacões, terremotos, maremotos, secas ou enchentes, que antes se pensavam que era a “ira de Deus”, hoje é sabido que não passava de fenômenos naturais. Inclusive, é possível através da tecnologia e da ciência, poder até prever alguns desses acontecimentos naturais.
Portanto o velho chavão: “Se você fizer ou deixar de fazer.......Deus vai pesar a mão”, não passa de manobra para domesticar as pessoas.
Não podemos pressionar as pessoas com medos, ameaças e culpas, mas antes, tentar conscientizá-las.

C- Culpa:

Antes de explicar como os manipuladores, usam da culpa para controlar as pessoas, permita-me fazer apenas uma colocação: Nem toda culpa é ruim, aliás, tem culpa boa e má.
Culpa boa, é aquela culpa que vem da nossa consciência, que nos mostra que erramos e precisamos corrigir-nos.
A culpa como manipulação é aquela que vem externamente, seja da igreja ou sociedade, esta sim é má.

A culpa produzida pelo Espírito Santo brota de dentro para fora, e visa nossa restauração.
A culpa dos religiosos visa nossa condenação.
Esta arma é quase que infalível, porque, quem é que não tem pelo menos uma culpazinha no cartório? Ou como disse Jesus para aqueles homens que queriam apedrejar a mulher adúltera: “Aquele que não tiver pecado, atire a primeira pedra.”
Por isso é fácil e indigno, manipular as pessoas através da culpa.
O Evangelho de Cristo veio para nos libertar de toda culpa e condenação, mas as “igrejas” vieram para nos prender.


(Continua..............)

Porque dele e por ele, e para ele, são todas as coisas; glória, pois, a ele eternamente. Amém.



Postado por: Marcio Alves

Escrito em: Sábado, 26 de setembro de 2009
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