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“40 dias no Vale da Sombra da Morte”

Título original: Carta a um Confrade   Caro confrade Márcio Dias atrás me pediste para fazer uma resenha crítica de teu livro recém lançado ― “45 Dias de Pânico”. Confesso que me senti incapaz de realizar tal façanha, ante a impossibilidade de tratar de um assunto tão intrínseco subjetivo e altamente individual. Preferi, te escrever uma carta, ao estilo dos velhos tempos em que nem de longe imaginávamos o advento de um progresso tecnológico tão atraente como o da internet. Recebi teu livro por e-mail, e comecei a lê-lo aos poucos, para degustar melhor. Na ocasião, em uma mensagem postada no teu Face, falei que estava iniciando a leitura de tua passagem pelo “Vale da Sombra da Morte” ― expressão de grande valor metafórico e muito conhecida entre nós, que tivemos um passado não mui agradável pelos meandros da religião. Ressalte-se aqui, que os arquétipos religiosos plantados nos arquivos mais profundos de nossa psique são indeletáveis, e a todo momento, sem que percebamos, ...

"PT é varrido do mapa eleitoral do Nordeste"

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Por Terezinha Nunes * Em 1986, quando Lula ainda estava longe da presidência da República, o Nordeste surpreendeu o país elegendo uma petista, Maria Luíza Fontenelle, como prefeita de Fortaleza. A primeira mulher a conquistar o poder executivo em uma capital. O restante da história todo mundo sabe. Com o tempo e a vinculação cada vez maior de Lula e do PT com os nordestinos, além da criação do bolsa-família, o Nordeste passou a ser a terra de Lula e, posteriormente, de Dilma. Ambos tiveram votações expressivas na região que fazia, politicamente, o que eles determinavam. Pedir votos para o PSDB no Nordeste era quase uma sentença de morte. Os tucanos eram vistos como pessoas contrárias ao bolsa-família, coisa que o PT apregoava nos quatro cantos da região, criando uma guerra entre sulistas e nordestinos que dividiu cada vez mais o país e chegou à Internet com posicionamentos xenofóbicos flagrantes. Nesta eleição, porém, o troco veio de forma cavalar. ...

Posso escolher em ser gay, e depois deixar de ser?

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Por Márcio Alves Sexo para além de todo esse marketing construído entorno da "teoria de gênero", do "politicamente correto" de dizer que é "escolha", "preferência" - e que deve ser apresentado às "opções" para a criança, ensinando-a sobre as "preferências" sexuais - penso que sexo é muito mais que uma simples questão de "gosto". Como se sexo fosse apenas uma escolha que se faz, igual a um daqueles "produtos" que compramos numa prateleira de supermercado, ou, como abrir a geladeira e optar entre um suco ou refrigerante. Sexo, para além desse "bla-bla-bla" de gosto que as "teorias de gêneros" das "ciências sociais" e alguns movimentos de GLBT querem empurrar "goela" abaixo na gente, é uma questão de CONDIÇÃO: a pessoa "nasce" e não se "torna" - claro que sempre há "exceções", como aquelas que devido alguma experiência traum...

"CRISTO EM NÓS"

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Por Guiomar Barba “Pois eu lhes digo que se a justiça de vocês não for muito superior à dos fariseus e mestres da lei, de modo nenhum entrarão no Reino dos céus". (Mateus 5:20) Fomos marcados por traumas. Temos cicatrizes nas nossas almas. Muitos de nós temos feridas tão profundas que ainda sangram apesar do tempo e, por isso, tanto desequilíbrio emocional, tantos caracteres anômalos. Aqueles que não conhecem a máxima do evangelho de Cristo que é "Amar ao próximo como a si mesmo" nos castigam a cada dia com difamações. São aqueles que hipocritamente esquecendo das suas próprias transgressões, tentam nos congelar nos nossos pecados. Transcrevo o texto do Pr. Joilson Rocha que com muita propriedade nos expõe, à luz da Palavra de Deus: “Aos 'doutores em divindade', aos 'expert em espiritualidade', aos 'promotores da justiça própria farisaica', aos 'Boanerges que querem queimar samaritanos', aos ...

O impasse do financiamento da democracia

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Por Marcus Pestana O esgotamento do sistema político é consenso na sociedade brasileira. As últimas eleições, acrescidos os fatos revelados pela Lava Jato, demonstraram que o atual modelo partidário e eleitoral se exauriu. Não só em relação à fragilidade do vínculo entre o eleitor e a representação política, à excessiva fragmentação e ao enfraquecimento do sistema partidário, mas também no aspecto do financiamento das atividades políticas e eleitorais. A democracia tem custos. O dilema a decifrar é o da inviabilidade, no curto e médio prazo, das doações eleitorais por pessoas jurídicas. Além de declaradas inconstitucionais pelo STF, elas ficaram fortemente marcadas como tradução de relações pouco republicanas entre as esferas pública e privada. Até mesmo as despesas contabilizadas na forma da lei, o “caixa 1”, foram desmoralizadas. Por outro lado, não há, na cultura brasileira, tradição de participação das pessoas físicas nas doações eleitorais. Só nos resta er...

“A necessária reforma política”

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Por Marcello Richa * Atualmente o Brasil possui 35 partidos políticos registrados no Tribunal Superior Eleitoral (TSE) e já existem pedidos para a criação de mais 51 legendas. É um número exorbitante de siglas que, muitas vezes, não possuem identidade ideológica e são criados apenas para ter acesso ao fundo partidário e negociar cargos em troca de tempo de televisão durante campanhas eleitorais. Esse cenário levou a política brasileira a viver um eterno balcão de negócios nocivo a democracia. O fisiologismo na política precisa ser combatido e a reforma política se faz cada vez mais necessária. Um passo importante poderá acontecer no dia 9 de novembro, quando irá para primeira votação a Proposta de Emenda Constitucional (PEC) 36/2016, de autoria dos senadores Aécio Neves (PSDB-MG) e Ricardo Ferraço (PSDB-ES), que extingue as coligações nas eleições proporcionais, reforça a exigência de fidelidade partidária de políticos e cria uma cláusula de barreira que estabelece ...

Será que a obrigatoriedade do voto não poderia ser repensada?

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Após os resultados das eleições municipais deste ano, os jornais publicaram diversas notícias comentando sobre o crescimento do PSDB, a queda do PT (nenhuma prefeitura conquistada no segundo turno), a situação dos 147 candidatos a prefeito mais votados em suas cidades mas que ainda precisam ter o registro aprovado na Justiça Eleitoral, e o número enorme de abstenções, votos nulo e em branco.  De acordo com o Tribunal Superior Eleitoral (TSE), o número de eleitores que não compareceram às urnas no segundo turno das eleições municipais de 2016, somado aos votos brancos e nulos, foi de aproximadamente 10,7 milhões de pessoas. O percentual corresponde a 32,5% dos 32,9 milhões de eleitores aptos a votar, sendo que, nas eleições municipais de 2012, o número havia sido bem menor: 8,4 milhões (26,5% dos 31,7 milhões de eleitores). Ou seja, uma queda de 4,5% dos votos válidos em relação há quatro anos atrás. A esse respeito, um dos exemplos mais comenta...