Deus gosta de poesia ou A matemática sinfônica da criação no texto bíblico.
Um erro comum que tanto céticos e ateus quanto crentes e teístas cometem é considerar o primeiro capítulo do livro de Gênesis como ciência e não como de fato ele é: poesia. Muitos apologistas cristãos modernos tentaram encaixar no relato bíblico a visão moderna da ciência como a teoria do Big Bang desconsiderando que jamais o autor do texto tivesse a pretensão de discorrer sobre uma teoria que só iria aparecer milênios depois. Por outro lado, da mesma forma, os céticos costumam menosprezar exatamente o texto de Gênesis por acreditarem que ali o que se faz é ciência e não poesia. Os antigos hebreus não eram muito afeitos a discutirem sobre o mundo natural, pois estavam mais interessados em apresentar a sua fé no seu Deus através da poesia e da celebração da criação feita por este Deus. Logo, Gênesis não fala como de fato Deus criou o universo e sim, celebra a existência da criação e do Deus que cria para um propósito. Podemos considerar ...