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Mostrando postagens de junho, 2010

Porque não prego bençãos materiais

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Confesso que as lentes com que leio as escrituras hoje, já não são as mesmas com as quais eu lia no princípio da minha conversão. Acredito estar em um processo de amadurecimento espiritual em todos os níveis. Como conseqüência, minhas mensagens, já não são mais, as mesmas. Quem me escutou pelo menos á 3 anos atrás, percebe uma mudança radical em meu modo de pregar. A ênfase das minhas mensagens era: Vitórias, bênçãos, livramentos, milagres e prosperidades. Um verdadeiro arsenal de triunfalismo. Do mesmo modo, que os “famosos pop stars” da falácia teologia da prosperidade. Só pregava promessas de bênçãos, variavam os textos bíblicos, mas o teor da mensagem era o mesmo. Exemplificando era mais ou menos (qualquer semelhança com fatos reais, (quem lê entenda) é mera coincidência) assim: Mar vermelho abrindo-se para o povo de Israel passar: “Deus vai abrir o mar – mar do desemprego, mar da doença, mar das dívidas e todas as baboseiras que ouvimos – e se o mar não abrir.....

SOBRE NOSSOS DEMÔNIOS INTERIORES

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--> Tanto a Religião como a Psiquiatria e a Psicanálise têm a alma como seu campo de trabalho ou de batalha. Através dos séculos da história da igreja, os cristãos, de um modo geral, têm interpretado os conflitos emocionais como lutas espirituais contra “seres” vindos de fora. Os religiosos ocidentais têm medo de que a psicanálise ao sondar as profundezas mentais do ser humano, lhes roube “o Pai dos Céus”. A dor existencial e a experiência subjetiva dos indivíduos com perturbações mentais são motivos de uma intensa e profunda abordagem pelos psicanalistas. O que estes profissionais pretendem é restabelecer a harmonia psíquica, trazendo para a consciência do portador de neurose (inclusive a eclesiástica), a origem e o significado de suas práticas ritualísticas compulsivas. Aos “Demônios” da religião ocidental a ciência deu-lhes outros nomes, como esquizofrenias auditivas e visuais, psicoses e neuroses. As possessões demoníacas ela ...

"Eu gosto do seu Cristo; o que eu não gosto é dos seus cristãos"

Isaias Medeiros Por que o Cristianismo não deu certo? Ou, porque os seus seguidores se tornaram tão diferentes do seu fundador e os seus dogmas tão distintos dos ensinamentos do Rabi de Nazaré? Talvez, porque os que se apossaram das palavras de Jesus tenham sido exatamente as pessoas para as quais Jesus não se dirigia: os religiosos. Seu público alvo não eram os líderes religiosos, ou aqueles que praticavam formalmente a religião. Quando falava a eles era sempre de forma crítica, mas como quem critica alguém que sabe que está errado, mas não dá o braço a torcer. Aqueles para os quais o seu discurso era realmente direcionado eram os moradores de rua, as putas , os viados , enfim, todo o lixo que a religião excludente de sua época formava. Ele era sim o Jesus das prostitutas, dos mendigos malcheirosos, dos malandros e de todos quantos já se consideravam condenados e que por isso nem passava pelas suas mentes tentarem uma reconciliação com Deus; e consigo mesmos... Hoje, os cri...

Confissões de um "aborto" ao Mestre Jesus.

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No seu passado obscuro de promiscuidade ela havia feito um aborto. Corajosa e decidida, tomou a iniciativa de entrar na casa de Simão, o fariseu para cuidar gentilmente do Mestre. A mesa estava farta de alimentos, ao redor os fariseus. Ela tinha o desejo de sussurrar no ouvido dEle, sentia uma culpa profunda do passado. Ela estava por detrás de Jesus, levantou a cabeça em direção ao seu ouvido e sussurrou: “Mestre, confesso ter transado com um filho de Sacerdote e ter engravidado do mesmo. Como, para tal solução, resolvemos procurar uma clínica de aborto.” Cheio de emoção e arrependimento. “Ela chorava e as suas lágrimas molhavam os pés dEle. Os cabelos estavam ensopados, na tentativa de enxugar os pés do Mestre.  Tremula, continuou... “Mestre... Realizaram o procedimento sem maiores problemas físicos, mas, mal sabia que o pior estaria por vir. Toda noite antes de dormir a partir do dia em que o aborto me aconteceu, ouvia o choro de um recém nascido. E anos a fi...

Ponto critico

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Sigo num ritmo acelerado a trajetória de um caminho sem volta. A essa altura não da mais para interromper o processo, não há como retroceder. O único medo que me assalta e me preocupa agora é o medo de não ter mais medo, e perder a noção do perigo. Não sei absolutamente em que fim vai dar, estou pagando pra ver, sei que posso pagar caro, só espero que não custe a minha própria alma. Não mais me debato e nem ponho em risco a autenticidade do meu ser, em sacrifícios improdutivos contra as exigências legitimas da minha natureza, deixo que tudo corra naturalmente, não me preocupo mais com mandamentos que estão para alem de mim. Se o meu coração for bom, sei que dele procederá  boas coisas, caso não seja, depois de tanta coisa, já não sei se posso saber ou fazer coisa alguma. Se a minha consciência me engana, então não me resta saída, posto que ela seja o meu único canal de cura. Se o julgamento que sempre fiz de mim mesmo não me resolve, e se tudo que senti e vivi diante Dele não...

Foi tudo um sonho

O plano seguia como planejado. Até ali, convencera até seus pais de quem ele era, de que estava numa missão especial. Ora, tudo indicava isso, dizia ele. Veja bem, nascido de uma virgem (pelo menos esse era a história que sua mãe lhe contava daquela gravidêz fora de hora), a fugida ao egito, o momento histórico. Só faltavam algumas pequenas adaptações, nada muito complicado de ser feito, para ser reconhecido como o tão aguardado Messias. Seus colegas o ajudaram no plano. Alguns amigos de infância ajudaram a espalhar boatos, do menino que fazia barro virar bicho, cegava quem lhe contradizia, curava só de olhar. Foi na adolescência e juventude que ele teve essa idéia. Estudou as escrituras sagradas, embora prefiria chamá-la de escrituras de moisés, e viu que os mais religiosos de seu tempo a utilizavam em seu próprio benefício. Havia visto como os sacerdotes se venderam, como tudo era vaidade, e os menos abastados eram oprimidos. Alguém precisava fazer alguma coisa. E t...

Um pouquinho do pré-princípio

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Olá amigos, vocês não me conhecem, eu me chamo Zios. Sou o ser supremo de todos os universos e galáxias, desde antes da existência dos universos e galáxias. Eu sou antes da existência da matéria, eu sou o criador da matéria. Eu sempre estive ali, eu e mais nenhum outro ser. Minha onipresença era repleta da mais triste ausência. Vivia cheio e vazio de mim mesmo. Minha existência não fazia sentido. Eu estava em tudo, e este tudo era o nada. Não possuo forma física definida. O meu eu ecoava por todo vazio existente. Foi quando resolvi dar existência ao universo, às galáxias, aos planetas, aos organismos macros e micros. Agora não estava mais vagando em minha existência vazia, podendo existir naquilo que havia criado. Resolvi criar seres parecidos comigo, formados de i-matéria, porém, sem poder de criação. Chamei-os de angos. Todos angos eram iguais. Resolvi modificar um pouco categorizando-os, diferenciado-os, classificando-os de forma a torná-los superiores e inferiores....

"Dai-lhes vós de comer"

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Tinha sido um dia difícil na vida do Carpinteiro de Nazaré. Seu primo e primeiro mentor, João Batista, tinha sido decapitado por Herodes e isso abateu-lhe os ânimos.  Mas ele não tinha muito tempo para lamentações. Sua missão urgia, os pobres e os injustiçados esperavam dele, palavras que lhes tocassem o coração e mente e que pudessem avivar a esperança de dias melhores quando o Reino irrompesse nas estruturas doentes e seculares que subordinavam o povo numa religião decadente e conformada com o status quo. Mesmo assim, pensando em retirar-se para curar sua dor, afastou-se com os Doze para um lugar deserto. Ele gostava de lugares desertos. Do silêncio. Onde mais poderia ouvir com clareza a voz do seu Pai? Mas nenhum movimento que ele fizesse passaria despercebido pelas multidões que o buscavam. Dezenas de desesperados, sofridos pela dor, foram ao seu encontro e receberam dele a atenção merecida. Ainda com a dor da morte trágica de João machucando se...