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Mostrando postagens de agosto, 2014

A radicalização dos Quatro Cavaleiros do Apocalipse

Por Marcelo Gleiser Minimizar a importância e o poder da fé na vida das pessoas é um erro grave. Aquele que acham que a tecnologia necessariamente leva a uma sociedade cada vez mais secular deveriam dar uma boa olhada em torno. No maior país do mundo, líder em tecnologia, os EUA, mesmo admitindo variações do que "Deus" signifique, de cada dez americanos em média sete têm certeza absoluta de que Deus existe. Os EUA são uma das nações mais religiosos do mundo. Se a percentagem de fiéis na época do faraó Akenaton (1350 aC) era, digamos, de 99,9%, esta é apenas uma diferença de 7,9% do número atual nos EUA. Somos capazes de acreditar em algo mesmo na ausência de qualquer evidência. Em outras palavras, quando queremos acreditar em algo fica bem mais fácil nos convencer de que esse algo existe. Nos últimos anos, a chama "guerra" entre a religião e a ciência vem sendo abordada por um novo ângulo, bastante polêmico. Cientistas como Richard Dwkins e Sam Harris, o fi...

O nada que funciona

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Efeito placebo. Segundo o médico e farmacologista Julio Rocha, "placebo é qualquer tratamento que não tem ação específica nos sintomas ou doenças, mas que, de qualquer forma, pode causar um efeito no doente". Existem estudos que demonstram que pelo menos um terço do total de pacientes  tratados com substâncias inertes apresentam alguma melhora clínica. Um recente estudo em Havard, foi testado a eficácia do placebo em vários distúrbios como dor, hipertensão e asma. O resultado confirmou: de 30 a 40% dos doentes obtiveram alívio pelo uso de drogas falsas. Há casos de melhora até em falsa cirurgia! O cardiologista Protásio Lemos da Luz, do Incor, lembra de exemplos que viraram clássicos na medicina:  pacientes com angina (dor no peito pelo estreitamento das artérias) que seriam  operados para a colocação de pontes coronárias, mas que estavam em tão mau estado que não dava para operar, ao observarem o corte no peito e saber que passaram por uma cirurgia...melhoraram...

O Novo Testamento Forjou um Messias

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Conforme as escrituras cristãs, Jesus não era descendente do Rei Davi e da casa de Salomão. O “Novo Testamento” cristão fala sobre a genealogia de José. Entretanto, há um grande problema para os cristãos resolverem: Jesus afirma ter nascido de uma virgem e que José não era seu pai.(Mat.1:18 Em resposta, alega-se que José adotou Jesus, e passou sua genealogia a ele por adoção. Não há base bíblica para a adoção nesses casos. Um pai não pode passar sua linha tribal por adoção. Um sacerdote que adota um filho de outra tribo não pode fazer dele um sacerdote por adoção. Mas, suponhamos que tenha havido a adoção. Mesmo assim, José não poderia dar a Jesus o que ele mesmo não tinha. José é descendente de Jeconias (Mateus 1:11-16). E daí? E daí que os escritores cristãos esqueceram que isso fez José cair na maldição do Eterno que prevê que nenhum dos descendentes de Jeconias se sentaria como rei no trono de Davi. Jesus não poderia ser o messias por causa da maldição prevista pa...

O direito de conviver com o pai

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Finalmente chegou o segundo domingo de agosto! Sei que se trata de uma data com um apelo bem comercial, mas reconheço o seu devido valor para as famílias e, principalmente, para as crianças. Perdi meu pai aos sete anos de idade. Foi uma experiência super dolorosa, jamais poderei negar, mas pelo menos posso dizer que o tive presente em vários momentos importantes durante um breve período de minha vida. No entanto, quantos meninos e meninas não passarão esse dia sem a companhia de um pai?! De uns anos para cá, muito tem se discutido no Direito brasileiro sobre as questões relativas à  negação do afeto . Seriam os casos de pais que abandonam o filho, independente de fornecerem a ajuda material (pensionamento), escolha que poderá causar prejuízos irreversíveis no desenvolvimento da personalidade da criança. Pode-se afirmar que, com a Constituição de 1988, a família deixou de ser um fim em si mesmo passando a ser lugar de realização existencial dos seus membros. Neste...

Onde iremos?

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A ciência evidencia a existência do homem com datação aproximada de 50.000 anos, ou seja: 800 gerações de 60 anos. Vivemos nas cavernas por 700 destas gerações e só nos diferenciamos de outros animais similares devido a transferência de conhecimentos através de guerras, conquistas, derrotas, erros e acertos. Somente durante as 70 últimas gerações foi possível haver uma comunicação efetiva entre uma geração e outras porque a escrita favoreceu isto. Durante estas 70 últimas gerações ocorreram vários conflitos entre a evolução e o fundamentalismo religioso (principalmente o cristão) causando um substancial atraso no desenvolvimento. A esmagadora maioria dos bens materiais e o IDH conquistado, ocorreram durante as duas últimas gerações. Este avanço tecnológico pode estar gerando um choque inter cultural ou inter racial devido a desumanização pela tecnologia, ou a alienação pela arrogância contra o analfabetismo, o fundamentalismo ou outras mazelas sociais geradas pela involução. E...