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Mostrando postagens de novembro, 2010

Deus no banco dos réus: Culpado ou inocente?

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Diante da miséria humana, da dor e sofrimento no mundo, as constantes tragédias, como também as catástrofes naturais, e o silencio absurdamente gritante de Deus, como sua ausência constante jamais interrompida, se Deus estivesse nos bancos dos réus, para ser julgado por toda humanidade, Deus seria declarado Culpado ou Inocente? Vamos fazer o teste então, usando todos os recursos dos quais dispomos, como raciocínio lógico, senso de justiça e sentimentos, para julgar Deus do nosso ponto de vista, tentando assim, chegar a uma conclusão final sobre o veredito de Deus. Eis algumas das acusações mais graves contra o “todo-poderoso”: Seu silencio. Sua ausência. Dor, sofrimento e miséria humana. Maldade humana. (Deus não poderia ter criado o homem com limites para se fazer o mal?) Catástrofes naturais. Acidentes e tragédias humanas. Exercício de reflexão: Deixar um bebê inocente e frágil, ser estuprado e brutalmente assassinado ou morrer por algum acidente, desnecessariame...

Aversão Ao Diferente

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Por Levi B. Santos Pelo andar da carruagem pressinto que a religião ocidental, jamais vai ajudar alguém sem lhe cobrar algo. A compaixão jamais estará presente em cada um de nós, se não nos vermos na pele daquele que sofre preconceito. Mas a religião que se vê por aí, pugna por todo um mecanismo de dominação, cuja base é forçar o indivíduo a esconder os próprios sentimentos. Isso já começa desde cedo, quando os atos psíquicos originais da criança, através de subornos, são substituídos por meros clichês de convivência social. Sem poder expressar os seus sentimentos, o ser em formação vai se adaptando a um regime de escravidão psicológica dentro de um mundo ilegítimo e estéril. E as instituições religiosas com raríssimas exceções se alimentam desse maniqueísmo rotulado de “amor pelas almas”. Ela, a criança, aprenderá no mínimo, que AMAR, é ter que dominar o outro, e submetê-lo aos seus próprios poderes e ditames. Quão difícil é encontrar lugar para...

O Segredo da Inseminação Artificial - Confissões de Jesus de Nazaré na sua Infância.

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Por meio de uma insemin ação artificial e divina, fui gerado. Você doou o próprio esperma e preferiu ficar no anonimato, no esquecimento e sumiu tornando um desconhecido. Quando eu me form ava no ventre da minha mãe, durante nove meses, o futuro esposo dela não saia do seu lado. Mas você não estava lá... Para estreitar os laços de afeto comigo. Eu queria apenas receber o carinho das suas mãos e ouvir a sua voz ao falar comigo, mesmo eu estando lá dentro eu queria..., ..., eu queria o seu afet o mesmo estando no ventre da minha mãe. Quando sai do ventre, você não estava lá... Para me pegar nos braços e encher-me de segurança e proteção. Quando eu disse as minh as primeiras palavras, você não estava lá para mim... Para ensinar-me o dicionário inteiro se fosse necessário. Quando eu dei meus primeiros passos, você não estava lá... Para me encorajar a prosseguir em frente. Quando eu tive meu prim eiro dia na escola dos profetas, você não estava lá... Para ...

Atualizando a Bíblia: A Parábola do Bom Travesti

Rubem Alves J esus sabia que as estórias são o caminho para o coração. Por isso contava parábolas. As parábolas de Jesus eram sempre feitas em torno de situações da vida naquela época. Se ele vivesse hoje suas parábolas seriam diferentes. E perguntaram a Jesus: “Quem é o meu próximo?“ E ele lhes contou a seguinte parábola: Voltava para sua casa, de madrugada, caminhando por uma rua escura, um garçom que trabalhara até tarde num restaurante. Ia cansado e triste. A vida de garçom é muito dura, trabalha-se muito e ganha-se pouco. Naquela mesma rua dois assaltantes estavam de tocaia, à espera de uma vítima. Vendo o homem assim tão indefeso saltaram sobre ele com armas na mão e disseram: “Vá passando a carteira“. O garçom não resistiu. Deu-lhes a carteira. Mas o dinheiro era pouco e por isso, por ter tão pouco dinheiro na carteira, os assaltantes o espancaram brutalmente, deixando-o desacordado no chão. Às primeiras horas da manhã passava por aquela mesma rua um pa...

Não importa o que fizeram de mim...

Era uma família humilde. Sua mãe quase não conversava ou saía à rua. Seu pai era apenas um homem comum. Ele por sua vez não se limitava às rotinas diárias e "mundanas". Não se preocupava com compromissos sem sentido e que apenas o mantinham vivo. Comia apenas o necessário para mais um dia de vida. Não concordava com a obsessão por esta vida que não lhe trazia o principal. Esperanças iam se desfazendo ao seu redor, ele via isto nos rostos dos amigos e familiares. Liberdade não mais se esperava. Certo dia se enche de tudo e propõe uma alternativa: "Deixemos de nos preocupar com nossos umbigos e passemos a nos preocupar com a comunidade". Ouvira falar de Confúcio de Sócrates, alguns pensadores de  outras culturas. Ouvira sobre a mitologia e não entendia porque o medo do Hades. Ele não acreditava em uma vida pós morte, apenas tentava transformar esta crença em algo bom para o hoje. Ele trabalhou no consciente de seu povo p...