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“As histórias que habitam a estatística”

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Por Yeda Crusius * O Dia Mundial do Refugiado foi instituído em 20 de junho de 2000 pela ONU, uma data certa para homenagear milhões de pessoas que são obrigadas a fugir de guerras civis, perseguições em decorrência de suas posições religiosas, opiniões políticas, etnia e raça. Não é raro que artistas mundialmente conhecidos gravem pedidos de ajuda, promovam shows em benefício desse ou daquele grupo. O mundo se mobiliza, olha para os campos de refugiados, faz doações e agradece por estar em casa, com os seus, em segurança. Por um dia. Depois vamos todos viver a vida, porque os horrores que os deslocados e refugiados por conflitos enfrentam em sua caminhada são de tal maneira chocantes que é como se não pudéssemos conviver com eles por mais de 24 horas. Quem ainda se lembra do pequeno Aylan Kurdi, que morreu como se dormisse à beira do Mediterrâneo no dia 02 de setembro de 2015, ou das 423 crianças que afogaram na mesma travessia no ano seguinte? Em 20 de junho de 2017 a ACN...

É preciso que o PSDB deixe o governo Temer o quanto antes!

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Na data de ontem (15/06), o ex-presidente  Fernando Henrique Cardoso  surpreendeu a opinião pública e seus colegas de partido ao defender a realização de eleições diretas por iniciativa do próprio Michel Temer, posição esta que vai contra a decisão dos peessedebistas em permanecerem no governo. Num trecho da nota encaminhada ao jornal  O GLOBO  (clique  AQUI  para ler), o tucano lembrou que, anteriormente, havia classificado como "golpe" a ideia da oposição de antecipar eleições, mas, desta vez, considerou que falta "legitimidade" ao presidente e que a medida seria um "gesto de grandeza" para atender a um pedido popular: "A ordem vigente é legal e constitucional mas não havendo aceitação generalizada de sua validade, ou há um gesto de grandeza por parte de quem legalmente detém o poder pedindo antecipação de eleições gerais, ou o poder se erode de tal forma que as ruas pedirão a ruptura da regra vigente exigindo antecipação do voto....

Depressão: que porra é essa?

Há momentos, momentos terríveis na depressão, no seu estado mais profundo, mais dilacerador, que precisamos acreditar contra nossa própria vontade, mesmo não acreditando, ou mesmo não podendo acreditar, no sentido de não conseguir acreditar, que vamos conseguir sair do abismo da depressão, nem que tenhamos que subir escalando com nossas próprias mãos, ainda que estas venham "sangrar". E antes que alguém me diga: "Márcio, você é um dos muitos que tem por ai, que só sabe sobre depressão através dos inúmeros livros que leu na faculdade", respondo: não, infelizmente eu já tive a depressão em seu estado mais desumano; mais sofrível; mais avassalador; mais devastador; mais profundo - não me orgulho disso, mas também, não me envergonho: é algo do humano com o qual tenho aprendido a lidar. E como fiz para sair dela? Acreditando contra todas as possibilidades; contra todas as circunstancias; contra todas as forças desse demônio devastador que é a depressão, que su...

Protestos violentos não me representam!

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Não imaginava que, no protesto nacional desta quarta-feira (24/05), para o qual alguns amigos meus partiram ontem rumo a Brasília, a manifestação iria terminar em atos de violência e de vandalismo. No meio de milhares de pessoas boas, defensoras da ordem e da decência, alguns maus elementos infiltrados resolveram depredar prédios públicos e estruturas que compõem a Esplanada na capital federal. Tais baderneiros chegaram a incendiar a área interna dos ministérios da Agricultura, do Planejamento e da Cultura. De acordo com o portal de notícias G1 ,  "O primeiro prédio a ser atingido pelo fogo foi o do Ministério da Agricultura, por volta das 15h – as chamas foram extintas cerca de 40 minutos depois. Segundo o Corpo de Bombeiros, o tumulto dificultou o acesso dos carros para combater as chamas. Segundo o ministério, o prédio foi evacuado e não houve registro de feridos. O fogo atingiu o auditório no andar térreo, e fotos de ex-ministros foram quebradas. A Tropa de C...

Pela Governabilidade

Carta de Formulação e Mobilização Política - Quinta-feira, 18 de maio de 2017 (Nota do Instituto Teotônio Vilela) O que está em jogo é algo muito acima de paixões ideológicas e partidárias: é o futuro de toda uma nação de 200 milhões de cidadãos que só querem voltar a viver num país melhor O país vive momento gravíssimo de sua história. Nestas horas, o que a nação exige é serenidade, equilíbrio, compromisso absoluto com o interesse coletivo. Mais que nunca, os brasileiros clamam por lideranças imbuídas de um único objetivo: o bem comum, a busca do bem-estar da população, a reconstrução de uma nação em frangalhos. O Brasil já passou por crises de dimensões até maiores. Quando prevaleceu o conflito, a democracia pagou caro. Quando os interesses particulares foram deixados de lado e o interesse maior da nação sobressaiu, o Brasil seguiu adiante, e mais forte. É o que precisa ser feito agora. Momentos de crise aguda não devem resultar em paralisia, tampouco em retrocessos. Devem, ...

Semipresidencialismo à brasileira

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Por  Antonio Anastasia Em recente evento acadêmico em Lisboa, fui desafiado a palestrar em painel cujo tema era: “O presidencialismo de coalizão é reformável?”. Todos sabemos das dificuldades do assunto e das singulares peculiaridades do modelo político brasileiro. Todavia, não podemos nos acostumar com o atual quadro de instabilidade e crise sem oferecer ao debate, despido de preconceito de ideias, propostas que eventualmente possam colaborar com a superação do grave momento pelo qual ora passamos no país. Deste modo, instigado pelo tema do aludido debate, cheguei à conclusão de que o atual formato político-institucional brasileiro, amparado no denominado, e já bem estudado, presidencialismo de coalizão, sofre de um interessante paradoxo: de tanta força tem o nosso chefe de estado e de governo, que daí advém suas fragilidades. E explico. O modelo presidencial brasileiro enfeixou nas mãos do Presidente da República uma gama imensa de poderes e atribuições, quer em matéria...

“Cidades mais inclusivas”

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Por Marcello Richa Dados divulgados pelo Ministério da Saúde em abril apontaram um aumento de 60% no índice de obesidade no Brasil nos últimos dez anos. Esse número reforça o problema que representa as doenças não transmissíveis, responsáveis por 72% das causas de morte no país, com prevalência de doenças cardiovasculares, hipertensão, depressão, diabetes e colesterol elevado – todas relacionadas ao sedentarismo e sobrepeso. Vivemos em uma época em que as tarefas diárias e o exercício profissional gastam pouca energia, porém exigem muito tempo e possuem uma pressão por resultados constante. Somado a isso, o acesso fácil a alimentos industrializados pouco indicados para uma dieta saudável e menos tempo para a realização de atividades físicas tem contribuído para uma constante queda na qualidade de vida da população. Reverter esse quadro exige uma atenção maior ao incentivo de mudança de hábitos para um estilo de vida mais saudável, de forma a prevenir a incidência dessas doen...