terça-feira, 5 de agosto de 2014

Onde iremos?

A ciência evidencia a existência do homem com datação aproximada de 50.000 anos, ou seja: 800 gerações de 60 anos. Vivemos nas cavernas por 700 destas gerações e só nos diferenciamos de outros animais similares devido a transferência de conhecimentos através de guerras, conquistas, derrotas, erros e acertos. Somente durante as 70 últimas gerações foi possível haver uma comunicação efetiva entre uma geração e outras porque a escrita favoreceu isto.
Durante estas 70 últimas gerações ocorreram vários conflitos entre a evolução e o fundamentalismo religioso (principalmente o cristão) causando um substancial atraso no desenvolvimento. A esmagadora maioria dos bens materiais e o IDH conquistado, ocorreram durante as duas últimas gerações. Este avanço tecnológico pode estar gerando um choque inter cultural ou inter racial devido a desumanização pela tecnologia, ou a alienação pela arrogância contra o analfabetismo, o fundamentalismo ou outras mazelas sociais geradas pela involução.
Enquanto aceleramos uma partícula a 99% da velocidade da luz, convivemos com altas taxas de analfabetismo chegando a sermos presididos por um apedeuta. Enquanto desenvolvemos uma agricultura operada por máquinas guiadas por GPS com tecnologia RTK, damos esmola a famintos de várias nacionalidades através de programas governamentais. Enquanto pesquisamos o universo num raio de 12 milhões de anos luz, convivemos com fundamentalistas que acreditam irem para o céu tendo direito a 70 virgens para seu deleite. Enquanto pesquisadores cientistas escavam fósseis humanos com datação confirmada de 30.000 anos, temos populações inteiras de países do terceiro mundo acreditando que o homem foi “criado” a 6.000 anos e se matam em defesa da teoria improvável.
Estas diferenças sociais e culturais aumentam em progressão geométrica e chegará o dia em que os que não têm, não podem e nem são, nascerão com ódio dos que têm, são ou podem. Também por serem uma minoria inalcançável. Desculpem-me se me incluo nesta minoria e me fiz odiar.
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