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Chega de eleger esses espinheiros!

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  "Certo dia as árvores saíram para ungir um rei para si. Disseram à oliveira: 'Seja o nosso rei!' A oliveira, porém, respondeu: 'Deveria eu renunciar ao meu azeite, com o qual se presta honra aos deuses e aos homens, para dominar sobre as árvores?' Então as árvores disseram à figueira: 'Venha ser o nosso rei!' A figueira, porém, respondeu: 'Deveria eu renunciar ao meu fruto saboroso e doce, para dominar sobre as árvores?' Depois as árvores disseram à videira: 'Venha ser o nosso rei!' A videira, porém, respondeu: 'Deveria eu renunciar ao meu vinho, que alegra os deuses e os homens, para ter domínio sobre as árvores?' Finalmente todas as árvores disseram ao espinheiro: 'Venha ser o nosso rei!' O espinheiro disse às árvores: 'Se querem realmente ungir-me rei sobre vocês, venham abrigar-se à minha sombra; do contrário, sairá fogo do espinheiro e consumirá os cedros do Líbano!'" (Juízes 9:8-15; NVI) A pas...

A ampliação da democracia através da internet

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O que mais me agradou ao ter lido a edição n.º 529 da  Tribuna do Advogado , periódico publicado pela OAB/RJ, foi a matéria  Democracia que vem das redes . Embora não fosse a reportagem de capa, a mesma ocupou três páginas da excelente revista que, como profissional inscrito na Ordem, recebo em meu endereço gratuitamente. Um dos pontos abordados no texto de  Cássia Bittar  tratou justamente da necessidade de atualização do artigo 61 da Constituição Federal em relação às petições  online , as quais tornaram-se uma constante na internet brasileira sem ter ainda o devido valor jurídico: "Só no Brasil, duas das principais plataformas de petições online do mundo, a Avaaz e a Change, contabilizam, jun tas, mais de 4,5 milhões de usuários. Apesar de o alcance ser numericamente expressivo, pela legislação atual coletas nesse modelo não têm valor para a proposição de projetos de lei de iniciativa popular - o artigo 61 da Constituição estabelece a necessidade de...

Afinal, quem são “os evangélicos”?

por Ricardo Alexandre Homofóbicos, cortejados pela  presidente , fundamentalistas. Massa de manobra de Silas Malafaia, conservadores, determinantes no segundo turno das eleições. De tanto que se falou sobre os evangélicos nas últimas semanas, nos jornais e nas redes sociais, talvez caiba uma pergunta: afinal, quem são “os evangélicos”? A resposta mais honesta não poderia ser mais frustrante: os evangélicos são qualquer pessoa, todo mundo, ou, mais especificamente, ninguém. São uma abstração, uma caricatura pintada a partir do que vemos zapeando pelos canais abertos misturado ao que lemos de bizarro nos tabloides da internet com o que nosso preconceito manda reforçar. Dizer que “o voto dos evangélicos decidirá a eleição” é tão estúpido quanto dizer a obviedade de que  22,2% dos brasileiros decidirão a eleição . Dizer que “os evangélicos são preconceituosos”, significa dizer o ser humano é preconceituoso. É não dizer nada, na verdade. Acreditar que há uma hegemoni...

Agenda política do século XXI e a depressão

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Por Fabio Feldmann A morte do ator Robbin Williams expõe o grave problema da depressão que nos aflige. A Organização Mundial de Saúde, já faz tempo, tem alertado sobre a necessidade de colocarmos na agenda política este tema tão relevante. Infelizmente muita gente encara a depressão com preconceito, como se ela revelasse uma fragilidade da pessoa que vive intensamente o problema. Hoje já se reconhece que nem as crianças estão isentas desse mal. Recentemente o tema foi abordado em Paraty na FLIP – Festa Literária Internacional de Paraty por Andrew Solomon, reconhecido escritor americano. Certamente, a depender das circunstâncias, todos estão sujeitos aos altos e baixos da roda gigante que é a vida. Mas temos que pensar se de fato estamos enfrentando adequadamente a questão. Como a depressão nos afeta? Como a desigualdade social torna mais vulnerável pessoas com menos possibilidades de um correto diagnóstico e de escolhas para o seu enfrentamento? Existe uma pré disp...

A radicalização dos Quatro Cavaleiros do Apocalipse

Por Marcelo Gleiser Minimizar a importância e o poder da fé na vida das pessoas é um erro grave. Aquele que acham que a tecnologia necessariamente leva a uma sociedade cada vez mais secular deveriam dar uma boa olhada em torno. No maior país do mundo, líder em tecnologia, os EUA, mesmo admitindo variações do que "Deus" signifique, de cada dez americanos em média sete têm certeza absoluta de que Deus existe. Os EUA são uma das nações mais religiosos do mundo. Se a percentagem de fiéis na época do faraó Akenaton (1350 aC) era, digamos, de 99,9%, esta é apenas uma diferença de 7,9% do número atual nos EUA. Somos capazes de acreditar em algo mesmo na ausência de qualquer evidência. Em outras palavras, quando queremos acreditar em algo fica bem mais fácil nos convencer de que esse algo existe. Nos últimos anos, a chama "guerra" entre a religião e a ciência vem sendo abordada por um novo ângulo, bastante polêmico. Cientistas como Richard Dwkins e Sam Harris, o fi...

O nada que funciona

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Efeito placebo. Segundo o médico e farmacologista Julio Rocha, "placebo é qualquer tratamento que não tem ação específica nos sintomas ou doenças, mas que, de qualquer forma, pode causar um efeito no doente". Existem estudos que demonstram que pelo menos um terço do total de pacientes  tratados com substâncias inertes apresentam alguma melhora clínica. Um recente estudo em Havard, foi testado a eficácia do placebo em vários distúrbios como dor, hipertensão e asma. O resultado confirmou: de 30 a 40% dos doentes obtiveram alívio pelo uso de drogas falsas. Há casos de melhora até em falsa cirurgia! O cardiologista Protásio Lemos da Luz, do Incor, lembra de exemplos que viraram clássicos na medicina:  pacientes com angina (dor no peito pelo estreitamento das artérias) que seriam  operados para a colocação de pontes coronárias, mas que estavam em tão mau estado que não dava para operar, ao observarem o corte no peito e saber que passaram por uma cirurgia...melhoraram...

O Novo Testamento Forjou um Messias

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Conforme as escrituras cristãs, Jesus não era descendente do Rei Davi e da casa de Salomão. O “Novo Testamento” cristão fala sobre a genealogia de José. Entretanto, há um grande problema para os cristãos resolverem: Jesus afirma ter nascido de uma virgem e que José não era seu pai.(Mat.1:18 Em resposta, alega-se que José adotou Jesus, e passou sua genealogia a ele por adoção. Não há base bíblica para a adoção nesses casos. Um pai não pode passar sua linha tribal por adoção. Um sacerdote que adota um filho de outra tribo não pode fazer dele um sacerdote por adoção. Mas, suponhamos que tenha havido a adoção. Mesmo assim, José não poderia dar a Jesus o que ele mesmo não tinha. José é descendente de Jeconias (Mateus 1:11-16). E daí? E daí que os escritores cristãos esqueceram que isso fez José cair na maldição do Eterno que prevê que nenhum dos descendentes de Jeconias se sentaria como rei no trono de Davi. Jesus não poderia ser o messias por causa da maldição prevista pa...