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A importância de nos tornarmos uma civilização multiplanetária, mas sem nos esquecermos de aprender a viver na Terra

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  Não considero um sonho irrealizável o homem vir a colonizar outros planetas criando comunidades fora da Terra. O saudoso físico  Stephen Hawking  (1942 – 2018) defendia a realização urgente dessa ideia num período de 100 anos, argumentando como justificativa evitar potenciais ameaças que seriam fatais para a civilização, a exemplo dos efeitos das mudanças climáticas, colisões com asteroides, possíveis epidemias e o excesso de população. No entanto, discordo que a nossa segunda "Arca de Noé", a princípio, esteja fora de casa. Pois considero que os problemas de relacionamento da humanidade com o meio ambiente, as guerras com uso de armas de destruição em massa e a nossa conduta diante das epidemias, a exemplo de como tem sido diante do enfrentamento da Covid-19, tratam-se de mazelas que se originam dentro do próprio ser humano. Ou seja, nós é que promovemos o atual  momento de risco , sendo certo que uma parcela significativa dessa responsabilidade pesa sobre os...

Ideologia identitária agride base da democracia liberal

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  Por Antonio Risério Para autor de "As Sinhás Pretas da Bahia", obsessão por diversidade pode levar a uma ditadura de representação herdeira do fascismo [resumo]   Transformação da ideia de diversidade em dogma nas últimas décadas levou a uma compreensão fraudulenta da história ocidental e a uma tentativa de reger a sociedade por meio de lógica de representação estatística, com cotas sexuais ou raciais. Esse projeto de Estado identitário, herdeiro da organização corporativa do fascismo italiano, ameaça o modelo de democracia liberal. O cardápio contestador  dos “sixties” foi variadíssimo. Havia tanta coisa em jogo, que a única definição possível era falar da contracultura e do  Maio de 1968 como espaços da manifestação do múltiplo e do diverso. E foi justamente por aí que veio a palavrinha mágica, diversidade, emergindo “a posteriore” como denominador comum do repertório do final daquela década —porém não mais como definição ou classificação ocasionais, e sim como ideolo...

Nietsche, Socialismo, Capitalismo e Burguesia

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  NIETZSCHE, como bom "transvalorizador de todos os valores" criticou a política como “lamentável palavrório feito de política e egoísmo dos povos”. Nietzsche não acredita no Estado, na política ou na democracia. Seu ideal é o homem superar a si mesmo. "Além-Homem". Sobre o socialismo ele disse: “Existem alguns que pregam minha doutrina de vida, mas ao mesmo tempo pregam igualdade. Não desejo ser confundido com esses pregadores de igualdade, pois dentro de mim a justiça diz: os homens não não iguais; nosso desejo é possuir nada em comum. Vós ó pregadores de igualdade, a tirania insana da impotência clama assim de vosso interior por igualdade. A natureza odeia a igualdade, ela ama a diferenciação dos indivíduos, das classes e das espécies. O socialismo é antibiológico; o processo da evolução implica na utilização da espécie, classe, raça ou indivíduo inferior pelo que lhe é superior. A vida é exploração e subsiste de outra vida; os peixes grandes comem os pequenos ...
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  Partidos temem Bolsonaro mais autoritário após 7 de Setembro, e aliados tentam moderar discurso Receio de líderes políticos é que eventuais ruas cheias acabem legitimando declarações golpistas Entre auxiliares no Palácio do Planalto, há o temor de que o discurso do presidente, normalmente feito de improviso, seja inflamado diante das ruas cheias. (Folha SP, 29/08/2021) * * * A turba ensandecida pode precipitar em muito a situação e derramar o caldo que talvez nem o presidente queira mesmo derramar, já que não o vejo com todas as bases para se manter em uma quebra de normalidade democrática. Nem todos generais são inconsequentes. Por outro lado, talvez o presidente tenha medo do efeito sincero Trump, que declarou a seus apoiadores que tinha sido vacinado e foi fragorosamente vaiado.

Diário de bordo de uma ativista

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Por Flávia Fróes* ( Facebook , em 30/06/2021) Manhã fria na capital do sangue quente.  Apressada,  embarco no carro do aplicativo de transporte. O motorista segue rumo ao aeroporto comentando a notícia da rádio de que a Itália hoje decretou o fim da obrigatoriedade do uso de máscaras em razão do controle da pandemia da Covid-19. Dizia ele que por aqui ainda amarguraremos muitas mortes em razão da péssima administração federal no controle epidemiológico. Conto a ele a razão da minha viagem : a assinatura da unificação de todos os pedidos de impeachment contra Bolsonaro. Com um suspiro ele deseja sorte na empreitada.  Me despeço feliz e sigo refletindo sobre o mesmo desejo de bom ânimo que recebi na véspera das vendedoras da loja de sapatos e de roupas onde estive à noite e comentei sobre a missão de hoje. Por toda parte cresce a esperança em tempos melhores, com o necessário e urgente afastamento do genocida que preside o Brasil.  Com o escândalo do vacinoduto e a tri...

Dilemas: CPI da Covid, Renan e Randolfe

  O DILEMA (proposto por mim) DE RENAN CENA 1. A POLÍCIA FEDERAL realizou em 28 de maio deste ano, operação para investigar desvios de recursos públicos que eram para serem usados no combate à pandemia em SERGIPE E ALAGOAS.  Os crimes investigados teriam acontecido em 2020, causando um prejuízo de R$ 1.071.221,90 ao Fundo Nacional de Saúde. CENA 2, O MPF-AL (Ministério Público Federal de Alagoas) está apurando os gastos do governo de Renan Filho (MDB) no combate à pandemia de covid-19. O procedimento administrativo de acompanhamento de políticas pública foi instaurado em junho de 2020 e encaminhado ao Senado na última semana. CENA 3. Após operação policial em Manaus, CPI decide antecipar depoimento de governador do Amazonas. O presidente da CPI, senador Omar Aziz (PSD) é de Manaus.  PERGUNTA E DILEMA . Ranan Pai estaria disposto a apoiar pelo menos um convite ao seu filho, Renan Filho, para depor na CPI? P.S. eu acho que não, melhor culpar só o presidente que tá de bom ...

EXÍLIO FORÇADO

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  Albert Camus publicou A peste , em 1947, oferecendo à posteridade uma metáfora absolutamente instigante da condição humana. Seu livro, como alegoria, está carregado de verdades cuja raiz mais profunda é o desafio da vida humana no planeta e, ainda mais, o desafio de fazer do planeta uma casa para o ser humano. A peste é, nesse caso, uma ameaça e um exílio. Esse pode ser considerado o eixo central da obra, cujos relatos de mortes e medos remetem ao exílio existencial, metafísico e social. Trata-se daquele estranhamento vivido por Meursault no seu livro anterior, O estrangeiro: “Ah, o senhor não é daqui?” .  O exílio é a perda do mundo , o deslocamento, o desenraizamento, a falta de referências, a crise de fundamentos e suas consequências práticas: a falta de expectativa, a ruína da esperança, o colapso do interesse, a ausência de pertencimento. Não é por acaso que o móvel dessa perda de raiz é uma peste: uma doença contagiosa anula aquilo que nos qualifica como seres humanos,...