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Mostrando postagens de janeiro, 2012

A responsabilidade existencial de Jesus

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O fato de Jesus ter falado em nome de Deus, de ter usado as escrituras com autoridades e insinuado ser Deus não prova que ele cria em tudo aquilo ou que ele mesmo era Deus, mas que ele tenha assumido existencialmente uma responsabilidade que ele acreditou ser dele e de mais ninguém e a qual por isso se julgou acima de qualquer lei moral para poder interpretar e reinterpretar qualquer coisa concernente ao sagrado por que a superioridade de sua lei interior cravada em seu coração abolia qualquer lei que podia o impedir de estabelecer um reino espiritual entre os homens. Um dos conceitos mais importante defendido por Jesus foi o de que a lei foi feita para o homem e não o homem para lei, ou seja: o homem esta acima da lei e da moral e a lei e moral existem em benefício e segurança do homem, para servir o homem para seu bem. O que em ultima estância aquele que tiver todos os dons e atitude superior que o sobrepõe a qualquer lei, tem seu pleno poder s0bre ela, para poder administrá-...

Uma questão de Justiça

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Elídia Rosa Desde já quero adiantar que não sou especialista no assunto, mas como cidadã que tenta entender os rumos das coisas dentro da pátria amada, me chamou atenção a seguinte questão que vem suscitando debates. Creio que quase todos nós algum dia já passamos direta ou indiretamente pelas conseqüências da morosidade de um processo judicial, seja em qual área for, ou acompanhou alguém nessa (geralmente longa) trajetória. A justiça brasileira em si já é um estudo de caso. Custa entender, por exemplo, como um processo demora 15 anos para ser concluso, e direitos prescrevem, e até em alguns caso o beneficiário morra antes de ver o fim da ação que lhe caberia tais. E nem entraria na área penal, em que o imbróglio às vezes é tão imenso que o réu passa a vítima, e esta culpada, e não seria algo inédito. Meses atrás fomos brindados com um capítulo interessante da história recente do judiciário. A Corregedora Nacional de Justiça, ministra Elia...

O silêncio das inocentes

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Existe um lado do genocídio dos judeus na Segunda Guerra Mundial que é muito pouco abordado. Eu mesmo tomei ciência da questão ao ler uma entrevista de Rochelle Saidei, autora do livro Sexual violence against Jewish during the holocaust (Violência sexual contra mulheres judias durante o holocausto) onde a autora aborda a violência sexual contra as mulheres judias durante a Guerra. A principal razão para que se saiba tão pouco dessa drama é que a maioria das vítimas foram assassinadas. Na Alemanha nazista, um ariano não poderia se relacionar com uma judia, pois havia uma lei que proibia tais relações. Mas os soldados  alemães davam um jeitinho: estupravam uma mulher judia e a matava, para não ter problemas com a lei. As que sobreviveram por algum acaso do destino, tinham um sentimento tão grande de vergonha que não falavam do assunto. Elas se calavam pois achavam que isso impediria que se casassem, não queriam que seus maridos soubessem. Em alguns campos de concentraç...