quinta-feira, 23 de agosto de 2012

A luta contra a grave doença do alcoolismo


“E não vos embriagueis com vinho, no qual há dissolução, mas enchei-vos do Espírito” (Efésios 5.18; ARA)

Ando perplexo com o aumento do alcoolismo na sociedade brasileira, um vício considerado lícito e que tem crescido em todos os meios, causando graves problemas no trânsito, nos relacionamentos conjugais, no trabalho, nos estudos, além de ser uma porta de entrada para outras drogas piores. Jovens estão bebendo cada vez mais cedo e até as mulheres, com um organismo menos tolerante à substância alcoólica, já estão superando os homens na dosagem consumida.

É muito triste tudo isso que está acontecendo no nosso país. Gente com incrível potencial de trabalho, podendo cuidar melhor do lar, ser útil ao próximo e buscar a Deus numa igreja, prefere procurar sua autodestruição. Para piorar, o comportamento do alcoólatra acaba afetando também toda a família que, na maioria das situações, adoece junto. Pois tanto os pais, o cônjuge, irmãos e filhos sofrem quando têm alguém nessa condição e precisam internar o sujeito numa clínica para dependentes químicos porque não puderam mais manter o ente querido dentro de casa. E há casos em que é preciso ingressar com uma ação judicial e requerer a curatela provisória porque a pessoa recusa o tratamento.

Verdade seja dita que os estabelecimentos ditos de “recuperação alcoólica” não fazem milagres. Muitos servem mais para embromar as famílias e embolsar verbas públicas. Porém, mesmo nos locais onde há uma estrutura adequada, com área de recreação, psicólogos, atividades ocupacionais, consultas médicas, apoio espiritual e um rígido controle sobre o que os visitantes levam para dentro da clínica, torna-se indispensável que o paciente decida assumir uma atitude positiva diante da vida, resolvendo realmente mudar de rumo.

Tal como se ensina no brilhante trabalho do AA, é vivendo um dia após o outro que vencemos as nossas próprias compulsões, sejam os vícios do álcool, das drogas ou de comportamento com a ajuda do Poder Superior. Não importa por quanto tempo estamos sóbrios, pois, como se diz, “vale é que hoje eu não vou beber. Não vou dar o primeiro gole!”

Recentemente soube do caso de um senhor de seus 60 anos que havia sido internado numa clínica do Rio por causa de cocaína. Ele tinha se drogado muito na juventude e parado por volta dos 30. Porém, na terceira idade, não sei por qual motivo, teve uma recaída. Fez isto justamente num momento em que pessoas de sua faixa etária precisam cuidar diariamente da saúde, mudar a dieta, praticar exercícios físicos regularmente, ir com freqüência ao médico e evitar aborrecimentos.

Não importa quantas recaídas alguém tenha ou qual seja a dor do tombo. Os erros podem ter suas graves conseqüências e muitas delas até irreversíveis como nos acidentes fatais de veículos ou quando o alcoólatra chega a matar o seu semelhante sem nem ao menos lembrar do que fez, mas que, ainda assim, sofre a pena de homicídio doloso. Entretanto, em todas as degradantes situações, a restauradora graça de Deus vai de encontro de quem está caído no mais profundo poço e abre oportunidades para um novo caminhar. Ainda que a sociedade não dê uma nova chance ao indivíduo ou que a família lhe vire as costas, o Pai Eterno ama seus filhos como eles são, desejando que a sua Luz brilhe em cada coração.

Mais do que nunca permanecem como atuais as citadas palavras do apóstolo Paulo escrita à igreja da antiga cidade de Éfeso. Pois é se enchendo do Espírito Santo, deixando motivar-se com ideais elevados, que a pessoa consegue vitória contra todas as embriagantes compulsões doentias. Então, abraçando novos propósitos de vida, as coisas do Reino de Deus começam a estar em primeiro lugar dentro de nós e o bem passa a ocupar o nosso ser.


OBS: A imagem acima foi extraída do site da Fiocruz numa matéria abordando o alcoolismo entre as mulheres em http://portal.fiocruz.br/pt-br/content/mulheres-e-alcoolismo-pesquisa-aborda-como-pensam-e-vivem-experi%C3%AAncia
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