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Mostrando postagens de janeiro, 2014

Eugenia intelectual.

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       Os  neandertalenses se separaram do ancestral que partilharam conosco entre 600 e 550 mil anos atrás. Tinham uma capacidade craniana parecida com a nossa que fica numa média de 1.520 centímetros cúbicos. Eram fisicamente mais robustos que nós, com peito cilíndrico e músculos mais fortes e usavam cerca de 60 utensílios diferentes. Muitos encontrados naturalmente em seu habitat.    Teoricamente os neandertalenses tinham as mesmas chances de se tornarem como nós no sentido de uma espécie hominídea inteligente capaz de viajar no espaço e comunicação interestelar. Não existem provas de que os neandertalenses tenham avançado além do ponto em que desapareceram há 30 mil anos atrás. Embora os paleontólogos discordem sobre muitas coisas, existe uma concordância quase total na literatura de que os neandertalenses não estavam a caminho de uma evolução substancial como a nossa. Eles eram organismos perfeitamente adaptados ao seu ambiente. Vi...

Educação nada "zen"

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Sinto-me indignado toda vez quando assisto a um comercial do MEC na televisão informando que o governo federal teria "democratizado" a educação no país. Através de uma peça publicitária acompanhada por uma chata musiquinha "Tô bem, tô zen, entrei pra faculdade com Enem", a qual não quer sair de jeito nenhum da minha cabeça, o vídeo tenta convencer a população de que, com os programas oficiais (Sisu, Prouni, Fies, Cotas e Ciência Sem fronteira) as portas ao ensino superior foram finalmente abertas aos estudantes brasileiros. Ainda que tais projetos tenham facilitado o acesso de muitos às universidades, jamais podemos falar que houve uma verdadeira democratização social enquanto a educação de base, principalmente a escola pública, permanecer deficiente. Pois a verdade é que somente uma minoria consegue concluir os seus estudos com a qualidade necessária para ingressar e se manter numa faculdade, tendo um aproveitamento que possamos considerar suficiente. ...

O perfil psicológico de Joana D'Arc

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Joana d’Arc. A visionária. A vidente. A Mística. A Guerreira. O Mito. Muitas tentativas foram feitas para traçar seu perfil psicológico.  Muitos médicos,  psicólogos e psiquiatras tentaram desvendar a origem das “Vozes” que a acompanharam até a morte trágica na fogueira. Seriam as vozes de origem sobrenatural ou alucinatória? Pode as alucinações coexistir com uma personalidade normal ou sempre devem ser consideradas sinais de doença? Alucinação é uma percepção experimentada na ausência de estímulo externo. Pode ser interpretada como sintoma de um fenômeno patológico subjacente, sendo diagnosticada, por exemplo, como esquizofrenia. Em muitos casos o maior problema não são as vozes, e sim, a incapacidade de lidar com elas. Embora no século XV não faltassem profetizas, todos os que conheceram Joana a definiram como forte e equilibrada. Seus inimigos a chamaram de “feiticeira” mas não, de “louca”. É importante notar que as alucinações não são exclusivament...

A Volta de Monteiro Lobato

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Monteiro Lobato ficou petrificado quando São Pedro afirmou, veementemente, que se ele descesse à  “Terra Brasilis” , seria escorraçado. Mas depois de tanto insistir, o escritor renomado recebeu o aval do Santo Porteiro do Céu para retornar a sua velha terra. Monteiro Lobato (1882 ― 1948) estava bem lembrado de que em nenhum lugar fora do Brasil tinha recebido tão grande acolhida. Lembrou-se, que certa feita, São Pedro havia lhe contado do enorme sucesso que fizera o seu “ Sítio do Pica Pau Amarelo ” na Televisão.   Afinal, seus livros estavam registrados no Canon Sagrado das escolas brasileiras. Por que seria então mal recebido entre os seus pares, agora? ― perguntava a si mesmo. Na sua longa caminhada sonhou que suas obras estavam sendo proibidas nas escolas primárias e secundárias, após discussões até certo ponto acirradas. Em sonho, via os filhos daqueles que antes o aplaudiam. gritando de punhos erguidos: Pre-conceituoso! Racista! Reacionário! Coxi...

Conceito de Expiação Posto em Cheque

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Conceito de expiação posto em cheque Carl G. Jung, em seu livro “Resposta a Jó”, alude duas teorias medievais em relação à expiação.   Segundo Jung, o conceito tradicional da obra de redenção corresponde a um modo de pensar unilateral, quer o consideramos como puramente humano ou desejado por Deus. Existe um outro ponto de vista segundo o qual a obra da reconciliação não é o pagamento de uma dívida, mas a reparação de uma injustiça divina cometida contra o homem. Abelardo, teólogo cristão do século XI tinha pensamento parecido. Esta concepção, prossegue Jung, parece-me corresponder melhor às verdadeiras desproporções. O cordeiro pode turvar a água de que serve o lobo, mas não pode causar nenhum outro dano a este último. Assim, a criatura pode decepcionar o criador, mas dificilmente será capaz de causar-lhe uma injustiça dolorosa. No entanto, está em poder do criador fazê-la contra sua criatura. Mas com isso não estamos cometendo uma injustiça contra a divindade. Muito...