sábado, 7 de agosto de 2010

Jonh, o cristão (precisamos da religião?) parte final



Finalmente! Jonh se libertara dos processos neuróticos do fanatismo ilusório cristão!
Agora já adulto, com sua mente muito mais aberta, depois de tanto olhar para a vida e refletir, tendo literalmente quebrado sua cabeça, morreram em seu coração, como que apagaram de sua mente os muitos conceitos evangélicos.

Agora não mais precisava dos narcóticos delirantes evangélicos que muito mais anestesiavam os seus problemas na vida, do que propriamente os solucionavam.
Tivera fibra e coragem para de peito aberto encarar as vicissitudes da vida com suas tragédias e contingências, ao mesmo tempo em que abraçava a beleza e feiúra da vida.

Não tinha mais seu pé de apoio na religião, nem jogava para as costas largas de deus seu infortúnio como também não mais nutria expectativas deixando nas mãos de Deus o que ele mesmo tinha que ter coragem para enfrentar e realizar.

Deixou de dar dízimos e ofertas nas igrejas para enriquecer pastores inescrupulosos, que ajudava muito mais a levantar e sustentar impérios do que propriamente proclamar o evangelho, para dar nos orfanatos e asilos que careciam de ajuda.
Nunca mais se sentiu culpado por manter relações sexuais com a sua namorada.

Se antes ele não participava de festas de aniversários e casamentos, agora ele procurava ansiosamente para festejar a vida que deve ser valorizada e vivida e não postergada por causa de uma crença sem provas de uma vida alem morte, pelo simples fato de não trocar algo que já tem por um que nem sabe sem vem mesmo, ou então, mesmo que exista, não se sente condenado a não poder participar, pois entendia que a raça humana estava toda em pé de igualdade diante de Deus, habitando no ser humano tanto luz como trevas, sendo assim, ou Deus se fosse salvar, salvava todo mundo ou não salvava ninguém.

Porém Jonh entrou num caminho perigoso sem moderação e controle, começou a usar e abusar radicalmente de tudo antes que ele não podia e, portanto se reprimia, até os seus desejos mais intensos e violentos.
Não sabendo que estava sendo mais uma vez influenciado negativamente pela religião, só que agora ao contrario, pois tudo que era proibido antes, agora era experimentado por ele sem equilíbrio.
A religião fez mal a ele duas vezes: na primeira o proibindo, na segunda por ter proibido demais agora ele extravasava os seus instintos sem limites.

Jonh não respeitava mais nenhuma religião, nem as leis civis do estado, não ouvindo os conselhos de sua própria mãe que já estava idosa, desprezando a ajuda de seus amigos, e por não acreditar mais que existia céu e inferno, nem muito menos Deus, Jonh anulava riscando por completo a moral e a ética de sua vida, como também, o único pensamento que tinha era o de apenas aproveitar, vivendo o máximo dos prazeres da vida.

Era todo dia, indo a boates, bebendo até passar mal, saindo com todo tipo de prostitutas, não se protegendo, tinha suas relações sexuais sem camisinhas, e até mesmo, mergulhava no mundo da droga, experimentando tudo que lhe era oferecido, cocaína, maconha e até craque, se tornando um dependente químico, começou a roubar, e finalmente, até mesmo a matar as pessoas por causa de algum dinheiro.

Tendo experimentado de tudo, aproveitando a vida da sua maneira, caiu no tédio de ter os seus desejos satisfeitos, e como não tinha a religião para buscar mais sentido existencial, ele não agüentou o vazio na alma, e resolveu acabar com sua vida.

Foi no dia 23 de março, de 2007, aos 30 anos, que Jonh viera a se suicidar.
Pegando sua arma 357 Magnum prateada que tantas vidas tirou, abrindo sua boca, a colocou dentro, engatilhou, e sem hesitar, puxou o gatilho da Magnum e.......

Este foi o fim trágico de Jonh, que teve sua vida inteira vivida na religião evangélica, sendo que era a mesma que dava sabor, cor, cheiro e vida a sua vida.
Quando os seus olhos se abriram para a realidade da vida, perdeu os encantos e ilusões da religião, não encontrando mais sentido em nada neste mundo, e não agüentando o peso esmagador de viver, tirou sua própria vida.


Fim


Por Marcio Alves


Postado originalmente http://outroevangelho.blogspot.com/2010/08/jonh-o-cristao-precisamos-da-religiao.html

Observação: Para ter um melhor entendimento deste texto, não deixe de conferir “Jonh, o Cristão (convertido ou alienado?) parte 1” e “Jonh, o Cristão (racional ou incrédulo?) parte 2” no blog Outro Evangelho.

Fonte da imagem cristianitestimonidigeova.net
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