sábado, 29 de maio de 2010

“Os limites da fé saudável”

Existe um limite seguro para a fé? Ou será que atualmente o que vemos são pessoas vivendo de ilusões... negando-se a encarar a realidade...amparadas por ilusões muitas das vezes criadas fora de seu cérebro...injetadas como drogas, mantendo-as assim num estado limite entre razão e “des-razão”.

Peço licença à todos que crêem que suas ilusões são “reais”, que seus amigos “invisíveis” existem, que ao seu lado está um amigo sempre atento...cuidadoso e pronto para salvá-lo de situações de perigo. Existe separação entre a razão e a des-razão?... Normal e patológico?...Psiquismo e mecanismo cerebrais?... Quais são as fronteiras entre imaginário e real?

O comportamento de alguns líderes religiosos...tem sido semelhante ao da ANFETAMINA, conhecida como indutora de alucinações e delírios em usuários habituais. Pessoas freqüentam templos religiosos hoje, e de maneira grosseira e irresponsável, são bombardeadas por frases de efeito como:

“Sinta o toque do Senhor irmão!”
“Acredite! Jesus está aí do seu lado!”
“Ouça a Voz de Deus!”
“É verdade!...tem anjos aí ao seu lado!”

O que eles não sabem é que uma pessoa com pré-disposição á doenças mentais como, esquizofrenia e distúrbio do humor (bipolar), podem ser seriamente prejudicadas por atitudes assim. O que acontece é que um “gatilho” é disparado e daí em diante fica quase impossível desarmar a “bomba”.

Observo campanhas de libertação em igrejas evangélicas...rituais de exorcismo...pessoas caindo (dizem ser arrebatamento de sentidos...eu já considero crise epilética com “aura estática”)...outras sendo arrastadas pelos cabelos (cenas horrendas). Não seria de se estranhar que em determinadas igrejas, fiéis que congregam há vários anos, todas as semanas caem “endemoninhadas”, e lá está o pastor “ungido” para extirpar o “mal” da pobre criatura.

Como se origina a esquizofrenia eu não sei, mas conheço alguns sintomas de categorias diversas: “positiva”...”negativa” e “cognitiva”. As pessoas estão mais familiarizadas com os sintomas positivos como a agitação...o delírio paranóide... as alucinações e o mais comum...ouvir vozes. Alucinações de comando onde vozes instigam a violência à própria pessoa e contra as outras, são um sinal extremamente grave.

Os sintomas cognitivos e negativos são os menos graves, porém, mais perniciosos. Podem incluir autismo (perda de interesse em pessoas e no ambiente)...ambivalência (sentimentos opostos como amor e ódio, expressos ao mesmo tempo)...embotamento afetivo e perda de associação (no qual a pessoa encadeia pensamentos sem uma lógica evidente, freqüentemente misturando palavras sem sentido). Outros sintomas são: falta de espontaneidade...discurso empobrecido...dificuldade de estabelecer uma relação e lentidão de movimentos.

A esquizofrenia conspira no sentido de roubar das pessoas as qualidades mais intrínsecas para um bom convívio social: Personalidade...habilidades sociais e equilíbrio mental. O que vejo hoje, em muitos casos que observo, são pessoas com delírios persecutórios (o Diabo sempre está tentando destruí-las). Onde está o mal que a persegue? Acredito que ele esteja dentro de sua própria mente. Fica então uma dúvida: “Até onde é inofensiva a fé?”

“A religião é o ópio do povo” disse Karl Marx. Deixando de lado agora a ciência médica e “partindo” para a filosofia do século XIX, que tentar explicar o que Marx quis dizer quando cunhou tão célebre frase: “A religião é o suspiro da criatura oprimida...o coração de um mundo sem coração e a alma de condições desalmadas. É o ópio do povo”. Ele não estava alinhando a religião a todas as drogas que existiam no século XIX e às que ainda viriam a ser inventadas, mas sim a um tipo específico de entorpecente...o ópio.

O ópio era um narcótico que a Companhia Britânica das Índias Orientais, naquele século, contrabandeava às toneladas da Índia para a China, para contrabalançar o comércio entre o Reino Unido e a China, uma vez que o interesse dos britânicos nos produtos chineses (chá...seda...porcelana) era enorme, ao passo que os chineses pareciam se interessar unicamente pelo ópio. A menção ao ópio é, assim, quase uma metáfora, pois o cerne da questão marxista é a exploração dos maios pobres pelos mais ricos (no caso, os chineses ‘os mais pobres’, o Reino Unido os ‘mais ricos’). Para Marx, a religião era um lenitivo para os explorados, que se apegavam a ela como uma compensação (sofrimento religioso compensa o sofrimento real). Numa sociedade sem exploradores, não haveria explorados e a religião deixaria de existir...segundo o pensamento marxista.

O que proponho...ou pelo menos sigo como regra de vida (minha vida), é que a classe dominada (de baixo nível cultural e sócio-econômico) saia do estado de entorpecimento causado pelas religiões..(no geral)...e busquem então a “felicidade-real”, rejeitando assim a “felicidade ilusória” ou pelo menos “impalpável”...oferecida pelas religiões...ou pela “fé”...para ser mais direto.

Obrigado à todos que chegaram até aqui na leitura.

Edson Moura

terça-feira, 25 de maio de 2010

A abominação “sagrada” da bíblia



Chegou a hora de dar o último, o principal, porém, delicadíssimo passo, rumo à desconstrução total dos dogmas pétreos do Cristianismo ortodoxo.
Eu quero declarar em alto e bom som, minha mais sincera e transparente aversão a palavra dita de Deus.

Palavra esta que se for “literalmente literalizada”, muitos dos seus episódios “ocorridos”, torna Deus em um grande Ser desprovido de inteligência e amor.
Pois se não, vejamos:

Conto da desobediência humana, sendo uma alternativa dada por Deus? Se for escolha, logo se segue que não deveria isto, levar o Senhor a amaldiçoar o homem, aja visto, Ele próprio ter decidido dar livre arbítrio para o mesmo. Como pode ser livre, se foi, é, e será punido?

Outro episodio que para mim é muito mais uma fabula do que realidade, embora o evento em si, seja factual, pois é constatado pela ciência que realmente houve um dilúvio, porém, as inúmeras estórias que são em diversas culturas contadas e recontadas, não passam de fabulas, ou será que imaginamos uma real possibilidade do “perfeito deus” ter de fato se arrependido de criar o homem, e, depois que o destrói, volta a se arrepender de novo, só que desta vez, por haver destruído o homem?

E a dramática e desumana estória (com “e”, e não com “h”) de Deus pedindo para Abraão sacrificar o seu único filho Isaque, como se fosse um animal, por causa de um estúpido teste, para saber se no final das contas, ele amava mesmo ou não Deus?

Oras, se isto for lido literalmente, nós temos um problema grave, pois isto revelaria um deus sádico, cruel e desumano, ou então, um Ser desprovido de inteligência e conhecimento prévio do futuro, pois não sabia Ele que é justamente “onisciente”, que Abraão o amava de verdade?
Então porque Ele precisava testar este amor?

E o caso lamentável de orgulho e exibicionismo da mais pura vaidade divina, que por causa de uma acusação inverídica do diabo, o soberano, déspota e arrogante “Deus”, resolve apostar com a vida de Jó, como se fosse um brinquedinho divino, que no final de tudo ainda, depois de delegar ao diabo poder total sobre Jó, que foi brutalmente destruído, tudo que tinha, não somente os bens materiais, mas também todos os seus filhos, ficando numa doença miserável, encontra-se com o criador, e vai simplesmente desabafar com Ele, e é, por isto, injustamente e duramente acusado pelo mesmo soberano, de disputar com Ele, quando nada sabe e nada entende?
Mas como haveria de entender, se nada viu e soube, e nem ainda se quer ficou sabendo, nem foi muito menos avisado?

E as dezenas de relatos das guerras e destruição, cometidos pelos Israelitas em nome de Deus?
Como explicar os genocídios e infanticídios que foram todos causados, por uma “motivação divina”, em que o povo Israelita se achou no direito, pois eram os escolhidos, em nome de Yavé, exterminar todos os outros povos em seu redor?

Percebe-se que é esta literalidade, glorificada e defendida com unhas e dentes pelos “guardiões da reta doutrina”, que precisamos jogar na lata do lixo, se ainda desejamos ler a bíblia sem repulsa e indignação, apenas contemplando com os olhos da alma, as suas belas e significativas metáforas, mitos e fabulas.

Mas não! A bíblia é colocada no mais alto pedestal, onde é idolatrada pelos evangélicos, tida como sagrada e reverenciada, igual ou até mesmo mais, do que o próprio Cristo ou/e Deus, podendo ser questionado tudo, menos a tal da “inspiração” e “inerrância” divina dos textos canônicos, tido como literais, daí a expressão ser mesmo o fundamentalismo xiita e talibanês dos crentes.

Mas não para por ai o meu ódio em relação à pretensa “palavra de deus”, tida como verdade absoluta do Cristianismo. Pois também no novo testamento, encontro mandamentos que são contrários a vida, como por exemplo, a demonização do corpo em favor da exaltação da alma, sendo tudo aquilo advindo e para o corpo, estigmatizado e considerado pecado, mas aquilo que for para alma é santo e puro!

Um deus avesso a vida, a alegria, a diversão e o mais delicioso prazer, com a promessa fantasiosa e alienante, de uma vida melhor no além, para o descanso da alma, mas em compensação em oposição ao corpo, que na linguagem cristã, para nada presta.

Sendo a liberdade humana restringida e limitada pelos cabrestos auto-impostos pelas inúmeras regras e mandamentos, como se a vida se resumisse a um mero comprimento de normas cinzentas e anti-alegres, onde o gozar o prazer na carne é o maior pecado, mas se esquecem que o que temos neste mundo é justamente o nosso corpo, e é com ele que podemos contar e devemos valorizar cada momento de nossa efêmera vida, não abrindo mão de nossa atual existência, por uma recompensa futura no céu que talvez não exista, e que seja apenas uma manobra política do império romano, para anestesiar o povo oprimido de sua época.

Falar em império romano, não é muito estranho ser justamente isto, que Jesus nos evangelhos, vai mais apoiar e incentivar, um total abandono por vingança, e um amor e perdão incondicional dado por aqueles que nos oprimem e nos tiranizam, ser direcionado a um povo pobre, injustiçado e indefeso pelo poder político do império?

Lembrando que o novo testamento como conhecemos hoje, foi justamente juntado e acabado pelo imperador Constantino, que talvez, pode ter adulterado muitas coisas nos mesmos, tentando levar vantagem sobre a massa oprimida por ele.

Pois sem duvida alguma, de todos os ensinamentos dados por Jesus, o mais estranho é o de amar incondicionalmente os inimigos, tiranos e assassinos, pois mesmo que se consiga tal atitude desumana, as pessoas seriam anestesiadas e impedidas de lutar, se preciso for, com suas próprias vidas, em pró de uma vida mais justa, e contra a opressora tirania.

É muito argucioso e pura esperteza mesmo, se de fato Constantino inventou e colocou na boca de Jesus, o sermão da montanha, pois tal ensinamento é uma apologia total em favor dos oprimidos, fracos e marginalizados, oferecendo aos mesmos, uma anestesia paralisante de revolta contra suas situações, sendo os mesmos levados a entender que aquilo justamente é o passaporte seguro para uma vida feliz no paraíso, mas lembrando, não é para aqui, sendo somente quando morrer, ou seja, domestica e inibi qualquer vontade de lutar contra a opressão.

Em fim, eu odeio este lado nefasto da bíblia, porém as suas profundas, significativas e ricas metáforas, fábulas, poesias, símbolos e estórias, minha mais verdadeira devoção!

Por: Marcio Alves

sexta-feira, 21 de maio de 2010

O AMOR DE DEUS ESTÁ EM CADA AMANHECER


Enquanto tentam provar a origem e/ou criação do universo, com o uso de ferramentas da ciência, fé ou razão, eu prefiro me calar e ver até onde a capacidade intelectual do homem é capaz de chegar.

Tudo o que "descobrirem", simplesmente será um grau de avanço na ciência, mas nada poderá ser confirmado com convictas confirmações....pois o existencialismo é, e sempre será uma lacuna coberta de pontos de interrogações...

Pode-se alterar isto ou aquilo na síntese da criação, mas nunca e jamais será possível alterar a própria criação em si.

Ninguém é capaz de apagar o brilho radiante do sol e muito menos deletarem as estrelas do céu, como se fossem simples arquivos de computador.....

A criação é imutável, suficiente e perfeita...

O sol nunca faltou em sua função...as estrelas nunca deixaram de brilhar....o vento nunca parou de soprar.....todos seguem o seu percurso natural, cumprindo sempre as suas "obrigações" empregadas pelo Criador.

Todos os frutos da criação vieram com o intuito apenas de saciar e/ou satisfazer a própria necessidade do ser racional.

Imaginem um dia sem luz?!...Não teria o DIA...

Imaginem a noite sem as estrelas e sem a luz do luar?!...Não seria NOITE, mas sim um buraco negro, frio e sem piedade...

Imaginem se não pudéssemos sentir o ar?!...Simplesmente não viveríamos....

A criação existe para nos ajudar...ela nunca mudou as suas encenações...pois têm amor próprio, e nela está incorporada o amor do Criador...

Ao contrário de muitos que vivem uma vida para os outros....esquecendo-se de si mesmo ... e do seu próprio amor..

Pessoas trabalham exageradamente para manter o sustento, outras se sujeitam a coisas ridículas por dinheiro.....e alguns fazem de tudo para agradar uma determinada pessoa, esquecendo-se do seu próprio agrado, do seu próprio brilho......

Devemos viver para AJUDARMOS uns ao outros, e não VIVER para os outros....assim como a criação, que existe apenas para nos ajudar a viver...

O amor do Criador parte de criação para criação!!

Jamais podemos dizer que amamos o próximo sem antes reconhecermos o nosso amor próprio... pois é do amor que recebemos do Criador, que encontramos amor para amar....

Quem não se ama, não sabe amar...pois é amando a si, que se aprende a amar o próximo!!

Imaginem se o sol não tivesse vontade de brilhar e "amor" para doar no seu brilho do dia-a-dia?!...Simplesmente não veríamos o brilho do sol, não teríamos amor para receber e muito menos vontade de viver teríamos....pois é preferível não existir, ao existir em um mundo inconcebível de amor....

Se me perguntarem onde está o amor de Deus....simplesmente direi:

"Saia da visão egocêntrica e olhe ao seu redor!"...

Enquanto vida tivermos....nunca poderemos deixar de nos lembrar o quanto Ele nos ama....

E amaremos .... e transformaremos este amor em frutos da boa ação...

E quando uma onda de dúvidas nos consumir....basta olharmos e refletirmos....que o amor de Deus está em cada AMANHECER...


Aquele que não ama não conhece a Deus; porque Deus é amor. (1 João 4. v.8)


Ninguém jamais viu a Deus; se nos amamos uns aos outros, Deus está em nós, e em nós é perfeito o seu amor. (1 João 4. v.12)


No amor não há temor, antes o perfeito amor lança fora o temor; porque o temor tem consigo a pena, e o que teme não é perfeito em amor. (1 João 4. v.18)


Nós o amamos a Ele porque Ele nos amou primeiro. (1 João 4. v.19)


Se alguém diz: Eu amo a Deus, e odeia a seu irmão, é mentiroso. Pois quem não ama a seu irmão, ao qual viu, como pode amar a Deus, a quem não viu?. (1 João 4. v.20)


E dele temos este mandamento: que quem ama a Deus, ame também a seu irmão. (1 João 4. v.21)


(Paulinha)

domingo, 16 de maio de 2010

A “GRANDE MÃE” NO INCONSCIENTE JUDAICO-CRISTÃO


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  1. O ARQUÉTIPO MATRIARCAL “A DEUSA MÃE”
O simbolismo da Deusa (ARQUÉTIPO MATRIARCAL) implica na aceitação da materialidade e da corporeidade da vida como sagradas, como salienta o judeu R. Pollack em seu livro, O Corpo da Deusa: “encontramos o corpo da Deusa no nascimento, na menstruação e na alegria do sexo, mas o encontramos também na morte e na doença, uma vez que estas não são vistas como erros ou punições, mas como parte da existência”. De fato, aceitar o corpo como sagrado implica em lidar de outra maneira com a nossa própria corporeidade.
Relegada às profundezas abissais da psique humana, essa Toda Poderosa Divindade Primordial perdura, mas, tendo sido vilipendiada, mostra-nos sua face terrível, atemorizando aqueles que traíram suas leis. Antes era adorada e reverenciada sobre a Terra. Estigmatizada, passou a ser no inconsciente judaico-cristão a Senhora absoluta das trevas.

Jacques Le Golf, sobre o mito de Eva (a primeira mãe), considera que a sua maternidade foi um castigo pelo pecado de sua extrema libido (orgasmos múltiplos), tendo como conseqüência o sofrimento e as dores do parto.
Mas é através do castigo de Eva que vem a honra à Maria (miticamente assexuada) e a remissão não só a humanidade como a todas as mulheres.

2. A DEUSA RAINHA DA ANTIGA BABILÔNIA:
SEMÍRAMIS foi transformada em uma deusa, tal como BAALTI (A MADONA), RAINHA DO CÉU: “...Mas desde que cessamos de queimar incenso à rainha dos céus, e de lhe oferecer libações, tivemos falta de tudo, e fomos consumidos pela espada e pela fome” (Jeremias 44:18). Eis aí personificada a culpa da primeira transgressão, tipificada pela tentadora mulher (Eva) a “Rainha dos prazeres pecaminosos”.
Na Babilônia, a Mediatriz, e Mãe da humanidade era Astarte. Com o passar dos tempos, monumentos a esta deusa e seu filho apareceram em muitas nações, quando o povo da Babilônia foi espalhado pelas várias partes da terra, levou com ele a adoração da divina mãe e filho.

3. O ARQUÉTIPO DA “GRANDE MÃE” NO EVANGELHO DE LUCAS
O relato de Lucas centra-se em Maria, o de Mateus em José. O Evangelho de Lucas é importantíssimo como fundamento escriturístico para a doutrina acerca da Santíssima Virgem Maria e também para a devoção pessoal e popular à mãe do Salvador sendo também fonte inspiradora de boa parte da arte cristã a esse respeito.
Lucas é chamado por Eusébio de Cesaréia (séc. IV) o "pintor de Maria". Nenhum personagem da história evangélica, exceto naturalmente Jesus, é descrito com tantos pormenores, amor, admiração quanto Maria Santíssima. No Evangelho da Infância, deixa-se o mais belo retrato da Mãe de Jesus: A Virgem cheia de graça, o encantador modelo de fé, humildade, obediência, simplicidade e pureza, disponibilidade e espírito contemplativo.

Nenhuma criatura humana recebeu graças tão altas e singulares como Maria: ela é a "cheia de graça", o Senhor está com ela (1,28), obteve graça junto a Deus (1,30), concebeu por obra e graça do Espírito Santo e foi Mãe de Jesus (2,7) sem deixar de ser Virgem (1,34), intimamente unida ao mistério redentor da cruz.(2,35), será proclamada bem aventurada por todas as gerações, pois o Todo-Poderoso operou nela grandes coisas (1,49). Com razão uma mulher do povo louvou entusiasmada e de forma muito expressiva a Mãe de Jesus (11,27).

Ninguém pode enumerar quantas vezes os cristãos, desde o inicio, ao longo dos séculos, em todo o mundo, têm rezado "Santa Maria, Mãe de Deus...".
Sobre os milagres em Santuários Marianos: La Virgem del Pilar, Guadalupe, Lourdes, etc., os luteranos reunidos recentemente em um Congresso, na Alemanha, reconheceram com sinceridade que seria culpável não reconhecer que Deus havia feito muitos milagres em Santuários Marianos. Concluíram eles: “Seria até tolice não reconhecê-los só porque foram feitos em ambiente católico e não entre nós, de outras confissões evangélicas”.

4. O ARQUÉTIPO MATERNAL NO CRISTIANISMO
A Doutrina Homoousiana (da tríplice relação consubstancial de Deus), surgiu como um anseio vindo das profundezas do inconsciente cristão primitivo. O conceito de Trindade do Concílio de Nicéia foi como uma confirmação da existência do arquétipo feminino cristão. Só, que a Trindade, modificou toda a relação entre Jesus e Deus Pai.
O Pai forte e poderoso tornou-se a mãe agasalhadora e protetora; o filho, outrora, sofredor e passivo, tornou-se criança pequena. Surge então a figura divina da Grande Mãe, e torna-se a figura dominante do cristianismo medieval. Tanto é assim, que a Igreja no século IV, no seu desenvolvimento histórico, torna-se a Grande Instituição Sagrada onde os fieis iam amamentar em seus poderosos seios.
Por volta do ano 430 D.C o culto à Maria (a deusa Diana dos cristãos) foi ganhando mais destaque, de beneficiária da graça ela passou a conceder a graça. A Igreja estruturada na imagem da Deusa Materna era àquela que oferecia seu seio para o Jesus menino símbolo das massas sofredoras. Na retratação de Maria feita pelos pintores da antiguidade, ela sempre aparece com o menino Jesus acolhido em seus braços, simbolizando a proteção do arquétipo maternal às pessoas sofredoras e oprimidas, representadas ali pelas figuras da mãe e do bebê embalado em seus braços.
A dominância do arquétipo maternal no inconsciente dos cristãos primitivos corroborou, sobremaneira, para impedir a revolta da classe oprimida contra as autoridades, deixando a sociedade medieval na dependência dos governantes.

A fome insaciável de amamentar nos seios da Grande Mãe intuiu a configuração mais poderosa que se encontra nos altos níveis da vida mental. O leite materno sacia o medo da fome psíquica de auto-afirmação, uma vez que o tormento da fome é a antecipação mental representativa dos castigos e punições advindas da autoridade paterna.
Não há como escapar da teia da ambivalência, que caracteriza o humano: Ao mesmo tempo em que o homem recorre à autoridade de um Deus, identificando-se com Ele na guerra pela sobrevivência, anseia pelo colo materno contra a opressão da autoridade que o priva de permanecer indefinidamente criança amamentando-se nos seios da sua bondosa mãe. A nostalgia, a saudade do útero materno são afetos que o acompanharão pela vida afora.

Ameaçadora para sua sobrevivência, a solidão, não largará mais esse homem saudoso de sua imaginária “deusa – mãe – mulher”. Na falta aconchegante do colo e da seiva doce dos peitos da mãe, ele agora enfrenta o seu mal de cada dia, sendo responsável por si mesmo, muito embora aqui ou acolá se surpreenda “roendo as unhas” , memória do desmame e interdição materna mediada pela autoridade paterna.
Foi esse “desejo vedado” de voltar ao colo da Mãe, que incutiu nas civilizações o vigor pela criação, pelas artes e ciências, testemunhos que são, da dádiva de amor femininamente incutida em nosso inconsciente.

O catolicismo significou a volta disfarçada da Grande Mãe, que havia sido derrotada por Jeová. O espírito da Grande Mãe é representado pela terceira pessoa da santíssima trindade, cujo símbolo é uma “Pomba” que desce sobre o homem para saciá-lo da fome do leite materno. A missão desse arquétipo feminino sob a forma de “Igreja”, é a de imprimir o anseio de retorno ao colo da mãe primeva.
O Protestantismo negando “Maria Santíssima” como a figura feminina do sagrado (um dos arquétipos estruturantes do inconsciente), voltou-se inteiramente para o Deus Pai, sendo que, para obter o Seu perdão, o fiel Protestante fica dependente da aceitação do sofrimento, à custa da negação ou repressão de sua própria “sombra”.
No catolicismo, o fiel voltou a ser aquela criança eternamente abrigada nos braços da mãe. Para ele conseguir a verdadeira felicidade, não resta outro remédio que recordar aquelas belas intenções que tinha quando era pequeno, antes que o Ego tivesse a oportunidade de se manifestar, antes que a personalidade se tivesse formado, quando ainda dava os primeiros passos.

5. O FEMININO EM FREUD E JUNG
Freud chama a atenção para a imensa ambivalência da união Mãe filho. Essa união dual inteiramente imaginária, fusiona-se numa mônada, sem abertura para a alteridade. Além do mais, nela, o amor infantil é um amor sem medida que não se satisfaz com fragmentos, estando fadado à decepção. Daí, segundo Freud, a lei do Pai ao proibir a posse da mãe, primeiro objeto de desejo, é responsável pela função primordial fundadora de nossa cultura paternalista autoritária. A ordem materna no sentido freudiano remete à religião do filho, e, portanto, ao cristianismo, e a ordem paterna à religião do pai, isto é ao judaísmo.

Jung, diferentemente de Freud, valeu-se de uma rica simbologia mítica para definir o complexo feminino do inconsciente pessoal, denominando-o de “ANIMA” representado pela figura materna específica. “Anima” se expressa universalmente como mãe natureza, ventre materno, deusa de fertilidade, provedora de alimento; enquanto “ANIMUS, o complexo masculino”, como arquétipo de pai, se personifica em mitos e sonhos como dirigente, ancião, rei. Como legislador fala com a voz da autoridade coletiva e constitui a personificação do princípio do logos: sua palavra é a lei. Como Pai nos céus, simboliza as aspirações espirituais do princípio masculino, ditando sentenças, recompensando com bem-aventuranças e castigando com trovões e raios.
A abordagem de Jung, em que a face do divino é “Deus-Pai” e “Deusa-Mãe”, deixa transparecer que é nessa relação de completude entre os sexos, de respeito mútuo, interdependência e cooperação, onde reside a alteridade tão almejada que conhecemos através dos estudos da psicologia.

6. CONSIDERAÇÕES FINAIS
A estruturação feminina que herdamos em nossa gênese edênica continua latente em nosso inconsciente. É das profundezas dessa instância, que o lado feminino se revela com toda sua sublimidade peculiar, a infundir em nós, essa vontade, esse amor de estarmos aqui, todos juntos numa Confraria virtual, como irmãos e filhos desejantes da “Grande Mãe simbólica”, a lutar contra a “castração” do “é proibido pensar para não pecar e ser punido” imposto pela autoridade paterna dos primórdios de nossa formação psíquica. O autoritarismo do homem religioso é fruto do não reconhecimento de sua deusa interior. Ao ver refletida a sua “Senhora dos Prazeres” na pele do outro, ele a exorciza e a reprova, sem saber que está psicologicamente mutilando a sua própria carne.

Por Levi B. Santos
Guarabira, 16 de maio de 2009
OBRAS CONSULTADAS:
1. O Corpo da Deusa - de R. Polack – Editora Rosa dos Ventos
2. Mulheres, Sexualidade e a Igreja Católica – de Uta R. Heinemann – Editora Rosa dos Ventos
3. A Civilização do Ocidente Medieval - de Jacques Le Golf – Editora EDUSP
4. Bíblia Sagrada (Livro de Jeremias e Evangelho de Lucas)
5. Dogma Cristão - de Erich Fromm – Editora Zahar
6. O Mito do Significado – de Aniela Jaffé – Editora Cutrix
7. A Família em Desordem – de Elisabeth Roudinesco – Editora Zahar
8. Psicologia e Religião – de C. G. Jung – Editora Vozes.
9. Freud e a Sociedade – de Yannis Gabriel – Editora Imago


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quarta-feira, 12 de maio de 2010

Evolucionismo & Criacionismo: Um diálogo


A Teologia deve ter como ontogênese [1] a ecologia, e não a imago dei, [2] não a imagem daquele que criou, mas de onde o criado emerge, não é negar a transcendência [3] do criador na criatura, mas re-conhecer a natureza como suporte sine qua non [4] para a existência da criatura.

É um convite a andar numa linha tênue: “afirmar a natureza imanente [5] no homem tanto em sua composição química, quanto na influência bio-psico-lógica [6], que molda a dimensão psico-soma da existência humana”.

A ecologia afirma o entranhamento da natureza no homem, na imago dei eleva-se o homem acima dessa. O ser criado na antropologia teista [7] precisa reconhecer que o homem como o último na cronologia é dependente em comparação aos outros seres que habitam o planeta antes dele. A antropologia criacionista [8] tanto quanto a evolucionista concordam com sua peculiaridade, a capacidade de transcender o eleva acima dos demais seres.

Claude Lévi-Strauss diz: “A cultura surgiu no momento em que o homem convencionou a primeira regra, a primeira norma (LARAIA 2009)”.

O teísmo [9] crê que o homem desde a sua origem é superior a natureza, mas também tem na regra, a origem do des-vinculo com ela. Pré-supõe no teísmo a semelhança do evolucionismo, num determinado momento o homem vivia em harmonia sendo uma unidade com a natureza. O conflito surge em ambas às teorias através da norma ou regra, essa é a gênese da transcendência no teísmo: “O conhecimento do bem e do mal”.

A antropologia Darwinista tem na regra a evolução, a criacionista, não na regra, mas a quebra dessa, a regressão. Na primeira o homem é elevado a um estado superior, na segunda o inverso, ele sai de um estado “superior”, que seria a “ausência de conflitos”, para a “imperfeição”, que é atitude de criar, decidir por si mesmo, o certo e o errado. Na primeira a regra eleva, na segunda somente submetendo-se a ela o homem é elevado, manteria a ausência de conflitos!

A antropologia teista ou evolucionista são unânimes, em afirmar que houve um momento de transcendência:

“Todo comportamento humano se origina no uso de símbolos. Foi o símbolo que transformou os nossos ancestrais antropóides em homem e fê-los humanos. Todas as culturas se espalharam e perpetuaram através de símbolos” (LARAIA 2009; p55 op.cit. Leslie White). [10]

O comportamento humano, a faculdade de criar símbolos trouxe a des-harmonia, entre o homem e a natureza, houve um tempo em que às instancias da vida tinham duas dimensões: O Id [11] (Eu quero) com o Ego [12] (Eu posso), não existia Superego [13] (Eu devo)! A vida era afirmação dos desejos sem oposição da realidade, o símbolo deu significado, trouxe a cultura, homem e natureza deixaram de ser unidade.

A cultura eleva o homem acima dos animais, e transporta-o a dimensão dos conflitos geradores de neurose pela quebra das regras. Mas se a cultura é a gênese dos conflitos, entre as três instâncias da vida: Eu Quero X Eu Posso X Eu Devo? De onde surgiu esse ponto de interrogação (?), seria ele filho da cultura, nomeado pela psicanálise de “superego”!

Antes do superego a vontade de potência (Nietsche) era afirmativa “eu Devo”! Mas a afirmação cede lugar à interrogação “Eu Devo?” Alguma coisa aconteceu, a afirmação precisa da negação para ter sentido, a moral eleva o homem acima dos demais, mas toda ação produz re-ação, a eleva-ação gerou conflitos, ganhou transcendência, mas também a capacidade de se tornar neuro-òptico!

A origem da cultura para a antropologia Darwinista é o equivalente à lei da “arvore do conhecimento”, eleva o homem a uma nova dimensão. O estágio que antecede a norma mantém o homem num estado de igualdade com a natureza colocando-o na dimensão dos animais, essa dimensão que antecede as normas e a incapacidade de simbolizar tornava o homem igual aos demais seres. O surgimento desses símbolos eleva-o acima dos outros seres.

No teísmo, a norma não eleva, ela adverte em manter a harmonia. O homem sempre é considerado superior à natureza, a questão é: “Como ser superior aos animais sem a presença dos conflitos”? Não é o conflito com a natureza que diferencia o homem dos demais habitantes do planeta?Na antropologia teista, a narrativa do Gênesis infere que a “evolução” dar-se-ia justamente em “não ir além da norma”, de forma que a “norma” existe para ser mantida.

Nas duas teorias, a norma é fator sine qua non para a “evolução”, ou “degradação”! O teísmo traz implícito que o homem desde a sua origem é superior, e que a quebra da norma lhe colocou em conflito com a natureza causando a sua finitude (morte). O homem estaria em evolução com a ausência do conhecimento, ou seja, estaria evoluindo preservando-se de conflitos, pois o conhecimento deu origem à morte. No teísmo, a norma não deve ser quebrada, sua “transgressão” leva à “re-gressão”, pois nasce o conflito, a consciência, a subjetividade! No evolucionismo, a norma leva à “evolução”.

Os antropólogos elevam o homem a uma categoria suprema ao constatar que de todos os seres vivos é o único que tem noção de tempo, vive o hoje com o olhar no ontem e projeta-se para o amanhã. No entanto, reconhecem que esse mesmo homem é um dos mais frágeis na cadeia evolucionista, necessita de anos para ter um pouco de autonomia, e como os demais seres que já existiram antes dele, pode ter o final do seu ciclo no planeta.

O pré-suposto do teísmo inverte essa concepção ao afirmar que a teoria da superioridade do homem, criado a imago dei dá sentido à existência no tocante à finitude da vida. Em contrapartida, faz com que o homem abuse do “poder” que lhe foi outorgado, pois a transcendência deu-lhe a ilusão de que pode viver não só além da natureza, mas a submeter aos seus desejos!

A Antropologia Darwinista e a Teísta tem um ponto em comum: “Houve um momento que o homem se distanciou da natureza”! A discordância vem na seguinte indagação: “Foi uma Queda (teísmo) ou um Salto (evolucionismo)?”.

Na evolução: “O homem pró-gride”, vai para a dimensão da se-“para-ação”, ter consciência da finitude é evolução, dar-se-ia origem aos ritos.

O teísmo vai à contramão, ele re-gride, essa se-“para-ação” positiva na evolução é vista como negativa, a auto-nomia na antropologia Darwinista é vista como pró-gressão, já no teísmo é re-gressão, no evolucionismo o homem é auto-nomo, a regra vem de dentro, no teismo o homem é Teo-nomos vem “de fora”, abre mão da lei em si (dentro) para a lei além de si (fora)!

Na auto-nomia evolucionista ao terminar o ciclo da vida, o homem volta ao ventre da mãe natureza, no teísmo o homem cria símbolos, projeta seus anseios sabe que irá para o ventre da mãe, mas crê que voltará para os braços do pai! Religião é símbolo é desejo que palavras não podem expressar!

A filosofia teísta nem sempre concordou com a “queda”, Hegel interpreta a quebra da regra, (lei) como “Queda para cima”, nesse caso, o “fogo” roubado dos deuses trouxe luz aos homens (prometeu), o “abrir os olhos” trouxe o “conhecimento do bem e do mal” (judaísmo-cristão), a criação de regra-símbolo, deu a capacidade do homem transcender (Darwinismo).

A “auto-percepção”, implica conflito entre o “homem x deus (es)” (teísmo) ou a “criança x pai” (psicanálise), homem x natureza (Darwinismo). O Theos [14] adverte o antropos [15] que a quebra da norma marcaria o inicio do conflito, “abrir os olhos” enfrentar a “de-grada-ação” (Teísmo) ou a “e-voluir-ação” (Darwinismo).

No teísmo houve pré-juizo, trocar o não saber pelo saber, no primeiro há ausência de conflitos, mas haveria crescimento sem esses? No segundo (Darwinismo) a vontade de potência (Nietsche) nem sempre teria potência para executar sua vontade, o movimento do corpo na expansão iria encontrar na regra (lei) o seu reverso a contração!

A finitude e o desejo de pró-“longar” a vida, nisso concordam as duas antropologias, mas a evolucionista aceita a bio-lógica, na lógica da bio. O homem vai passar como passou os que passaram antes dele, contudo ninguém nega a necessidade da religião que nos símbolos empresta sentido à existência, ao menos faz o homem crer que é especial, afinal ele é diferente, ou pelo menos é o único que crê assim acerca de si mesmo.  
J. Lima
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NOTAS
[1] Série de transformações por que passa o indivíduo, desde a fecundação do ovo até o ser perfeito; ontogenia.
[2] É a doutrina de que o Homem foi criado à Imagem Divina. É a resposta bíblica a como surgiu o Homem, Criatura singular entre as existentes.
[3] s.f.1. Qualidade do que é transcendente; excelência; superioridade. 2. Sublimidade. 3. Grande importância.
[4] (locução latina sine qua non, sem o qual não)adj. 2 gén. 2 núm. Indispensável essencial (ex.: condição sine qua non).
[5] adj. 2 gén.1. Que não desaparece ou não se vai. 2. Permanente. 3. Inseparável do sujeito.
[6] Bio: pref.1. Exprime a noção de vida (ex.: biografia). 2. Exprime a noção de biologia ou biológico (ex.: biodiversidade). Psicológico adj.1. Pertencente ou relativo à psicologia.
[7] (antropo- + -logia)s. f.1. Estudo do homem considerado na série animal. 2. História natural do homem. teísta adj. 2 gén. s. 2 gén. Que ou pessoa que crê na existência de Deus.
[8] Antropologia idem 7, mas estuda o homem a partir da crença de o homem foi criado a imagem e semelhança do seu criador.
[9] O teísmo (grego theós, - oú, deus + - ismo) s.m. Crença na existência de Deus.
[10] LARAIA, Barros roque de. Cultura. Um conceito antropológico. 24ª edição. Editora Zahar. Rio de Janeiro – RJ. 2009.
[11] Id: conjunto de energias psíquicas que determina os desejos do sujeito
[12] Ego: estrutura onde está todo conhecimento que o indivíduo possui de si e sobre o meio
[13] Superego: estrutura que se desenvolve a partir do conhecimento mora e valores do indivíduo. Representa a mora dentro do indivíduo.

[14] Theos: Palavra grega para designar: “Deus”.
[15] Antropos: Palavra grega para designar “Homem”.
Fonte de consulta dicionário: http://www.priberam.pt/
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